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Tantas vidas me deram os deuses E que deleite as maravilhas divinas! (Doces ou amargas, que me agrada não só O leite gordo e fresco, como talhado e azedo.) Sim, saciei a sede com podridão! Limpei o paladar fétido com mel - Tantas as dádivas com que me deleitar E um paladar maduro que fez proveito de tudo. Enquanto os deuses me tinham, sim, Como merecedora de si. Enfim, Tantas chances prendadas, rios De leite e mel e eu, nua, Esfregando o corpo nos seixos molhados Cantando odes às pedras que os deuses Plantaram para me distrair Lambendo delas o corpo salgado Ignorando os leitos; os deuses Saturaram-se da insolência Da menina-mulher que não os soube honrar Refém de um dizer antigo Que das pedras se farão castelos.
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May 12
May 12, 2026 at 6:22 AM UTC
O Mito de Sisifo - 12/05/2026
Tantas vidas me deram os deuses E que deleite as maravilhas divinas! (Doces ou amargas, que me agrada não só O leite gordo e fresco, como talhado e azedo.) Sim, saciei a sede com podridão! Limpei o paladar fétido com mel - Tantas as dádivas com que me deleitar E um paladar maduro que fez proveito de tudo. Enquanto os deuses me tinham, sim, Como merecedora de si. Enfim, Tantas chances prendadas, rios De leite e mel e eu, nua, Esfregando o corpo nos seixos molhados Cantando odes às pedras que os deuses Plantaram para me distrair Lambendo delas o corpo salgado Ignorando os leitos; os deuses Saturaram-se da insolência Da menina-mulher que não os soube honrar Refém de um dizer antigo Que das pedras se farão castelos.
constanca-megre
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May 12
May 12, 2026 at 6:22 AM UTC
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