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"oito" poems
não precisa pensar muito. ângulo de noventa e cinco graus e um triângulo equilátero. de onde vieram essas lembranças? folha de papel cor creme e sem pauta. faz sete anos que não escrevo em linha reta. é tão gostoso os dedos deslizando pelas mechas do cabelo. alcançando até as pontas - essa é a melhor parte. a fumaça é a coisa mais linda mesmo. não precisa se esconder atrás da cortina por que a vergonha não usa roupa e isso é tão natural pra ela. escute gal costa e cante junto com ela. que magnífico é pensar no som e ouvi-lo mas não vê-lo. não precisa mais querer voltar a ser criança. a sessão da tarde já não é mais como aquela lembrança em mil novecentos e noventa e oito. o véu que sempre esteve na gaveta uma hora vai se puir. porque no fim tudo se apaga. inclusive o cigarro que chegou na xepa.
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Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:11 AM UTC
leve
vi-te ser água que fluiu no nosso corpo fui um anjo recordas? viste-me ser porque me beijaste antes de quereres ver o sol contámos o que cruzava o céu oito o mês vi-te ser quando em mim morreu uma parte quando de facto tinha morrido alguém e eu não fui mais como ser quando alguém não existe mais? como continuar com uma chamada por atender? vejo-te ser todos os dias porque ressurgi por tua causa porque é radiante e feliz o que somos somos tudo e eu sou grata
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Jan 26, 2019
Jan 26, 2019 at 5:17 PM UTC
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