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"meio" poems
Todos me dizem que o seu coração é impenetrável O Castelo mais seguro perderia Não tenho códigos, chaves e nem força Tenho apenas palavras escritas Mas como também me dizem, palavras abrem portas E se portas podem ser abertas Seu coração também pode ser penetrado Por mais difícil que seja Leia o que eu escrevo Pode ser meio complicado pelas lágrimas que mancham o papel Nas palavras manchadas pelas lágrimas Finja que "amor" está escrito Por que com amor as coisas ficam mais bonitas Mais uma lagrima cai no papel Mais amor eu vejo nele É aconselhável eu parar por aqui Pode ser que o papel se rasgue E se meu papel se rasgar Ler isso você não vai E então  as portas continuaram fechadas Ficarei sem códigos, chaves, força e agora sem palavras Então o que você guarda ai dentro do seu coração não será desvendado Por toda a eternidade.
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Oct 28, 2015
Oct 28, 2015 at 7:59 PM UTC
Numa folha de papel
Amigos queridos, sem faces e sem nomes. Retiradas foram suas vísceras, logo antes de seus corpos imergirem em um exacerbadamente denso volume de sangue grotesca e plenamente apreciado pelos algozes responsáveis, certos irreconhecíveis demônios. Vieram dos *** os tais tiranos, visíveis, mas imateriais, enquanto esperávamos inconscientes e inevitavelmente despreparados para uma luta justa. Sobre os indiferentes, distantes, mas ainda amigáveis e queridos companheiros, ainda recordo de alguma ordem: O primeiro não sentiu dor alguma, bem como nada viu ou percebeu; fora partido ao meio. O segundo, já desesperado e afogando-se em lagrimas, tornou-se borrão de um vermelho pesado, grosso e brutal; Dos outros, três ou quatro, somente tenho em mente os gemidos inexprimíveis; uma junção entre suspiros e soluços de uma morte nada convidativa e próxima. Foram todos rostos sem faces perdidos na espera do desconhecido fatalmente promulgado pelas minhas ânsias. O ultimo vivo me induziu à única ação possível: pude cair meus quinhentos intermináveis metros; deslizando, enquanto tentava me segurar, por um material recoberto de farpas que transpassavam minhas mãos, as quais sangravam em direção a um mar, sombrio e obscuro; me afundei irremediavelmente em minhas próprias aflições.
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May 22, 2013
May 22, 2013 at 8:21 PM UTC
Sonhos que se foram; pensamentos que eu não sei
Careta era o cavalo A quem o sal dado Em mim sangrava. Tinka, um dos 2 cachorros – Meu predileto era o Leão. Brigavam como cães e gatos. I Think era como o chamava - ao primeiro dos cães o americano missionário. Shibiu, ou será Chibiu? – era o cachorro de dona Modesta Nossa mãe adotada: sempre atenta A que nenhum bicho nos agarrasse. Lembro-me também do Bito – Aquele disgramado, culpado duas Vezes por esta cicatriz que trago No meio das costelas e no fardo Pessoal que carregamos vida afora. Bito não era bode expiatório – mas cabrito imolado tampouco. Acho que era o diabo tocando viola. Eu alimentava os porcos Sem expulsar ninguém Morro abaixo...
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Jun 14, 2015
Jun 14, 2015 at 7:51 AM UTC
Traduzindo a Infância (Bichos)
No meio da multidão e da sociedade corrompida. Tudo que eu vejo é você. Meus dedos se entrelaçam. No horizonte de eventos da tristeza profunda, você me resgata apenas por existir. Sinto o desespero da ansiedade sobrepor o sono dado da depressão e, como um tapa frio nas costas, arranca minha coluna e a quebra como se fosse de vidro. Tudo que eu vejo é você. Eu sinto meu estômago congelar e minha pele queimar como se fosse lepra. E todo o desespero, tristeza e agonia, não fazem parte de mim quando me lembro do seu sorriso. É um rifle apontado pro meu peito.
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Sep 5, 2012
Sep 5, 2012 at 10:25 PM UTC
Like a gun.
