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"quarto" poems
O mar já não salpica a janela do meu quarto, já nem me visita ao escuro, de noitinha, com canções ou poesia - de amor ou ego nunca cheguei a entender. Mas, ainda que incerta, quando o mar me salpicava a janela do quarto, dentro de mim eu cria, ah, e como queria, que fosse amor! Enfim, mudei-me para o interior, para me dedicar a amar as montanhas (que não há esperança para o rios por muito que neles me banhe). Se não é salgado, o amor terá que ser térreo e verde, imenso e divino, altivo e maternal. Enfim. O que amo nas montanhas não passa de um reflexo de mim. O que amo no mar é tudo o resto. A expectativa, a possibilidade, a esperança em algo para além de mim. Em algo bom e humano, leve e fluido, tempestuoso mas seguro, caseiro e real.
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Nov 26, 2021
Nov 26, 2021 at 10:35 AM UTC
O Mar - 9/08/2020
No rosto leproso da noite, ventos giram cartas como quem não quer nada/ Ou talvez vultos guardam melancolia no quarto branco/ Oh! tão bom beber hálito gelado da lua junto aos antepassados, lá se vão fugidios das estrelas; sete são. Os mais jovens, no rio, colhem cristais & dançam ( ritual veludo puro, sombra azul circula)/ Rápido, múltiplas festas ecoam do infinito, este cínico pastor poda asas feridas; mãos sagradas dos mortos & dos mitos/ Bebemos & cantamos, no colo floresta desnuda/ Neste banquete vermelho, virgens dão o toque úmido & todos os santos saboreiam o útero/ Sob o aconchego do delírio a loucura desfila, santa de todos os dias!
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Feb 28, 2012
Feb 28, 2012 at 4:28 PM UTC
noite
O dia que chegou tão depressa ao seu final, Trouxe-me a certeza de uma noite fria e pálida, Onde chego à cama, e espero ver-te ali deitada, Pelos tempos fora, sinto a certeza desse sinal! Foram três longos anos de vazio, tais como os teus sinais, As estrelas que carregas nos ombros, são juntas na tua lua, São profundos sonhos de um golfinho que a ti, se junta, lua tua, Imensas vezes, a olhei, para te ver a ti brilhar em vendavais! Hoje percebo porque sentia e via o meu quarto sempre vazio, Quando chegaste em dia de temporal, na noite sadia e vadia, Estava eu junto daquele precipício, esperando sair desse presidio, De cores sem tom, de cheiros sem fragância, naquela estadia! E assim nas voltas que dei, das estrelas que vi, tu chegas-te, Mesmo na hora que tudo parecia perdido, desenhada perfeitamente, E de todas as preces e palavras que preguei a Deus e ele me advir-te, Trazendo-te a ti, contornada de perfeitas coisas, cantando acusticamente! E assim percebi que a força que têm a cobardia de destruição, De um coração como o meu, perfeitamente bom e agora teu, Me dá ganas de pegar em ti, ao meu colo teu, deitar-te no céu, Decorar as estrelas, contigo no centro, meu quarto cresceu, paixão! Autor: António Benigno Escusado será dizer-te a ti, que te vejo, sabia que virias, não te imaginava chegando, mas surpreendentemente, tudo que lhe havia pedido, ele me trouxe triplicando, abusando mesmo de galhardia, e eu agora me contemplando, porque tudo que me trazia, era muito mais do que lhe pedia. Liliana, lhe peço agora mesmo, que meu coração mereça sempre, tudo aquilo que Deus me prometia.
