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"mudei" poems
O mar já não salpica a janela do meu quarto, já nem me visita ao escuro, de noitinha, com canções ou poesia - de amor ou ego nunca cheguei a entender. Mas, ainda que incerta, quando o mar me salpicava a janela do quarto, dentro de mim eu cria, ah, e como queria, que fosse amor! Enfim, mudei-me para o interior, para me dedicar a amar as montanhas (que não há esperança para o rios por muito que neles me banhe). Se não é salgado, o amor terá que ser térreo e verde, imenso e divino, altivo e maternal. Enfim. O que amo nas montanhas não passa de um reflexo de mim. O que amo no mar é tudo o resto. A expectativa, a possibilidade, a esperança em algo para além de mim. Em algo bom e humano, leve e fluido, tempestuoso mas seguro, caseiro e real.
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Nov 26, 2021
Nov 26, 2021 at 10:35 AM UTC
O Mar - 9/08/2020
Salpicar o teu rosto com farinha, enquanto preparassemos juntos o teu bolo favorito Dar-te os beijos que me apetecesse, com os olhos, sempre que estivesses distraido a apreciar o "flowering tea", que te desse a escolher Sentar-me no teu colo e ver-te desenhar Fazer de ti a manta que me aconchega, entrelaçar os meus dedos nos teus e ver um filme até adormecer Levar-te o pequeno almoço à cama e acordar-te com um beijo de bom dia. Ser... a única a conseguir te arrancar aquele sorriso nos piores momentos... a bateria desenfreada a bater dentro do teu peito... a tua melhor amiga... quem faz valer cada acordar teu. Que fosses a excepção que acreditei que eras, o porto seguro por quem vale a pena esperar para partilhar a vida. Por ti... por nós... mudei, ignorei medos e arrisquei... Não deste valor... desacreditei.
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Feb 27, 2017
Feb 27, 2017 at 5:03 PM UTC
Era isto ∞
Mudei minhas prioridades, Deixei de ter saudade Pra ter frieza no coração. Mas eu não digo não, A toda essa ligação Que tem me detonado, Pouco a pouco, E eu não sei dizer não A solidão. Nem ao mar, às seis da tarde.
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Apr 2, 2014
Apr 2, 2014 at 5:26 PM UTC
Prioridades
Ei, entra e fica pra um café, porque sim eu mudei e agora tomo café, é essa tal de vida adulta que chega pra todos, seguida do cansaço. Mas entra, tu já conhece o caminho pra sala, aproveita que está aqui e me ajuda a fazer aquela comida que gostamos, mas não se sinta pressionada, entra por esses variados instantes, porque nós sabemos que não da mais pra entrar e ficar, já foi conversado e como dizemos, tá tudo bem mesmo! Entra e deixe que soltem aquele burburinho de que somos loucas, até gosto dele e concordo que somos sim, todos somos, mas pelo que vejo somos maduras, a ponto de bastar dez minutos de conversas sinceras para entendermos que não tem problema entrar e tomar um café.
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Nov 23, 2018
Nov 23, 2018 at 7:02 PM UTC
Pode entrar
Sinto que é uma tarde calorosa, tanto de temperatura quanto de emoção, lembro quando me mudei pro Rio e não estava acostumada com essa recepção “quente” dos ambientes presentes. Parece-me que estou voltando a esse ponto, de novas pessoas e novos suores por onde passo. Será se o ciclo tá virando um ritmo a se seguir? Talvez a vida tenda a se repetir, mas com novos personagens e backgrounds diferentes, vai saber.
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Nov 23, 2018
Nov 23, 2018 at 6:53 PM UTC
sla
mudei recentemente pra esse lugar novo ainda não me adaptei não sei agir de acordo sigo sendo eu, mas parece um eu novo teve um dia em que não respeitei o horário de silêncio dava pra ver a lua refletindo meu anseio então abri as janelas (do meu peito) e gritei esse eu novo eu não cabia mais em mim tive que explodir então gritei, buscando um jeito de expandir e descobri, afinal de contas o que tinha de tão novo: era a voz. mudei recentemente pra um lugar silencioso onde as explosões se escondem atrás de olhos encharcados e corpos domados mas esse eu novo eu explode aos quatro ventos mesmo que de um jeito manso (ainda assusta escapar do próprio corpo) sorri, ali com a janela aberta mesmo ouvindo aquilo ecoar sinti, sem dificuldade que esse eu o novo eu nunca mais vai se calar ​
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Jun 18, 2018
Jun 18, 2018 at 8:14 PM UTC
mudança.