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"saudades" poems
Saudades de ti Labirinto que a todos convida, Sofrimento que sempre sufoca, Na despedida desta vida, Fugiu a vontade própria. Peregrinos cansados de sonhos vividos, Esperança no reino de Deus, Riscos por vezes corridos, Saudade dos filhos teus. Despedida que nunca acabe, Famintos de nova luz, Sentir sempre saudade, Rezamos por ti a Jesus. A tua companhia era tão terna, Recordação deste teu dia, Morte que a todos condena, Nobre e eterna fidalguia. Victor Marques
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Apr 17, 2012
Apr 17, 2012 at 11:27 AM UTC
Saudades de Ti
ADORMECIDO NOS SONHOS VIVIDOS Entre margens dos rios conhecidos, Sonho com sonhos vividos. Anseios nobres e sonolentos, Adormecido em quentes mantos. Serei sepultado com folhas mortas, Com videiras, oliveiras, belas hortas. No ermo ressuscitarei feito luz, Com a bandeira do amor a Jesus…! Tenho um carinho excelso pelas gentes singulares, Feitas de um amor e seus sentidos olhares. Paraíso de saudades já vividas, Memórias nunca esquecidas. Recordações de tudo que me apaixonou, Da terra que sempre me amou. Horas paradas nos salgueiros do ribeiro, Sou do Castanheiro… Um abraço com carinho e amizade Victor Marques
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Oct 21, 2013
Oct 21, 2013 at 4:04 AM UTC
Adormecido nos sonhos vividos
Dizer que tenho saudades tuas, agora é uma espécie de mentira coberta com um pano de linho Tenho somente saudades do que era antes de Ti E isso é a cruz que carrego Vincada e afiada que se pôs as minhas costas E se me mexo me corta em dois Como carne fina do talho gourmet Comparação inadequada, eu sei Mas a única que penso agora, que sou estreita. Por vezes olho para o relógio, e já nem contando as horas Reparo nas datas, extensas Dou por mim a ver um mês E no momento a seguir, o olho E vejo dois meses, a correr Pergunto-me se estou louca ou simplesmente Exausta O tempo deixa de ter nexo e o Mundo fica pequeno Os dias passam como se não tivessem vida E em vez de correr, existo Durmo ao Luar e ao Sol Como se tudo se tratasse do mesmo Do sonho Do sono Explicar-te porque sinto saudades tuas, agora é uma espécie de firmamento do caminho insano que percorro Tenho somente saudades do Tempo que parava Quando nos teus braços respirava Sossegava E agora não tenho sangue suficiente para estancar a ferida Dura, profunda, dolorosa Como os pés que piso Que não são meus.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:04 PM UTC
o nunca ter tido
O Emigrante Português Partes e deixas tua terra Natal, O teu mundo é Portugal. Deixas família também, Partes sem ninguém. Emigrante meu descendente, És sempre um navegante, Todos se orgulham de ser Português, Feitos heróicos que seu povo fez. Trabalhas noite e dia, A tua revolta se esvazia. Por estranha que até pareça, O lume da fogueira que te aqueça. Esforço e muito suor, Vaso cheio de amor, Lágrimas que alguém chora, Saudades que não vão embora. Victor Marques
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Dec 14, 2011
Dec 14, 2011 at 10:50 AM UTC
Emigrante Português
I love you A gentle kiss on the temple A goodnight wish made simple Arms wrapped round tightly, And a sigh before they're gone. Tenho saudades tuas. (I miss you) I loved you.