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:12 AM UTC
Quarto crescente
O dia que chegou tão depressa ao seu final, Trouxe-me a certeza de uma noite fria e pálida, Onde chego à cama, e espero ver-te ali deitada, Pelos tempos fora, sinto a certeza desse sinal! Foram três longos anos de vazio, tais como os teus sinais, As estrelas que carregas nos ombros, são juntas na tua lua, São profundos sonhos de um golfinho que a ti, se junta, lua tua, Imensas vezes, a olhei, para te ver a ti brilhar em vendavais! Hoje percebo porque sentia e via o meu quarto sempre vazio, Quando chegaste em dia de temporal, na noite sadia e vadia, Estava eu junto daquele precipício, esperando sair desse presidio, De cores sem tom, de cheiros sem fragância, naquela estadia! E assim nas voltas que dei, das estrelas que vi, tu chegas-te, Mesmo na hora que tudo parecia perdido, desenhada perfeitamente, E de todas as preces e palavras que preguei a Deus e ele me advir-te, Trazendo-te a ti, contornada de perfeitas coisas, cantando acusticamente! E assim percebi que a força que têm a cobardia de destruição, De um coração como o meu, perfeitamente bom e agora teu, Me dá ganas de pegar em ti, ao meu colo teu, deitar-te no céu, Decorar as estrelas, contigo no centro, meu quarto cresceu, paixão! Autor: António Benigno Escusado será dizer-te a ti, que te vejo, sabia que virias, não te imaginava chegando, mas surpreendentemente, tudo que lhe havia pedido, ele me trouxe triplicando, abusando mesmo de galhardia, e eu agora me contemplando, porque tudo que me trazia, era muito mais do que lhe pedia. Liliana, lhe peço agora mesmo, que meu coração mereça sempre, tudo aquilo que Deus me prometia.
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Leaving class during an internal lockdown Shooting elastic bands at the target we mounted on the wall Shooting elastic bands at our teacher's hat Hiding from our teacher with the hat Naming the robot we programed in class: Clive Bananagrams Ditching gym class Talking/lying our way out of trouble a lot lol Making elaborate plans to do very odd things (and playing pink panther music as well as mission impossible music when we did it) Putting mistletoe everywhere in the school at Christmas Texting quotes of the night Writing fictional stories and sending them over text to each other in parts at 2AM Writing poetry Learning the Greek Alphabet so we could play Greek Hangman Creating numerous extremely complicated codes where punctuation, capitalization, "accidental" smudges near words and how you pronounce certain words is significant. Always buying the same drink at Starbucks Eating a ridiculous amount of free samples at the Fro Yo place Skipping down the hall happily in our gothic spiked clothing. Just to confuse people. Watching the looks we got. Writing limericks in math class Playing Go Fish with our bus passes and when the teacher came over all he said was: Oh! Who's winning? Playing full tackle basketball...when we were supposed to be playing badminton Filling a friend's locker with stuffed animals while they were away and texting them to warn them we put a lion and bear in their locker Inside jokes: Whiteout, Whip-cream, We-are-the-crazy-people, **** that's a fiiiine shoulder! Pass the coke! Playing Quarto during Science class Playing boggle during religion I miss that grade. I wish things could go back to the way they were, but they really can't ever. I miss being so young and innocen- hahahahaha okay, not innocent but young and crazy. I miss when there were not scars on my arms and my soul.
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Dec 7, 2014
Dec 7, 2014 at 1:29 PM UTC
Memories from the best year ever so long ago
Leaving class during an internal lockdown Shooting elastic bands at the target we mounted on the wall Shooting elastic bands at our teacher's hat Hiding from our teacher with the hat Naming the robot we programed in class: Clive Bananagrams Ditching gym class Talking/lying our way out of trouble a lot lol Making elaborate plans to do very odd things (and playing pink panther music as well as mission impossible music when we did it) Putting mistletoe everywhere in the school at Christmas Texting quotes of the night Writing fictional stories and sending them over text to each other in parts at 2AM Writing poetry Learning the Greek Alphabet so we could play Greek Hangman Creating numerous extremely complicated codes where punctuation, capitalization, "accidental" smudges near words and how you pronounce certain words is significant. Always buying the same drink at Starbucks Eating a ridiculous amount of free samples at the Fro Yo place Skipping down the hall happily in our gothic spiked clothing. Just to confuse people. Watching the looks we got. Writing limericks in math class Playing Go Fish with our bus passes and when the teacher came over all he said was: Oh! Who's winning? Playing full tackle basketball...when we were supposed to be playing badminton Filling a friend's locker with stuffed animals while they were away and texting them to warn them we put a lion and bear in their locker Inside jokes: Whiteout, Whip-cream, We-are-the-crazy-people, **** that's a fiiiine shoulder! Pass the coke! Playing Quarto during Science class Playing boggle during religion I miss that grade. I wish things could go back to the way they were, but they really can't ever. I miss being so young and innocen- hahahahaha okay, not innocent but young and crazy. I miss when there were not scars on my arms and my soul.
