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"tinha" poems
Minha mãe sempre me contou a mesma história De como Narcissus quebrou Drinick Porque nem sempre o amor é suficiente Ás vezes ele só causa dor Narcissus foi o primeiro amor de Drinick A primeira verdadeira paixão Drinick foi o único amigo de Narcissus Durante longos verões e todo o resto do tempo Narcissus nunca chorou Nem quando sentiu dor Drinick nunca desacreditou Nem quando chegou ao fundo do poço Então Narcissus quebrou Drinick Em pedaços tão pequenos Que ninguém seria capaz de consertá-lo E ninguém nunca consertou Minha mãe sempre me contou a mesma história De como Narcissus quebrou Drinick Porque nem sempre o amor é suficiente Ás vezes ele só causa dor Narcissus se foi e nunca mais voltou Drinick ficou e nunca mais correu A história dos dois morreu No dia em que Narcissus quebrou Minha mãe sempre me disse Nunca seja como Narcissus Que perdeu tudo o que tinha E nunca seja como Drinick Que foi deixado sem nada Minha mãe sempre me contou a mesma história De como Narcissus quebrou Drinick Porque nem sempre o amor é suficiente Ás vezes ele só causa dor Eu já fui Narcissus E já tive meu Drinick Mas a história se repetiu Minha mãe sempre me disse Quando Narcissus quebrou Drinick Uma jovem lua pairava no céu Naquela noite as estrelas não apareceram E todas elas se apagaram do olhar de ambos
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Sep 13, 2016
Sep 13, 2016 at 8:27 AM UTC
Narcissus e Drinick
Eu pintei-me de preto e vesti-me de ***** E colori em forma de arco-íris, o meu coração! Descansei os sapatos e assim com ar integro, Analisei todos os meus males, aqui atrás do Marão! Olhei o sol que estava lindo, assim como a luz do dia, E eu ali senti-me um milhafre perdido no raiar do céu, Despi-me de preconceitos e agarrei a luz que me alumia, Comecei a correr até ficar cansado, até perder o chapéu! Comecei a despir o ***** que trazia vestido e foi nu, Que comecei a procurar ao redor uma nova capa, Com cores coloridas com sorrisos tirados do baú! Não servia sorrir de novo, sorrisos fingidos á socapa! Jurei que iria sair do escuro, que trazia vestido, Comprometi-me com a alma, e entregar-me ao destino, Porque afinal, eu não tinha perdido, então porquê, o alarido! Seria por me despir, reflectir e sentir culpado e latino? Hoje não é dia de pensar assim, não é dia de fingir, Não é dia de mentir, nem é dia de ficar para ali a latir. Porque quem me pudesse ouvir, estaria ali não para me ouvir, Mas sim para fingir, que eu era o corvo, e tinha de partir! Quanto tempo durou o fingimento que te cativou? Porquê que eu nunca percebi que teria de sair! Não sei, nem posso deitar-me a adivinhar. Sei, acabou. Não tenho mais comigo razões para me prostituir! Como poderia eu ter sido ingrato, se tivesse visto, Que afinal tudo que vivi, até ali, nunca foi real e meu. Nunca fui afinal muito mais, que um pequeno imprevisto. Ingrato, não estou. Hoje eu sei, que afinal, estou ao léu! Sem qualquer compromisso no coração, e pode ser teu. Autor: António Benigno Dedicado do Romeiro para a Rameira.
