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"noite" poems
Minha mãe sempre me contou a mesma história De como Narcissus quebrou Drinick Porque nem sempre o amor é suficiente Ás vezes ele só causa dor Narcissus foi o primeiro amor de Drinick A primeira verdadeira paixão Drinick foi o único amigo de Narcissus Durante longos verões e todo o resto do tempo Narcissus nunca chorou Nem quando sentiu dor Drinick nunca desacreditou Nem quando chegou ao fundo do poço Então Narcissus quebrou Drinick Em pedaços tão pequenos Que ninguém seria capaz de consertá-lo E ninguém nunca consertou Minha mãe sempre me contou a mesma história De como Narcissus quebrou Drinick Porque nem sempre o amor é suficiente Ás vezes ele só causa dor Narcissus se foi e nunca mais voltou Drinick ficou e nunca mais correu A história dos dois morreu No dia em que Narcissus quebrou Minha mãe sempre me disse Nunca seja como Narcissus Que perdeu tudo o que tinha E nunca seja como Drinick Que foi deixado sem nada Minha mãe sempre me contou a mesma história De como Narcissus quebrou Drinick Porque nem sempre o amor é suficiente Ás vezes ele só causa dor Eu já fui Narcissus E já tive meu Drinick Mas a história se repetiu Minha mãe sempre me disse Quando Narcissus quebrou Drinick Uma jovem lua pairava no céu Naquela noite as estrelas não apareceram E todas elas se apagaram do olhar de ambos
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Sep 13, 2016
Sep 13, 2016 at 8:27 AM UTC
Narcissus e Drinick
Nossa Senhora da Aparecida Na noite te pedi inspiração, Divulgar teu nome e devoção. As correntes do escravo Zacarias, Velas apagadas Tu acendias. A corrente to rio era muito forte, O menino Tu livraste da morte. Aqui em Castanheiro do Norte, Te pedimos pão e sorte. A fé em Deus, ele é amor, Olhai para as vinhas do Senhor, Ao Jorge e á D. Anita, Agradecemos a festa bonita. Victor Marques
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Nov 16, 2011
Nov 16, 2011 at 11:18 AM UTC
Nossa Senhora da Aparecida
O homem e Deus O homem assumido ou não, Pedaço de terra, religião? A intriga permanente do além, A morte que sempre vem, Mendigos procuram pão, Ateus em procissão. O homem consciente da sua mortalidade, Flores renascem em felicidade, Terreno faminto de amor e concórdia, Deus, oh homem, misericórdia! Homem e Deus da vida, Comunicação imperativa, Espíritos do homem da inquietude, Paraíso de Deus, da plenitude! O homem ser estranho que fracassa, Deus da inteligência e da eterna graça, O homem inventa e recria O Deus da noite e do dia, Eu o venero e amo com piedosa alegria. Victor Marques  21/11/2008
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May 30, 2011
May 30, 2011 at 4:31 AM UTC
O homem e Deus
Espero a madrugada A noite escura estava cansada, De esperar pela madrugada. O galo ansioso por todos despertar, Eu abandono-me a este fenómeno peculiar. No ermo onde existe um Senhor da Boa morte, Noite escura em Castanheiro do Norte. Os cedros parecem ter luz, Eu perdido no silêncio que seduz. A noite aqui é simples, singular, A madrugada de encantar. Candeias de outrora, cavalos e suas ferraduras, Madrugada de anseios e aventuras. O vento sopra solitário e as mimosas são fustigadas, As madrugadas que tantas vezes foram madrugadas. E eu aqui sozinho espreito com curiosidade, Uma madrugada sem tempo nem idade. Victor Marques
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Feb 18, 2014
Feb 18, 2014 at 9:46 AM UTC
Espero a madrugada
Quando te conheci… Quando te conheci na noite solidária com o vento, Perdi-me no teu calor, no teu encanto. Quando te conheci teu cheiro me apaixonava, Deixava-me ao teu abandono e mais nada. Quando te conheci, não entendi mas senti, Aumentar o amor e a saudade, O destino não tem amor nem sentido, Tem a fragrância do desconhecido. Te recordo com primazia, Alegria que em mim se sentia, Te conhecer sem apelo nem agravo, Me contento com o futuro e o passado. Victor Marques
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Aug 30, 2010
Aug 30, 2010 at 7:26 AM UTC
Quando te conheci...