Geografia (2) Havia a lua a conquistar: magno evento. Mas a vida corria normal em solo firme Ah, e os sustos: o estômago puro vento Eu silente, exausto, adormecia inerme. Entanto, no cerrado havia muitas frutinhas. E havia a revolução, e reuniões de oração. Quando dormia no meio do Pai-Nosso. Uma centena de orantes à espera de um milagre. Então Seu Roque viajava para o Interior – Com seu carrossel de slides e nossas fotos Não havia quem não doasse alguma coisa: - Um capado, um saco de arroz, bananas Em cachos; voltava no fordinho velho Mas bem fornido; tão feliz, e barbado. & The United Brothers enviavam cartas. Dentro dessas meu primeiro bookmark E o desejo de conhecer o estrangeiro... Na escola dominical, aprendi os 10 Mandamentos. Ficava triste nas tardes de domingo; ainda agora. Um gosto de mangaba e o dedão do pé doendo Como quando chutava lobeiras em lugar de bolas. O abrigo era o melho lugar do mundo limpo O quintal; o milharal capinado; havia o Careta Nosso cavalo; o Thinka – latindo para o Leão. Éramos tão felizes quando banhados à espera De vovó Cecília e seus doces de buritis... Jesus, como era o teu nome chamado. Até que o Filemon teve convulsão e tudo desabou Sobre nossas cabeças como o Apocalipse de S. João. Fim. ./.
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Feb 8, 2016
Feb 8, 2016 at 12:17 PM UTC
Geography II
As minhas raízes Tenho necessidade e plena razão, De puxar pelo meu botão, De amar com o coração, De gritar e dizer não! Vivo no cume do monte, A meu lado fresca fonte, Perdido nestes infindáveis horizontes, Sou do Douro, de Trás-os – Montes. Vinhedos e dispersos olivais, Sobreiros e outros matagais. Singela e sempre nobre simpatia, Luz bendita do meio-dia. Victor Marques
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May 1, 2012
May 1, 2012 at 6:53 AM UTC
As minhas raízes
Mil-réis entre réis pagos pelo algodão e pelo o material sinteticamente enfadonho – ambos traçados na sala abafada em que, agora, a escuridão de frequência vibrante busca-me, parado, observando o sangue que segue, que traça, desenha os seus próprios afluentes em uma elaborada figura de empalhamento. Tropeço por entre galhos, perco um ou outro membro e abro os olhos. Agora, veja! Eles estão lá! Meus membros estão lá! Mas atente-se! Aquele, meio torto, veja-o com perfeição. Digo, eram meus. Sim, pois agora a este outro pertence. Está lá, na poça de meu sangue, com a minha própria estrutura, o que parece ter sido um simpático palhaço. Confirmo aquela minha primeira impressão: empalhado palhaço. Agora há algo dentro daqueles membros. Definitivamente há! Até vejo alguma perenidade por entre as articulações, à mostra - resultado de um trabalho mal feito pelo meu próprio líquido vermelho intenso. Depois de muito apreciar minhas partes nunca tão bem aproveitadas, vejo algo mais além - vejo asas! Inicialmente, um âmago bastante ridículo e tedioso - mas observando mais atentamente, percebo profundamente que aquela minha obra orgânica possui, como verdadeira essência, o plano mais ao fundo, que não só se colocava de forma discreta, como aspirava se esconder do foco do olhar, retirando nitidez que a ele é supostamente é inerte. Percebi a explicação para minha atrapalhada e inconsciente criação. Humano algum será capaz de apreciá-la como eu aprecio. Amo-a agora como amo a morte! E morta está minha obra, afastada para sempre de mim. Assim como os meus olhos e libido. É um sangue amaldiçoado aquele que escorrera de mim, seria está a plausível explicação? Sequer traçara ele uma imagem de uma mecânica funcional.
