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"velho" poems
Sonhos Pairas no pensamento, no inconsciente! Estou eu a visionar as cataratas que explicam a beleza do salpicar das gotas de água… O paraíso com anjos vestidos de um rosa velho mal tratado passeia numa barca que até Já fora do diabo. A espuma desse mar celestial quase entra em tão enfadonha embarcação. Ruma em direção aos confins de lado nenhum, pois os sonhos se multiplicam e em segundos Se esvanecem. Foge o vento que em dias de tempestade é frio, bate em tudo que lhe aparece á frente. Temos sonhos dos dragões que no cabo das tormentas nos amedrontam todos os dias, nós fazem tremer de medo, chorar …transpirar junto aos lençóis de linho já raro. Que pesadelo, que sonho arrepiante! Existem sim os sonhos que também são sonhos de todos os seres humanos. O sonho de ser amado e amar na plenitude enquanto ser vivo. A dignidade humana está na perseverança de quem sonha com amor a causas nobres. Na sua vida terrena o homem sonha e obras maravilhosas nascem por amor. O meu sonho é um sonho de amor pelos outros, de dar de uma forma gratuita: um sorriso, um aperto de mão, um abraço, um conselho, uma troca positiva de olhar. O meu sonho é o sonhar com Deus amor feito de bem, um sonhar que vai sempre mais além… O meu sonho é amar a natureza sempre e respeitar suas leis… Nunca deixes de sonhar, de contemplar as estrelas, o orvalho, o sol, a lua. Estamos num tempo que temos de sonhar sempre mesmo estando acordados. Victor Marques
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Sep 24, 2013
Sep 24, 2013 at 5:19 AM UTC
Sonhos
A beleza do mar… Numa praia estou á beira do mar, Vejo gaivotas a voar. Sozinho e cheio de areias, Avisto golfinhos e sereias. A noite é sedutora, Pergunta tu a alguém, Não tenho ninguém, O mar também chora. As ondas, as conchas e o mar azul, Imensidão, e eterno infinito, Cântico do velho Saul… Estou perdido, não existo! É Maravilhoso e mesmo bom, As ondas tem seu tom, As algas marinhas, Esverdeadas como vinhas. Oh…tormento de corações, Vaguear nas ilusões… OH …MAR …terno amigo, ÉS parecido comigo. Victor Marques
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Jun 29, 2010
Jun 29, 2010 at 2:42 AM UTC
A beleza do Mar
O Zé-ninguém da minha escola Olhos tristes e sempre meigos, Faltam-te doces beijos. Hesitante e por vezes calmo, Sentes o belo salmo. Rouquidão dum velho pastor, Teu sorriso encantador. Resposta por vezes certa, Galo que te desperta. Insegurança desmedida, Rosto facetado pela vida. Incompreendido nesse mundo teu, Tens o carinho que Deus te deu. Tens o nome de António, de José, Percorres o País de lés-a-lés, As tuas vitórias são grandes conquistas, Que não são sociais ou políticas. Victor Marques
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Oct 27, 2010
Oct 27, 2010 at 10:20 AM UTC
O zé ninguém da minha escola...
Geografia (2) Havia a lua a conquistar: magno evento. Mas a vida corria normal em solo firme Ah, e os sustos: o estômago puro vento Eu silente, exausto, adormecia inerme. Entanto, no cerrado havia muitas frutinhas. E havia a revolução, e reuniões de oração. Quando dormia no meio do Pai-Nosso. Uma centena de orantes à espera de um milagre. Então Seu Roque viajava para o Interior – Com seu carrossel de slides e nossas fotos Não havia quem não doasse alguma coisa: - Um capado, um saco de arroz, bananas Em cachos; voltava no fordinho velho Mas bem fornido; tão feliz, e barbado. & The United Brothers enviavam cartas. Dentro dessas meu primeiro bookmark E o desejo de conhecer o estrangeiro... Na escola dominical, aprendi os 10 Mandamentos. Ficava triste nas tardes de domingo; ainda agora. Um gosto de mangaba e o dedão do pé doendo Como quando chutava lobeiras em lugar de bolas. O abrigo era o melho lugar do mundo limpo O quintal; o milharal capinado; havia o Careta Nosso cavalo; o Thinka – latindo para o Leão. Éramos tão felizes quando banhados à espera De vovó Cecília e seus doces de buritis... Jesus, como era o teu nome chamado. Até que o Filemon teve convulsão e tudo desabou Sobre nossas cabeças como o Apocalipse de S. João. Fim. ./.
