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"pergunto" poems
Dizer que tenho saudades tuas, agora é uma espécie de mentira coberta com um pano de linho Tenho somente saudades do que era antes de Ti E isso é a cruz que carrego Vincada e afiada que se pôs as minhas costas E se me mexo me corta em dois Como carne fina do talho gourmet Comparação inadequada, eu sei Mas a única que penso agora, que sou estreita. Por vezes olho para o relógio, e já nem contando as horas Reparo nas datas, extensas Dou por mim a ver um mês E no momento a seguir, o olho E vejo dois meses, a correr Pergunto-me se estou louca ou simplesmente Exausta O tempo deixa de ter nexo e o Mundo fica pequeno Os dias passam como se não tivessem vida E em vez de correr, existo Durmo ao Luar e ao Sol Como se tudo se tratasse do mesmo Do sonho Do sono Explicar-te porque sinto saudades tuas, agora é uma espécie de firmamento do caminho insano que percorro Tenho somente saudades do Tempo que parava Quando nos teus braços respirava Sossegava E agora não tenho sangue suficiente para estancar a ferida Dura, profunda, dolorosa Como os pés que piso Que não são meus.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:04 PM UTC
o nunca ter tido
Em frente do espelho Em um surto de lucidez, penso O que foi que eu fiz com meu corpo? Ele era tão saudável Mas eu não me amava antes E também não me amo agora Eu lembro de desejar a todo custo “Emagrecer até morrer” E é essa frase que corre em minha mente Quando eu sinto minha visão escurecer Eu lentamente estou morrendo Em frente ao espelho, me pergunto Se era essa a minha vontade então por que eu estou tão assustada?
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Jan 3, 2022
Jan 3, 2022 at 12:55 PM UTC
Espelho
Às vezes me pergunto qual é o sabor do teu beijo. Como é a sensação de colocar a mão sobre tua cabeça e sentir o deslizar dos teus cabelos entre meus dedos... se tua língua é tão intensa quanto teu olhar, se é tão habilidosa com ela quanto é com as palavras. Como deve ser o toque dos teus braços ao cercar o meu corpo.. Imagino se o calor do teu hálito é capaz de acalentar uma alma que a saudade já congelou... minha mente se perde em ilusões, sonhos, devaneios; me pergunto se o que dizem sobre escorpião é verdade...
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Jul 1, 2015
Jul 1, 2015 at 5:56 PM UTC
Scorpio
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração. Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil. As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego? Minha decepção só não é maior que a decepção que causei. Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles. Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada. Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como? O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera. Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras. Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco? Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho. Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
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Aug 14, 2018
Aug 14, 2018 at 1:08 PM UTC
Avante
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração. Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil. As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego? Minha decepção só não é maior que a decepção que causei. Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles. Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada. Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como? O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera. Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras. Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco? Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho. Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
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As vezes quero ser profundo e me manter por lá Mas sou apaixonado pelo nascer e pôr do sol E pela lua beijando o mar As vezes quero sentar Te ver dancar Mas sou apaixonado pelo ritmo do teu corpo no meu Teu calor E aroma do teu suor As vezes me pergunto o que será de nós se a paixão acabar? Mas logo lembro Que nada dura pra sempre E enquanto existir este sentimento intenso Quero aproveitar cada momento Lembranças não serão levadas pelo vento Um coração lindo como o teu nunca ficará ao relento Pra já, faça do meu peito o seu aposento Encosta a cabeça Ouça cada batimento Será eterno até acabar o nosso tempo
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May 13, 2019
May 13, 2019 at 2:28 AM UTC
Eterno Agora
às vezes pergunto por que motivo tu partes de mim quando entardece, e digo às minhas esperanças e sonhos, que nem tudo o que acontece é o que parece. a vida às vezes pode ser um borrão, as emoções podem-nos toldar, às vezes escrevo para ti horas a fio, quando preciso deixar o meu coração sarar. o tempo fará esquecer o passado, esta tristeza que se espalha em mim, como os lírios à tona de um lago, numa manhã vestida de carmesim. o final do dia trará novas alegrias, e embora eu sonhe acordado, tenho em mim plena consciência, de que preciso de ti ao meu lado. e até que eu volte a escrever para ti amanhã, lembra-te, tu és toda a minha alegria, dor e tristeza.
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Jun 9, 2015
Jun 9, 2015 at 9:41 AM UTC
Palavras suspensas no tempo
Sol queima a minha pele Inicialmente É agradavel Depois, é dor Como bolo doce que vou comer Efeito da gulosia Afoga o meu saber Para mais tarde me aperceber Que foi demasia Aí puderei me arrepender E então pergunto, qual é real? Qual sigo nisto tudo O presente ou o futuro? Dizem-me “Carpe Diem!” Então deixem-me comer bolo Deixem-me queimar ao sol Deixem-me viver a vida tolo Depois dizem, “sê comedido” “Tudo com moderação” Então vivo o futuro agora Não sigo prazer Fujo à dor Sempre a atrasar A minha fatalidade Eu sei lá Mas enquanto escrevia isto O sol fez o seu capricho Tenho o poema terminado E o meu braço queimado
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:15 AM UTC
Caprichos de vida
Na frente da tela, Não sei o que escrever. Toda hora, na minha mente, Vem você... As lágrimas rolam... Junto se vai o delineador, E as vezes, me pergunto, Se isso foi amor. Decepção, Primeira palavra ao lembrar de você, Um jogo, mentiras... Não sei o que sobrou de mim. Foi o fim... De um amor?! Ou de mim?!
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Oct 14, 2015
Oct 14, 2015 at 10:55 AM UTC
Meu fim