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Sep 11, 2013
Sep 11, 2013 at 9:17 AM UTC
Ingratidão
Eu pintei-me de preto e vesti-me de ***** E colori em forma de arco-íris, o meu coração! Descansei os sapatos e assim com ar integro, Analisei todos os meus males, aqui atrás do Marão! Olhei o sol que estava lindo, assim como a luz do dia, E eu ali senti-me um milhafre perdido no raiar do céu, Despi-me de preconceitos e agarrei a luz que me alumia, Comecei a correr até ficar cansado, até perder o chapéu! Comecei a despir o ***** que trazia vestido e foi nu, Que comecei a procurar ao redor uma nova capa, Com cores coloridas com sorrisos tirados do baú! Não servia sorrir de novo, sorrisos fingidos á socapa! Jurei que iria sair do escuro, que trazia vestido, Comprometi-me com a alma, e entregar-me ao destino, Porque afinal, eu não tinha perdido, então porquê, o alarido! Seria por me despir, reflectir e sentir culpado e latino? Hoje não é dia de pensar assim, não é dia de fingir, Não é dia de mentir, nem é dia de ficar para ali a latir. Porque quem me pudesse ouvir, estaria ali não para me ouvir, Mas sim para fingir, que eu era o corvo, e tinha de partir! Quanto tempo durou o fingimento que te cativou? Porquê que eu nunca percebi que teria de sair! Não sei, nem posso deitar-me a adivinhar. Sei, acabou. Não tenho mais comigo razões para me prostituir! Como poderia eu ter sido ingrato, se tivesse visto, Que afinal tudo que vivi, até ali, nunca foi real e meu. Nunca fui afinal muito mais, que um pequeno imprevisto. Ingrato, não estou. Hoje eu sei, que afinal, estou ao léu! Sem qualquer compromisso no coração, e pode ser teu. Autor: António Benigno Dedicado do Romeiro para a Rameira.
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Luana; Tinha uma voz doce; Um cabelo ***** cumprido; Olhos de ressaca; Ficava bonita até de batom rosa; (Odeio, batom rosa). Mas melhor de tudo; Foi a mulher mais linda; Que eu já vi na vida. Ela não cabe em um livro; Ela está nos menores frascos; Até porque, Neles estão os melhores perfumes. E como diz aquele velho ditado: ''Secretárias são sensacionais''. Mas eu, [Tenho esse erro; De me apaixonar todo dia; Sempre pela pessoa errada].
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Aug 23, 2017
Aug 23, 2017 at 2:20 PM UTC
Morena dos Olhos de Ressaca
Hoje enquanto dormia, sonhei que num jardim vivia, Ouvia os pássaros, cantar lindas canções, com ternura, Sentia-se a água da chuva correr sem sua armadura, As flores eram verdes, como os sonhos, de pura lixivia! Lavaram-se as vestes, lavaram-se as mãos, enquanto sonhava Quando acordei pela manha do costume cheia de sonhos, Percebi que se tinha tornado uma rotina ser feliz e eu amava, Amava incansavelmente seus olhos, via o coração aos quadradinhos! Quadros pintados nas paredes de casa cheio de nossas recordações, Hoje, era senão mais um dia, onde pintava na tela nossas emoções, Aquilo que começou num passeio descalço junto da lagoa vazia, Formava agora na parede de casa retractos de uma família que crescia! Peguei depois na espátula da minha vida, peguei-a de nova na mão, Olhei-a nos olhos, senti-lhe as formas e apertei-a ali junto ao coração, Em tempos atrás deixei-te fugir, deixei-te viver e crescer longe de mim, Mas hoje, e agora, para sempre, te quero ter aqui, até aquilo que é o fim! Quando à noite me for deitar, só quero acordar para te olhar o rosto, Porque os sonhos, por mais belos e lindos, mesmo de nos encantar, Não se comparam sequer a tudo aquilo que tu na vida me fazes amar! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.29.02.17
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:53 AM UTC
Hoje tive um sonho brilhante