A beleza do mar… Numa praia estou á beira do mar, Vejo gaivotas a voar. Sozinho e cheio de areias, Avisto golfinhos e sereias. A noite é sedutora, Pergunta tu a alguém, Não tenho ninguém, O mar também chora. As ondas, as conchas e o mar azul, Imensidão, e eterno infinito, Cântico do velho Saul… Estou perdido, não existo! É Maravilhoso e mesmo bom, As ondas tem seu tom, As algas marinhas, Esverdeadas como vinhas. Oh…tormento de corações, Vaguear nas ilusões… OH …MAR …terno amigo, ÉS parecido comigo. Victor Marques
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Jun 29, 2010
Jun 29, 2010 at 2:42 AM UTC
A beleza do Mar
Penso em ti Noite mal dormida sem sono nem vontade, Calor do teu beijo dá felicidade, Açucena flor campestre florida, Estrela do céu esquecida. Tu tens magia sem censura, Pinceladas nos teus olhos, Boca sem sede com eterna brancura, Candeia acesa na noite escura. Pareces uma onda sem espuma, Uma borboleta e até coisa alguma? Um horizonte que não se abraça, Uma nuvem que nunca passa. Tu tens a melodia eterna, Pureza de água cristalina, A serenidade de uma donzela enfeitiçada, Fazes parte de mim e da minha caminhada. Victor Marques
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Aug 30, 2010
Aug 30, 2010 at 7:37 AM UTC
Penso em ti....
No rosto leproso da noite, ventos giram cartas como quem não quer nada/ Ou talvez vultos guardam melancolia no quarto branco/ Oh! tão bom beber hálito gelado da lua junto aos antepassados, lá se vão fugidios das estrelas; sete são. Os mais jovens, no rio, colhem cristais & dançam ( ritual veludo puro, sombra azul circula)/ Rápido, múltiplas festas ecoam do infinito, este cínico pastor poda asas feridas; mãos sagradas dos mortos & dos mitos/ Bebemos & cantamos, no colo floresta desnuda/ Neste banquete vermelho, virgens dão o toque úmido & todos os santos saboreiam o útero/ Sob o aconchego do delírio a loucura desfila, santa de todos os dias!
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Feb 28, 2012
Feb 28, 2012 at 4:28 PM UTC
noite
Dedicado a Miguel Torga e ao amigo Nuno Sono doentio que vos deitou, Amigos pela certa, Conversa que desperta, Da noite que vos levou. Reprimendas, gargalhadas e lamentos, Prazer e sentimento, Navegar nos mares que Deus vos deu, Oh terra onde o sol nasceu…! Entre brumas envaidecidas eu vos recordo, Rouxinóis que eu nunca vi, Na aurora sonolenta eu acordo, Diário fala por si. Sol escaldante que não bronzeia, Ai vida dos pobres poetas, Terra de S. Martinho de Anta e profetas, Vida pacata de uma alcateia. Victor Marques 17/1/96
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Aug 3, 2011
Aug 3, 2011 at 3:04 AM UTC
Dedicado a Miguel Torga e ao Amigo Nuno.