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Feb 8, 2016
Feb 8, 2016 at 12:17 PM UTC
Geography II
Um medíocre seixo formado por um aglomerado espalhafato de pulgas flutua e veleja por oceanos saturados de desaproveitas lágrimas amarelo-chumbo nas mais desoladas camadas de sua privativa órbita, em uma intersecção de múltiplos limbos supra-reais, bem entre dois muros de um corredor estreito, escuro e corroborado pelo lodo - sobre o qual, cabe-se dizer, resta imóvel uma pequena patrola laranja de brinquedo, esquecida. Inevitável e também incoerente, Continuar a ser (peleja) "Um equívoco desmistificado; uma perturbação" Os ideais se contrapõem aos já extintos/ Sedimentos navegam eternamente sem rumo/ Inexprimível Sensível/ O oculto que assim permanece/ Pedregulho pulguento perpetuamente a protuberar-se na imensidão dos mares de um ópio por si próprio proferido, ofendendo e perseguindo leis individuais de universo, causando o óbito comum a todos os parciais ínfimos pares de não-instantes, parados. Estarrece-se o lógico pela busca do externo consenso, indiferente a todo gotejar de pia: fundir-se pela semelhança! tornar-se pela simples analogia! Homo-Sutra; Homo-Isso. Homo-Tundra; Homo-Aquilo. **** Sapiens **** Gênio Entrementes, através de seus poros abertos pela alta temperatura, sente por seu corpo, de muitos corpos, a circulação efervescente do mais intenso calor, o sopro de vida hebraico de um cosmos também filisteu, (de tudo aquilo que pode até não estar de todo vivo - ou de todo morto); contradição de um todo-devir também carrasco, mas, em essência, todo-devir de um sorrateiro espaço de tempo do bater de asas de um besouro não mais vivo e nunca catalogado, capturado somente por um pequenino ponteiro vermelho de segundos de um relógio velho, possuído,  em circunstâncias afortunas, por uma avó - ainda hoje vivente - de um tempo atormentado pela tirania e propositalmente esquecido, a proferir não só eternidades-nascedouros e cede ansiada, como, de igual infinita intensidade, a inferir a sublimidade em poderios majestáticos estruturados na mais esplendorosa magia humana, a sua despropria linguagem; ...se apercebe o amontoado, tudo, menos genérico, mesmo não sendo, agora, inseto, nem humano, apenas animal, Que Mantêm-se em correnteza, Metamorfose lavareda.
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Nov 7, 2014
Nov 7, 2014 at 7:55 AM UTC
Sedimento Agonizantardil
Um medíocre seixo formado por um aglomerado espalhafato de pulgas flutua e veleja por oceanos saturados de desaproveitas lágrimas amarelo-chumbo nas mais desoladas camadas de sua privativa órbita, em uma intersecção de múltiplos limbos supra-reais, bem entre dois muros de um corredor estreito, escuro e corroborado pelo lodo - sobre o qual, cabe-se dizer, resta imóvel uma pequena patrola laranja de brinquedo, esquecida. Inevitável e também incoerente, Continuar a ser (peleja) "Um equívoco desmistificado; uma perturbação" Os ideais se contrapõem aos já extintos/ Sedimentos navegam eternamente sem rumo/ Inexprimível Sensível/ O oculto que assim permanece/ Pedregulho pulguento perpetuamente a protuberar-se na imensidão dos mares de um ópio por si próprio proferido, ofendendo e perseguindo leis individuais de universo, causando o óbito comum a todos os parciais ínfimos pares de não-instantes, parados. Estarrece-se o lógico pela busca do externo consenso, indiferente a todo gotejar de pia: fundir-se pela semelhança! tornar-se pela simples analogia! Homo-Sutra; Homo-Isso. Homo-Tundra; Homo-Aquilo. **** Sapiens **** Gênio Entrementes, através de seus poros abertos pela alta temperatura, sente por seu corpo, de muitos corpos, a circulação efervescente do mais intenso calor, o sopro de vida hebraico de um cosmos também filisteu, (de tudo aquilo que pode até não estar de todo vivo - ou de todo morto); contradição de um todo-devir também carrasco, mas, em essência, todo-devir de um sorrateiro espaço de tempo do bater de asas de um besouro não mais vivo e nunca catalogado, capturado somente por um pequenino ponteiro vermelho de segundos de um relógio velho, possuído,  em circunstâncias afortunas, por uma avó - ainda hoje vivente - de um tempo atormentado pela tirania e propositalmente esquecido, a proferir não só eternidades-nascedouros e cede ansiada, como, de igual infinita intensidade, a inferir a sublimidade em poderios majestáticos estruturados na mais esplendorosa magia humana, a sua despropria linguagem; ...se apercebe o amontoado, tudo, menos genérico, mesmo não sendo, agora, inseto, nem humano, apenas animal, Que Mantêm-se em correnteza, Metamorfose lavareda.
