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"imagino" poems
Spanish Fuera, la noche en veste de tragedia solloza Como una enorme viuda pegada a mis cristales. Mi cuarto:… Por un bello milagro de la luz y del fuego Mi cuarto es una gruta de oro y gemas raras: Tiene un musgo tan suave, tan hondo de tapices, Y es tan vívida y cálida, tan dulce que me creo Dentro de un corazón… Mi lecho que está en blanco es blanco y vaporoso Como flor de inocencia, Como espuma de vicio! Esta noche hace insomnio; Hay noches negras, negras, que llevan en la frente Una rosa de sol… En estas noches negras y claras no se duerme. Y yo te amo, Invierno! Yo te imagino viejo, Yo te imagino sabio, Con un divino cuerpo de marmól palpitante Que arrastra como un manto regio el peso del Tiempo… Invierno, yo te amo y soy la primavera… Yo sonroso, tú nievas: Tú porque todo sabes, Yo porque todo sueño… …Amémonos por eso!… Sobre mi lecho en blanco, Tan blanco y vaporoso como flor de inocencia, Como espuma de vicio, Invierno, Invierno, Invierno, Caigamos en un ramo de rosas y de lirios! English Outside the night, dressed in tragedy, sighs Like an enormous widow fastened to my windowpane. My room… By a wondrous miracle of light and fire My room is a grotto of gold and precious gems: With a moss so smooth, so deep its tapestries, And it is vivid and hot, so sweet I believe I am inside a heart… My bed there in white, is white and vaporous Like a flower of innocence. Like the froth of vice! This night brings insomnia; There are black nights, black, which bring forth One rose of sun… On these black and clear nights I do not sleep. And I love you, Winter! I imagine you are old, I imagine you are wise, With a divine body of beating marble Which drags the weight of Time like a regal cloak… Winter, I love you and I am the spring… I blush, you snow: Because you know it all, Because I dream it all… We love each other like this!… On my bed all in white, So white and vaporous like the flower of innocence, Like the froth of vice, Winter, Winter, Winter, We fall in a cluster of roses and lilies!
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Nocturno (Nocturne)
Spanish Fuera, la noche en veste de tragedia solloza Como una enorme viuda pegada a mis cristales. Mi cuarto:… Por un bello milagro de la luz y del fuego Mi cuarto es una gruta de oro y gemas raras: Tiene un musgo tan suave, tan hondo de tapices, Y es tan vívida y cálida, tan dulce que me creo Dentro de un corazón… Mi lecho que está en blanco es blanco y vaporoso Como flor de inocencia, Como espuma de vicio! Esta noche hace insomnio; Hay noches negras, negras, que llevan en la frente Una rosa de sol… En estas noches negras y claras no se duerme. Y yo te amo, Invierno! Yo te imagino viejo, Yo te imagino sabio, Con un divino cuerpo de marmól palpitante Que arrastra como un manto regio el peso del Tiempo… Invierno, yo te amo y soy la primavera… Yo sonroso, tú nievas: Tú porque todo sabes, Yo porque todo sueño… …Amémonos por eso!… Sobre mi lecho en blanco, Tan blanco y vaporoso como flor de inocencia, Como espuma de vicio, Invierno, Invierno, Invierno, Caigamos en un ramo de rosas y de lirios! English Outside the night, dressed in tragedy, sighs Like an enormous widow fastened to my windowpane. My room… By a wondrous miracle of light and fire My room is a grotto of gold and precious gems: With a moss so smooth, so deep its tapestries, And it is vivid and hot, so sweet I believe I am inside a heart… My bed there in white, is white and vaporous Like a flower of innocence. Like the froth of vice! This night brings insomnia; There are black nights, black, which bring forth One rose of sun… On these black and clear nights I do not sleep. And I love you, Winter! I imagine you are old, I imagine you are wise, With a divine body of beating marble Which drags the weight of Time like a regal cloak… Winter, I love you and I am the spring… I blush, you snow: Because you know it all, Because I dream it all… We love each other like this!… On my bed all in white, So white and vaporous like the flower of innocence, Like the froth of vice, Winter, Winter, Winter, We fall in a cluster of roses and lilies!