Soterrados locais de nascimento, Por entre as brumas do chorar ficaram Perdidos neste Tempo que não tem espaço Achados no centro do Lodo que encontraram. Espécie de dor ridicularizado ao Poente Loucura mórbida de um Amor quase doente Pisados por uma crença animal Enganados por uma vida que não é real. E aqueles que com uma corda fazem o seu caminho E na árvore penduram a sua alma devagarinho Morte lenta para quem a tem Muito Rápida para quem a vê. E não sabemos nos que também morremos aos poucos A cada dia perdemos um pedaço de carne do Ser Por cada noite gasta um turbilhão de vidas por nascer. E se somos a carne do pobre pensante Achemo-nos dignos de crer na inexistência do senhor Que pensa que nos tem mais que amor Que nos da e tira o fôlego só por crer. E na missa ajoelhados os pobres coitados Rezando cada um para a a sua amargura Filhos de um pai que não os segura Descendentes dos filhos da Terra, mortais. E aos *** elevam os braços por Ele E matam e esfolam os seus irmãos em seu nome E dizem que ele é Amor, e paz, e compaixão E por pecarem e errarem pedem perdão. E esta vida a que condenados somos Sem pedirmos o nascer nem o morrer Vamos todos em fila para a câmara ardente Não vendo nunca o nosso expoente. Procuramos o eterno sentir e o poder Não sabendo realmente o que é viver E a cada fôlego perdemos as forças E a esperança num futuro sossega-nos a morte. E para aqueles que iluminado esta o caminho A morte é mais rápida que o dia A luz mostra a direcção a tomar E o sentido da rua é ficar sem Ar. Definhar.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:07 PM UTC
Definhar
Soterrados locais de nascimento, Por entre as brumas do chorar ficaram Perdidos neste Tempo que não tem espaço Achados no centro do Lodo que encontraram. Espécie de dor ridicularizado ao Poente Loucura mórbida de um Amor quase doente Pisados por uma crença animal Enganados por uma vida que não é real. E aqueles que com uma corda fazem o seu caminho E na árvore penduram a sua alma devagarinho Morte lenta para quem a tem Muito Rápida para quem a vê. E não sabemos nos que também morremos aos poucos A cada dia perdemos um pedaço de carne do Ser Por cada noite gasta um turbilhão de vidas por nascer. E se somos a carne do pobre pensante Achemo-nos dignos de crer na inexistência do senhor Que pensa que nos tem mais que amor Que nos da e tira o fôlego só por crer. E na missa ajoelhados os pobres coitados Rezando cada um para a a sua amargura Filhos de um pai que não os segura Descendentes dos filhos da Terra, mortais. E aos *** elevam os braços por Ele E matam e esfolam os seus irmãos em seu nome E dizem que ele é Amor, e paz, e compaixão E por pecarem e errarem pedem perdão. E esta vida a que condenados somos Sem pedirmos o nascer nem o morrer Vamos todos em fila para a câmara ardente Não vendo nunca o nosso expoente. Procuramos o eterno sentir e o poder Não sabendo realmente o que é viver E a cada fôlego perdemos as forças E a esperança num futuro sossega-nos a morte. E para aqueles que iluminado esta o caminho A morte é mais rápida que o dia A luz mostra a direcção a tomar E o sentido da rua é ficar sem Ar. Definhar.