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Jan 29, 2018
Jan 29, 2018 at 2:35 PM UTC
One Night Only
Fecha-se assim hoje mesmo, uma etapa longa e dura, E agora sim, estou absolutamente são e convicto nos dizeres, Compreendo toda esta longa etapa, até esta arquitectura Não parei nem desisti, estou aqui para comigo viveres! Preocupei-me cedo em ser puro, não com o não ser duro, Meus gestos e minhas acções, são neutras e consequentes, Penetrar no intimo das questões, levou-me ao cremadouro, Não julgo gentes, nem compro amizades, das conscientes! De que agora tenho ou não tenho saudades e recordações, São dos carinhos destas gentes que são o que eu sentia, Nas longas viagens me perdia de saudade e desvanecia, Mas sempre as forças, na tortura, me levaram as ilusões! Como tantos e outros jovens, jogando nesta vida de loucura, Tantas vezes por eles e outras quantas por mim, eu aprendi, Vi, suei e chorei, por tudo que passei e eu nunca me prendi, Segurei sempre firme, o touro nos seus cornos, na aventura! Propus-me porém a arriscar valores de gentes menos crentes, Quando o mestre e sábio pai, me dizia olhando eu minha mãe, Sempre esperaram para ver o que eu via, e preocupações além, E ao encontro de tudo que diziam, eu fazia as asneiras constantes! Eis que um dia, chorei de dor e o calor do lar, que nunca me abandonou, Me trouxe de novo nas origens e aqui encontrei os valores, que bisquei, Aposto-os agora a cada dia, quando a ti, também te encontrei, o amor começou, Tudo que diziam meus pais e eu afirmava como inexistente, agora, mel, petisquei! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.30.02.18
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Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 5:56 AM UTC
Transparente, puro e cristalino
Fecha-se assim hoje mesmo, uma etapa longa e dura, E agora sim, estou absolutamente são e convicto nos dizeres, Compreendo toda esta longa etapa, até esta arquitectura Não parei nem desisti, estou aqui para comigo viveres! Preocupei-me cedo em ser puro, não com o não ser duro, Meus gestos e minhas acções, são neutras e consequentes, Penetrar no intimo das questões, levou-me ao cremadouro, Não julgo gentes, nem compro amizades, das conscientes! De que agora tenho ou não tenho saudades e recordações, São dos carinhos destas gentes que são o que eu sentia, Nas longas viagens me perdia de saudade e desvanecia, Mas sempre as forças, na tortura, me levaram as ilusões! Como tantos e outros jovens, jogando nesta vida de loucura, Tantas vezes por eles e outras quantas por mim, eu aprendi, Vi, suei e chorei, por tudo que passei e eu nunca me prendi, Segurei sempre firme, o touro nos seus cornos, na aventura! Propus-me porém a arriscar valores de gentes menos crentes, Quando o mestre e sábio pai, me dizia olhando eu minha mãe, Sempre esperaram para ver o que eu via, e preocupações além, E ao encontro de tudo que diziam, eu fazia as asneiras constantes! Eis que um dia, chorei de dor e o calor do lar, que nunca me abandonou, Me trouxe de novo nas origens e aqui encontrei os valores, que bisquei, Aposto-os agora a cada dia, quando a ti, também te encontrei, o amor começou, Tudo que diziam meus pais e eu afirmava como inexistente, agora, mel, petisquei! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.30.02.18
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na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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Feb 7, 2013
Feb 7, 2013 at 5:15 AM UTC
adeus miúda
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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Existe diferença entre o rio e o aquário Aprecio quadros belos sem igual, A beleza e o ser natural, Gosto da aventura, do imaginário, Do rio e do aquário… A alegria de ter saudades, O meu rio de liberdades. Ser poeta por vezes fingidor, Aquário do amor. Tristezas e alegrias, brincadeiras, Nuvens esbranquiçadas, passageiras, Revoltas incontidas de quem ama, O rio, o aquário e a açucena. Victor Marques
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Apr 23, 2012
Apr 23, 2012 at 6:51 AM UTC
Existe diferença entre o rio e o aquário
De que cor sopra hoje o teu vento e que sol o faz voar, Quais os caprichos do teu tempo que desdenham ao luar, Qual a cor das tuas pétalas que ao rubro quero provar, Um sabor e uma lembrança pra sempre eu vou recordar! Foi no brilho dos teus olhos e na tristeza do teu olhar, Foi as formas da tua face que me acolheram o despertar, Tantas outras tantas de voltas eu te quero a ti reencontrar, Provar de novo os teus beijos doces e me poder deliciar! Ouro fino cor de cetim para te cobrir e levar ao pé do mar, Jogar na areia todas as lembranças e poder ali te abraçar, Dar um aperto louco, quente e mouco no silêncio a te amar, Viver de novos todas as caricias dadas e poder fervilhar! Como eu voou de novo nos meus sonhos a te ver voar, Como me entrego na loucura que se apoderou como colar, Me dá voltas nas voltas mas me segura não vai estrangular, É preciso apenas acreditar que nada foi em vão e vai voltar! As saudades frescas a vontade mais forte de te vir a poder amar, Sejam esses os caminhos de dois seres que acreditaram nesse amar, Uma febre fresca, um alívio doce, um jeito sem força, apenas te amar! Autor: António Benigno Pelos caminhos do tempo pelas vontades do vento apenas gestos e palavras certas!