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Os Nossos sonhos e o amor que existe em nós Os nossos sonhos são elos, alegria, tristeza, Vagueiam sem cultos e com beleza, O céu meu refúgio espiritual, Descanso eterno e fatal. A vida madrasta do que é perfeito, Sonhar deitado no nosso leito, Perdem-se com os dias, desvanecem, Renascem com o amor que os adormece. Sonhar alto com amor sem sentido, Sonhar acordado, vestido, despido. Tocar os vidros da janela que abriste, Sonho velho que já partiste… Victor Marques
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Dec 4, 2012
Dec 4, 2012 at 1:00 PM UTC
Os nossos sonhos e o amor que existe entre nós
I know how to say 'hello' terve I can name colors sininen I can call you a wizard sinä olet velho! but in no language do I yet have the words for how you make me feel
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Sep 1, 2022
Sep 1, 2022 at 11:34 PM UTC
In Finnish
Luana; Tinha uma voz doce; Um cabelo ***** cumprido; Olhos de ressaca; Ficava bonita até de batom rosa; (Odeio, batom rosa). Mas melhor de tudo; Foi a mulher mais linda; Que eu já vi na vida. Ela não cabe em um livro; Ela está nos menores frascos; Até porque, Neles estão os melhores perfumes. E como diz aquele velho ditado: ''Secretárias são sensacionais''. Mas eu, [Tenho esse erro; De me apaixonar todo dia; Sempre pela pessoa errada].
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Aug 23, 2017
Aug 23, 2017 at 2:20 PM UTC
Morena dos Olhos de Ressaca
Pequeno sonho, pequeno voo, todo aquele que morre, Pouco depois de nascer, vazio de esperança e vontade, Sentido e crescido, perdido de forte abraço com a vida, Palavra bonita se esvanece ou fortalece por ser forte! Nesse pequeno engenho de transporte ao lado diferente, Cheio de razões quarentes para poder apertar de imediato, Aconchegando a mim e partir junto com ele nesse momento! Novo ou velho está vivo e não é hora de para já desistir! A lata ferrugenta desse transporte de viagem ardente, Não é o problema da morte do profundo sonho, É falta de animo e falta de querer que ele viva, É esperança perdida e tempo de te moldar verdadeiramente! Estudando manuais bizarros de situações de vida vivida, Facilmente encontro o molde de concerto desse engenho, Esquecido e embevecido em memórias aventureiras, Que em tempo servira para viagens contadas lisonjeiras. Chegou a hora de pintar o espaço envolvente onde durmo, Criar uma família, constituída por mim um peixe e um pássaro, Porque hoje não há tempo a perder para coisas de verdade, De verdade mesmo sou, eu, esse peixe e esse pássaro! Autor: António Benigno Dedicado ao tempo, à viagem e ao rumo da verdade!