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Deus, Nossa Senhora e Santo António Acredito em Deus com amor, convicção, Rezo com a fé do coração. Na estrada da vida e da sorte, Deus nos dá a vida e a morte…. Virgem Maria, eterna Mãe e companhia, Me iluminas com luz resplandecente, Durante a noite e o dia, Hoje, amanhã e sempre. Santo António, de Padova , Lisboa saudosista, Dos doutores Deus te abençoo, Amor do Teu Deus te santificou, Doutor celestial meu predilecto, És meu Santo com afecto…. Tua linda catedral, Te toquei com encanto divinal, És santo com doce ternura, Tudo por ti tem cura… Victor Marques
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Aug 30, 2010
Aug 30, 2010 at 9:21 AM UTC
Deus, Nossa Senhora e Santo António
O dia que chegou tão depressa ao seu final, Trouxe-me a certeza de uma noite fria e pálida, Onde chego à cama, e espero ver-te ali deitada, Pelos tempos fora, sinto a certeza desse sinal! Foram três longos anos de vazio, tais como os teus sinais, As estrelas que carregas nos ombros, são juntas na tua lua, São profundos sonhos de um golfinho que a ti, se junta, lua tua, Imensas vezes, a olhei, para te ver a ti brilhar em vendavais! Hoje percebo porque sentia e via o meu quarto sempre vazio, Quando chegaste em dia de temporal, na noite sadia e vadia, Estava eu junto daquele precipício, esperando sair desse presidio, De cores sem tom, de cheiros sem fragância, naquela estadia! E assim nas voltas que dei, das estrelas que vi, tu chegas-te, Mesmo na hora que tudo parecia perdido, desenhada perfeitamente, E de todas as preces e palavras que preguei a Deus e ele me advir-te, Trazendo-te a ti, contornada de perfeitas coisas, cantando acusticamente! E assim percebi que a força que têm a cobardia de destruição, De um coração como o meu, perfeitamente bom e agora teu, Me dá ganas de pegar em ti, ao meu colo teu, deitar-te no céu, Decorar as estrelas, contigo no centro, meu quarto cresceu, paixão! Autor: António Benigno Escusado será dizer-te a ti, que te vejo, sabia que virias, não te imaginava chegando, mas surpreendentemente, tudo que lhe havia pedido, ele me trouxe triplicando, abusando mesmo de galhardia, e eu agora me contemplando, porque tudo que me trazia, era muito mais do que lhe pedia. Liliana, lhe peço agora mesmo, que meu coração mereça sempre, tudo aquilo que Deus me prometia.
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:12 AM UTC
Quarto crescente
O dia que chegou tão depressa ao seu final, Trouxe-me a certeza de uma noite fria e pálida, Onde chego à cama, e espero ver-te ali deitada, Pelos tempos fora, sinto a certeza desse sinal! Foram três longos anos de vazio, tais como os teus sinais, As estrelas que carregas nos ombros, são juntas na tua lua, São profundos sonhos de um golfinho que a ti, se junta, lua tua, Imensas vezes, a olhei, para te ver a ti brilhar em vendavais! Hoje percebo porque sentia e via o meu quarto sempre vazio, Quando chegaste em dia de temporal, na noite sadia e vadia, Estava eu junto daquele precipício, esperando sair desse presidio, De cores sem tom, de cheiros sem fragância, naquela estadia! E assim nas voltas que dei, das estrelas que vi, tu chegas-te, Mesmo na hora que tudo parecia perdido, desenhada perfeitamente, E de todas as preces e palavras que preguei a Deus e ele me advir-te, Trazendo-te a ti, contornada de perfeitas coisas, cantando acusticamente! E assim percebi que a força que têm a cobardia de destruição, De um coração como o meu, perfeitamente bom e agora teu, Me dá ganas de pegar em ti, ao meu colo teu, deitar-te no céu, Decorar as estrelas, contigo no centro, meu quarto cresceu, paixão! Autor: António Benigno Escusado será dizer-te a ti, que te vejo, sabia que virias, não te imaginava chegando, mas surpreendentemente, tudo que lhe havia pedido, ele me trouxe triplicando, abusando mesmo de galhardia, e eu agora me contemplando, porque tudo que me trazia, era muito mais do que lhe pedia. Liliana, lhe peço agora mesmo, que meu coração mereça sempre, tudo aquilo que Deus me prometia.