Havia uma garota E um garoto eles eram melhores amigos Ele gostava de música boa Ela era nova e não sabia muito sobre muita coisa Ele vivia intensamente Ela mal sabia como beija Ele sofria muito, pois sabia demais Ela era feliz, pois era jovem Ele vivia em um mundo fechado Ela queria saber como era esse mundo Ele era muito fechado Ela era curiosa Ele resolveu se abrir com ela Ela ficou fascinada pela dor dele Ele deu a ela a confiança Ela se apaixonou por tudo sobre ele Mas ele só se abriu com ela E por mais que isso fosse algo grande Se abrir não era um código para paixão Era apenas o que era Ela guardou toda a dor dele dentro dela Fez daquela dor parte dela Descobriu as coisas Escutou música boa Dali então ela era quem mais sofria Pois tinha a dor dele, dela e do mundo inteiro E não havia ninguém para se abrir
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Jun 29, 2013
Jun 29, 2013 at 11:56 PM UTC
Ele e Ela
Quando Baco, generoso ofereceu em sua taça O todo generoso vinho de enorme raça O limbo nunca entendeu, que bebendo por sua graça Pensasse que o aroma, do néctar que bebia era de graça Não o era Era de uma planura de horizontes sem fim onde habitavam formigueiros em labor que em clamor  transpiravam por mim para que eu por aquela terra tivesse amor E tinha Possuía uma luminosidade de trevas da montanha Que deuses do Olimpo imaginavam, sem o crer Mas tu VICTOR, na tua pertinácia, abriste o inferno E deste-lhes de beber E eles beberam, bebem e beberão E no Olimpo, Baco, Eolo e Júpiter Estão presentes com sua taça na mão. Octávio Nelson Psd. Para o meu amigo VItor
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Dec 10, 2009
Dec 10, 2009 at 10:50 PM UTC
AMIGO TAVARES
Você me deu tantos sustos Que agora a realidade parece confusa E eu não sei o que sentir É uma angústia, um novelo de lã que usavas para tricotar minhas toucas Enforcando meu peito. Teu amor me aquece nesse inverno tão gelado E a única promessa que te garanto é de sempre levar meus casacos Pois sei que deu que fará frio na televisão. A lembrança do teu toque e cheiro são tão vividos Será que irão embora contigo com o tempo? Ou ao menos isso deixarás para mim? Tem um potinho do teu molho de macarrão no congelador E tantas fotos suas com um grande sorriso nos álbuns lá da sala de casa Não consigo acabar esse poema As forças que tinha usei tentando colocar o pé fora de casa Acabaram nos meus olhos vislumbrando a janela. Vi um mundo vivendo Pessoas passando igual a antes Seguindo em frente E ninguém está de preto. Ninguém chora. Ninguém sente o que eu sinto. Porque não te conheceram Aí dessas pessoas infelizes Que não provaram do teu carinho Do teu amor Aí dessas pessoas infelizes que vivem e passam Enquanto eu não aguento viver nesse mundo sem você. As lágrimas me consomem E eu nem tenho mais lágrimas para chorar.
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Dec 2, 2016
Dec 2, 2016 at 7:24 AM UTC
Luto Para Viver Mais um Dia
Havia uma garota, eu a observava de longe Nós éramos da turma dos invisíveis Ela não me via, mas eu a enxergava Havia uma garota e ela era linda Havia uma garota e ela era tudo Havia uma garota e então não havia mais nada Havia uma garota e ela era da turma dos populares O típico esteriótipo "high school" americano Havia uma garota e quem ela tinha sido Havia uma garota e quem ela era Havia uma garota e ela era vazia Nós éramos estranhos orbitando o mesmo sistema Havia uma garota e eu a amava Então ela mudou Virou de larva a borboleta Só que não foi bonito E então só havia o vazio Havia uma garota e então não havia mais nada Em seu lugar só restou uma despedida Um pedido desesperado de ajuda Havia uma garota e ela era triste Havia uma garota e ela era invisível, mesmo sob os holofotes Havia uma garota e ela era solitária Nós não éramos ninguém para os outros Mas eu a enxergava E então havia um garoto Que ficou com as últimas palavras dela Havia alguém que se importava no final Então havia eu
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Jun 30, 2017
Jun 30, 2017 at 4:55 PM UTC
Havia uma garota