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May 3, 2014
May 3, 2014 at 2:46 PM UTC
Em mil covas profanadas encontrará o rosto profundo palhaço
Mil-réis entre réis pagos pelo algodão e pelo o material sinteticamente enfadonho – ambos traçados na sala abafada em que, agora, a escuridão de frequência vibrante busca-me, parado, observando o sangue que segue, que traça, desenha os seus próprios afluentes em uma elaborada figura de empalhamento. Tropeço por entre galhos, perco um ou outro membro e abro os olhos. Agora, veja! Eles estão lá! Meus membros estão lá! Mas atente-se! Aquele, meio torto, veja-o com perfeição. Digo, eram meus. Sim, pois agora a este outro pertence. Está lá, na poça de meu sangue, com a minha própria estrutura, o que parece ter sido um simpático palhaço. Confirmo aquela minha primeira impressão: empalhado palhaço. Agora há algo dentro daqueles membros. Definitivamente há! Até vejo alguma perenidade por entre as articulações, à mostra - resultado de um trabalho mal feito pelo meu próprio líquido vermelho intenso. Depois de muito apreciar minhas partes nunca tão bem aproveitadas, vejo algo mais além - vejo asas! Inicialmente, um âmago bastante ridículo e tedioso - mas observando mais atentamente, percebo profundamente que aquela minha obra orgânica possui, como verdadeira essência, o plano mais ao fundo, que não só se colocava de forma discreta, como aspirava se esconder do foco do olhar, retirando nitidez que a ele é supostamente é inerte. Percebi a explicação para minha atrapalhada e inconsciente criação. Humano algum será capaz de apreciá-la como eu aprecio. Amo-a agora como amo a morte! E morta está minha obra, afastada para sempre de mim. Assim como os meus olhos e libido. É um sangue amaldiçoado aquele que escorrera de mim, seria está a plausível explicação? Sequer traçara ele uma imagem de uma mecânica funcional.
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Acorda e já não sabe quem é, mas que diferença faz quando não se quer ser alguém? O cigarro queima enquanto pensa em respostas para a vida, meio dia. A fumaça preenche o vazio e alivia a ânsia que as dúvidas causam, enjoada pela própria ignorância, por mais que tente saber tudo, não sabe nada. Então percebe todas as pessoas indo aos seus destinos, como fantasmas, ninguém as nota, nem elas mesmas, é tudo automático e ninguém realmente sabe o que está fazendo. Qualquer obstáculo no caminho para o trabalho é razão para dizer que o dia foi terrível, pois digo que terrível é fazer o mesmo caminho todos os dias, voltar para casa e receber o olhar frio das pessoas que também tiveram um dia "terrível". O cigarro está quase no fim e acende outro logo em seguida, morrer cedo não é problema para alguém assim, então pensa em por que as pessoas querem envelhecer se todos os dias delas são iguais, semanas redundantes que se transformam em anos redundantes, vidas irrelevantes. Todos estão correndo para pagar seus impostos, todos estão preocupados em comprar móveis novos para suprir uma casa cheia de solidão. Uma televisão enorme ligada para o nada, fingir que não estamos sozinhos. Todos com tanto medo de irem contra o fluxo, gente desinteressante que acha o interessante esquisito. Gente que morre sem ler poesia.
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Aug 22, 2014
Aug 22, 2014 at 8:53 AM UTC
A Mesmice de Dias Diferentes
"Abre sua aversão; Eis que um nauta fala: - Mestre, vês somente sofrimento no amor? - O amor pode conter fuligem e até mesmo grasnar, porém uma vez sentido é como parcel: não se desfaz fácil dentro do peito. E mesmo que nos faça presente o basto e dorido retrocesso, o medo, infindável de obstruir a todo esse amor, mais infindável é o anelo que o amor causa-nos. Estamos sobre escombros, mas o amor é como papelotas angelicais… Desce ondulado cheio de idas e vindas, corrupiando até a estabilização. O amor é granívoro, come pequenas as sementes dos defeitos nossos, belo como o grande milhafre-preto a planar no céu. É como a retriz que sente o vento a tocar, é o ósculo entre o paraíso e a imensidão. Oco somos antes de amar. Somos como o barril quebrado sem vinho, esperando que o tanoeiro nos venha resgatar. Encher-nos a transbordar. Ouça o execrável grito do ódio, sendo cancelado pelo dulçor deste imenso sentimento. Ouça o esfolar dos descrentes, incorpóreos. O amor é um reverbrar eterno de luz em cada alma, é a calma, e a batida de cada pulsação. Não se pode obstrui-lo, ou excluí-lo da vida, pois ela o traz em cada vibração. Como um frincha encontrada dentro de nós, convertendo aos poucos cada problema em solução. Transformando o ingrato em um romântico facúndio, criando paz em meio a escuridão"