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Sobre el cielo de las margaritas ando. Yo imagino esta tarde que soy santo. Me pusieron la luna en las manos. Yo la puse otra vez en los espacios y el Señor me premió con las rosa y el halo. Sobre el cielo de las margaritas ando. Y ahora voy por este campo a librar a las niñas de galanes malos y dar monedas de oro a todos los muchachos. Sobre el cielo de las margaritas ando.
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Balada Amarilla IV
Sou eu …. Caminhando por entre vales sonolentos, Penedos com mil encantos, Sobreiros abençoados, amores bem-amados, Fontes de tesouros abandonados…. Sou eu… Me vejo imortal nas papelarias feito postal, Imagino ser sempre menino, Cantar na escola o mesmo Hino, O hino sublime de Portugal. Sou eu… Que pernoito ao luar sem contas para dar, Me enalteço com vitórias e derrotas, Vejo coisas vivas quase mortas, Sentimento ímpar de um olhar. Sou eu… Nascido numa terra que seu rio sempre vai amar, Nevoeiro que se envaidece sem falar, Amor de um amor que me quer sempre bajular, Sou eu e meu fado por cantar… Victor Marques
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Apr 22, 2014
Apr 22, 2014 at 8:37 AM UTC
Sou eu .... mais eu
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:03 PM UTC
Re
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Ellos tienen razón esa felicidad al menos con mayúscula                                     no existe ah pero si existiera con minúscula sería semejante a nuestra breve                                                         presoledad después de la alegría viene la soledad después de la plenitud viene la soledad después del amor viene la soledad ya sé que es una pobre deformación pero cierto es que en ese durable minuto uno se siente                       solo en el mundo sin asideros sin pretextos sin abrazos sin rencores sin las cosas que unen o separan y en esa sola manera de estar solo ni siquiera uno se apiada de uno mismo los datos objetivos son como sigue Hay diez centímetros de silencio                 entre sus manos y mis manos una frontera de palabras no dichas                 entre tus labios y mis labios y algo que brilla así de triste                 entre tus ojos y mis ojos claro que la soledad no viene sola Si se mira por sobre el hombro mustio de nuestras soledades se verá un largo y compacto imposible un sencillo respeto por terceros o cuartos ese percance de ser buenagente Después de la alegría después de la plenitud después del amor                               viene la soledad conforme                 pero qué vendrá después de la soledad a veces no me siento                                     tan solo si imagino mejor dicho si sé que más allá de mi soledad                                               y de la tuya otra vez estás vos aunque sea preguntándote a solas qué vendrá después                                   de la soledad.
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Soledades
Ellos tienen razón esa felicidad al menos con mayúscula                                     no existe ah pero si existiera con minúscula sería semejante a nuestra breve                                                         presoledad después de la alegría viene la soledad después de la plenitud viene la soledad después del amor viene la soledad ya sé que es una pobre deformación pero cierto es que en ese durable minuto uno se siente                       solo en el mundo sin asideros sin pretextos sin abrazos sin rencores sin las cosas que unen o separan y en esa sola manera de estar solo ni siquiera uno se apiada de uno mismo los datos objetivos son como sigue Hay diez centímetros de silencio                 entre sus manos y mis manos una frontera de palabras no dichas                 entre tus labios y mis labios y algo que brilla así de triste                 entre tus ojos y mis ojos claro que la soledad no viene sola Si se mira por sobre el hombro mustio de nuestras soledades se verá un largo y compacto imposible un sencillo respeto por terceros o cuartos ese percance de ser buenagente Después de la alegría después de la plenitud después del amor                               viene la soledad conforme                 pero qué vendrá después de la soledad a veces no me siento                                     tan solo si imagino mejor dicho si sé que más allá de mi soledad                                               y de la tuya otra vez estás vos aunque sea preguntándote a solas qué vendrá después                                   de la soledad.