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O Deus do Amor dá-te abrigo A manhã começa com todo o sentido, Durmo na noite do sonho vivido. A cama com segredo inibido, Deus do amor dá-te abrigo. Os olhos com liberdade, Aviões nos *** Paisagem sem ter idade, Deus com brancos véus. A manhã rejuvenescida, Orvalho tão terno, O céu e o inferno, Deus da vida. Sentir pluralidade, Acreditar na verdade, Manhã que desperta, Deus pela certa. Victor Marques
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Jun 13, 2011
Jun 13, 2011 at 8:49 AM UTC
Deus do Amor dá-te abrigo
O Emigrante Português Partes e deixas tua terra Natal, O teu mundo é Portugal. Deixas família também, Partes sem ninguém. Emigrante meu descendente, És sempre um navegante, Todos se orgulham de ser Português, Feitos heróicos que seu povo fez. Trabalhas noite e dia, A tua revolta se esvazia. Por estranha que até pareça, O lume da fogueira que te aqueça. Esforço e muito suor, Vaso cheio de amor, Lágrimas que alguém chora, Saudades que não vão embora. Victor Marques
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Dec 14, 2011
Dec 14, 2011 at 10:50 AM UTC
Emigrante Português
A vida, há não sei dizer quanto tempo, Tem-se mostrado uma interminável batalha. Conseguir ouvir a razão sem abafar o sentir Conseguir sentir sem por ele ser consumida Inteiramente. Não quero mais escrever poesia de guerra Nem fazer da poesia uma guerra de amor Só vale o que eu deixar que valha. E escrevo-o aqui, as desculpas de merda não valem Nem valeriam se fossem desculpas muitíssimo boas Se estou a perder a cabeça vou atrás dela e Encaixo-a de novo no pescoço e Bato com ela nas paredes até tornar a funcionar Não a ajudo a ir. Não. Não quero continuar a perguntar-me à noite O que raio é que estou a fazer Que vida é esta que escolho e não vivo Que não vivo por a escolher incessantemente. Não se pode querer paz e respostas E por ambas querer nenhuma tenho Só a mim e ao silêncio que não deixo existir. Não quero. Não sei o que quero mas Não quero isto. Querer isto não Me deixa querer mais nada. Nem a mim. Especialmente a mim. E tenho que me querer a mim Antes de querer qualquer outra coisa.
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Jun 14, 2017
Jun 14, 2017 at 10:27 AM UTC
Poesia de Guerra
A noite chega com gemidos e lamentos, Eu com a vida em torno de ternos momentos, Se nasce em qualquer lugar, vivemos com sonhos para realizar, E eu aqui sentado com o pranto e o luar... A lua hoje é plena e observa todos os seres que vivem para sempre morrer, Uns acreditam outros não numa vida sem tristeza em eterna comunhão, Pedaços de saudade de quem partiu sem por vezes querer... Jesus Cristo foi vinho, foi pão, foi a única esperança para a vida,morte e ressurreição. A vida foi aquilo que quis ser, pois pensamos que tudo podemos fazer, Nunca temos a verdadeira preocupação que nascemos e vivemos para terra tornar a ser... Com o canto dos grilos e com a terna saudade de quem foi vivo e nos deixou, Me abandono ao mundo, ao céu e a Deus que tudo criou. Victor Marques
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Aug 25, 2018
Aug 25, 2018 at 5:55 PM UTC
A Saudade de quem nos deixa
Seus cabelos, ondas escuras na noite, Seus olhos, um mistério que não posso desvendar, Ela caminha entre os vivos e os mortos, E eu a sigo, perdido em seu encanto sombrio. Seu toque é o frio da meia-noite, Sua presença, um tormento doce, Cada passo que ela dá me arrasta, Mais fundo em um labirinto de solidão. Pois ela é a musa de meus pesadelos, A personificação do desejo que me destrói, E eu, um tolo, danço na borda do abismo, Fascinado por sua escuridão eterna.