Sabe, quando te avistei naquela ensolarada tarde de junho, fiquei totalmente perplexo, a maneira que seus longos cabelos caiam nos seus ombros, como as sardas no seu rosto formavam a mais bela constelação, ou a maneira que você falava sobre a poluição e como o aquecimento global iria acabar com o mundo. Eu nunca fui uma pessoa muito idealizadora, ou que tinha sonhos grandes, sempre me contentei com pouco ou quase nada, sempre fiquei feliz em ficar no banco de reservas. Mas no momento em que suas palavras tão entusiasmadas e caóticas entraram no meu cérebro e o atingiram como o mais brutal acidente automobilístico da historia, eu pensei: Eu quero salvar a todos, eu quero ser um astronauta e colonizar o espaço, descobrir novas coisas além do espaço entre a minha cama e o interruptor do quarto. Aquela sensação maravilhosa durou apenas alguns segundos, e logo, a maldita insegurança voltou, me sentia humano novamente, e dessa vez tinha muito mais medo, tinha medo que não salvaria a ninguém, que não conseguiria fazer nada. Fechei os olhos, e em um misto de angustia e medo pensei: Mesmo que eu não salve a todos, eu ficaria feliz em apenas te salvar, porque acho que te amo, sabe?
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Jul 4, 2016
Jul 4, 2016 at 2:12 AM UTC
Untitled
Na minha parede branca tem uma mancha sujeira qualquer que não sei donde vem mas é só uma mancha que passa desapercebida que nos momentos de depressão é meu acalanto esperando que o pintor daqueles de parede quando eu for vender minha alma vá pintar essa parede suja para que o futuro empreendedor imobiliário faça um bom negócio e ninguém nunca vai saber pois a ninguém interessa saber se tinha essa mancha na minha parede branca
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Jul 9, 2015
Jul 9, 2015 at 11:06 PM UTC
A sujeira
o vento fazia o pó levantar. de olhar maduro, óculos de protecção, casaco preto e chapéu, ao peito um medalhão. ele era um rapaz nobre. nunca se tinha visto ninguém como ele. que segredos antigos estavam à espreita? e ali estava ele, flutuando na magia da brisa. ao peito a mais perfeita arma de julgamento. cano curto. o segredo fora revelado, e o carrasco chegava para mim. com uma intenção maravilhosa de assassino malicioso, Spyglass olhou-me nos olhos e senti o vento no meu cabelo. flashes de fogo na calada da noite. a maravilhosa máquina de sua majestade. gritei: "semeador de chumbo". o sangue, escuro, corria, mortal.
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Apr 9, 2015
Apr 9, 2015 at 5:05 PM UTC
Semeador de chumbo
"eu te dizia que a vida é bruta, você me falava que ainda não eu nunca acreditei que houvesse algo a mais depois que as coisas acabam uma blusa esquecida no natal passado, uma palavra presa na fechadura da porta que bateu, um outro palpitar do coração ou alma além da que nos foi decretada aqui e, então, você morreu durante uma semana, eu fingi que você tinha finalmente viajado pro seu lugar favorito e que ele tinha te dado razão em ser um lugar favorito pra demorar tanto assim durante um mês, eu desisti de esperar paciência não era meu melhor dom embora te esperar fosse um talento você, de novo, não chegou durante um semestre, eu chorei sem interrupções embora ninguém soubesse ou visse algo por dentro, muralhas da China caíam e oceanos atlânticos deslizavam entre órgãos e lembranças quando eu esqueci o som da sua voz e o tom do seu olho, você morreu outra vez e, dessa, eu pude sentir o peso da mão do mundo descendo sob mim outro ciclo se foi e a nossa conexão terminou eu te quis no meu quarto reclamando meu atraso pro almoço; eu te quis na plateia da apresentação da minha monografia, a única na história da faculdade como centro de pesquisa a comunidade lgbt; eu te quis no meu exame de direção; eu te quis quando eu saí de casa; eu te quis atendendo o telefone enquanto eu contava que consegui um emprego novo; eu te quis e esse era o único tempo verbal em que era permitido te conjugar durante um ano, que durou até hoje, eu soletrei saudade já não tenho como chamar seu nome eu toco o interfone, não há você do outro lado me tateio, falta a sua pele bem perto no fundo, eu acho que o universo deveria estar triste porque não posso te amar mais eu estou." #textoscrueisdemais