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:02 AM UTC
Se hoje o céu é cinzento
DESTINO QUE É DESTINO Antigos sonhos que se sonharam, Amores que passaram. Gotas de orvalho cristalino, Destino que é destino. Paixões turbulentas e calmas, Cavernas que já foram cavernas, Doenças que são grandes traumas, Destino e paz às almas. Sentimentos sem ter prazo, Comboios no cais do acaso, Saudades do tempo que passou, Destino daquilo que fui e sou. Avezinhas cantam belas melodias, Suaves com suas crias, Embalado na corrente do rio Tua que ainda corre, Destino meu que não morre… Alijó, 22 de Outubro de 1991 Victor Marques
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Jan 5, 2015
Jan 5, 2015 at 9:46 AM UTC
Destino que é Destino
É vento ou chuva, ou pequeno contratempo, Vêm o sol e brilha o céu, de me ouvir falar, As chamas se apagaram, num contratempo, A vontade de ver brilhar há, e não vai acabar! Os dias cinzentos não fizeram algum sentido, As pessoas pelos tempos afirmam vontades, Eu pinto o quadro de sangues e lealdades, Aqueceu-se o dia e para nós, céu bandido! Leva-nos as queridas saudades, sente o carinho, Destes seres de alma vadia e despreocupados, Nossas mentes não são seres assim, calçados, Têm asas que voam, esse é o nosso caminho! As angustias e tristezas, são certezas de alegria, Percebe-se e sente-se que momento, é fantasia, Aguas que passam, desentopem nossa artéria, A matéria-prima, decide por ficar doce e sadia! Sai-lhe das cores, nodoas incolores, não existiram, Sente-se na camisa estampada do soor do teu amaço, Mancha uniforme, redonda, penetrante que a queiram, Corações em sopros sufocantes, que deram este laço! Transpirações, pelo encontro de meus sonhos antigos, Vi-te de longe e apreciei tão de perto, a cor desse rosto! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.04.24.02.09
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:08 AM UTC
O retracto perfeito
Quero usar seu moletom Quero acordar do seu lado Quero tomar o café com você Quero te beijar até não sentir minha boca Quero te ver no meio da noite Quero dançar na rua escura com você Quero rir até minha barriga doer Quero chorar de paixão Quero seu abraço quando eu ficar triste Quero ouvir músicas pensando em você Quero morrer de saudades de você Quero sofrer e ser feliz Quero te querer Seja lá quem for você
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Jun 25, 2013
Jun 25, 2013 at 7:13 PM UTC
Eu quero
Tenho saudades tuas I honestly didn't choose this but you came into my life made me feel so alive my heart beats me and's leaving bruises Tenho saudades tuas Ive never been so useless it all felt like a dream tell me, what does it mean? I'm running this race just to lose it Tenho saudades tuas all my hard work has been fruitless I hope you're okay but, your staying away has chipped a whole block from my hubris I just wish I knew why you do this
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Sep 21, 2014
Sep 21, 2014 at 11:11 PM UTC
words have failed
tenho saudades do teu gemer no meu lóbulo interior da tua pequena malvadez e do teu mordaz sorrir sim esse que te faz sentir um vil querer uma vontade de me ter dentro do teu mais profundo ser minha diva do prazer
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Jul 15, 2015
Jul 15, 2015 at 5:55 AM UTC
Diva
Los surtidores pulverizan una lasitud que apenas nos deja meditar con los poros, el cerebelo y la nariz. ¡Estanques de absintio en los que se remojan los encajes de piedra de los arcos! ¡Alcobas en las que adquiere la luz la dulzura y la voluptuosidad que adquiere la luz en una boca entreabierta de mujer! Con una locuacidad de Celestina, los guías conducen a las mujeres al harén, para que se ruboricen escuchando lo que las fuentes les cuentan al pasar, y para que, asomadas al Albaicín, se enfermen de "saudades" al oír la muzárabe canción, que todavía la ciudad sigue tocando con sordina. Cuellos y ademanes de mamboretá, las inglesas componen sus paletas con el gris de sus pupilas londinenses y la desesperación encarnada de ser vírgenes, y como si se miraran al espejo, reproducen, con exaltaciones de tarjeta postal, las estancias llenas de una nostalgia de cojines y de sombras violáceas, como ojeras. En el mirador de Lindaraja, los visitantes se estremecen al comprobar que las columnas tienen la blancura y el grosor de los brazos de la favorita, y en el departamento de los baños se suenan la nariz con el intento de catar ese olor a carne de odalisca, carne que tiene una consistencia y un sabor de pastilla de goma. ¡Persianas patinadas por todos los ojos que han mirado al través! ¡Paredes que bajo sus camisas de puntilla tienen treinta y siete grados a la sombra! Decididamente, cada vez que salimos del Alhambra es como si volviéramos de una cita de amor.