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:59 AM UTC
Sai agora
Marinheiro, marinheiro Você  perdeu sua âncora Você perdeu seu atlas Marinheiro, marinheiro Você matou seus companheiros E não há lugar em terra para você Marinheiro, marinheiro Te disseram para nunca mais voltar Te mandaram parar de respirar Marinheiro, marinheiro E toda dor que você sentiu? Você perdeu seu coração? Marinheiro, marinheiro Eles te odeiam Você é a própria morte, dizem eles Marinheiro, marinheiro O alfaiate e o jovem da meia-noite estão em paz? Seus fantasmas ainda o perseguem? Marinheiro, marinheiro Você perdeu o receio daquele barco? O velho barco quebrado  que é você Marinheiro, marinheiro Você sentiu o cheiro de casa? Seus companheiros estão em terra Marinheiro, marinheiro Como você navega pelo desfiladeiro? Como você luta com o desespero? Marinheiro, marinheiro Eu achei sua âncora e seu atlas Mas eles pertencem a outro senhor Marinheiro, marinheiro Você desistiu do seu destino? Você abandonou sua tripulação Marinheiro, marinheiro Onde será seu enterro? Porque você está morto afinal Marinheiro, marinheiro Se eu disser que te odeio Pois você abandonou sua tripulação? Marinheiro, marinheiro Você me responderia Se eu dissesse que te odeio? Marinheiro, marinheiro Se você está morto afinal Porque eu sou um fantasma? Marinheiro, marinheiro Onde seu coração está? Porque eu não quero mais sofrer Marinheiro, marinheiro Quem é você afinal? Porque eu sou um espectro de quem você foi Marinheiro, marinheiro Se eu matar meus companheiros E abandonar a tripulação Marinheiro, marinheiro Eu vou ser livre do desespero? A escuridão vai me abandonar? Marinheiro, marinheiro Por que eu sou tão triste Se sou um fantasma solitário? Marinheiro, marinheiro Eles dizem que você é o pior Aquele que nunca deveria ter existido Marinheiro, marinheiro O que isso diz sobre mim? Se você, afinal, não tivesse nascido Como eu poderia estar aqui? Marinheiro, marinheiro Se você recuperar sua âncora e seu atlas Se você recuperar sua tripulação Você me aceita? Marinheiro, marinheiro Se você estiver vivo afinal Você me empresta seu nome? Porque eu estou cansado de sofrer Marinheiro, marinheiro Se eu for seu herdeiro Você me deixa navegar naquele velho barco? Marinheiro, marinheiro Você me deixa ser a própria morte? Porque eu não quero mais sofrer. Marinheiro, marinheiro Você permite que eu seja apenas um fantasma Vagando sem rumo pela escuridão? Marinheiro, marinheiro Você permite que eu me mate Para não fazer mais ninguém sofrer? Marinheiro, marinheiro Por que tudo mudou? Era mais fácil quando todos éramos sonhadores Marinheiro, marinheiro Eu quero ser novamente um marinheiro Para que eu sinta o cheiro de casa Marinheiro, marinheiro Se eu não sou mais marinheiro Eu posso abandonar o barco? Marinheiro, marinheiro Eu quero abraçar o mar Marinheiro, marinheiro Eu quero sangrar com o mar. Marinheiro, marinheiro Eu quero entender por inteiro Por que eu deixei de ser marinheiro Marinheiro marinheiro Eu vou virar seu companheiro Vamos estar mortos afinal.
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Dec 3, 2016
Dec 3, 2016 at 6:39 PM UTC
Marinheiro, marinheiro
Marinheiro, marinheiro Você  perdeu sua âncora Você perdeu seu atlas Marinheiro, marinheiro Você matou seus companheiros E não há lugar em terra para você Marinheiro, marinheiro Te disseram para nunca mais voltar Te mandaram parar de respirar Marinheiro, marinheiro E toda dor que você sentiu? Você perdeu seu coração? Marinheiro, marinheiro Eles te odeiam Você é a própria morte, dizem eles Marinheiro, marinheiro O alfaiate e o jovem da meia-noite estão em paz? Seus fantasmas ainda o perseguem? Marinheiro, marinheiro Você perdeu o receio daquele barco? O velho barco quebrado  que é você Marinheiro, marinheiro Você sentiu o cheiro de casa? Seus companheiros estão em terra Marinheiro, marinheiro Como