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
Corte de Nautas II
E por hoje dizer-te não é banal Estive atento e discretamente olhei o teu doce olhar, Passei noites ao luar, descrevendo as estrelas de bonitas, Mas bonitas mesmo são tuas pétalas, flor de esplendor! Tua sensibilidade e visão de mulher, a mim das nas vistas! A certeza no destino, é como lotaria no caminho, Onde te encontrei, no meio de tantas eu te vi sozinho! Há muito tempo mesmo, que teimou em não passar, Suspirei, me cansei, tirei todas, para agora te inflamar! Sinto perto o carinho, da pessoa, minha amiga e mulher, Te chamei e falei ao coração, para te agarrar e poder amar, És tu hoje, em quem eu pego e petisco, com qualquer colher, Porque muito ou pouco que nela couber, te saboreio ao petiscar! És refeição completa para mim, como sangue vivo, ao coração, Tuas doses tão prudentes de afecto, é outro nível neste patamar, Orgulho de te cuidar, porque de mim, cuidas tu, como a terra do seu mar! Se eu hoje respiro vida, ao querer cada hora do dia, desde o levantar, Devo-te muito a ti e as palavras que escrevo não são hoje fantasias, Porque cuidas de mim, como terra do seu vazo, da planta, de encantar, Encanta meu sorriso, pelo teu cuidar, nas coisas que fazes e me dizias! Não é falso nem é mentira, acredito na realidade que tu me trazes, Não finjo, não mudo, não acredito que precises tu princesa, de mudar! Olhei-te do chão, mirei-te, e tu com teu jeito doce, levantas-te meu olhar, E eu confie-te nos braços tudo, na hora me deitar, pelo que tu me fazes! A falta de carinho não a sinto hoje, porque a não tenho, A ti te darei respeito, pela dama e senhora que te achei, Encontro-te a ti a cada dia, no meu leito, e no meu cardanho! Porque ele é gíria de tudo aquilo que tenho e em ti encontrei! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.09.09.02.20
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Sep 9, 2013
Sep 9, 2013 at 8:24 AM UTC
E por hoje dizer-te não é banal
E por hoje dizer-te não é banal Estive atento e discretamente olhei o teu doce olhar, Passei noites ao luar, descrevendo as estrelas de bonitas, Mas bonitas mesmo são tuas pétalas, flor de esplendor! Tua sensibilidade e visão de mulher, a mim das nas vistas! A certeza no destino, é como lotaria no caminho, Onde te encontrei, no meio de tantas eu te vi sozinho! Há muito tempo mesmo, que teimou em não passar, Suspirei, me cansei, tirei todas, para agora te inflamar! Sinto perto o carinho, da pessoa, minha amiga e mulher, Te chamei e falei ao coração, para te agarrar e poder amar, És tu hoje, em quem eu pego e petisco, com qualquer colher, Porque muito ou pouco que nela couber, te saboreio ao petiscar! És refeição completa para mim, como sangue vivo, ao coração, Tuas doses tão prudentes de afecto, é outro nível neste patamar, Orgulho de te cuidar, porque de mim, cuidas tu, como a terra do seu mar! Se eu hoje respiro vida, ao querer cada hora do dia, desde o levantar, Devo-te muito a ti e as palavras que escrevo não são hoje fantasias, Porque cuidas de mim, como terra do seu vazo, da planta, de encantar, Encanta meu sorriso, pelo teu cuidar, nas coisas que fazes e me dizias! Não é falso nem é mentira, acredito na realidade que tu me trazes, Não finjo, não mudo, não acredito que precises tu princesa, de mudar! Olhei-te do chão, mirei-te, e tu com teu jeito doce, levantas-te meu olhar, E eu confie-te nos braços tudo, na hora me deitar, pelo que tu me fazes! A falta de carinho não a sinto hoje, porque a não tenho, A ti te darei respeito, pela dama e senhora que te achei, Encontro-te a ti a cada dia, no meu leito, e no meu cardanho! Porque ele é gíria de tudo aquilo que tenho e em ti encontrei! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.09.09.02.20