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Luna, Piuma di cielo, Cosi velina, Arida, Trasporti il murmure d'anime spoglie? E alla pallida che diranno mai Pipistrelli dai ruderi del teatro, In sogno quelle capre, E fra **** foglie come in fermo fumo Con tutto il suo sgolarsi di cristallo Un usignuolo?
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Ultimo quarto
O quarto escuro e apenas a luz vinda de fora só me deixavam ver o contorno do seu rosto, mas eu ainda conseguia decifrar seus traços, o gosto molhado da sua boca, a textura do seu cabelo. Experimentava seus lábios, tão feroz quanto o vento quando toca as flores, fazendo-as exalarem seus perfumes, assim como o seu gosto o fazia em mim. Desfrutava de todo o tato possível, e pelos seus braços, caminhava uma das mãos, enquanto eles se envolviam e se apaixonavam pelo meu corpo, abraçando-o forte, como um leão agarrando sua presa. Seus beijos me completavam e me envolviam, tal como a mais fina seda do mais belo vestido cai perfeitamente no mais maravilhoso corpo de mulher. Seu cheiro doce, de pele morena, sufocava toda a hesitação que ainda me restava e me fazia entregar-me por inteiro. Suas mãos teimavam em bagunçar meu cabelo que, envolto em seus dedos, se realizava por encontrar tanta obstinação vinda de um único conjunto de dedos. Por um momento, antes de dar-me um outro beijo, me olhou nos olhos, com olhar de pescador que foi fisgado pelo canto da sereia e, de repente, nada mais existia.
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May 17, 2013
May 17, 2013 at 7:20 PM UTC
Nada mais existia.
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta, Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal, Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer! Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar. Apressado como de costume e porque admito é feitio meu, Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir, O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido, Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos, Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela, Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo, Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa, Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule, O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer! Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças, Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir! Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela, Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados, Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia. Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias, É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento. E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia, O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança. A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim. Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho, E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim, Enquanto dormia! Autor: António Benigno Dedico à minha vida que nem para nem anda!
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:58 AM UTC
As cores
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta, Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal, Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer! Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar. Apressado como de costume e porque admito é feitio meu, Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir, O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido, Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos, Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela, Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo, Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa, Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule, O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer! Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças, Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir! Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela, Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados, Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia. Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias, É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento. E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia, O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança. A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim. Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho, E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim, Enquanto dormia! Autor: António Benigno Dedico à minha vida que nem para nem anda!
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Dá me uma razão para ficar e então Eu ficarei. O Mundo lá fora não me atrai. Quero passar a eternidade no teu quarto. Quero passar a eternidade a falar contigo até tu me odiares a mim e as minhas ideias conservadoras fruto de uma eternidade passada no teu quarto. Quero que o mundo se foda tanto como o mundo me fodeu a mim. Quero passar a vida dentro desses filmes que tanto adoras. E não me importo que não seja real. E nem me importo que não seja a sério. Passei a minha vida a brincar com crianças. Quero te a ti acima de tudo. E perdoou o te o vício do tabaco. E perdoou o te o vício de odiares tudo que me faz viver. Eu só te quero bem! Quero que te cases e nem têm de ser comigo. Eu só te quero bem! E perdoou o te o vício de não acreditares em mim. E perdoou o te o vício de amares sempre o mesmo tipo de homem. Porque eu só quero é que dances. Porque disseste que adoravas dançar. Porque eu só quero que andes com quem te faz andar. E nem me importo que me mintas. E nem me importo que me ignores. Não quero que te apresses por mim. Não quero que me peças desculpa. Se um dia morrer que seja pelas tuas mãos. Põe me fora do teu quarto e dá me a comer aos leões. Diz ao mundo que te traí eu não te desmentirei. Mesmo tendo passado a eternidade no teu quarto. Diz que não me queres e faz-me ter filhos contigo. E diz aos nossos filhos que não sou pai deles. Diz me que nunca na vida serei teu. Mas dá me uma razão para ficar. Que Hoje... Hoje Eu faço o Jantar.
