Sou Eterno no Coração
No pulso invisível do tempo que finda,
há um fogo secreto que em mim habita.
Não sou o pó que a terra reclama,
sou eco de estrela, centelha da chama.
Antes do pranto que o mundo escutou,
minha alma, em silêncio luz semeou.
Antes que a carne vestisse o meu ser,
já eu era sopro de um eterno viver.
Caminho no mundo, mas algo em mim
recorda horizontes que não têm fim.
Há uma memória sempre a arder:
A alegria e devoção do meu viver.
Contemplo as gentes, em fluxo e corrente,
rostos que passam, destino distante.
Mas sob cada forma, diversa e igual,
pulsa o amor pelo Douro, por Portugal.
A alma não cansa, nem teme o partir,
não nasce no tempo, não pode sentir.
Muda de veste, atravessa o céu
Envolto em branco véu.
O Sagrado não é sombra vã,
é sopro constante, luz da manhã.
É força que ampara quando tudo se esvai,
é o colo invisível do meu eterno Pai.
A morte é apenas a uma passagem dolorosa,
Feita da mais bela poesia e até prosa!
Mas quem vive em Amor não se perde jamais,
pois volta à nascente dos nossos pais.
Sou chama que sobe, sou luz que conduz,
sou rio que corre de volta à Luz.
E quando o mundo disser que sou perdão,
direi: sou eterno no coração.
Victor Marques
Feb 11
Feb 11, 2026 at 11:36 PM UTC
Sou Eterno no Coração
No pulso invisível do tempo que finda,
há um fogo secreto que em mim habita.
Não sou o pó que a terra reclama,
sou eco de estrela, centelha da chama.
Antes do pranto que o mundo escutou,
minha alma, em silêncio luz semeou.
Antes que a carne vestisse o meu ser,
já eu era sopro de um eterno viver.
Caminho no mundo, mas algo em mim
recorda horizontes que não têm fim.
Há uma memória sempre a arder:
A alegria e devoção do meu viver.
Contemplo as gentes, em fluxo e corrente,
rostos que passam, destino distante.
Mas sob cada forma, diversa e igual,
pulsa o amor pelo Douro, por Portugal.
A alma não cansa, nem teme o partir,
não nasce no tempo, não pode sentir.
Muda de veste, atravessa o céu
Envolto em branco véu.
O Sagrado não é sombra vã,
é sopro constante, luz da manhã.
É força que ampara quando tudo se esvai,
é o colo invisível do meu eterno Pai.
A morte é apenas a uma passagem dolorosa,
Feita da mais bela poesia e até prosa!
Mas quem vive em Amor não se perde jamais,
pois volta à nascente dos nossos pais.
Sou chama que sobe, sou luz que conduz,
sou rio que corre de volta à Luz.
E quando o mundo disser que sou perdão,
direi: sou eterno no coração.
Victor Marques