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Chapéu branco, bem tratado, Bigode preto e bem pintado, Trazes na boca sempre as mesmas palavras, Falas de azeitonas e tuas enxadas. Tratas a flor como se fosse uma criança, Dás-lhe água com abundância, O teu olhar é meigo e nobre, Casa humilde, casa de pobre. Aqui é teu lugar preferido, Monológos sem sentido, Sentes teu belo fado, Paraíso nunca sonhado. Sentimento humilde e terno, Para ti o céu é inferno, Falas das coisas tuas e do teu meio, E deixas-te ao simples devaneio. Victor Marques
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Aug 30, 2010
Aug 30, 2010 at 6:59 AM UTC
O Meu Vizinho
Vinhas nos dias de Outono Quando da minha janela olho com sono, Vejo vinhas ao abandono... Quando da minha janela não vejo flores floridas, Olho para as folhas apodrecidas. Me levanto com a vidraça embaciada, Olho para um horizonte feito do nada. As videiras imponentes e coloridas, Despertam meio adormecidas. Os ribeiros que desesperam junto aos salgueiros, As rochas escurecem com sorrateiros nevoeiros, As vinhas parecem estar cheias de vida, Eu me conforto com um beijo de despedida. Tantas e diversificadas cores que me enchem a alma, Solidão que ama e da calma. Vinhas de um Outono singular, Folhas de par em par. . Victor Marques
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Oct 8, 2014
Oct 8, 2014 at 10:00 AM UTC
Vinhas nos dias de Outono
Parte do tempo percebemos que somos perfeito A maior parte não paramos de falar Eu seguro sua mão, você dá um sorriso A gente se beija no meio fio Meu corpo se mexe pra trás e pra frente Aqui está pra prefeitura, aqui está o bar que nos vende tequila Somos tão esquisitos que daria certo Os cartões de crédito dela me perdoaram Os cabelos enrolados me perdoaram Por que você não pode me perdoar? Somos tão esquisitos que daria certo O garoto de óculos escuros me deu um gole daquela ***** barata Você me deixou colocar a cabeça no seu ombro Quando fomos embora você me seguro no colo Somos tão esquisitos que daria certo Esquerda, direita, cima e baixo Só porque não temos joguinhos não quer dizer que não é certo Você vive dizendo que quer me ver Amo essa mescla de felicidade e receio Quando fico triste você faz uma dança engraçada Somos tão esquisitos que fica perfeito
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Jul 30, 2013
Jul 30, 2013 at 1:35 AM UTC
Amantes Esquisitos
"Uma corte recheada de incertezas. Diz o mestre: - A todos vocês condeno essas correntes ventrais. Condeno essa pressão cardíaca, essa confusão mental. Não desejeis vós que o sentimento profundo lhes fosse concedido? E quem há de me jurar que com ele não viria tremenda descordenação, tremendo derrocamento? Ouçam o bardo correndo louco entre as paredes de pedra. Ouçam o gondoleiro, barcarolando as canções de amor. Ouçam o basbaque som dos encantados, os afeiçoados e doados de coração. Eis a verdade, corte, corte de sentimentos. Jaz aqui o vento que me tragou a esta ilusão. Gritam altissonantes os mares, arriscai-vos corações, antes que o mar os leve a vossos esquifes, antes que seja muito tarde para arriscar. Porém que seja espúrioso o vosso amor. Pois é sentimento que se perde em lamentações, e para vive-lo, arriscar é necessário, não aja com esquivança, uma vez entrelaçado, o amor é mais que a promessa, é a eternidade, é um fado, é um facho, é imensurável, é imane, é ilibado, insinuante sinal de maravilhas, ofusca os olhos de quem sente, faz plenitude e traz saudade a quem não tem, mas ainda sim muito além, é uma reta paralela, e dele deve ser padrinho em solenidade, é um pardieiro implorando piedade, e nós somos a reconstrução. Então amem corte, mas paguem o preço, na labuta e na luta, pois o amor é um mestiço, meio amargo, meio doce, mas é nato em perfeição."
