A Voz que Não se Cala
No coração há um rumor profundo,
Que fala baixo e ensina a escutar;
Não vem da terra, nem pertence ao mundo,
Mas faz a alma inteira despertar.
Não é na prova fria da ciência
Que o eterno começa a florescer;
É na entrega, no acto de consciência,
Que o invisível aprende a viver.
Em cada flor que nasce sem alarde,
Em cada estrela acesa no infinito,
Há um sopro que jamais se perde,
Um verbo oculto, sagrado e bendito.
No sol que rompe a noite silenciosa,
No entardecer que ensina a perdoar,
Há uma presença mansa e poderosa,
Que guia sem jamais se anunciar.
Não há razão que a essência encerre,
Nem cálculo que a possa definir;
É no silêncio que o homem quer,
Que Deus começa enfim a existir.
Mistério alto que a mente não alcança,
Mas que no espírito arde em claridade;
E quando a fé floresce na esperança,
O coração descobre a eternidade.
Victor Marques
Portugal
Feb 20
Feb 20, 2026 at 3:57 AM UTC
A Voz que Não se Cala
No coração há um rumor profundo,
Que fala baixo e ensina a escutar;
Não vem da terra, nem pertence ao mundo,
Mas faz a alma inteira despertar.
Não é na prova fria da ciência
Que o eterno começa a florescer;
É na entrega, no acto de consciência,
Que o invisível aprende a viver.
Em cada flor que nasce sem alarde,
Em cada estrela acesa no infinito,
Há um sopro que jamais se perde,
Um verbo oculto, sagrado e bendito.
No sol que rompe a noite silenciosa,
No entardecer que ensina a perdoar,
Há uma presença mansa e poderosa,
Que guia sem jamais se anunciar.
Não há razão que a essência encerre,
Nem cálculo que a possa definir;
É no silêncio que o homem quer,
Que Deus começa enfim a existir.
Mistério alto que a mente não alcança,
Mas que no espírito arde em claridade;
E quando a fé floresce na esperança,
O coração descobre a eternidade.
Victor Marques
Portugal
