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"paisagem" poems
Rio Tua Olho o rio que corre suavemente, Nobre povo, paisagem estonteante, Castanheiro terra singular, Janela aberta para te comtemplar. As montanhas descem para ti rio tua, Imagem linda sem igual, Pareces não ser rio, ser o mais lindo postal, Rio maltratado pelas gentes de Portugal. Quando me levanto te olho com amor, Encontro Deus nosso Senhor. Os melros e pintassilgos entoam afinadas melodias, E tu rio Tua te abandonas junto às penedias. Grande Abraço. Victor Marques
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Jun 18, 2012
Jun 18, 2012 at 7:14 AM UTC
Rio Tua
O Douro na sua plenitude Quando me levantei, senti aquele sentido odor de uma linda manhã de primavera.  Os pintassilgos entoavam uma melodia que me ajudou a encarar o dia com mais serenidade e  encanto.  Olhei para este meu horizonte que se estende num infinito lonquinquo que parece estar ali para ser sempre contemplado e amado.        Que Douro sublime excelso de ser pintado por expressionistas e cantado em versos pelos nossos poetas que não deixam de o servir e o idolatrar.  Desde menino que eu ganhei uma consciência duriense que nem com a morte ninguém ma irá roubar.  Não me canso de tentar perceber o xisto em harmonia,  complexo e eternizado com estes lindos muros que parecem até nem serem feitos por pedreiros terrenos mas sim por anjos do bom Deus que por aqui quis passar. Casebres abandonados e fornos de secar os figos continuam na paisagem duriense vivos e ao mesmo tempo parecem sepultados para sempre no cemitério dum rio  Douro que se embala num Rabelo de outrora.         As videiras imponentes parecem ressuscitar todos os anos pela altura da Páscoa.  Que beleza sentir e amar um Deus vivo que  bebeu o vinho para nos mostrar seu amor e assim dignificar todos aqueles que se dedicam a tão nobre tarefa. Toda a vegetação duriense exala perfume,  permitindo ao homem encontrar aqui um paraíso terreno e ao mesmo tempo um purgatório disperso nos patamares onde vinhas, oliveiras, amendoeiras, figueiras, laranjeiras,  sobreiros, torgas e giestas coabitam.   Quem fala do Douro sublime não pode deixar de olhar para os rostos de suas gentes. Parece até que  não sabem amar mais nada, nem mais nada fazer. ... Um saber acumulado de gerações é um legado de arte de bem-fazer vinho aliado a novas técnicas utilizadas por enólogos sedentos de fazerem dos vinhos do Douro os melhores do mundo.         O Douro corre sem correrias. É meigo com seu leito. As vinhas bebem suavemente de suas águas doces.  Nós que aprendemos com o brilho do pôr-do-sol, que parece um verniz de esmalte que conforta crentes e não crentes. O Douro que é de oiro está de deleite, de quarentena para nos ajudar a viver e a estar sempre perto da margem para embarcar na barca dum destino já traçado. Victor Marques
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Apr 10, 2014
Apr 10, 2014 at 8:31 AM UTC
Douro Sublime
O Douro na sua plenitude Quando me levantei, senti aquele sentido odor de uma linda manhã de primavera.  Os pintassilgos entoavam uma melodia que me ajudou a encarar o dia com mais serenidade e  encanto.  Olhei para este meu horizonte que se estende num infinito lonquinquo que parece estar ali para ser sempre contemplado e amado.        Que Douro sublime excelso de ser pintado por expressionistas e cantado em versos pelos nossos poetas que não deixam de o servir e o idolatrar.  Desde menino que eu ganhei uma consciência duriense que nem com a morte ninguém ma irá roubar.  Não me canso de tentar perceber o xisto em harmonia,  complexo e eternizado com estes lindos muros que parecem até nem serem feitos por pedreiros terrenos mas sim por anjos do bom Deus que por aqui quis passar. Casebres abandonados e fornos de secar os figos continuam na paisagem duriense vivos e ao mesmo tempo parecem sepultados para sempre no cemitério dum rio  Douro que se embala num Rabelo de outrora.         As videiras imponentes parecem ressuscitar todos os anos pela altura da Páscoa.  