você navega pelo desfiladeiro? Como você luta com o desespero? Marinheiro, marinheiro Eu achei sua âncora e seu atlas Mas eles pertencem a outro senhor Marinheiro, marinheiro Você desistiu do seu destino? Você abandonou sua tripulação Marinheiro, marinheiro Onde será seu enterro? Porque você está morto afinal Marinheiro, marinheiro Se eu disser que te odeio Pois você abandonou sua tripulação? Marinheiro, marinheiro Você me responderia Se eu dissesse que te odeio? Marinheiro, marinheiro Se você está morto afinal Porque eu sou um fantasma? Marinheiro, marinheiro Onde seu coração está? Porque eu não quero mais sofrer Marinheiro, marinheiro Quem é você afinal? Porque eu sou um espectro de quem você foi Marinheiro, marinheiro Se eu matar meus companheiros E abandonar a tripulação Marinheiro, marinheiro Eu vou ser livre do desespero? A escuridão vai me abandonar? Marinheiro, marinheiro Por que eu sou tão triste Se sou um fantasma solitário? Marinheiro, marinheiro Eles dizem que você é o pior Aquele que nunca deveria ter existido Marinheiro, marinheiro O que isso diz sobre mim? Se você, afinal, não tivesse nascido Como eu poderia estar aqui? Marinheiro, marinheiro Se você recuperar sua âncora e seu atlas Se você recuperar sua tripulação Você me aceita? Marinheiro, marinheiro Se você estiver vivo afinal Você me empresta seu nome? Porque eu estou cansado de sofrer Marinheiro, marinheiro Se eu for seu herdeiro Você me deixa navegar naquele velho barco? Marinheiro, marinheiro Você me deixa ser a própria morte? Porque eu não quero mais sofrer. Marinheiro, marinheiro Você permite que eu seja apenas um fantasma Vagando sem rumo pela escuridão? Marinheiro, marinheiro Você permite que eu me mate Para não fazer mais ninguém sofrer? Marinheiro, marinheiro Por que tudo mudou? Era mais fácil quando todos éramos sonhadores Marinheiro, marinheiro Eu quero ser novamente um marinheiro Para que eu sinta o cheiro de casa Marinheiro, marinheiro Se eu não sou mais marinheiro Eu posso abandonar o barco? Marinheiro, marinheiro Eu quero abraçar o mar Marinheiro, marinheiro Eu quero sangrar com o mar. Marinheiro, marinheiro Eu quero entender por inteiro Por que eu deixei de ser marinheiro Marinheiro marinheiro Eu vou virar seu companheiro Vamos estar mortos afinal.
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não sinto, sou poeta que finge as mulheres que amo vieram de copos de uísque sobre a madeira dos móveis cegos na madrugada. não sinto, já sou anestesiado fui ultrajado pelo amor e a sorte já não me quer mais. agora sou amante das palavras dos versos jogados à mesa de bar já não mais sinto o doce da vida o amargo de nicotina, é o que me restou um uivo perdido à beira da calçada cinzas num cinzeiro velho na estante da sala estou coberto por cicatrizes invisíveis bêbado largado nas entrelinhas de um poema sem rima
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May 29, 2013
May 29, 2013 at 7:20 PM UTC
Cinzas e uísque
Escrevo num velho caderno Velhas ideias Velhos sentimentos Que outrora estiveram cá dentro. Quero sentir o que já senti. Quero pensar o que já pensei. Não quero ser, porém, o que já fui. Mas como farei isso, de tal forma, eu? Como poderei eu ponderar tais feitos Sem mudar quem sou? Pois a pessoa que era antes era a pessoa Que sentiu e pensou aquilo Que no seu coração e mente passou. Se já não sou quem era, não posso reaver o que perdi Sentimentos que cá estiveram no meu antigo eu. Posso aspirar, desejar, pretender, querer, tencionar Mas se não quero quem eu era, porque é que quero o que quero? É uma inquietação constante, Uma busca estonteante, Um desejo extenuante. Penso eu, num pensamento abundante. Quero ser eu mas não ser eu. Quero sentir mas não sentir o novo. Quero pensar mas não pensar. Quero o que quero sem querer o que não quero. Não poder ter tudo mas não querer tudo. Que infelicidade do consciente.