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
Corte de Nautas I
Recorda o que de bom viveste.... Comecei por fazer um pequena viagem ao reino do meu ser...tentei neste grande trajecto descobrir as afinidades e singularidades do meu ser. Nesta viagem ímpar e impiedosamente sincera terá um relevo especial tudo o que me toca e apaixona de uma forma continua e desmesuradamente bela. Como não poderia deixar de ser, esta minha viagem completa um percurso começado há muitos anos. Num pequena aldeia de Carrazeda de Ansiães, Castanheiro do Norte nasci para gáudio de meus progenitores. Durante anos fui um menino feliz jogando pião, bola de trapos, usei socos de pau duro, livros, estudei,escrevi muita poesia e sempre olhei para aquele horizonte tão belo que desde o primeiro dia me apaixonou. Aprendi a gostar dos nossos, vinhedos, olivais,montes de sobreiros, torgas , giestas, zimbros. Fazia caminhadas com meus amigos do **** masculino e íamos todos felizes tomar banho ao rio Tua, passando pelo Gavião e descobrindo sempre e sempre uma beleza intimamente rejuvenescedora . As coisas simplesmente belas estavam ali sem querer contrapartidas, para serem simplesmente observadas por quem as queria sempre ver... Nesta viagem existe sempre a vontade de regressar, de olhar para tudo que aqui temos com mestria, carinho e porque não com amor eterno. As pessoas que se encontram nesta viagem nos ensinam a viajar com cuidado, com sabedoria, com uma leveza de seres excepcionais que procuram nesta vida uma felicidade ligada ao meio envolvente de suas terras, de seus lugares preferidos que perduram nas suas mentes. Um abraço amigo. Victor Marques
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Jan 7, 2016
Jan 7, 2016 at 11:24 AM UTC
RECORDA O QUE TIVESTE DE BOM
Recorda o que de bom viveste.... Comecei por fazer um pequena viagem ao reino do meu ser...tentei neste grande trajecto descobrir as afinidades e singularidades do meu ser. Nesta viagem ímpar e impiedosamente sincera terá um relevo especial tudo o que me toca e apaixona de uma forma continua e desmesuradamente bela. Como não poderia deixar de ser, esta minha viagem completa um percurso começado há muitos anos. Num pequena aldeia de Carrazeda de Ansiães, Castanheiro do Norte nasci para gáudio de meus progenitores. Durante anos fui um menino feliz jogando pião, bola de trapos, usei socos de pau duro, livros, estudei,escrevi muita poesia e sempre olhei para aquele horizonte tão belo que desde o primeiro dia me apaixonou. Aprendi a gostar dos nossos, vinhedos, olivais,montes de sobreiros, torgas , giestas, zimbros. Fazia caminhadas com meus amigos do **** masculino e íamos todos felizes tomar banho ao rio Tua, passando pelo Gavião e descobrindo sempre e sempre uma beleza intimamente rejuvenescedora . As coisas simplesmente belas estavam ali sem querer contrapartidas, para serem simplesmente observadas por quem as queria sempre ver... Nesta viagem existe sempre a vontade de regressar, de olhar para tudo que aqui temos com mestria, carinho e porque não com amor eterno. As pessoas que se encontram nesta viagem nos ensinam a viajar com cuidado, com sabedoria, com uma leveza de seres excepcionais que procuram nesta vida uma felicidade ligada ao meio envolvente de suas terras, de seus lugares preferidos que perduram nas suas mentes. Um abraço amigo. Victor Marques
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Durmo na noite eternamente Deixar atrás de si amigos, Viver no meio de perigos, Certezas nem sempre certas, Caminhadas por entre tojos e giestas. Deixar para trás sonhos esquecidos, Pernoitar ao luar com teus amigos, Viver com esplendor a vida humana, Noite calma e serena… Viver impertinente um passado presente, Dormir na noite já ausente, Amar a cama dum horizonte distante, Dormir na noite eternamente. Deixar para trás a casa que te adoçou, Amar a gente que te amou, Viver por acaso, inconsciente, Durmo acordado somente… Victor Marques Montalegre, 6 de Junho de 1990
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Jan 21, 2014
Jan 21, 2014 at 1:44 PM UTC
Durmo na noite eternamente
Dedicado ao Ilustre, reverendo Padre Bernardo. Um culto de saber apurado que labuta e explica na perfeição: o amor de todos nós pela nossa terra. Estou grato e este poema será pouco para dedicar a tão nobre Carrazedense. Nascemos todos nesta terra linda e singular, Janela aberta para Douro e Tua comtemplar. Xisto, granito e terras de areia, Grito de gente plebeia. Todos sentem com alma e coração, A Deus excelsa gratidão. Planalto que tão bem ficas assim, Musgo, fetos e alecrim. Macieiras e as figueiras centenárias se adaptam em harmonia, Vinhas e oliveiras bafejadas pelo sol de meio-dia. Pastores que gostam das giestas, dos lameiros esverdeados, Carrazeda e seus antepassados. Victor Marques
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Sep 9, 2013
Sep 9, 2013 at 8:59 AM UTC
Ao Ilustre Padre Bernardo ....