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Un día estaré muerta, blanca como la nieve, dulce como los sueños en la tarde que llueve. Un día estaré muerta, fría como la piedra, quieta como el olvido, triste como la hiedra. Un día habré logrado el sueño vespertino, el sueño bien amado donde acaba el camino. Un día habré dormido con un sueño tan largo que ni tus besos puedan avivar el letargo. Un día estaré sola, como está la montaña entre el largo desierto y la mar que la baña. Será una tarde llena de dulzuras celestes, con pájaros que callan, con tréboles agrestes. La primavera, rosa, como un labio de infante, entrará por las puertas con su aliento fragante. La primavera rosa me pondrá en las mejillas -¡la primavera rosa!- dos rosas amarillas... La primavera dulce, la que me puso rosas encarnadas y blancas en las manos sedosas. La primavera dulce que me enseñara a amarte, la primavera misma que me ayudó a lograrte. ¡Oh la tarde postrera que imagino yo muerta como ciudad en ruinas, milenaria y desierta! ¡Oh la tarde como esos silencios de laguna amarillos y quietos bajo el rayo de luna! ¡Oh la tarde embriagada de armonía perfecta: cuán amarga es la vida! ¡Y la muerte qué recta! La muerte justiciera que nos lleva al olvido como al pájaro errante lo acogen en el nido. Y caerá en mis pupilas una luz bienhechora, la luz azul celeste de la última hora. Una luz tamizada que bajando del cielo me pondrá en las pupilas la dulzura de un velo. Una luz tamizada que ha de cubrirme toda con su velo impalpable como un velo de boda. Una luz que en el alma musitará despacio: la vida es una cueva, la muerte es el espacio. Y que ha de deshacerme en calma lenta y suma como en la playa de oro se deshace la espuma.Oh, silencio, silencio... esta tarde es la tarde en que la sangre mía ya no corre ni arde. Oh, silencio, silencio... en torno de mi cama tu boca boca amada dulcemente me llama. Oh silencio, silencio que tus besos sin ecos se pierden en mi alma temblorosos y secos. Oh silencio, silencio que la tarde se alarga y pone sus tristezas en tu lágrima amarga. Oh silencio, silencio que se callan las aves, se adormecen las flores, se detienen las naves. Oh silencio, silencio que una estrella ha caído dulcemente a la tierra, dulcemente y sin ruido. Oh silencio, silencio que la noche se allega y en mi lecho se esconde, susurra, gime y ruega. Oh silencio, silencio... que el Silencio me toca y me apaga los ojos, y me apaga la boca. Oh silencio, silencio... que la calma destilan mis manos cuyos dedos lentamente se afilan...