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Aug 31, 2024
Aug 31, 2024 at 11:35 AM UTC
Sombra na Escuridão
Acordar Na noite adormeço os sonhos do dia, No travesseiro repouso poesia. As estrelas brilham no firmamento, Eu acordo a cada momento. Podemos ter sonhos inacabados, Segredos bem guardados. Silencio magistral para o corpo e nossa mente, Acordar novamente… Os que acordam em camas de ninguém, Felizes sem nada acordam também. A natureza com suas rolas a cantar, Quatro da manhã toca a despertar. O Silencio da noite santifica, O Sono te acolhe e dignifica. Nas estradas do mundo ao luar, Eu me sentei para acordar. Victor Marques
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Jun 18, 2012
Jun 18, 2012 at 11:11 PM UTC
Acordar
Hoje sinto que aquela bola de sabão existe! É uma bola de verdade, leve e livre, pelo vento, Sente-se os sons das palavras, que expeliste, Sentiu-se aqui o timbre, presente do alento! O longo curso, no horizonte dessa montanha, Que um dia essa bola quis seguir, sente-se aqui! Brilham olhares atentos à noite, agora estranha, O olhar de bolas voando vê-se agora até daqui! Desperta solto e livre o sol de medo dos ventos, Dispersa cores cinza, que o habitaram por tempos, Ouvem-se desejos de liberdade, nestes momentos, Quem sabe agora, o tom dos seus passatempos? Não vejo os Invernos, nem se sente o tom do inferno, Plana sobre a linda natureza um cheiro aflito e difuso, Que sonho teve o vento, que te levou e trouxe, recluso! Voa-as pelos *** e nem sabes mais a forma do parafuso! Os círculos controversos do prender da abertura das portas, Sustentam como metal idêntico as formas do pensamento, Não importa ser bola de sabão e voar ao saber do vento, Foi disposição para soltar amarras e viver o que hoje adoras! O homem fez-se fora e a mulher vê-se agora, ambos cintilantes, Todos os medos e costumes, já doentios, na hora do descanso, Quando à noite no silêncio, os medos dos sons são abundantes, Fogem sorridentes porque mesmo carentes têm seu descanso! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.09.18.02.23
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Sep 18, 2013
Sep 18, 2013 at 8:36 AM UTC
Vê-se a bola de sabão
Choras os dias passados Tolo projeto de homem novo? Descanse seguro de que aquele que o olha Não vê o que se move em teus miolos. Vista tua casca grossa, raivosa Todos os dias Religiosamente E saia, por favor Saia. Com um fogo fátuo nos olhos, mire a si mesmo nos reflexos Mire os olhos dos outros Seduza-os Mas deixe-os Afinal quando fechas os teus Tudo o que vês são dias passados Poeira que lhe incita muito mais que espirros Calma, vista tua casca grossa Relaxa, canta. E volta pra casa Olha as estrelas A noite é só tua Respira Corre Chora Chora toda a tua crueldade E vista, amanhã, tua casca grossa. Raivosa.
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Sep 27, 2014
Sep 27, 2014 at 4:58 AM UTC
Caixa verde poeirenta
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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Feb 7, 2013
Feb 7, 2013 at 5:15 AM UTC
adeus miúda
na primeira noite eram estranhas. disformes, distantes, extremamente presentes na sua tão triste ausência. doeram-me todas as entranhas do corpo. pela memória e pelo presente. agora, volvidos 3 dias volto a olhá-las. já consigo olhá-las, auxiliá-las e já não me estão distantes. agora são companheiras de luta. algumas lutas mais leais que outras bem se sabe, mas ainda assim resistentes no seu silêncio. o cheiro já me acolhe e todos os muitos sons que me circundam, conseguem agora embalar-me e levar-me num sono tranquilo. estou perto dos 28. já não sou miúda, agora sei-o e mais sério, sinto-o. ainda não sei que mulher sou, e como vou crescer a partir daqui. há vários ajustes, estou muito irrequieta com o que vou fazer. penso demasiado na pessoa que quero construir a partir daqui. é como se tivesse acabado de nascer mas já a saber falar, andar e pensar - oh, penso tanto… tenho de me permitir aprender e cair, chorar aos primeiros dentes. mas a miúda deixa-me orgulhosa. gostei de ti andreia pequena, feliz, divertida e curiosa. gostei da tua coragem e da tua força. até do teu nariz empertigado. choro ao teu enterro, comovida pelo orgulho que te sinto e pelas saudades que me vais trazer. a tua inocência guarda-la-ei como o meu mais precioso tesouro, e a ela recorrerei quando me vacilar a certeza. crescer é de uma dureza atroz. o passado vejo-o enevoado, lamacento de muito difícil definição. no entanto o futuro é um abismo. dá-me vertigens querer espreitá-lo. mesmo quando coloco apenas os olhos, como se me escondesse dele mesmo. de mim mesma, dessa andreia que serei. como se não quisesse que ela me apanhasse a espiá-la a ver-lhe os movimentos, para que os usasse ou os julgasse de ante mão. aqui estou, numa cama de hospital. viva e livre de qualquer mal. (mal maior pelo menos). e esta andreia do presente, esta nova-mulher, tem muito medo. muito medo de falhar, muito medo de não ser tão feliz quanto a miúda foi.
