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"novos" poems
Correrias loucas do ser humano, Engano e desengano, Povos, novos mundos, Adormecidos em sonos profundos. Pessoas se torturam e consomem. Uns nem sabem seu nome, Pensadores sem direito, idolatrados em v|\ao, Religiosos sem ter religi\ao... As pessoas pouco labutam, Algumas hist]orias at]e se escutam, Pessoas da sociedade singular, S\ao janelas deitadas ao luar.. Victor Marques
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Jun 24, 2010
Jun 24, 2010 at 3:08 AM UTC
Pessoas...Pessoas
Acorda e já não sabe quem é, mas que diferença faz quando não se quer ser alguém? O cigarro queima enquanto pensa em respostas para a vida, meio dia. A fumaça preenche o vazio e alivia a ânsia que as dúvidas causam, enjoada pela própria ignorância, por mais que tente saber tudo, não sabe nada. Então percebe todas as pessoas indo aos seus destinos, como fantasmas, ninguém as nota, nem elas mesmas, é tudo automático e ninguém realmente sabe o que está fazendo. Qualquer obstáculo no caminho para o trabalho é razão para dizer que o dia foi terrível, pois digo que terrível é fazer o mesmo caminho todos os dias, voltar para casa e receber o olhar frio das pessoas que também tiveram um dia "terrível". O cigarro está quase no fim e acende outro logo em seguida, morrer cedo não é problema para alguém assim, então pensa em por que as pessoas querem envelhecer se todos os dias delas são iguais, semanas redundantes que se transformam em anos redundantes, vidas irrelevantes. Todos estão correndo para pagar seus impostos, todos estão preocupados em comprar móveis novos para suprir uma casa cheia de solidão. Uma televisão enorme ligada para o nada, fingir que não estamos sozinhos. Todos com tanto medo de irem contra o fluxo, gente desinteressante que acha o interessante esquisito. Gente que morre sem ler poesia.
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Aug 22, 2014
Aug 22, 2014 at 8:53 AM UTC
A Mesmice de Dias Diferentes
De que cor sopra hoje o teu vento e que sol o faz voar, Quais os caprichos do teu tempo que desdenham ao luar, Qual a cor das tuas pétalas que ao rubro quero provar, Um sabor e uma lembrança pra sempre eu vou recordar! Foi no brilho dos teus olhos e na tristeza do teu olhar, Foi as formas da tua face que me acolheram o despertar, Tantas outras tantas de voltas eu te quero a ti reencontrar, Provar de novo os teus beijos doces e me poder deliciar! Ouro fino cor de cetim para te cobrir e levar ao pé do mar, Jogar na areia todas as lembranças e poder ali te abraçar, Dar um aperto louco, quente e mouco no silêncio a te amar, Viver de novos todas as caricias dadas e poder fervilhar! Como eu voou de novo nos meus sonhos a te ver voar, Como me entrego na loucura que se apoderou como colar, Me dá voltas nas voltas mas me segura não vai estrangular, É preciso apenas acreditar que nada foi em vão e vai voltar! As saudades frescas a vontade mais forte de te vir a poder amar, Sejam esses os caminhos de dois seres que acreditaram nesse amar, Uma febre fresca, um alívio doce, um jeito sem força, apenas te amar! Autor: António Benigno Pelos caminhos do tempo pelas vontades do vento apenas gestos e palavras certas!