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Apr 24, 2014
Apr 24, 2014 at 9:30 PM UTC
Hoje Eu faço o Jantar. // (Portuguese)
Dá me uma razão para ficar e então Eu ficarei. O Mundo lá fora não me atrai. Quero passar a eternidade no teu quarto. Quero passar a eternidade a falar contigo até tu me odiares a mim e as minhas ideias conservadoras fruto de uma eternidade passada no teu quarto. Quero que o mundo se foda tanto como o mundo me fodeu a mim. Quero passar a vida dentro desses filmes que tanto adoras. E não me importo que não seja real. E nem me importo que não seja a sério. Passei a minha vida a brincar com crianças. Quero te a ti acima de tudo. E perdoou o te o vício do tabaco. E perdoou o te o vício de odiares tudo que me faz viver. Eu só te quero bem! Quero que te cases e nem têm de ser comigo. Eu só te quero bem! E perdoou o te o vício de não acreditares em mim. E perdoou o te o vício de amares sempre o mesmo tipo de homem. Porque eu só quero é que dances. Porque disseste que adoravas dançar. Porque eu só quero que andes com quem te faz andar. E nem me importo que me mintas. E nem me importo que me ignores. Não quero que te apresses por mim. Não quero que me peças desculpa. Se um dia morrer que seja pelas tuas mãos. Põe me fora do teu quarto e dá me a comer aos leões. Diz ao mundo que te traí eu não te desmentirei. Mesmo tendo passado a eternidade no teu quarto. Diz que não me queres e faz-me ter filhos contigo. E diz aos nossos filhos que não sou pai deles. Diz me que nunca na vida serei teu. Mas dá me uma razão para ficar. Que Hoje... Hoje Eu faço o Jantar.
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Raiva. **** Dança. Um bipe, susto, esquecimento, raiva, dois bipes, três, soneca. Cinco minutos. - - - - ------------ - - – - – - – - – - – - – - – - – - – – ----------- - – - – - - - - - - – --___ - __ - __ - _ Bipe. Resmungo. Piscar. Interruptor, luz, ardência, explosão. Porta, cozinha. Frigideira, ovos, omelete, engasgue, tosse, água. Maçã. Quarto, vestimentas, capacete. Mochila: 15kg. Rua, bicicleta. Firmeza, foco, parábola, impulso. Curvas, carro, fechada. Porra! Esquece. Vocalise. Caminho: metade → Calor, suor. Vestimentas, despir, mochila, guardar, impulso. Partir. Subida: força, constância, relaxamento, foco. Acidente. Morte? Não. ***** olhos, claridade. Gelo. Suspiro. Rua, asfalto. Inferno? Subterrâneo, ainda... Chegada, contra-mão. Bom-dia. Raiva.
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Sep 24, 2014
Sep 24, 2014 at 11:16 AM UTC
O Ciclo do Oitenta
Nos densos odores de um incenso de mirra, embriagado pelo entediante vazio da bagunça de meu quarto, devaneio-me pelos arredores dum mundo marginal concebido da tristeza que em fogo me cala Num sopro de arrependimento as brasas se queimam e a fumaça toxica que respiro, exala-se pelos poros Deleitando-me em singelo prazer espero as cinzas se formarem Observo atentamente a destruição da matéria, pois somente assim vejo meu destino, e talvez, não de bom grado, num sopro, aceite as últimas cinzas da vida caírem no Sujo e bagunçado chão de meu quarto( mundo).
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Jun 23, 2013
Jun 23, 2013 at 11:34 PM UTC
Cinzas ao chão_ poema-2
Agora no meu quarto Com uma certa incerteza Preenchendo a solidão E alimentando a tristeza Um vazio toma conta de mim E no corredor a minha frente só escuridão Enquanto um lado de mim diz sim O outro diz não No fim do corredor uma luz se acende Tão intensa que meu olho chega a arder Mesmo que eu não queria a ver Ela se aproxima E cada vez mais forte me domina Então a escuridão some A solidão é levada junto A tristeza vira felicidade E a morte não é mais solução Tudo que eu quero é viver Triste, sozinho e sem esperança ou não A imprevisibilidade é o problema Queria tanto saber se daria certo E aí sim minha esperança não seria problema E enquanto a luz permanece acesa Guardo aquela certa incerteza Será que tudo daria certo? Será que as coisas não melhorariam?