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Alhambra
Los surtidores pulverizan una lasitud que apenas nos deja meditar con los poros, el cerebelo y la nariz. ¡Estanques de absintio en los que se remojan los encajes de piedra de los arcos! ¡Alcobas en las que adquiere la luz la dulzura y la voluptuosidad que adquiere la luz en una boca entreabierta de mujer! Con una locuacidad de Celestina, los guías conducen a las mujeres al harén, para que se ruboricen escuchando lo que las fuentes les cuentan al pasar, y para que, asomadas al Albaicín, se enfermen de "saudades" al oír la muzárabe canción, que todavía la ciudad sigue tocando con sordina. Cuellos y ademanes de mamboretá, las inglesas componen sus paletas con el gris de sus pupilas londinenses y la desesperación encarnada de ser vírgenes, y como si se miraran al espejo, reproducen, con exaltaciones de tarjeta postal, las estancias llenas de una nostalgia de cojines y de sombras violáceas, como ojeras. En el mirador de Lindaraja, los visitantes se estremecen al comprobar que las columnas tienen la blancura y el grosor de los brazos de la favorita, y en el departamento de los baños se suenan la nariz con el intento de catar ese olor a carne de odalisca, carne que tiene una consistencia y un sabor de pastilla de goma. ¡Persianas patinadas por todos los ojos que han mirado al través! ¡Paredes que bajo sus camisas de puntilla tienen treinta y siete grados a la sombra! Decididamente, cada vez que salimos del Alhambra es como si volviéramos de una cita de amor.
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Sinto saudades… Do seu cheiro, dos seus beijos, Dos seus cabelos. De te assistir chegando quando estou te esperando Da forma que fico, sem graça, tímido, quase uma criança Na sua presença. Saudades… Do seu toque, da sua pele, do seu gosto Dos seus abraços, de te abraçar. De te segurar até dormir Da sua beleza, inefável Do jeito que voce me faz rir Colocar a palma da sua mão contra a minha, Das suas unhas roídas… Passo vontades, doídas, mas que vontades boas!
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Dec 21, 2021
Dec 21, 2021 at 3:32 PM UTC
Dela
Fiquei feliz ao ouvir as chaves rodar na fechadura. “Porque é que a cozinha está tão escura?” “Tive saudades, tudo nesta casa me faz lembrar de ti.” “Por isso apagaste a luz?” “Aproxima-te. Porque é que ainda estás aí?” Pegou-me pela mão, subimos a escadaria Acabámos uma garrafa de vinho, duas talvez Deitada, A cama subia Pelo menos parecia. Acho que as garrafas foram três “Amor, não leves as chaves outra vez.”
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Nov 16, 2014
Nov 16, 2014 at 3:01 PM UTC
Untitled
Tonight she left us... In the middle of the night she passed to say her last goodbye in the form a short rain right in the middle of the dry season. Wind blew the leaves on the garden she played as the plants celebrated the long awaited rain. That first rain that comes as a carrier of life, telling the trees to start blooming, the cicadas to awake from their sleep, grass to sprout. Today was a sad day for me, but someone up there just got a new best friend and is celebrating.
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Aug 9, 2018
Aug 9, 2018 at 1:07 AM UTC
Saudades
Encontrar sempre  teu terno sorriso, É  tudo o que eu preciso. Parece que Deus criador te fez vida e só amor. Canto em Hino de louvor! Possa eu viver sempre contigo , No Céu,  na terra , no paraíso... Deus com teu corpo e alma me abençoou , Da roseira a mais bela rosa brotou. Me aconchego no teu carinho desmedido, E com teu calor viva adormecido, Amando tudo com teu porto de abrigo. Mãe és tu minha Mãe suave com frio, calor, com a doce brisa... Saudade das saudades a mais querida.! Posso eu viver sempre no teu regaço, Sendo doce beijo, apertado abraço. Quantos filhos,  filhas não têm amor de ninguém, Vivem a vida com desdém! Ousai amar sempre alguém,.. Deixai bater o vento que vêm por bem, Pois bate devagarinho no rosto de minha Mãe. Parece que dentro do teu ventre eu vou sempre viver, Deitado nos teus braços quero adormecer. De manhã acordar com a madrugada, E morrer contigo de mão dada. Mãe,  amor
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Apr 13, 2024
Apr 13, 2024 at 10:57 PM UTC
Minha Mãe Maria
Penso nas giestas floridas que sempre olhei, Amarelas, pueris e sempre brancas, Olhava para elas e eram tantas, Saudades que para elas eu deixei. Penedos que eu trepava com ousadia, Sobreiros que eu subia, Ribeiros onde eu nadava ingénuo, Sem pudor ou amor feito engano. Caminhadas com rebanhos que não crias, Sentimentos que não sentias, Turbilhões de ideias que teu ser comprometia, Vivendo na esperança de ter o que não podia. Saltava as fogueiras nas noites de luar, Nas festas de Santo António gostava de dançar, Colhia flores com mãos inocentes, Recebia tudo como belos presentes, Dormia com sonhos nunca vividos, Acordava com meus entes queridos. Pensava eu que viver era ousadia, Não percebia a tristeza e alegria. Fui criado num ambiente sagrado, Vivia sem sombra de pecado. Era terno, amigo, simples com amor, Se pudesse escolher o nome seria flor. Victor Marques
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Jun 9, 2022
Jun 9, 2022 at 2:14 PM UTC
Lembranças