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"imenso" poems
O mar já não salpica a janela do meu quarto, já nem me visita ao escuro, de noitinha, com canções ou poesia - de amor ou ego nunca cheguei a entender. Mas, ainda que incerta, quando o mar me salpicava a janela do quarto, dentro de mim eu cria, ah, e como queria, que fosse amor! Enfim, mudei-me para o interior, para me dedicar a amar as montanhas (que não há esperança para o rios por muito que neles me banhe). Se não é salgado, o amor terá que ser térreo e verde, imenso e divino, altivo e maternal. Enfim. O que amo nas montanhas não passa de um reflexo de mim. O que amo no mar é tudo o resto. A expectativa, a possibilidade, a esperança em algo para além de mim. Em algo bom e humano, leve e fluido, tempestuoso mas seguro, caseiro e real.
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Nov 26, 2021
Nov 26, 2021 at 10:35 AM UTC
O Mar - 9/08/2020
"Abre sua aversão; Eis que um nauta fala: - Mestre, vês somente sofrimento no amor? - O amor pode conter fuligem e até mesmo grasnar, porém uma vez sentido é como parcel: não se desfaz fácil dentro do peito. E mesmo que nos faça presente o basto e dorido retrocesso, o medo, infindável de obstruir a todo esse amor, mais infindável é o anelo que o amor causa-nos. Estamos sobre escombros, mas o amor é como papelotas angelicais… Desce ondulado cheio de idas e vindas, corrupiando até a estabilização. O amor é granívoro, come pequenas as sementes dos defeitos nossos, belo como o grande milhafre-preto a planar no céu. É como a retriz que sente o vento a tocar, é o ósculo entre o paraíso e a imensidão. Oco somos antes de amar. Somos como o barril quebrado sem vinho, esperando que o tanoeiro nos venha resgatar. Encher-nos a transbordar. Ouça o execrável grito do ódio, sendo cancelado pelo dulçor deste imenso sentimento. Ouça o esfolar dos descrentes, incorpóreos. O amor é um reverbrar eterno de luz em cada alma, é a calma, e a batida de cada pulsação. Não se pode obstrui-lo, ou excluí-lo da vida, pois ela o traz em cada vibração. Como um frincha encontrada dentro de nós, convertendo aos poucos cada problema em solução. Transformando o ingrato em um romântico facúndio, criando paz em meio a escuridão"
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
Corte de Nautas II
A chuva Chove intensamente para alegria das gentes, Para os campos e suas sementes. No nosso peito existe secura, Chove e vem do céu água pura. Chuva miudinha que quase não molhais, Dais de beber aos pardais. Chuva calorenta de um dia de verão, Chuva que canta linda canção. A chuva não bate no preso em sua cela, Nem pode ser vista de sua janela, Escutar a chuva que bate em sintonia, Eu me devaneio com suave melodia. A chuva dá imenso prazer, De noite ou ao amanhecer. Sentir a chuva com amor e sentimento, Estendedoiro fustigado pelo vento. Victor Marques
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Jul 2, 2012
Jul 2, 2012 at 5:14 PM UTC
Achuva
Sinto que eu posso pegar na viagem e levar comigo, Porque ela fica sempre junto de minhas recordações, Os teus olhos de lince fulminaram minhas emoções, Tua paciente espera preencheu meus espaços contigo! Acreditaste nas lágrimas quando quase desesperaste, Por aqui, o vazio era cada vez mais imenso e gaguejante, Também eu chorei que aparecesses e tu, meu amor vieste Foi longa a ilustre espera, mas eis que um dia tu apareceste! O que eu previa nos contos de fados era apenas fantasia, Escrita em livros como cativação de atenção da mordomia, De corações que como o meu e teu, viviam sem demasia, E hoje a quantidade que não cabia se descobriu anatomia! As nossas funções vitais estão em alerta e tão receptivas, Funcionam como correntes do mar que dão e recebem vida, O ar que inspiramos, traz e leva a galhardia, sem a dúvida, Porque hoje o sonho que era o nosso são mais perspectivas! As perspectivas se dissipem e surjam aquelas coisas alusivas, Ao que nos livros é tão igual afinal ao interior destes corações, Meu e teu, é tão nosso, como odor que se uniu nessas emoções, Descobri simples complexos e minha viaje, que tu sempre vivas! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.07.02.15
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:03 AM UTC
Hoje peguei na viagem
Cada vez mais me cansa existir Bate-se-me em ânsia o coração Todo o café não me livra do cansaço Que trazem as noites sem dormir Por sonhos temorosos atormentada. Sinto nos olhos o pesar da vida Que penso demais para poder viver. Sinto da alma um distanciar imenso Cada vez mais incerta do que é ser. Pudesse eu saber os murmúrios do destino O que me guarda o fado, o porquê Da demora do sossego fugido. Pudesse eu não tanto pensar Ouvir cantar as musas (onde estão?) Fazer deste corpo um lar.