Que beleza sentir e amar um Deus vivo que  bebeu o vinho para nos mostrar seu amor e assim dignificar todos aqueles que se dedicam a tão nobre tarefa. Toda a vegetação duriense exala perfume,  permitindo ao homem encontrar aqui um paraíso terreno e ao mesmo tempo um purgatório disperso nos patamares onde vinhas, oliveiras, amendoeiras, figueiras, laranjeiras,  sobreiros, torgas e giestas coabitam.   Quem fala do Douro sublime não pode deixar de olhar para os rostos de suas gentes. Parece até que  não sabem amar mais nada, nem mais nada fazer. ... Um saber acumulado de gerações é um legado de arte de bem-fazer vinho aliado a novas técnicas utilizadas por enólogos sedentos de fazerem dos vinhos do Douro os melhores do mundo.         O Douro corre sem correrias. É meigo com seu leito. As vinhas bebem suavemente de suas águas doces.  Nós que aprendemos com o brilho do pôr-do-sol, que parece um verniz de esmalte que conforta crentes e não crentes. O Douro que é de oiro está de deleite, de quarentena para nos ajudar a viver e a estar sempre perto da margem para embarcar na barca dum destino já traçado. Victor Marques
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Lugar cativo Onde me deito cativante E abro a gargante e choro. Nao darei mais o Tempo Nem reconciliarei menos o perdao. Somos os dias contados pelos dedos E quanto menos tenho menos quero ter. Frio com febre estou Doente dos ossos, raspando-os Ate ao po se extinguirem e absorvo-os pela narina mais próxima Directo ao cérebro que me permiti vender Indirecto ao coração que morto 'e aos poucos. Faca de dois gumes afiada na pedra E enrolada no peito cada dia mais, Milimetro a Milimetro Para que a dor seja minuciosamente Mental. Fatal. E da paisagem verdejante Onde passeio as pernas pesadas Do chumbo das balas perdidas, Com que te matei, Absorvo o bicho por entre o jardim E a natureza para mim nao 'e mais Que o conteúdo do bolo que cozinhei Para esquecê-lo. Cativo ligar Que permaneço cativa Húmido que me constipa os dentes Como a agua gelada com que tomo banho E nem assim acordo. Não sei se esta Dor caberá nas milhares de palavras que defecarei Ate este dia tardar E a minha vida por fim, acabar. Não 'e de minha dor que escrevo, 'e a tua que me percorre este sangue anémico. Consideras-te feliz que nem um porco Que na lama chafurda a couraça. E eu com esta dor de costas do peso De trazer o Mundo nos bolsos E por cada morte que deus padece Um sopro no coração me oferece. Dor, dor, dor, dor, dor, dor Qual Jesus Cristo, o redentor.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:01 PM UTC
Lugar Cativo
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:03 PM UTC
Re
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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O Deus do Amor dá-te abrigo A manhã começa com todo o sentido, Durmo na noite do sonho vivido. A cama com segredo inibido, Deus do amor dá-te abrigo. Os olhos com liberdade, Aviões nos *** Paisagem sem ter idade, Deus com brancos véus. A manhã rejuvenescida, Orvalho tão terno, O céu e o inferno, Deus da vida. Sentir pluralidade, Acreditar na verdade, Manhã que desperta, Deus pela certa. Victor Marques
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Jun 13, 2011
Jun 13, 2011 at 8:49 AM UTC
Deus do Amor dá-te abrigo
A minha descendência A tua juventude que tiveste, A minha força já veio de ti, O teu olhar que em mim ficou, Amor do pai e daquilo que sou. As videiras tuas e de meus avós, Vinhos de todos nós, Oliveiras pacificas e queridas, Uvas maduras apetecidas. Paisagem que mata tua saudade, A morte e a vida se beijam. O Deus infinito nos precedeu, Amor eterno do vinho que ainda é teu. Victor Marques
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Oct 31, 2012
Oct 31, 2012 at 12:16 PM UTC
A MINHA DESCENDÊNCIA