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Feb 27, 2017
Feb 27, 2017 at 1:27 PM UTC
Untitled
"eu te dizia que a vida é bruta, você me falava que ainda não eu nunca acreditei que houvesse algo a mais depois que as coisas acabam uma blusa esquecida no natal passado, uma palavra presa na fechadura da porta que bateu, um outro palpitar do coração ou alma além da que nos foi decretada aqui e, então, você morreu durante uma semana, eu fingi que você tinha finalmente viajado pro seu lugar favorito e que ele tinha te dado razão em ser um lugar favorito pra demorar tanto assim durante um mês, eu desisti de esperar paciência não era meu melhor dom embora te esperar fosse um talento você, de novo, não chegou durante um semestre, eu chorei sem interrupções embora ninguém soubesse ou visse algo por dentro, muralhas da China caíam e oceanos atlânticos deslizavam entre órgãos e lembranças quando eu esqueci o som da sua voz e o tom do seu olho, você morreu outra vez e, dessa, eu pude sentir o peso da mão do mundo descendo sob mim outro ciclo se foi e a nossa conexão terminou eu te quis no meu quarto reclamando meu atraso pro almoço; eu te quis na plateia da apresentação da minha monografia, a única na história da faculdade como centro de pesquisa a comunidade lgbt; eu te quis no meu exame de direção; eu te quis quando eu saí de casa; eu te quis atendendo o telefone enquanto eu contava que consegui um emprego novo; eu te quis e esse era o único tempo verbal em que era permitido te conjugar durante um ano, que durou até hoje, eu soletrei saudade já não tenho como chamar seu nome eu toco o interfone, não há você do outro lado me tateio, falta a sua pele bem perto no fundo, eu acho que o universo deveria estar triste porque não posso te amar mais eu estou." #textoscrueisdemais
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Só, navego num oceano vazio. Com ela, mergulho no meu mais íntimo e sigo em frente. Descubro o meu eu, e recordo dias passados, onde a alegria brotava em mim, como a seiva brota do pinheiro. Numa noite de trovoada em que tinha por companheiro o vento, perdi-me. Se me voltar a encontrar serei de novo feliz.
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Jan 22, 2014
Jan 22, 2014 at 4:32 PM UTC
não pode ser justo que eu tenha nascido nesse mundo com a culpa de uma vida inteira que ainda nem vivi que antes de ter chegado meus olhos já tivessem visto tudo o mais que eu não pudesse suportar e carregado tanto peso em minhas costas pequenas costas de criança com medo sem nem saber o que tanto carregava era o peso de uma mulher pesada que não tinha medo pois tinha conhecido o abandono e ele ocupava todo o espaço era também a ironia de que aquilo que eu mais temia a mulher pesada que me tinha em seu colo era também o que eu mais viria a precisar desde o leite empedrado a mulher pesada aquilo que eu mais temia a que me tinha pendurada em seu seio era também o que eu viria a me tornar sem escapatória sem saber que eu já havia me tornado muito antes de existir e a culpa tão grande a culpa desde o leite e da pedra
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May 12, 2019
May 12, 2019 at 10:21 AM UTC
I
O cotidiano tem me afetado como nunca. Nesses últimos 23 anos de existência, Eu nunca tinha atingido o ponto de saturação máxima. Porém hoje, eis me aqui. Sofrendo pelo futuro, Chorando pelo passado. Revendo todos os meus atos, Os mínimos detalhes... E querendo mudar o que não pode ser mudado. Porque o ser humano é tão complicado. Quem dera eu, viver num cotidiano robotizado. Sabendo o que fazer a cada segundo. Com a respiração contada... Parece escravidão?! Mas e esse meu cotidiano não é, Um tipo diferente talvez, e digo talvez. Grafe bem o talvez. Porque a existência nestes últimos tempos, Tem se tornado tão pesada, Que ser cotidiana já não me basta.
