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"sofro" poems
Meu estômago borbulha náuseas de vazio uma agonia que nasce das entranhas as coisas são cada vez mais estranhas os sorrisos cada dia mais sombrios Quero chorar mas a muito meus olhos estão secos E meus pulmões pretos não me permitem respirar Abafado pelo silêncio que outrora pedi Sentindo a alma das coisas que repudiei Dentro do meu próprio abismo gritei E nem sequer o próprio eco ouvi Oh, majestoso algoz nunca imaginei que te desejaria A esse ponto é certo que me jogaria de ponta ao declínio atroz Mutilem meu corpo nada sentirei de minha mente já me ausentei sofro tanto que, por mais nada sofro.
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Dec 17, 2013
Dec 17, 2013 at 7:37 AM UTC
Preciso Vomitar
No meu corpo eu silencio as dores do passado, escondo as cicatrizes da minha história e guardo os sentimentos de minha jornada. Ser como sou, vestir-se como me visto, falar como falo, andar como ando, viver como eu vivo. São apenas vestígios que deixaram-me ao longo do tempo. Abusos. Agressões. Violências. Ser submetida a ser submissa. Ser jogada de cantos em cantos. Ser tratada como lixo. Ser menosprezada. Ser dada como burra e ignorante. Querer ser o que sempre fui. Querer ser algo que não me deixaram ser. Ser como "eles"?! Não podia. Hoje... Hoje sou quem eu quiser. Não sofro e nem me fazem sofrer. O peso que levo em meus ombros são meus, mas não dói. Tenho orgulho. E hoje sou LIVRE, sou FORTE, sou GRANDE, sou MULHER.
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Apr 2, 2017
Apr 2, 2017 at 12:10 PM UTC
Mulher
O que fazer se tudo me deixa triste, Parece que nada existe, Exceto este sentimento, Que anda me corroendo por dentro. Só eu ando chorando, Pelos cantos, me martirizando, Sem saber o porquê. Talvez eu tenha errado este ano, Mas não há mais nada a fazer. Só posso tirar a maquiagem e toda a roupa, E me olhar no espelho. Vendo os meus olhos vermelhos, vejo a doçura que perdi. E hoje estou tão amarga, que nem mesmo me aguento. Sou puro sofrimento, E não sei porque sofro, Sei apenas sofrer.
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Dec 24, 2012
Dec 24, 2012 at 9:26 PM UTC
Sofrimento
Sentimento que expande teu ser, Sofro por te ver sofrer, Morro cada segundo por amor, Queria morrer com tua dor. Oh Deus  que curas  a morte, Dá lhe vida e sorte. Nesta espera com esperança  redobrada, Quero ver teu sorriso de madrugada. Acorda para viveres no palco da vida, Borboleta azul da minha vida, Do meu amor , da minha liberdade   Morra eu para ser eternidade. Com tua cura eu ressuscitaria, Na esperança  de um dia , Querer morrer sim senhor , Com as asas do teu amor.
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Apr 14, 2023
Apr 14, 2023 at 5:54 PM UTC
Queria morrer com tua dor borboleta azul
Sinto uma pressão que puxa A cabeça que roda parado Uma flor que quando cresce murcha A vontade de cair mesmo deitado Vi-me feliz E uma outra vez aceitei Não mudarei o que fiz Eu sei que não errei Mas a dúvida é dor Esperar é ficar parado Esperar por amor Esperança de não ser destroçado A alma em fraqueza Parte-se o coração Não tenho sequer certeza Porque sofro tanto então? Sofro em antecipação De um mundo escuro Imaginado a pior situação Mas tenho esperança para o futuro Ondulo como ondas do mar E por mais que tente navegar Ou chego à costa e posso respirar Ou acabo por me afogar
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:22 AM UTC
Navegar
abro os olhos, não o vejo. o meu passado fugiu de mim... impossível! foi-me outrora tatuado, na epiderme da minha existência. é uma parte do meu todo! sofro de dupla personalidade? até agora controlei-me, não foi? o passado não se esquece dizes tu... digo-te eu... nunca te vai largar... nunca! penso... rapidamente percebi o que devia ser feito! vou matar aquilo que fui, o meu outro eu... puumm já está!!! uma só bala... uma só bala e tudo acabou. e agora... quem sou eu agora?
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Aug 21, 2015
Aug 21, 2015 at 6:09 AM UTC
E agora... quem sou eu agora?
É noite... lá fora a cidade já dorme. Aqui, o tempo passa lentamente, abro o maço, tiro um cigarro, e puxo-lhe fogo. Penso na vida. Dias passados, dores sofridas, pontapés levados, lágrimas a rolar, enfim, um amontoado de coisas, hoje já sem nexo. Sofro, estou só, desamparado, e acima de tudo odeio a vida, ou melhor dizendo, a vida repugna-me. A noite vai longa, o sono não chega, dou voltas na cama... por fim adormeço. 7h15m, o despertador toca, acordo, . . . enfim foi só mais uma noite.
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Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 6:24 PM UTC
last night
Compassadamente as estruturas internas do edifício começam a ruir Ninguém se atreve a saltar da Torre temem a morte eterna do espírito e a dívida a ser paga eternamente As labaredas do desespero já estavam acesas consumindo dia a dia os alicerces que ainda estavam em construção e os próprios pedreiros atiravam pedras à obra Eis que o grande Arquiteto faz o prédio desabar As lágrimas dos pedreiros escorrem Já é tarde para arrependimentos Um raio cósmico atravessa minha morada Enquanto um buraco ***** engole meu alento Sofro em silêncio... Como um guerreiro deve sofrer Uma nova casa foi erguida Um a um vejo meus irmãos retornarem para casa Embora meu pai não aceite o meu retorno Há uma multidão que escarnece minha amargura Seus lábios se compadecem do meu exílio Enquanto seus pensamentos louvam minha derrota E eu... que tanto lutei... Mas fora vaidade Tudo fora vaidade De nada valeu minhas batalhas Eu permaneço no vale dos caídos E meu pai se recusa a se dirigir a mim Assassinei a minha honra Descartei minha lealdade Mas ei de edificar novamente minha própria morada
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Sep 29, 2016
Sep 29, 2016 at 10:11 AM UTC
XVI
Odeio ver o fim da estrada Fixo apenas esse ponto Não vejo nada É ainda não estou pronto Olho para a paisagem Finjo-me distraído Admiro das aves a plumagem Dos grilos o ruído Mas vivo no futuro Sempre no futuro Já sabe a podre O fruto maduro Sofro com o que ainda não aconteceu E mesmo o que nunca acontecerá Quando acontece já não é meu E quando não, penso no que virá Então aparece outra estrada Mas a mesma dor em mim Mudou a morada Mas fixo o mesmo fim
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:17 AM UTC
A estrada