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ESPELHO COLORIDO DO TEU OLHAR Victor Alex Magalhaes Mar Estrelas em sinfonia, Natureza em harmonia, Animais com suas crias, Olhares nas pradarias. Ribeiros e lamentos, Saudade doentia, Brilho da nostalgia, Cabelos aos ventos. Cacho sempre excelso, Musgo e feto. Barcos que navegais, Vinho que embebedais. Elas constroem suas casas, Cartas voam ser ter asas, Sentinelas da noite, silêncio do mar, Espelho do teu olhar... Vic Alex
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Mar 1, 2010
Mar 1, 2010 at 8:15 AM UTC
ESPELHO COLORIDO DO TEU OLHAR
A chuva Chove intensamente para alegria das gentes, Para os campos e suas sementes. No nosso peito existe secura, Chove e vem do céu água pura. Chuva miudinha que quase não molhais, Dais de beber aos pardais. Chuva calorenta de um dia de verão, Chuva que canta linda canção. A chuva não bate no preso em sua cela, Nem pode ser vista de sua janela, Escutar a chuva que bate em sintonia, Eu me devaneio com suave melodia. A chuva dá imenso prazer, De noite ou ao amanhecer. Sentir a chuva com amor e sentimento, Estendedoiro fustigado pelo vento. Victor Marques
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Jul 2, 2012
Jul 2, 2012 at 5:14 PM UTC
Achuva
Um terceiro terço livrado de fúria e de autoridade, Um homem duro bêbado e por demais vadio, Procurando na noite prazeres de um defunto, Sem vida, nem espaço para entrar em outra vida! Se eu fosse assim escuro perdido pelos vícios, E se eu me esquecesse mesmo, que eras mulher, Procurasse nesses rabos oferecidos de saia, Prazer, loucura, hábitos de gente vadia! Se me pintasse de vida, e me vestisse de Gay, Mostrando fantasias de pouco valor, Coisas que mesmo feitas, eram coisas de contentor, Seria eu assim Homem de mais esplendor? Porque não posso ser eu assim, roto por fora, E dentro ter o meu maior tesouro, partilhando-to, Cheiro de verdades, carinhos e cimentados valores! Porque não podes ouvir a experiencia, que nunca te enganou! Querer fluir pensamentos alcoolizados, de uma vida sem fé, Sem alimento quarente algum, que permanece duradouramente? Nem tu sabes, nem eu entendo o porquê de não teres esperança, Porque duvidas-te de mim se só te contei verdades confirmadas! Autor: António Benigno Dedico este poema à vida de merda da gente que está perdida.
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:00 AM UTC
Se eu fosse indiscreto?
Durmo na noite eternamente Deixar atrás de si amigos, Viver no meio de perigos, Certezas nem sempre certas, Caminhadas por entre tojos e giestas. Deixar para trás sonhos esquecidos, Pernoitar ao luar com teus amigos, Viver com esplendor a vida humana, Noite calma e serena… Viver impertinente um passado presente, Dormir na noite já ausente, Amar a cama dum horizonte distante, Dormir na noite eternamente. Deixar para trás a casa que te adoçou, Amar a gente que te amou, Viver por acaso, inconsciente, Durmo acordado somente… Victor Marques Montalegre, 6 de Junho de 1990
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Jan 21, 2014
Jan 21, 2014 at 1:44 PM UTC
Durmo na noite eternamente