"Esboços de rostos duvidosos. Levanta o mestre: - O amor é excêntrico, faz-nos exasperar a loucura, e infiltra-se em meio a alma pura, faz gostosuras a cada menção! Não faço-me incréu frente ao amor. Ele é fronstispício judicante de nossos erros. E nem a própria sorte o pode interrogar. O amor é cego? Faceta da mentira. O amor é ver demais, é demasiada plenitude. O amor é predador praticante de cada força, e nem em quinhentas poesias bardas, em resmas, poderão o definir. O amor é um requerimento mútuo, que pode ser negado ou negar-se, renegar-se, resgatar-se. Resguarda-o, que ele é obtentor da sua obstinação. Por obséquio resguarde-o com temor, faz do veneno, pudor, encorajador, amante selador. Não o deixa obumbrar o teu bater. Aja de boa fé perante o amor, não banze-o demais, procurando até ofegar. Deixe que venha, deixe chegar. O amor é canurdo de desejo, carpir e resistir não te emancipará. Chulo! Deixa o amor florescer, sem temer, arremessar suas fraquezas. É chorado mas é valido, é gotejado de estranhezas. Um estrangeiro nobre no território do teu estofo e frágil coração. Mas o amor também é vidraça, se não o cuidas, o tempo passa, e cada trinca é o mais ínfimo da solidão."
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:39 PM UTC
Corte de Nautas III
Quando me levantei agradeci ao Criador, o bom Deus imparcial e infinitamente misericordioso por ter a oportunidade de poder ver a beleza da aurora, e através dele santificar a palavra amor... Agradecer da forma mais pura e imaculada a vida e o privilégio de podermos sentir este ar puro .Nossa Senhora da Penha um dia quis aqui estar e permanecer no meio de rochas que parecem feitas para Ela ao mundo a natureza consagrar. Quando a nossa sensibilidade de alma nos faz sonhar e viver com a esperanca de um dia ressuscitar a nossa passgem nesta vida e mais serena e harmoniosa. Tive um desejo enorme de Pedir amor hoje nao so para a Victoria e para o Simao, mas para todos nos! Porque Deus e amor, vida comunhão . Quando penso em Deus, vivo mais feliz e a grandeza de suas obras se manifesta encacaradamente nas entranhas, sempre entranhas de meu humilde ser. Quando penso em Deus penso mais em vos, nos nossos entes queridos que partiram e que la no paraiso pintam as mais telas para agradecer ao seu Rei e Senhor. Quando penso em Deus penso nesta sagrada uniao. Que a Igreja seja testemunha e que Nossa Senhora os Cubra com o verniz prateado do seu manto , das suas rosas brancas e da nobreza do seu coração. Muito obrigado. Victor Marques
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Jul 18, 2016
Jul 18, 2016 at 5:49 AM UTC
Uma Uniao muito especial.....
suas palavras me dão espasmos o jeito que você canta feito um gatinho miando seus olhos me cercando por todos os lados sua voz suave me cortando me roubando o oxigênio atingindo-me no meio do peito feito uma lança que me atravessa e me faz sangrar e só parar ate conseguir ouvir de novo sua voz de abandono tão doce tão suave que me faz querer vomitar que contrai todos os poros do meu corpo e por um segundo para todos os meus órgãos e me seca e sufoca e aperta e queima feito ácido por dentro e seu corpo tão suave e tão belo e tão angelical tão ingênuo e me faz querer te usar te corromper é como garras rasgando minha pele como álcool no meu sangue que arrepia cada pelo do meu corpo e me faz te querer mais e mais toda manhã em que eu acordo sem seu sorriso de quem pede carinho e pede amor mas eu não posso te dar amor por que você é diferente você é especial você está tão distante de correr esse risco, mas eu te quero, eu te quero.
