Tributo a António Alexandre Marques
Nas encostas de socalcos desenhados,
Onde o Douro flui em veia de prata,
António seguiu, de passos pausados,
Fazendo da terra a prece mais exata.
Era setembro, o ar cheirava a vida,
Vindima em flor, o fruto em seu rigor,
Quando a jornada, enfim, foi concluída,
E o mestre se fundiu no seu labor.
Em 2002, o ciclo fez-se eterno,
Nestas vinhas que ele tanto amou,
Onde o suor, no verão e no inverno,
Em atos de profunda fé se revelou.
Pai de afetos, de linhagem e de brio,
Plantou nos filhos o grão da retidão,
Como um rio que deságua noutro rio,
Levando o amor à terra no coração.
Hoje, é poeira de sol na videira,
Sopro místico no vale profundo,
Pois quem com Deus plantou a vida inteira,
Colhe a paz no pomar do outro mundo.
Victor Marques
Douro
Portugal
Mar 20
Mar 20, 2026 at 3:00 AM UTC
Tributo a António Alexandre Marques
Nas encostas de socalcos desenhados,
Onde o Douro flui em veia de prata,
António seguiu, de passos pausados,
Fazendo da terra a prece mais exata.
Era setembro, o ar cheirava a vida,
Vindima em flor, o fruto em seu rigor,
Quando a jornada, enfim, foi concluída,
E o mestre se fundiu no seu labor.
Em 2002, o ciclo fez-se eterno,
Nestas vinhas que ele tanto amou,
Onde o suor, no verão e no inverno,
Em atos de profunda fé se revelou.
Pai de afetos, de linhagem e de brio,
Plantou nos filhos o grão da retidão,
Como um rio que deságua noutro rio,
Levando o amor à terra no coração.
Hoje, é poeira de sol na videira,
Sopro místico no vale profundo,
Pois quem com Deus plantou a vida inteira,
Colhe a paz no pomar do outro mundo.
Victor Marques
Douro
Portugal