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Aug 15, 2017
Aug 15, 2017 at 10:23 AM UTC
Cotidiano
toda vez que ela levanta, ela cai. tais cansada? vive perguntando pra si mesma. pois a vida responde mais grossa que atendente mau humorado. não adianta chorar menininha, ninguém vai sentir pena dessas lágrimas que não aquietam. basta! cozinhe umas batatas, amasse-as e faça um purê. mas veja, amassa bem forte. com toda força que puderes. dizem - mas só dizem mesmo - que quanto mais forte mais dor e menos sofrimento. ficar pelos cantos da parede cantando não vai te levar nem pra frente nem pra trás. lamento informar meu anjo, é que não existe mesmo jeito. negócio é fingir que não vê. tuas mãos tão bem amarradas. sentes? dói, né? é pra doer mesmo. vais chorar de novo? uma pena. a garota tinha talento até, pena que não pode ficar pro café com biscoitos.
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Oct 25, 2017
Oct 25, 2017 at 4:55 PM UTC
decidi usar outra caneta pra ver se minhas palavras deslizam mais fácil
as ruas do coração dela estavam desertos ela não tinha nada para ajudar cidades que ela não tinha visto ela estava sozinha mas as cidades, eles chamaram o nome dela.
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Feb 15, 2019
Feb 15, 2019 at 11:39 AM UTC
preterito imperfeito
Ontem começou a chover e eu logo já comecei meu ritual, agradeci e coloquei minhas pedras pra receber essa energia forte da chuva, tinha até raios e trovões pra lapidar. Porque o cheiro de chuva e terra molhada é tão bom? Vi uma matéria dizendo que deram um nome pra esse cheiro, chama-se Petrichor, do grego petros- pedra e ichor - o fluido que passa pelas veias dos deuses... Bem definido, pois era exatamente o que eu e minhas pedras precisávamos para aquele momento. O aroma de ozônio que os raios e trovoadas emitem com as descargas elétricas nos traz uma sensação de pureza, pois de certa forma essas substâncias limpam o ar. Essa pesquisa sobre o cheiro me caiu muito bem, logo em seguida eu sentei na cama e me permiti absorver os fluidos das deusas, sim as deusas fazem mais sentido para mim, devido a uma longa ligação com meu sagrado feminino e ainda uma tentativa de me entender com o sagrado masculino rs. Então quando senti que já estava ciente daquele cheiro tão bom e que a energia já havia fluído, meu olfato foi se acostumando e naturalizando toda aquela sensação intensa.
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Jan 26, 2019
Jan 26, 2019 at 12:02 PM UTC
Eu peço que caia devagar
lembro que um dia acordei e de repente gostava de coisa antiga e eu: usava os anéis da minha mãe que eram da minha avó gostava mais de usar batom com cheiro de velho tinha apreço por histórias passadas de amor recatado adorava o fusca do vô. e passou um tempo, me esqueci desse meu gosto indo de cabeça na juventude adolescente incorporando meu olhar a moda daquele tempo. até que o tempo passou e mais uma vez me apaixonei pela velhice; usava vestidos floridos e bem cortados, assistia filmes antigos e suspirava viver numa época em que vanguardas nasciam e a arte, política e comportamentos revolucionários construiam caminhos que hoje apenas nos inspiramos. por um tempo quis fingir que o digital não existia pintando em telas, escrevendo em papéis, datilografando e fotografando em rolo; tudo pra construir uma cegueira sobre as atualizações constantes ao redor. é engraçado ver o tempo passar e imaginar minhas tentativas de cópia do passado que nunca vivi e tanto desejei. esquecendo que o agora é onde devo estar e que aquele tal passado fabuloso era difícil e mais solitário, árduo e penoso. o ontem já é passado e uma hora atrás também, é só olhar no relógio do celular.