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Silencio
Un día estaré muerta, blanca como la nieve, dulce como los sueños en la tarde que llueve. Un día estaré muerta, fría como la piedra, quieta como el olvido, triste como la hiedra. Un día habré logrado el sueño vespertino, el sueño bien amado donde acaba el camino. Un día habré dormido con un sueño tan largo que ni tus besos puedan avivar el letargo. Un día estaré sola, como está la montaña entre el largo desierto y la mar que la baña. Será una tarde llena de dulzuras celestes, con pájaros que callan, con tréboles agrestes. La primavera, rosa, como un labio de infante, entrará por las puertas con su aliento fragante. La primavera rosa me pondrá en las mejillas -¡la primavera rosa!- dos rosas amarillas... La primavera dulce, la que me puso rosas encarnadas y blancas en las manos sedosas. La primavera dulce que me enseñara a amarte, la primavera misma que me ayudó a lograrte. ¡Oh la tarde postrera que imagino yo muerta como ciudad en ruinas, milenaria y desierta! ¡Oh la tarde como esos silencios de laguna amarillos y quietos bajo el rayo de luna! ¡Oh la tarde embriagada de armonía perfecta: cuán amarga es la vida! ¡Y la muerte qué recta! La muerte justiciera que nos lleva al olvido como al pájaro errante lo acogen en el nido. Y caerá en mis pupilas una luz bienhechora, la luz azul celeste de la última hora. Una luz tamizada que bajando del cielo me pondrá en las pupilas la dulzura de un velo. Una luz tamizada que ha de cubrirme toda con su velo impalpable como un velo de boda. Una luz que en el alma musitará despacio: la vida es una cueva, la muerte es el espacio. Y que ha de deshacerme en calma lenta y suma como en la playa de oro se deshace la espuma.Oh, silencio, silencio... esta tarde es la tarde en que la sangre mía ya no corre ni arde. Oh, silencio, silencio... en torno de mi cama tu boca boca amada dulcemente me llama. Oh silencio, silencio que tus besos sin ecos se pierden en mi alma temblorosos y secos. Oh silencio, silencio que la tarde se alarga y pone sus tristezas en tu lágrima amarga. Oh silencio, silencio que se callan las aves, se adormecen las flores, se detienen las naves. Oh silencio, silencio que una estrella ha caído dulcemente a la tierra, dulcemente y sin ruido. Oh silencio, silencio que la noche se allega y en mi lecho se esconde, susurra, gime y ruega. Oh silencio, silencio... que el Silencio me toca y me apaga los ojos, y me apaga la boca. Oh silencio, silencio... que la calma destilan mis manos cuyos dedos lentamente se afilan...
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But release your precious heart to its feast. A veces imagino tu mano que se posa suave, muy suave como un viento anónimo, en mi mejilla. Y me tocas el cuello y el lóbulo de la oreja con mucho cuidado. Imagino sólo tu mano. Quisiera morderla y beberme la sangre que emane de tus dedos. Quisiera que me mancharas los labios con esa sangre negra muy negra, suave y muy tibia. Sueño que estoy muy cerca. Puedo contarte las pestañas. Te mueves al ritmo de tu respiración. No te mueves. Tus ojos se llenan de brillo conforme la navaja se llena más de ti. No he visto nunca nada tan hermoso. Y no gimes, no luchas. Piensas que todo nos llevó a esto y yo te lo confirmo cuando pongo mi oreja en tu pecho y escucho lo últimos latidos pum, pum pum p Te sigo con la mirada. Tienes las manos frías y las estrellas apenas alcanzan a resplandecer. Tu sombra es tan ligera que puedo tomarla y hacerla mía para siempre. Y lo haré. Serás mío para toda la vida. Y tus manos heladas, tu piel y tu carne. No conocerás nada más que mi lengua sobre tu espalda, mis dientes en tus nudillos, mis uñas arañando tu cabeza. Tendrás los colores de un atardecer: escarlata, azafrán, índigo y luego muy ***** y muy brillante, como una noche luminosa. Eres extraordinario. Y me comeré tu corazón.
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Feb 1, 2013
Feb 1, 2013 at 2:50 PM UTC
Festín.