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:02 AM UTC
Se hoje o céu é cinzento
Os demônios estão todos aqui Na sua cabeça A sua mente está quebrando Se estilhaçando, pedaço por pedaço Você não consegue amarrá-la Você não consegue juntar os pedaços Você não consegue consertar a si mesmo Os demônios estão todos aqui E eles não vão deixar você livre Abrace-os, acolha-os Porque eles são seus novos amigos
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Jun 30, 2017
Jun 30, 2017 at 4:59 PM UTC
Os demônios estão todos aqui
Limpou-se a terra e o mar E os maus pensamentos, Nascia amor, sentia-se no ar Coisas de novos encantos! Tudo era novo agora, A alegria era ordem do dia, Acertava-se a nova hora, O Tempo era a academia! Ninguém crescia depressa, Vida não era a mesma correria, O Homem cumpria a promessa, Daquilo que sonhamos um dia! Não havia dor nem maus sentimentos, Não, não era o céu o mundo onde vivia Era o mundo que o Homem tanto queria, Deu-se o valor a esses limados acabamentos! Ligou-se a dor e o sofrimento Com o amor e o sentimento, Se cuidaram  e deram alimento Exemplificaram esse casamento! Autor: António Benigno Código de Autor: 2015.06.03.11.17.06.01
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Jun 3, 2015
Jun 3, 2015 at 6:32 AM UTC
Agora, novo lar
O rancor não me serve e os desentendimentos não me chocam, como na altura em que virar costas por erros de cálculo fazia sentido. E porque os desentendimentos novos são uma maçada, porque as ilusões imperiosas sempre se querem repetir até nova despedida, porque é mais alto o valor de um desentendimento antigo conformado, quase ternurento e tão terreno, podemos sentar-nos por aí, numa esplanada qualquer, eu tu e os nossos erros e rebeldias que pelo menos são nossos por defeito ou conquista.
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Jul 3, 2015
Jul 3, 2015 at 11:46 PM UTC
Untitled
O melhor das viagens É o fim do trajecto É o impacto do novo É cheirar novas cores É ver outros adores Sim, porque em novos mundos Até os sentidos estão ao contrário O que é dor agrada E o veneno não mata Que pena durar tão pouco E ter de voltar a partir
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Feb 8, 2019
Feb 8, 2019 at 8:08 AM UTC
Viagens
Roça o mundo enquanto cais Era tudo cinza demais Sem mal em fugir As nuvens cegam-me Tudo enovoado Quero ver as flores do jardim Sentir o que não tenho As cores a enrolarem-me num abraço Sentir aroma a alecrim Não sou cobarde Mas procuro coragem Para libertar-me dos medos Dos receios, dos nervos E procurar o sol Ser guiada por ele E mesmo que caia em devaneios Em novos receios Saber voltar ao lugar Onde posso ver o jardim Sentir o abraço das cores E cheirar o alecrim.
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Aug 16, 2021
Aug 16, 2021 at 5:58 PM UTC
Jardim.
Viemos ao mundo nus,sem nada , De dia, de noite sem hora marcada. Damos os primeiros passos na escuridão, Metendo na boca o que vem à mão ! Parece que o mundo foi feito para sobreviver, Procurando conforto e paz na descoberta de novos seres. Atravessar a vida por vezes sem ninguém do nosso lado, Vivendo e morrendo sós com o coração despedaçado! Tentamos direcionar nossa vida e por vezes não sabemos lidar com ela, Vivemos e morremos sem perceber o quanto ela é formosa e bela. O homem parece querer viver isolado, Pondo a sua felicidade de lado . Solidão quem és tu sem sorrisos e compaixão, Rosário da meditação e oração. Contemplar tudo que nos aparece com medo e coração partido, Solidão do mundo, do desconhecido. Sociedade em que vivemos com guerra e sofrimento, Fruto da falta de amor que nos leva ao isolamento. Existe alegria e penosa dor de por vezes estar caminhando sozinho, Perdendo o odor de todas as rosas que florescem com carinho, Solidão de um penar sem encanto, Feita de dor e pranto. Victor Marques Solidão, isolamento, seres
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Jun 7, 2023
Jun 7, 2023 at 4:12 PM UTC
Solidão quem és tu...
Sinto que é uma tarde calorosa, tanto de temperatura quanto de emoção, lembro quando me mudei pro Rio e não estava acostumada com essa recepção “quente” dos ambientes presentes. Parece-me que estou voltando a esse ponto, de novas pessoas e novos suores por onde passo. Será se o ciclo tá virando um ritmo a se seguir? Talvez a vida tenda a se repetir, mas com novos personagens e backgrounds diferentes, vai saber.
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Nov 23, 2018
Nov 23, 2018 at 6:53 PM UTC
sla