Como um quadro pintado em abstrato, Assim descrevo a paisagem que hoje piso, Não tenho duvidas, nem temo as certezas, O melhor do caminho, guardo eu comigo! Secretamente, abriu-se a porta, pelas mãos suaves, De um corpo penetrante, dirigido pelo olhar amarrado, Nas pernas se sentiu o gosto, de um paço apressado, Rumando certeiramente, a favor daquilo que amava! Nunca, nunca deixou de ser teu, apenas temeu, Temeu não ser para ti e se fez homem quando te viu, Viu-te sorrir profundamente, na primeira vez que chegas-te, Percebendo logo, que chegou também o amor que procura-te! E assim que pedras tenha o mar, Que muita chuva mesmo, caia do ar, Que os raios de trovão, ecoem pelos *** E os terramotos, abalem toda a terra! Mas nunca mais eu quero ver-te distante, Chamar-te e não me ouvires, Sorrir e não poder, ser por ti! Se pude amar-te, que agora, seja sempre! Autor: António Benigno Para ti Liliana Patrícia. Código de autor: 2013.07.20.02.06
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:10 AM UTC
Assim se fez luz
A névoa e a neblina escura se misturam com a fuligem a chama se extinguiu e a fumaça carbônica adentra as narinas daqueles que sofrem chove nos olhos desses que não entendem porque choram talvez seja a irritação da fumaça talvez seja a tristeza mais que profunda Seria novamente o inferno que ganhou uma nova paisagem desolada? Outrora um pântano nojento e repugnante Agora uma caverna vulcânica de enxofre e brumas de veneno e morte Voltei ao inferno e cá estou perdido novamente Os gritos nunca estiveram tão desesperados A dor nunca se tornou tão angustiante Arrepio toda a espinha meu coração está estrangulado minha voz está muda enquanto meu grito interno é desolador é tão tórrido que estou embriagado é tão tórrido que estou congelando e é tão tão frio que minha pele se queima arranco com as unhas a minha própria carne até encontrar meus ossos quebrados estou quebrado, completamente quebrado estou destruído e ainda assim continuo a caminhar Eu mesmo proclamo a minha profecia Eu mesmo sabia o que estaria por vir E esse sorriso triste-alegre carrega o futuro que está chegando Talvez banhar-me no Lethe não seja o fim do mundo Talvez esquecer-me de tudo seja renascer como a fênix a dádiva do Elísio Por hora mergulho no profundo da minha inconsciência Por hora declamo para o mundo Por hora me perco Por hora me encontro Por hora...
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Mar 17, 2017
Mar 17, 2017 at 1:18 PM UTC
O Tártaro
poeira, estrela Disperso-me no lençol infinito Vendo-as pintadas numa tela De tamanho não restrito. Nébula, lua Anos-luz de distância compõem a verdade nua, crua, da nossa insignificância. Mergulho na paisagem estelar No cosmos mais profundo Não sei se hei de abandonar Mas nada pode justificar Que permaneça neste mundo sem o teu abrigo E vai para além de mim Tudo aquilo que persigo Mas ainda assim, Diz que sim, vem até ao fim Subo já o teu varandim E levo-te comigo.
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Nov 2, 2015
Nov 2, 2015 at 5:32 PM UTC
astral
Em gracioso sonho, a neblina calada e fria Recobre o sol, cujo brilho ilumina a solidão Por vezes, a desatar na paisagem luzidia, O que brevemente, tudo se verá como ilusão, Dúvida, que flore devaneios e à realidade esguia, Ludibria mil consciências em tua tátil escuridão Para ao remate, subtrair os desejos à sorte fugidia, E teu manto encher-te dos homens a servidão Destino, dúvida, hediondo engano; Que natureza sorri e cisma perdida, Ao teu feitio de lástima precedida? Qual força além do fraco humano, Cuja força estaca à eternidade concedida, Fará minha mente, neste sonho, esculpida?
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Feb 2, 2018
Feb 2, 2018 at 1:02 AM UTC
Paisagens de Verão - Devaneio
Odeio ver o fim da estrada Fixo apenas esse ponto Não vejo nada É ainda não estou pronto Olho para a paisagem Finjo-me distraído Admiro das aves a plumagem Dos grilos o ruído Mas vivo no futuro Sempre no futuro Já sabe a podre O fruto maduro Sofro com o que ainda não aconteceu E mesmo o que nunca acontecerá Quando acontece já não é meu E quando não, penso no que virá Então aparece outra estrada Mas a mesma dor em mim Mudou a morada Mas fixo o mesmo fim
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:17 AM UTC
A estrada