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Jul 30, 2019
Jul 30, 2019 at 7:54 PM UTC
analógica
Encurtei o monólogo Nascia no horizonte, não tão longe Um novo psicólogo. Um ano e meio de auto sabotagem Repetia e repetia: vai melhorar Mas só piorava, parecia tudo bobagem E eu seguia a me enganar, Achava que tinha que, logo, me formar. Aquilo foi, cada vez mais, pesando E eu, no fundo, sabia que tava me enganando Até pra sair da cama, me esforçando E quase em depressão, entrando. Num choro de desespero busquei auxílio espiritual Pedi pros preto, pelo amor de Deus, um sinal E ele veio. Veio muito claro. Explícito. Gutural. Enxerguei a possibilidade de cumprir minha missão, afinal. Fiz minha escolha e decidi mudar O campus do vale abandonar No tempo, voltar Até o vestibular prestar Pra poder me encontrar E a psicologia estudar. Com muita fé em mim e na minha capacidade Estudei muito. Tive vontade. Fiz o que pude num tempo que eu não tinha. Tive que ser crente. Era mãe doente, trabalho de 8h, namorado e cursinho. Podia ficar doente. Mas o sucesso é meu destino. Já tava escrito. Meu nome no listão parecia em negrito. O alívio se fez. Grande sinal. Me senti mais perto de cumprir minha missão, afinal. E agora sigo. Ávido pela descoberta Desse novo mundo. Estou alerta. Nascia no horizonte, não tão longe Um novo psicólogo.
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Jun 18, 2018
Jun 18, 2018 at 1:41 PM UTC
16/06/18
Cada neto tinha nome de flor as vezes assustava ao dizer sempre com amor um nome morto, ali referindo-se a flor que descansa Cada sorriso e queda ela sorria da vida breve era a ladra nata mas da vida só roubara vasos variados de plantas tantas Cada ano se erguia sempre com sua pitula de cachaça ria até da desgraça, a velha doce de fala leve e mansa Agora descansa ali no céu a sorrir das plêiades lança da morte ao subir ao monte outras sementes do barco de Caronte
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Oct 27, 2019
Oct 27, 2019 at 8:35 PM UTC
Vó Maria
no início você me beijava tão suave para abrir esse portão só você tinha a chave e mesmo possuindo o meu coração você fez eu perder a respiração não estou falando de alegria várias vezes foi você quem me magoou até que a chave se quebrou eu parei de me iludir a única coisa que eu quero agora é fugir e saiba que a porta do meu coração para você nunca mais irá se abrir - gio, 2018 
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Mar 26, 2020
Mar 26, 2020 at 12:29 PM UTC
a chave
Parece que tudo tinha de amadurecer, Das árvores se desprender... As frutas maduras caem  ao Chão, Os ciclos são de fulgor, aceleram a respiração , Outono espiritual e  de transição... Deixa tudo fluir, o Universo reflecte, reforça tua vontade... Felicidade de alma, de paz, de espiritualidade . Deixa o Outono transformar a tristeza e se decompor em alegria, Como as folhas secas ficam verdes sem vaidade nem ousadia. O Outono de vida, para tudo  renovar, Deixe os Rouxinóis tornar a cantar, Os répteis adormecer, e hibernar... Outono de Céu e  mar, Tempo de gratidão a Deus e seus Arcanjos Aos Santos, Santas e anjos. Deixa o Outono te amar, te adormecer, Para acordar um novo ser... O Outono não é banal é sagrado, É  vida e morte tudo mistério bem guardado. Sementes e folhas apodrecem esquecidas, Para adornar nossas vidas.