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Oct 27, 2015
Oct 27, 2015 at 9:01 PM UTC
Incerteza
Tire minha sobriedade com seus abraços Deixe-me alucinado com o sabor de seus lábios Permita-me respirar um pouco mais do ar que circunda o seu quarto E perdoe-me pelos equívocos que cometo Espero que entenda, que eles são causados Pelas inseguranças e medos Que são obras mal acabadas geradas pelo teu afeto Mas o que dizer? ou o que falar? Para mim sempre só me restou me desesperar E o medo de tu, não consigo superar Ahh maldita cabeça Para ser um animal Quatro patas é o que falta Pois como as bestas Parece que ele não consegue raciocinar Mas ao menos tenho que agradecer Ela me fez aproveitar todo os segundos Dos abraços e beijos Que aconteceram ou acontecerão E acima de tudo dos que não existirão E no final, tudo isso era para ser sobre algo bom? Talvez eu deva aprender que admitir que errei não seja o fim do jogo E que devia aproveitar muito mais nosso turno Porque se for para dar errado que de Mas nunca vou me distanciar de ti de novo Por isso dessa vez só quero saber de você Mas peço que me diga Me diga, me explica Por que está aqui ou se realmente é feliz E quero que saiba que toda minha dor e insegurança começa aí Gerando angustia e sofrimento que faz-me sentir tão egoísta que perco toda a motivação e coragem de ficar perto de ti
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Nov 7, 2015
Nov 7, 2015 at 12:58 AM UTC
Untitled
Lembro das flores que me trouxe. Rosas vermelhas, Manchadas com sangue. Seu sangue. Derramado inutilmente, Para pintar rosas brancas. Mesmo sabendo que não, Eu não gostava de flores, Muito menos rosas. Um sacrifício em vão, Um pedido descartado. Deixei meu perfume na sala, Dormi contigo no quarto. Você se manteve calado, E eu me mantive amarga.
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Jul 14, 2013
Jul 14, 2013 at 10:41 PM UTC
Flores
I No intervalo do incessante Para lá do perceptível emaranhado numa zona incerta quando a noite é mais de trevas E um quarto bem estreito é exageradamente infindo ora ali o oniromante De outrora letargo de outro nome alcunhado que agora desperto aprende a dormir recônditos respiros rebuliços arredores vasos sanguíneos coléricas vozes vislumbra o enfermo sem remédio sem cura Um quadro preto um naufrágio II Jaz adormecido em cama de pedras com colcha de espinhos Lá dentro avenidas movimentadas sussurram verdades cheias de  agudos ângulos, retos, obtusos com vértices nas curvas semicirculares Um rompante inaudível turbilhões de incertezas de vozes cegas emergindo da fresta tenebrosa que brilha o **** cobiçado de seios de coxas de longos cabelos loiros de pele negra de pele vermelha de pele amarela peles tão alvas quanto a neve Uma avalanche de inseguranças Correntes de ferro enferrujadas que rasgam a carne com tétano e o sangue escorre num rio plácido repleto de peixes e tartarugas de ondinas e sereias onde banham as musas que cantam o canto de Morfeu como eólia lira que entorpece e inspira o oniromante que ali adormeceu III No sonho de um sonho há um sonho esquecido guardado a sete fechos no fundo inflexível de imagens arquetípicas de desejos obscuros de visões aterradoras de um jovem bem febril devagar vai adentrando nessa estranha entrelinha qual razão do desconexo desconstrói o findo dia tenazes vozes em seus ouvidos reproduzidas como brados brotam atroadas de estrondosas trovejadas Neste tempo sem um tempo há tempos transcorrido inesperados fragmentos reprimidos e esquecidos Por frações de um instante trafegando entre a memória dos dias das noites do futuro do passado e das histórias Clareiam-se como cruz como carga no caminho Cultuando a culpa a luz jaz oculta na cova deslembrada Estreitos fios a lumiar o teto escuro tomam forma entrelaçada da aurora Rompe o limiar do céu noturno E abre os olhos pra não perder a hora �
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Dec 26, 2016
Dec 26, 2016 at 5:59 AM UTC
Alucinações Hipnagógicas
I No intervalo do incessante Para lá do perceptível emaranhado numa zona incerta quando a noite é mais de trevas E um quarto bem estreito é exageradamente infindo ora ali o oniromante De outrora letargo de outro nome alcunhado que agora desperto aprende a dormir recônditos respiros rebuliços arredores vasos sanguíneos coléricas vozes vislumbra o enfermo sem remédio sem cura Um quadro preto um naufrágio II Jaz adormecido em cama de pedras com colcha de espinhos Lá dentro avenidas movimentadas sussurram verdades cheias de  agudos ângulos, retos, obtusos com vértices nas curvas semicirculares Um rompante inaudível turbilhões de incertezas de vozes cegas emergindo da fresta tenebrosa que brilha o **** cobiçado de seios de coxas de longos cabelos loiros de pele negra de pele vermelha de pele amarela peles tão alvas quanto a neve Uma avalanche de inseguranças Correntes de ferro enferrujadas que rasgam a carne com tétano e o sangue escorre num rio plácido repleto de peixes e tartarugas de ondinas e sereias onde banham as musas que cantam o canto de Morfeu como eólia lira que entorpece e inspira o oniromante que ali adormeceu III No sonho de um sonho há um sonho esquecido guardado a sete fechos no fundo inflexível de imagens arquetípicas de desejos obscuros de visões aterradoras de um jovem bem febril devagar vai adentrando nessa estranha entrelinha qual razão do desconexo desconstrói o findo dia tenazes vozes em seus ouvidos reproduzidas como brados brotam atroadas de estrondosas trovejadas Neste tempo sem um tempo há tempos transcorrido inesperados fragmentos reprimidos e esquecidos Por frações de um instante trafegando entre a memória dos dias das noites do futuro do passado e das histórias Clareiam-se como cruz como carga no caminho Cultuando a culpa a luz jaz oculta na cova deslembrada Estreitos fios a lumiar o teto escuro tomam forma entrelaçada da aurora Rompe o limiar do céu noturno E abre os olhos pra não perder a hora �
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Sabe, quando te avistei naquela ensolarada tarde de junho, fiquei totalmente perplexo, a maneira que seus longos cabelos caiam nos seus ombros, como as sardas no seu rosto formavam a mais bela constelação, ou a maneira que você falava sobre a poluição e como o aquecimento global iria acabar com o mundo. Eu nunca fui uma pessoa muito idealizadora, ou que tinha sonhos grandes, sempre me contentei com pouco ou quase nada, sempre fiquei feliz em ficar no banco de reservas. Mas no momento em que suas palavras tão entusiasmadas e caóticas entraram no meu cérebro e o atingiram como o mais brutal acidente automobilístico da historia, eu pensei: Eu quero salvar a todos, eu quero ser um astronauta e colonizar o espaço, descobrir novas coisas além do espaço entre a minha cama e o interruptor do quarto. Aquela sensação maravilhosa durou apenas alguns segundos, e logo, a maldita insegurança voltou, me sentia humano novamente, e dessa vez tinha muito mais medo, tinha medo que não salvaria a ninguém, que não conseguiria fazer nada. Fechei os olhos, e em um misto de angustia e medo pensei: Mesmo que eu não salve a todos, eu ficaria feliz em apenas te salvar, porque acho que te amo, sabe?