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Jan 19, 2017
Jan 19, 2017 at 6:12 AM UTC
10-01-2017
¡Fita aquel branco galán, olla seu transido corpo! É a lúa que baila na Quintana dos mortos. Fita seu corpo transido, ***** de somas e lobos. Nai: A lúa está bailando na Quintana dos mortos. ¿Quén fire potro de pedra na mesma porta do sono? ¡É a lúa! ¡É a lúa na Quintana dos mortos! ¿Quén fita meus grises vidros cheos de nubens seus ollos? É a lúa, é a lúa na Quintana dos mortos. Déixame morrer no leito soñando con froles d'ouro. Nai: A lúa está bailando na Quintana dos mortos. ¡Ai filla, co ár do céo vólvome branca de pronto! Non é o ar, é a triste lúa na Quintana dos mortos. ¿Quén brúa co-este xemido d'imenso boi melancónico? Nai: É a lúa, é a lúa na Quintana dos mortos. íSi, a lúa, a lúa coronada de toxos, que baila, e baila, e baila na Quintana dos mortos!
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Danza da lua en santiago
caio quando fecho os olhos não sei o acontecerá quando aterrar. não vejo o fundo deste buraco imenso, mas também não o temo. aliás, anseio-o. tenho a cabeça crua. já não sei se caio para o chão ou do chao, ou para cima. posso cair de diversas maneiras e faço-as todas ao mesmo tempo. sou um só com o buraco ***** que me engole. talvez até seja eu a engoli-lo. vou ficar com uma indigestão. quando penso que vou parar, escorrego mais fundo para o estômago do vazio e o vazio desce-me pelo esófago. se fechar os olhos adormeço ou acordo? vou tentar.
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Mar 2, 2018
Mar 2, 2018 at 2:42 PM UTC
indigestão
liberta-me do nosso imenso abandono rasgaste-me ao meio para que exista tristeza em todos os lugares onde não estamos onde não existe revolução quando os nossos lábios se tocam não consegues ser sóbrio e por isso não conseguimos ser tu grita o meu nome arde o teu cheiro a única coisa onde não existe dor nós em todo o lado de todas as formas e eu sem ti inteira regressas e sinto calor o mesmo calor de quando chegaste pela primeira vez e será sempre assim quando apareceres querer-te-ei calada sozinha mas a ti magoa-te saber que serei sempre eu o sol que te alumbra a noite
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Jul 3, 2019
Jul 3, 2019 at 1:43 PM UTC
o sol que te alumbra a noite
eu costumava sonhar em me tornar o mar imenso e vasto como tal, com a mesma selvageria caótica que é viva e dissemina a calmaria e se eu puder ser mar receber-te-ei como um dos meus que banham-se em meu colo enquanto se libertam das âncoras mundanas às pressas de escapar desse não-lugar onde me esconderam me vi na areia, em mutação preto no branco gritando e a natureza fundindo eu me vi fruto da miscigenação eu me tornei mar e agora tenho um amante que queima em meu horizonte mas se esconde ao anoitecer na manhã ele retorna e logo põe-se a iluminar todas as almas pretas que ainda procuram um lar escapei do esconderijo que era um tipo de prisão pra que ninguém mais seja preso longe da escuridão por isso enquanto eu for mar te deixarei livre, na leveza de existir te emprestarei meu amante pois sei da tua vontade vai ter calor no teu corpo em todo amanhecer felizmente hoje eu sou mar então recebo-te como um dos meus e lhe convido a nadar
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Jun 17, 2018
Jun 17, 2018 at 8:37 PM UTC
ser mar.
Obrigado Mãe , obrigado Pai Não podemos fazer muito em mudar o curso da vida, mas podemos viver com a profundidade que ela te oferece. Existem momentos que o sofrimento é terrível e bloqueia o curso da vida. Levanta a cabeça e vê que o horizonte é imenso e cheio de possibilidades . Vive e sabe ser feliz com aquilo que tens e não hesites nunca em sorrir para Deus e para quem te deu a vida. Um noite abençoada para ti. Victor Marques
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May 9, 2023
May 9, 2023 at 12:23 AM UTC
Obrigado Mãe , obrigado Pai