"vergonha" poems
um encantador de mentira/Im lovely lie
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Sou um encantador de mentira
De mente fecunda e alma tristonha
Aquele que diante da flor suspira
E por um grande amor sonha.
O que a morte, enquanto delira,
Busca sem medo ou vergonha,
Mas por mais que a ela prefira
Tu insistes em dar-me vida enfadonha.
Meu caderno de pueris rimas está cheio
Talvez seja hora de puxar o freio,
Pois solidão atada a mim segue.
Oh! Senhor tire do peito o medo
De um fim agora a este enredo
Por favor, a morte não mais me negue.
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Apr 30, 2012
Apr 30, 2012 at 10:23 PM UTC
história
amargas mentiras retorcidas
melancolia
luas e sóis
esperanças
lágrimas
porque me rio?
podes atirar-me palavras
podes subjugar-me com os olhos
podes matar-me de ódio
é a minha sensualidade que te incomoda?
cabanas de vergonha
sobre um oceano *****
deslizam na maré
deixo para trás a noite
o terror
levanto-me
neste maravilhoso amanhecer
no declínio dos meus ancestrais
elevam-se as esperanças do escravo
e sonho
e parto
Apr 24, 2015
Apr 24, 2015 at 2:55 PM UTC
quando que te lembras ter respirado pela última vez?
consegues olhar pro outro sem posicionar a cabeça pra baixo?
tocas em outra pele sem que ela se arrepie?
tens ainda força pra responder desconhecidos em ruas movimentadas?
consegues caminhar em meio a multidão e parar pra arrumar os sapatos sem ter vergonha de te observarem?
compartilhas teus medos?
sabes expressar tudo que se encontra dentro de ti pra fora de ti?
choras te olhando no espelho?
te incomoda pensar em tudo?
Oct 25, 2017
Oct 25, 2017 at 3:49 PM UTC
tenho um palito de dentes sempre ao meu alcance
pra que possa
com facilidade
limpar embaixo das unhas toda vida
sujas de vergonha.
Jan 17, 2018
Jan 17, 2018 at 7:45 PM UTC
decidi abandonar o hábito de me privar. me privar das coisas que dizem com os olhos que não sou capaz. que não sei.
mas preciso começar de algum jeito pra daí saber.
então eu cansei de sentir vergonha, vesti meu segundo par de óculos e tratei de começar a escrever.
de qualquer jeito, sem compromisso, só pra tirar o peso que possui um aspecto cimentado, nada leve.
e fui alto. bem alto.
ainda sozinha mas fui alto. comigo mesma.
e antes eu só pintava com os dedos.
decidi então comprar pincéis.
depois parei.
agora desenho com caneta e papel. e se for pra comparar, eu não sei desenhar. mas sei pintar linhas.
e essas linhas me parecem lindas. e eu gosto delas.
e foi assim que eu comecei a fazer meus pedaços de arte.
eles são feios, mas também são lindos.
Jan 19, 2018
Jan 19, 2018 at 8:29 PM UTC
não precisa pensar muito. ângulo de noventa e cinco graus e um triângulo equilátero.
de onde vieram essas lembranças?
folha de papel cor creme e sem pauta.
faz sete anos que não escrevo em linha reta.
é tão gostoso os dedos deslizando pelas mechas do cabelo.
alcançando até as pontas - essa é a melhor parte.
a fumaça é a coisa mais linda mesmo.
não precisa se esconder atrás da cortina por que a vergonha não usa roupa e isso é tão natural pra ela.
escute gal costa e cante junto com ela.
que magnífico é pensar no som e ouvi-lo mas não vê-lo.
não precisa mais querer voltar a ser criança. a sessão da tarde já não é mais como aquela lembrança em mil novecentos e noventa e oito.
o véu que sempre esteve na gaveta uma hora vai se puir.
porque no fim tudo se apaga.
inclusive o cigarro que chegou na xepa.
Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:11 AM UTC