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Jul 4, 2016
Jul 4, 2016 at 2:12 AM UTC
Untitled
Nem sei o que hoje te vou dizer, Ouço a natureza  ao anoitecer... Meu Deus, meu Deus, Meu Deus Sigo ensinamentos teus.... Que melodia medonha na noite perdida, Até parece pintada sem cor nem medida, Meu Deus, meu Deus ai filhos do mundo, Escrevo para ti num oceano sem fundo. Continuo a tentar perceber zumbidos da noite com amor e prazer, Meu Deus infinito e amado por tudo que é ser e não ser... Eu escuto com a ousadia universal de algo descobrir, Fico com teu amor e as borboletas da noite para te sentir. A noite se deita num céu estrelado de quarto minguante, Tu meu Deus és passado, futuro e presente. Mesmo na noite tudo é feito com brilho e muita luz... Eu me encanto no teu amor e na ressurreição divina de teu filho Jesus. Victor Marques
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Sep 14, 2018
Sep 14, 2018 at 6:43 PM UTC
Deus da natureza ao anoitecer...
O tempo passa, A idade pesa. No chão do quarto, Encerro outra conversa. Eu olho a janela, O céu lá fora. Me sinto tão distante agora. Faltam os falsos amigos, Os verdadeiros também. Mas hoje não vou dormir. Em uma colcha de falsos parabéns. Amadureço mais que meus 20 anos, E a dor que isso causa, Me lembra que sou humano. São só 20 anos afinal, Será que viverei até os 90 pra assistir um recital? Aos 10, fui pureza. Aos 15 paixão. Hoje misturo beleza com coração. 20 aos 20, eu sobrevivo. Trago mais um cigarro ou respiro?
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Jun 20, 2014
Jun 20, 2014 at 8:56 AM UTC
20 aos 20
Quarto fechado escuro (mas não muito) uma luz incenso odor forte o(dor) sândalo No exterior chuva frio um pedinte gabardina velha Janela (de volta ao quarto) uma face rosada (acende-se a luz) Princesa. Rainha. Mulher.
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Mar 18, 2014
Mar 18, 2014 at 5:48 PM UTC
noite
"eu te dizia que a vida é bruta, você me falava que ainda não eu nunca acreditei que houvesse algo a mais depois que as coisas acabam uma blusa esquecida no natal passado, uma palavra presa na fechadura da porta que bateu, um outro palpitar do coração ou alma além da que nos foi decretada aqui e, então, você morreu durante uma semana, eu fingi que você tinha finalmente viajado pro seu lugar favorito e que ele tinha te dado razão em ser um lugar favorito pra demorar tanto assim durante um mês, eu desisti de esperar paciência não era meu melhor dom embora te esperar fosse um talento você, de novo, não chegou durante um semestre, eu chorei sem interrupções embora ninguém soubesse ou visse algo por dentro, muralhas da China caíam e oceanos atlânticos deslizavam entre órgãos e lembranças quando eu esqueci o som da sua voz e o tom do seu olho, você morreu outra vez e, dessa, eu pude sentir o peso da mão do mundo descendo sob mim outro ciclo se foi e a nossa conexão terminou eu te quis no meu quarto reclamando meu atraso pro almoço; eu te quis na plateia da apresentação da minha monografia, a única na história da faculdade como centro de pesquisa a comunidade lgbt; eu te quis no meu exame de direção; eu te quis quando eu saí de casa; eu te quis atendendo o telefone enquanto eu contava que consegui um emprego novo; eu te quis e esse era o único tempo verbal em que era permitido te conjugar durante um ano, que durou até hoje, eu soletrei saudade já não tenho como chamar seu nome eu toco o interfone, não há você do outro lado me tateio, falta a sua pele bem perto no fundo, eu acho que o universo deveria estar triste porque não posso te amar mais eu estou." #textoscrueisdemais
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Feb 27, 2017
Feb 27, 2017 at 1:27 PM UTC
Untitled