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Nov 16, 2023
Nov 16, 2023 at 10:49 AM UTC
Outono de vida, de colheita
vi-te ser água que fluiu no nosso corpo fui um anjo recordas? viste-me ser porque me beijaste antes de quereres ver o sol contámos o que cruzava o céu oito o mês vi-te ser quando em mim morreu uma parte quando de facto tinha morrido alguém e eu não fui mais como ser quando alguém não existe mais? como continuar com uma chamada por atender? vejo-te ser todos os dias porque ressurgi por tua causa porque é radiante e feliz o que somos somos tudo e eu sou grata
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Jan 26, 2019
Jan 26, 2019 at 5:17 PM UTC
Untitled
Sabe quando a gente ama sem nem ver? Tem acontecido por aqui! Sempre que avistava ela há anos atrás eu ficava nervosa. Naquele restaurante que era bom mas também não era nada demais, ficava querendo dar um oi, perguntar quem é você? O que tá fazendo da vida? Adorei seu crachá do cartoon! E passou... Um tempo depois eu estava rodando meu Instagram e boom, foto dela com uns conhecidos da minha cidade... fiquei sem entender nada, mas naquela época eu tava em outra e passou.. Depois de um tempo a encontrei em uma aula da faculdade por acaso e a vontade de falar continuava. Tu não vem nunca nessa aula né, qual seu tema do tcc? Você ê muito séria!... Ela tem cara de brava, amigos, eu gostei dela, mas ela não tem nada no Instagram, como que vou começar a falar com ela?... E passou... Então o famoso tinder veio, só pra confirmar nosso match e abrir as portas pro diálogo. E eu já tinha bastante coisa pra perguntar e falar... Ficou! Dessa vez ficou, porque já tava na hora de ser. E que bom que está, me faz feliz, sorrir, dançar na cozinha enquanto cozinho, me faz acreditar em mim, me traz aquele amor leve, sem nem ver... Acolhe, me deixa confortável pra deitar no peito e chorar, me abraça apertado pra ansiedade ir embora, me sinto segura. Sem contar as zilhões de diversas coisas que ela faz, cozinhar, organizar minha casa pra tirar obsessor kkk, arrumar meu pc, vixe, essa mulher tem feito de tudo por aqui. E é nessa bagunça organizada do amar que vou terminar... ficamos!
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Apr 23, 2020
Apr 23, 2020 at 11:43 AM UTC
Timing
Sabe quando a gente ama sem nem ver? Tem acontecido por aqui! Sempre que avistava ela há anos atrás eu ficava nervosa. Naquele restaurante que era bom mas também não era nada demais, ficava querendo dar um oi, perguntar quem é você? O que tá fazendo da vida? Adorei seu crachá do cartoon! E passou... Um tempo depois eu estava rodando meu Instagram e boom, foto dela com uns conhecidos da minha cidade... fiquei sem entender nada, mas naquela época eu tava em outra e passou.. Depois de um tempo a encontrei em uma aula da faculdade por acaso e a vontade de falar continuava. Tu não vem nunca nessa aula né, qual seu tema do tcc? Você ê muito séria!... Ela tem cara de brava, amigos, eu gostei dela, mas ela não tem nada no Instagram, como que vou começar a falar com ela?... E passou... Então o famoso tinder veio, só pra confirmar nosso match e abrir as portas pro diálogo. E eu já tinha bastante coisa pra perguntar e falar... Ficou! Dessa vez ficou, porque já tava na hora de ser. E que bom que está, me faz feliz, sorrir, dançar na cozinha enquanto cozinho, me faz acreditar em mim, me traz aquele amor leve, sem nem ver... Acolhe, me deixa confortável pra deitar no peito e chorar, me abraça apertado pra ansiedade ir embora, me sinto segura. Sem contar as zilhões de diversas coisas que ela faz, cozinhar, organizar minha casa pra tirar obsessor kkk, arrumar meu pc, vixe, essa mulher tem feito de tudo por aqui. E é nessa bagunça organizada do amar que vou terminar... ficamos!
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