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Apr 21, 2014
Apr 21, 2014 at 12:19 AM UTC
I want you
Sou medrosa Sempre tive um vasto medo de te perder Com minha simples prosa relembro bons momentos que passei com você Das noites em que passávamos acordados vendo filmes e tomando sorvete, Manhãs em que acordavamos cedo para ver desenhos animados, Quando ia para sua cama no meio da noite pois estava com medo Até quando me dava ovadas no meu aniversário, Me diverti contigo. Na medida em que crescemos, Mudamos o nosso jeito de ser, Tomamos rumos diferentes, Você começou a me deixar em último plano, Mas o pior de tudo, Se afastou, Afastou-se de um jeito inexplicável, De um jeito doloroso Pessoas me perguntam até hoje "Onde está seu irmão? Vocês costumavam ir a todo lugar juntos..." E eu, olho para os meus pés e relembro como éras "Está em casa" respondo, quando naverdade, não sei onde está Digo isso para não revelar o fato de que não me quer mais em seu mundo, Para não mostrar aos outros que você não me aceita mais. Estúpidas mudanças! Por causa delas, você se tornou assim comigo: Amargo, como o gosto da tristeza em minha boca, Um desconhecido E o pior de tudo, Se tornou a pessoa que prometeras nunca se tornar, E o meu pior pesadelo acabou acontecendo na vida real: Te perdi.
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Sep 23, 2013
Sep 23, 2013 at 2:17 PM UTC
Desconhecido que conheço a anos
Apavorada Minhas mãos tremem a cada segundo Presa em um lugar pequeno Logo vejo uma asma aflorar em meio da respiração Há uma imensidão Porém, estou sufocada. ''Não me humilhe. Não diga nada.'' Preciso fugir daqui. Encontrar algo novo Assustada Passarinhos voam em um céu nublado Espíritos me apavoram Procuro conforto Correr. Correr. Encontrar um novo lugar Mover a expressão encubada em minha face. Por um instante, parecia calmo Como se todo o pecado tivesse sido lavado e como se tudo fosse novo. Um recomeço Impressão Ele apenas havia começado a beber todo o vinho Esquecendo da ostea Enganando pessoas Corroendo outras Tudo é ansioso novamente. Fugir de problemas. Deixar pessoas. Sem remorso algum. Sem deixar as lágrimas caírem ou o coração pesado. Lágrimas parecem me afogar. Abraçando minhas gélidas pernas. Espíritos dançam em minha volta. Olhos pesados. Doloridos. Tudo não se passa de uma ilusão. Joga-los para o fundo. Me esconder na escuridão. Fugir de pessoas. Deixa-las. Respirar.
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Apr 28, 2015
Apr 28, 2015 at 6:32 PM UTC
Espíritos Dançam Em Minha Volta
Fim de tarde um dia ido A cascata do tempo não pára desfile lento desfile de uma vida apressada. A noite cai lá fora na mesa, no meio da quieta agitação dos livros a escuridão é ainda maior. Silencioso entrego-me ao “saber “ Respiro o desespero Ambiciono parar o tempo e partir para lado algum Deixo-me vaguear por entre a escuridão
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Apr 14, 2014
Apr 14, 2014 at 3:48 PM UTC
tempo
espero num poste até que os carros me deixem atravessar. meio que atravesso. deito no asfalto: as nuvens navegam sem direção sem vontade sem propósito
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Jul 2, 2014
Jul 2, 2014 at 2:15 PM UTC
Nihil I
Quero usar seu moletom Quero acordar do seu lado Quero tomar o café com você Quero te beijar até não sentir minha boca Quero te ver no meio da noite Quero dançar na rua escura com você Quero rir até minha barriga doer Quero chorar de paixão Quero seu abraço quando eu ficar triste Quero ouvir músicas pensando em você Quero morrer de saudades de você Quero sofrer e ser feliz Quero te querer Seja lá quem for você
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Jun 25, 2013
Jun 25, 2013 at 7:13 PM UTC
Eu quero