"eu te dizia que a vida é bruta, você me falava que ainda não eu nunca acreditei que houvesse algo a mais depois que as coisas acabam uma blusa esquecida no natal passado, uma palavra presa na fechadura da porta que bateu, um outro palpitar do coração ou alma além da que nos foi decretada aqui e, então, você morreu durante uma semana, eu fingi que você tinha finalmente viajado pro seu lugar favorito e que ele tinha te dado razão em ser um lugar favorito pra demorar tanto assim durante um mês, eu desisti de esperar paciência não era meu melhor dom embora te esperar fosse um talento você, de novo, não chegou durante um semestre, eu chorei sem interrupções embora ninguém soubesse ou visse algo por dentro, muralhas da China caíam e oceanos atlânticos deslizavam entre órgãos e lembranças quando eu esqueci o som da sua voz e o tom do seu olho, você morreu outra vez e, dessa, eu pude sentir o peso da mão do mundo descendo sob mim outro ciclo se foi e a nossa conexão terminou eu te quis no meu quarto reclamando meu atraso pro almoço; eu te quis na plateia da apresentação da minha monografia, a única na história da faculdade como centro de pesquisa a comunidade lgbt; eu te quis no meu exame de direção; eu te quis quando eu saí de casa; eu te quis atendendo o telefone enquanto eu contava que consegui um emprego novo; eu te quis e esse era o único tempo verbal em que era permitido te conjugar durante um ano, que durou até hoje, eu soletrei saudade já não tenho como chamar seu nome eu toco o interfone, não há você do outro lado me tateio, falta a sua pele bem perto no fundo, eu acho que o universo deveria estar triste porque não posso te amar mais eu estou." #textoscrueisdemais
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Excedi em tudo os meus desejos os meus sonhos e eu crescemos lado a lado Vivo em intensa desolação A pensar quando é que vais chegar Amo-te Com tanta pureza, tanta paixão Que peço que te ame sempre e mais uma vez Amo-te no seu perfeito sentido teu corpo e essa airosa face A tua silhueta no parapeito de ferro, na noite a meditar Um luzente anoitecer A lua na paliçada Quando no meu quarto eu leio e escrevo.
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Mar 25, 2014
Mar 25, 2014 at 7:31 PM UTC
tu
AGORA que partis-te a explorar o deserto e eu fiquei só AGORA que partis-te em procura do rapaz de preto Sento-me neste quarto onde só me restam paredes, e oiço o tráfego lá fora O teu fantasma imagem de um outro tempo persegue-me por todos os lados Deixa-me num sono profundo Deixa-me para poder escrever poesia e libertar as pessoas dos seus limites Já agora atravessa para o outro lado transpõe a porta o Patrão espera-te. Não te resta muito tempo que a viagem é longa.
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Apr 15, 2014
Apr 15, 2014 at 6:02 PM UTC
sem regresso aqui
Passa-se num quarto luz ténue velhos livros empoeirados o cigarro queima-me a ponta dos dedos nos meus ouvidos, um leve melodia um telefone toca saio andei por aí a prostituta olhou-me tremo de frio uma cabana recordo o passado, ainda presente passei por tua casa para te ver tinhas saído ocultas-te dos convidados mas eu sou teu amigo os meus olhos perturbam-te infinitamente! as melhores ideias vêm-me quando... enfim vou partir pousei o livro estou vivo procuro a paz esse momento de liberdade está a ficar tarde a noite começa lentamente e cheia de sossego.
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May 6, 2014
May 6, 2014 at 7:32 PM UTC
alucinação
sou um espelho antigo frio . vazio . sombrio como um túmulo sobre a lareira domino o quarto vejo lá fora as flores e árvores do teu jardim há dias em que sinto o vento vejo-te à noite a pentear os teus sedosos cabelos vejo-te à noite a acariciar os teus voluptuosos seios fazes amor no reflexo da minha existência eu sou imortal nunca minto eu serei o único que lá vai estar, no teu quarto até que definhes e aí dar-te-ei as minhas memórias será muito, muito difícil para mim, quando já não houver nada para refletir
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Jan 13, 2015
Jan 13, 2015 at 6:06 PM UTC
Reflexos
Eu não sei o que faço Parada no quarto Em prantos Eu queria entender O porquê de ser assim Tão frio e amargo Esse é o destino então? Ser infeliz Ou não? Eu queria um caminho De arco-íris e pote no final E o que eu tenho agora Doi mais E a demora Esperar por nada Há de me deixar louca Na varanda ou na porta Ou na rua, eu não sei onde chegar Meus pés saem do chão Ou é uma ilusão Sou só eu lá fora?
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Nov 17, 2014
Nov 17, 2014 at 9:13 PM UTC
Lá fora