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"ossos" poems
Lugar cativo Onde me deito cativante E abro a gargante e choro. Nao darei mais o Tempo Nem reconciliarei menos o perdao. Somos os dias contados pelos dedos E quanto menos tenho menos quero ter. Frio com febre estou Doente dos ossos, raspando-os Ate ao po se extinguirem e absorvo-os pela narina mais próxima Directo ao cérebro que me permiti vender Indirecto ao coração que morto 'e aos poucos. Faca de dois gumes afiada na pedra E enrolada no peito cada dia mais, Milimetro a Milimetro Para que a dor seja minuciosamente Mental. Fatal. E da paisagem verdejante Onde passeio as pernas pesadas Do chumbo das balas perdidas, Com que te matei, Absorvo o bicho por entre o jardim E a natureza para mim nao 'e mais Que o conteúdo do bolo que cozinhei Para esquecê-lo. Cativo ligar Que permaneço cativa Húmido que me constipa os dentes Como a agua gelada com que tomo banho E nem assim acordo. Não sei se esta Dor caberá nas milhares de palavras que defecarei Ate este dia tardar E a minha vida por fim, acabar. Não 'e de minha dor que escrevo, 'e a tua que me percorre este sangue anémico. Consideras-te feliz que nem um porco Que na lama chafurda a couraça. E eu com esta dor de costas do peso De trazer o Mundo nos bolsos E por cada morte que deus padece Um sopro no coração me oferece. Dor, dor, dor, dor, dor, dor Qual Jesus Cristo, o redentor.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:01 PM UTC
Lugar Cativo
Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos I found you waiting for me Under the hazy moon's glow I felt your fingers on my back Cold and wet as melted snow I saw that your eyes smiled Though your mouth, I could not see Your hands raced against the clock ********** my ambiguity With fire in your eyes Your tongue shaped earthly whims Drawing pentagrams on my bare stomach Beautiful and grim Ecstasy in primal hate Beauty in the pain Pleasuring me with my own blood Introducing me to Cain But then, the dark had ended And dawn broke open  the night I saw the blood on my pillow And laughed in satanic delight
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Oct 23, 2011
Oct 23, 2011 at 11:23 PM UTC
Mr. Grim's Mistress
Estou pendurada por um fio Meus pés deveriam procurar o chão Minhas mãos deveriam procurar o céu Eles dizem: ''Você pode falar com Deus se precisar'' Dizem saber mais Dizem que não vai adiantar se esforçar Enquanto perco o ar Pássaros saem da minha boca Olhe. Agora. Sabe do que estou falando? Eles te enforcam sem perceber Gelado. Pálido. Somos sacos de ossos mecânicos procurando por uma fantasia.
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Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:17 PM UTC
Ossos Mecânicos
A névoa e a neblina escura se misturam com a fuligem a chama se extinguiu e a fumaça carbônica adentra as narinas daqueles que sofrem chove nos olhos desses que não entendem porque choram talvez seja a irritação da fumaça talvez seja a tristeza mais que profunda Seria novamente o inferno que ganhou uma nova paisagem desolada? Outrora um pântano nojento e repugnante Agora uma caverna vulcânica de enxofre e brumas de veneno e morte Voltei ao inferno e cá estou perdido novamente Os gritos nunca estiveram tão desesperados A dor nunca se tornou tão angustiante Arrepio toda a espinha meu coração está estrangulado minha voz está muda enquanto meu grito interno é desolador é tão tórrido que estou embriagado é tão tórrido que estou congelando e é tão tão frio que minha pele se queima arranco com as unhas a minha própria carne até encontrar meus ossos quebrados estou quebrado, completamente quebrado estou destruído e ainda assim continuo a caminhar Eu mesmo proclamo a minha profecia Eu mesmo sabia o que estaria por vir E esse sorriso triste-alegre carrega o futuro que está chegando Talvez banhar-me no Lethe não seja o fim do mundo Talvez esquecer-me de tudo seja renascer como a fênix a dádiva do Elísio Por hora mergulho no profundo da minha inconsciência Por hora declamo para o mundo Por hora me perco Por hora me encontro Por hora...
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Mar 17, 2017
Mar 17, 2017 at 1:18 PM UTC
O Tártaro
Dos mistérios escuros, os gritos convocam Mil sombras perdidas ao mundo que pungem, Rompendo os ossos, cruas almas que tocam Da carne agredida, os corpos ressurgem Atravessam o vestíbulo e os cadáveres deslocam Permitem o fogo e o enxofre que o mundo turgem Em mar de sangue, no inferno desembocam Aqueles que a luz e o paraíso urgem Com fúria ensurdecedora, o céu troveja A face da estrela, na neblina encoberta Suportando a noite d'alma que a flerta Das montanhas, um último sol alveja Lacrimeja a pálpebra antes aberta Pois nas terras do anjo caído agora deserta
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Jan 25, 2018
Jan 25, 2018 at 12:54 AM UTC
Paisagens de Verão - Lo Stregozzo
Sou vento, mar, terra Sou corpo, carne, ossos Sou tudo o que há. Feito de estrelas, feito de nuvens Com cheiro de chuva, fumaça e ferrugem. Sou a pedra no caminho, o perfume das flores O amor, o ódio, a saudade e a morte. O canto dos pássaros, a contagem do tempo até o fim Não sou um, sou milhares, com um mundo inteiro dentro de mim. Não imortal, mas infinito.
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Aug 13, 2016
Aug 13, 2016 at 11:50 PM UTC
My body is a cage
a costela dele quebrada. mal podia ficar reto. dela só se sabe que ficou impressionada quando ele se curou. um momento rápido passou e ela percebeu que se sentava torta. e lembrou dele. privilégio que os ossos dela estavam no lugar. coluna, costela, fêmur. ainda jovens. senti culpa e a vontade de escrever tudo isso. não se pode perder momentos de paz, onde normalmente se encontra o conformismo da decadência. triste isso: só se sentir melhor quando se compara a algo pior. frases curtas pois pensa que fala demais e às vezes acha que pensa demais, quase vomitando coisas que não deveria. sim. sou eu. escrevo. que insegurança chata. vontade de falar pra todo mundo. era bem sobre isso que eu tava falando.
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Oct 25, 2017
Oct 25, 2017 at 5:08 PM UTC
costela
A noite sussurra seu lânguido canto entremeado pelos gritos agora abafados pela distância. Arquejo enquanto caminho pelas fétidas ruas decoradas com cadáveres em decomposição, festa de vermes e aves carniceiras; O tintilar dos vitrais anuncia a chegada da morte. Sua foice esbarra no delicado vidro das igrejas formando uma melodia fúnebre que gela meus ossos e consome minha mente. Quantas vezes implorei de joelhos como um fraco para que me levasse junto, quantas vezes matei para saciar minha sede doentia; esperando, desejando que o castigo do Deus de que falam recaísse sobre minha existência amaldiçoada e retirasse de mim a não-vida eterna. O gosto quente do sangue ainda pulsa em minha boca Repulsa.
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Apr 10, 2020
Apr 10, 2020 at 4:45 PM UTC
Repulsa