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"relva" poems
Possa eu, um dia, ao fechar os olhos Tornar-me espuma de ondas, Ou brisa carregada de odor a maresia E possa eu, um dia, ao abrires os teus, Ser o Sol que os ilumina e transforma. E, como os teus olhos, Ambiciono ter, também eu, um dia O poder de me fazer algo mais do que eu. O poder de ser pura e bela como me vês O poder de ser o vento ou o Sol ou o mar Ou uma folha seca e avermelhada Tombando no chão ao soar do Outono. Possa eu transformar-me em tudo isso, Como se transformam os teus olhos (quais pedaços de céu descoberto ou relva húmida de orvalho sempre regados de Sol, sempre.) Fosse esse Sol um dia eu...
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Sep 4, 2017
Sep 4, 2017 at 5:05 PM UTC
04-09-2017
A Primavera, escrevi-a toda em verso pelo Inverno inventei-lhe as cores e o amor terno mas, agora que chegou, está cansada, o Sol não me aquece senão a pele as flores são só flores de insuficiência carregada a relva em que o corpo deito faz-se desconforto de familiaridade excessiva o céu sempre de uma tonalidade tão azul e baça e cansativa; E a vida, ah, a vida a que estou tão dolorosamente condenada posso apenas aceitar assim como me foi dada maldosa e dorida e Tão bela, ah, tão bela.
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Mar 22, 2017
Mar 22, 2017 at 6:45 AM UTC
10/03/2017
I Queira a ter-te tal sacrifício impune à beleza Desventurar no ofício da morte formosa No rito estrangulado, no campo da destreza, Pensamentos que julgo uma ilusão honrosa Sob a lembrança dos antigos, arcaica proeza Se medos sentimos dessa prática tão dolorosa, Aquieta-se! A relva abaixo espera em sua frieza, Para o pútrido sepulcro de uma luz ardorosa Onde graça, cuja índole se esquiva, Singram os raciocínios obscuros De uma consciência a julgar-se viva É o fim a tocar alma fugitiva, A único respeito, tomar com acuro Um fadário apagado de perspectivas II Ao meu semblante prefere-se o nada, diante das vãs venturas Pois se é hábito e desconcerto sempre padecer, Coerente é, por esses horrores, nunca me ater Para que não lastime o infinito desta amargura Esta angústia vazia que na miséria perdura Sufocando meu espírito em sofrer, Vede a todos dura sentença! É preferível já não ser, Que fugir do fim que, em descrença, meu corpo procura Se Dido no desalento, por Eneias, deixa vida, Estou cá, em silêncio de alma desvarrida A cessar aos vermes o que vivo eternamente Em álgido lamento, pude cantar nesta partida, Algumas rimas de mi'a face enlanguescida, Em que pude prezar da morte seu beijo unicamente
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May 30, 2017
May 30, 2017 at 10:29 PM UTC
Anseios
Intimidades Na mesma madrugada eu me olhei, Descobri a nudez e idolatrei. Na mesma madrugada me deitei, Ai relva que não pisei? Na madrugada eu não senti, Inconstância do que vivi. Não me levantei, nem deitei, Madrugada que sonhei. Madrugada que o galo cantou, Canto que embalou. Sol que me olhou, Madrugada do que sou. Victor Marques
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Jan 24, 2011
Jan 24, 2011 at 9:17 AM UTC
Intimidades
Lá vamos nós, Na mesma estrada, Os mesmos erros, As mesmas lágrimas. Uma pitada de desespero, Almas angustiadas. Você chorou sob a relva molhada, Enquanto eu saía pra ver a chuva. Você nunca soube de nada, Eu tinhas planos, Ninguém se importava. No fim era eu, e um pouco de nada.
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Jul 29, 2013
Jul 29, 2013 at 9:47 PM UTC
Nada
E como a qualquer criança Brilharam-se-me muitos os olhos À primeira vista deste prado Verde e húmido e florido Com bichos passageiros, pardais a chilrear. Mas com o tempo secou-se a relva Foram-se as flores e com elas as borboletas Só a cigarra canta, metódica, Já nem os *** se pintam em aguarelas Nem versos deslizam perdidos mais.
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Feb 21, 2017
Feb 21, 2017 at 3:50 AM UTC
13-10-2016
E no infinito do teu ser, oiço murmúrios de uma voz magoada, no meio de um silêncio puro e perfeito. Lábios sedentos de um beijo, olham-me cegos do meu ser, e minha alma perdida na nostalgia de uma noite invernosa caminha para junto do teu eu. E junto à relva eu me encontrei, a ouvir os murmúrios de um ribeiro, e a pensar nos teus olhos cor de violeta como estrelas, na tua face terna e suave e nos teus cabelos de oiro fino que brilham ao luar de uma noite que encerra grandes mistérios.
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Feb 23, 2014
Feb 23, 2014 at 5:43 PM UTC
ser
A relva manto de veludo estendido Burgueses - gordos sebentos bebericam o sangue de Deus Orgias, sob cúpulas douradas Loucos velhos avarentos diversão de crianças No declínio da noite uma criança descalça Almas sem valor Uma ave morte dor lágrimas sofrimento Olho o filme . . . de repente Uma porta medo uma luz, dia.
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Apr 2, 2014
Apr 2, 2014 at 1:39 PM UTC
liberty
Sento-me Só Dia e noite O vento sopra lá fora Velhas árvores expiam-me Folhas caídas, mortas A relva Manto de veludo verde Sento-me Só Nesta cama Baú de mil sonhos Uma leve melodia Paira no ar Sento-me Só Somente comigo E penso Quão diferentes As coisas poderiam ser.
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Mar 25, 2014
Mar 25, 2014 at 4:13 AM UTC
Minha alma triste Chora versos Versos de um poeta morto Esquecido após o pôr do Sol O sangue escorre Ao invés de saliva Isso, e uma vida A morte e o dia Andando de mãos dadas Na relva fria Da madrugada Eu estava de partida
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Apr 20, 2014
Apr 20, 2014 at 7:42 PM UTC
De partida
Queria ser aprendiz de poeta da Natureza Deitar-me na relva entre cravos e margaridas E tornar-me cravo ou margarida Também. (e como um cravo perder as pétalas e ser livre no vento) (e como uma margarida perder as pétalas nas mãos de uma criança qualquer)
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Dec 6, 2016
Dec 6, 2016 at 3:09 PM UTC
aprendiz de poeta da natureza