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Mar 1, 2014
Mar 1, 2014 at 12:44 PM UTC
A busca em português - The search in portuguese
Uma vez um garoto me disse "Viva uma história que valha a pena contar" Eu me apaixonei por esse garoto E ele desapareceu, levando meu coração Deixando minha mente lidar com os sentimentos Por favor garoto Devolva meu coração Volte para mim Devolva meu coração Uma vez meu amor me disse Para não esquecer de ser incrível Para não esquecer de fazer cada dia melhor Para não planejar o futuro Mas viver o presente Por favor garoto Devolva meu coração Volte para mim, por favor Devolva meu coração, eu imploro Uma vez eu conheci um garoto Ele era radiante Ele me amou com toda a sua energia E eu me apaixonei, mas ele foi embora E levou tudo de mim E ele levou meu coração E só deixou a casca para trás Por favor garoto Devolva meu coração Eu estou de joelhos, implorando Volte para mim E devolva meu coração Pelo nosso velho amor, por favor Uma vez eu vi um garoto Nós rimos juntos Nós nos amamos intensamente E então ele se foi Me deixou para trás E levou meu coração E nunca mais devolveu Uma vez eu reencontrei meu garoto E ele me devolveu meu coração E me deu também o seu E desapareceu para sempre
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Sep 13, 2016
Sep 13, 2016 at 8:12 AM UTC
Uma vez um garoto
Tanto já esqueci e tanto há a esquecer. Dá-me o teu amor amor por mim ainda a descobrir. Deambulamos pela tarde sombria. Lembro-me das estradas Verão, a teu lado, foi verdadeiramente de loucos, sim loucos. Um hotel velho e barato incandescência ao olhar. Bem vindos á noite em que a papoila domina o mundo. Este é o meu poema, para ti tu sabes tu sabes mais do que aquilo que denuncias. Sabes se existimos? Nós os gerados p’lo prazer numa noite de luxúria. Será que a liberdade existe? Sou uma colagem, na revista da vida. Vou sair talvez daqui p’ra fora sigo, ao lado da estrada, procuro-te, conseguimos milagres, quando estamos juntos.
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Apr 6, 2014
Apr 6, 2014 at 3:47 PM UTC
um olhar no passado
Estou cansado e sem inspiração Me sinto como uma bateria sem carga Pronta para ser jogada fora Velho e sem utilidade Eu sou um livro a lido na prateleira E agora apenas guardado como um enfeite Eu sou uma corda de guitarra quebrada Eu sou inútil Eu sou invisível Sinto que meu cotidiano é uma inevitável guerra contra o mundo Como se eu estivesse
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Jan 21, 2016
Jan 21, 2016 at 2:04 PM UTC
Untitled
estou caído rastejo sobre o árido solo procuro o inatingível procuro quem transforme o meu inocente sonho estou triste velho cavaleiro atormentado nesta terra de ninguém. vem dá-me a tua mão vamos juntos brindar ao fim. e juntos caminhamos lado a lado até ao rito do sepultamento.
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Aug 26, 2015
Aug 26, 2015 at 6:18 AM UTC
Trevas
Sigo Moribundo neste estranho Mundo velho Levo Um sonho Uma guitarra, e este livrinho de orações.
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Apr 4, 2014
Apr 4, 2014 at 7:22 AM UTC
sigo
na cadeira do velho relvado, chá com sol, leituras de romance em romance. até o sol cair como uma moeda na fenda da terra. lembra-me o verão pirâmide de luz corpos amarrados queimavam ao sol laranja escondendo os halos com a pele gretada destes lábios. figuras a fumar fecha os olhos parte.
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Mar 17, 2015
Mar 17, 2015 at 5:36 PM UTC
001
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
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Nov 7, 2018
Nov 7, 2018 at 12:57 AM UTC
Capítulo 2 - Pela poeira e a escuridão
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
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lembro que um dia acordei e de repente gostava de coisa antiga e eu: usava os anéis da minha mãe que eram da minha avó gostava mais de usar batom com cheiro de velho tinha apreço por histórias passadas de amor recatado adorava o fusca do vô. e passou um tempo, me esqueci desse meu gosto indo de cabeça na juventude adolescente incorporando meu olhar a moda daquele tempo. até que o tempo passou e mais uma vez me apaixonei pela velhice; usava vestidos floridos e bem cortados, assistia filmes antigos e suspirava viver numa época em que vanguardas nasciam e a arte, política e comportamentos revolucionários construiam caminhos que hoje apenas nos inspiramos. por um tempo quis fingir que o digital não existia pintando em telas, escrevendo em papéis, datilografando e fotografando em rolo; tudo pra construir uma cegueira sobre as atualizações constantes ao redor. é engraçado ver o tempo passar e imaginar minhas tentativas de cópia do passado que nunca vivi e tanto desejei. esquecendo que o agora é onde devo estar e que aquele tal passado fabuloso era difícil e mais solitário, árduo e penoso. o ontem já é passado e uma hora atrás também, é só olhar no relógio do celular.
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Jul 30, 2019
Jul 30, 2019 at 7:54 PM UTC
analógica