"voa" poems
Deus Deu-me vida, Deus me leva
A beleza de uma gaivota que voa,
O trovão que ressoa,
A existência de Deus,
Os passos meus.
A alegria quando algo se procura,
Deus é remédio, melhor cura.
Melro que voa em liberdade,
Deus eterno com bondade.
Deus formou o mundo com sabedoria,
Os rios, as montanhas, os mares,
Tudo o que nos foi dado,
Só por Deus é levado.
Victor Marques
Jun 29, 2010
Jun 29, 2010 at 1:32 AM UTC
Hoje sinto que aquela bola de sabão existe!
É uma bola de verdade, leve e livre, pelo vento,
Sente-se os sons das palavras, que expeliste,
Sentiu-se aqui o timbre, presente do alento!
O longo curso, no horizonte dessa montanha,
Que um dia essa bola quis seguir, sente-se aqui!
Brilham olhares atentos à noite, agora estranha,
O olhar de bolas voando vê-se agora até daqui!
Desperta solto e livre o sol de medo dos ventos,
Dispersa cores cinza, que o habitaram por tempos,
Ouvem-se desejos de liberdade, nestes momentos,
Quem sabe agora, o tom dos seus passatempos?
Não vejo os Invernos, nem se sente o tom do inferno,
Plana sobre a linda natureza um cheiro aflito e difuso,
Que sonho teve o vento, que te levou e trouxe, recluso!
Voa-as pelos *** e nem sabes mais a forma do parafuso!
Os círculos controversos do prender da abertura das portas,
Sustentam como metal idêntico as formas do pensamento,
Não importa ser bola de sabão e voar ao saber do vento,
Foi disposição para soltar amarras e viver o que hoje adoras!
O homem fez-se fora e a mulher vê-se agora, ambos cintilantes,
Todos os medos e costumes, já doentios, na hora do descanso,
Quando à noite no silêncio, os medos dos sons são abundantes,
Fogem sorridentes porque mesmo carentes têm seu descanso!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.09.18.02.23
Sep 18, 2013
Sep 18, 2013 at 8:36 AM UTC
Após um ano desde escrevi aqui pela ultima vez, notei a imensa e,
acima de tudo,
mais profunda mudança no que eu poderia chamar de
ego.
Ache uma personalidade para promover, uma própria.
Promova essa personalidade.
Além do mais, eu nunca estive tão feliz e nunca,
em toda a história da minha vida,
aconteceu tanto quanto nesse ultimo ano.
Encontrei enquanto tentava não me perder,
a feiticeira que me aparou antes que eu caísse.
A caldeira que eu incendiaria até que minha chama acabasse.
E lhes conto que ninguém pode ensinar o que é a liberdade.
Bem vindos ao paradoxo.
Embora não possa dizer que
rompi a gaiola que nos toma àquilo de onde viemos,
consegui enxergar através.
E é muito confortável, poder sentir
o pássaro que voa além da gaiola
dormindo no meu peito.
Dec 30, 2014
Dec 30, 2014 at 11:03 PM UTC
Sinto-me leve, livre
como um pássaro que voa
em busca da liberdade...
não sou de ninguém
não tenho lugar de origem,
de partida ou de chegada.
Sei que sou livre, livre...
como uma borboleta
que poisa de flor em flor
em busca do pólen
que lhe dá vida e força.
Sou eu, e ninguém mais para além de mim;
sou eu, com defeitos e virtudes;
vivo e deixo viver,
para amar e ser amado.
Sou livre como um pássaro
em busca do seu rumo
que o levará à felicidade.
Jan 9, 2014
Jan 9, 2014 at 3:26 AM UTC
Sinto-me leve, livre
como um pássaro que voa
em busca da liberdade...
não sou de ninguém
não tenho lugar de origem,
de partida ou de chegada.
Sei que sou livre, livre...
como uma borboleta
que poisa de flor em flor
em busca do pólen
que lhe dá vida e força.
Sou eu, e ninguém mais para além de mim;
sou eu, com defeitos e virtudes;
vivo e deixo viver,
para amar e ser amado.
Sou livre como um pássaro
em busca do seu rumo
que o levará à felicidade.
Jul 20, 2014
Jul 20, 2014 at 4:21 PM UTC
Da janela do meu mundo
Poderia dizer que a vista é sôfrega
E deprimente,
Prédios que escondem as árvores,
Fábricas que me cegam as estrelas
E lixo que voa pelas ruas
Onde passam pessoas vazias,
Mas estaria a ser injusta,
Injusta para com a Lua
E com a luz que jarra neste rio.
Quando os meus olhos caem
Sob ela são conquistaos,
E esqueço o mundo
E os meus deveres,
Esqueço as árvores escondidas
Pelos prédios,
As fábricas que me cegam as estrelas
E o lixo que voas por estas ruas
Onde passam pessoas vazias.
Hipnotiza-me e o tempo para,
Só de olhar para uma das luas
Incorporadas na imensidão deste Universo,
O tempo para,
O tempo para e eu sou feliz
Por poder-me juntar a ela
Cada noite do resto da minha vida.
Sep 24, 2018
Sep 24, 2018 at 9:17 AM UTC
como é bom quando ser não necessariamente é sair de si pra fora da calçada e das ruas habitadas. e se um dia tu ousa fugir da regra e ser consumida por mulheres capazes de te atingir?
é como se respirar fossem facas atravessadas em pulmões de madeira e a cada contorção uma delas se transforma num pássaro que voa pra bem longe daqui.
tudo que se conhece não é verdadeiramente real, pois tu mesma me dissestes que cada tecla de palavras comentadas são números em uma eterna composição fetal.
ato falho e insincero, tivesses todo tempo do mundo e arcasses apenas com o que te conveio entre folhas de orvalhos e manguezais poluídos pela saliva humana.
já calcei outros pés em tempos tardios e te digo: nunca mais fui a mesma; trouxe somente cinco malas cheias de meias pra cobrir teus pés e de teus queridos amados.
houve um dia em que ouvi de longe alguém sussurrar que te ama e que te abraçaria com facilidade. mediria tuas costas e te colocaria numa camisa branca com listras amarelas.
odiaria te ver chorar pedrinhas de malaquita, mas não te apavores quando um dia isso acontecer. e mais: segure essa caneta e escreva em meus braços coisas que só tu poderia saber - teus desejos não são uma ordem.
não me culpo pela tua falta de existência - eu sei, um dia também te quis aqui comigo, mas só de ouvir o som da tua mentirosa voz já me faz bem.
queria ao menos tocar um dos meus dedos em ti e te fazer realidade.
e se um dia as páginas daquele livro virarem sozinhas, podem ser eu indicando aquela horrenda frase:
"belo dia pra viver tão triste"
Jul 23, 2019
Jul 23, 2019 at 11:10 PM UTC