"tentas" poems
olhas-me
olho-te
asfixias-me
devoro-te
aprecias-me
ignoro-te
tentas-me
sorrio-te
sentes-me
apunhalo-te
provas-me
pontapeio-te
beijas-me
mato-te
mas volta sempre a amar-me
Sep 8, 2015
Sep 8, 2015 at 5:28 AM UTC
Fogo que arde por dentro
Tudo consome
Até deixar vazio
Uma eterna fome
Um imparavel rio
Árvores que crescem por amor
Ramos partidos em dor
Voltam a crescer
Frágeis e retorcidos
Interiores corrupidos
É o preço de viver
A consequência dos conhecimentos adquiridos
Até quando crescem?
Quando vão parar?
Será que não percebem
Que há um preço a pagar?
“Senão crescemos
Diz-me que fazemos,
Morremos?”
“Deixamos um eterno vazio?
Perdemos a esperança?
Secamos o rio?
Abandonamos a lembraça?
Aceitamos o frio?
Interrompemos a dança?”
Eu só quero paz
Não felicidade
Porque não interessa se tentas e dás
A vida aproveita toda oportunidade
Ela é ingrata
E para mim já marcou uma data
Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:17 AM UTC
Apanhei um vírus.
O seu nome é fácil de dizer
Para meu espanto!
mas não o quero pronunciar.
Talvez sejas um vírus.
Um pequeno ser que,
Quando encontrou este hospedeiro,
Reproduziu milhares de cópias idênticas
Que se alastraram rapidamente
Pelo meu corpo inteiro.
Calma, não te deites tanto abaixo!
Nem todos os vírus nos deixam doentes.
É engraçado,
Irónico talvez,
Como alguns vírus
Nos protegem da própria doença.
É engraçado,
Irónico talvez,
Como todas as vacinas
Contem nelas o próprio vírus
Do qual te tentas defender.
É engraçado,
Irónico talvez,
Como nem tudo o que soa mau
O chega realmente a ser.
Mar 5, 2022
Mar 5, 2022 at 12:55 PM UTC