No se si te acuerdas cuando nos conocimos, porque a sinceridad, yo no me imagino que fue un día sin mayor relevancia de esos que pasan desapercibidos solo para agregarle mas tiempo al reloj yo, quizás sintiendo mi usual dosis de ansiedad tu, quizás gruñendo por algo sin importancia ambas ajenas a las aleaciones de los astros las jugadas del destino o cualquier otra estupidez con la que disfraza uno las salvajadas de la vida ni puta idea que ese día marcaría mi antes y después que tu mirada jamas dejaría de ser mi buenos días ni tus labios la única fuente para saciar mi sed en mi opinión, diría un día demasiado normal para desprender con tanta fuerza un alma, así que si logras recordarlo, te pido,  no me cuentes déjame el sabor a simpleza con la que una salvajada de la vida me regalo el mas bello amor - Custodio
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Jun 13, 2018
Jun 13, 2018 at 11:22 AM UTC
El día que te conoci
*No se porque cuando dices ciertas cosas, salen de tu boca en un tono muy sensual que me excita, recordando el suave sonido de tu voz, diciendo esas palabras en mi oido. Sintiendo el calor de tu pecho reposado en el mio y el aroma de tu piel intoxicante me hace explotar en segundos. Quisiera excitarte un porciento de lo que me haces sentir a mi, para que sepas la locura que me haces pasar cada momento que me imagino estar dentro de ti, desde la primera mirada de tus ojos, el primer beso de tus labios y hasta el ultimo gemido cuando te penetro. Esos son mis pensamientos cada noche antes de dormir y hacerlos realidad en mis sueños.*
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Nov 4, 2013
Nov 4, 2013 at 11:39 PM UTC
Cada Noche
Aveces pienso cosas absurdas. Por ejemplo, he contemplado lo que sería nuestro hogar en el futuro. Que ridículo. Pero sabes, me imagino paredes blancas, Muebles oscuros, refinados, con los pequeños detalles que te gustan a ti. Nuestro cuarto sería así: Minimalista, tal vez tres cuadros de algunas fotografías En blanco y ***** Un librero, La mitad lleno de libros de poesía, Literatura en español, física, mecánica, Y la otra de libros científicos, De cerebros, comportamiento, psicología; Tu mitad de la cama estaría ordenada, Tendida, Y la mía quizás seguiría ocupada por mi, Caótica, las sábanas arrastrando, Y un pequeño montoncito de libros a mis pies. En muchas cosas somos diferentes, Por eso pienso en como viviríamos juntos; Creo las paredes en blanco me deprimirían, Tal vez al año las pintaríamos de un color vino... (¿Te acuerdas del vino que tomamos en mi cumpleaños?) O tal vez a los 3 años, nuestros hijos harían un nuevo decor... Que absurdo es pensar así, Más ridículo sentir tan bonito en imaginarlo. Pero tendríamos un lindo hogar, Creo que sería un lugar muy rico, Un flux constante de ideas, de color, de expresión , de conocimiento. Sería el Meca de nuestro amor, El centro de mi universo. Que ridículo, Que absurdo Pensamiento.
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Feb 3, 2013
Feb 3, 2013 at 11:04 PM UTC
Nuestro hogar
Às vezes me pergunto qual é o sabor do teu beijo. Como é a sensação de colocar a mão sobre tua cabeça e sentir o deslizar dos teus cabelos entre meus dedos... se tua língua é tão intensa quanto teu olhar, se é tão habilidosa com ela quanto é com as palavras. Como deve ser o toque dos teus braços ao cercar o meu corpo.. Imagino se o calor do teu hálito é capaz de acalentar uma alma que a saudade já congelou... minha mente se perde em ilusões, sonhos, devaneios; me pergunto se o que dizem sobre escorpião é verdade...
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Jul 1, 2015
Jul 1, 2015 at 5:56 PM UTC
Scorpio
Y aquellas noches en las que no puedo dormir, que los minutos se pasan volando mientras mi cuerpo da vueltas en la búsqueda de alguna posición que pueda guiarme al sueño, es cuando me pongo a pensar. Me pongo a pensar en el azul de tus ojos, en lo corto de tu castaño cabello, en la perfección de tu sonrisa y en como esa forma de ser que día con día me asegura que eres igual a mí. Me pongo a pensar en ti y en aquello que dicen que por las noches cuando no puedes dormir, es porque alguien esta pensando en ti. Justo cuando llego a ese pensamiento es cuando imagino que tú no puedes pensar en mí. No puedes porque vives en un lugar que hace que la diferencia horaria entre nosotros sea una cuarta parte de un día; sé que no puedes pensar en mí porque no me conoces; sé que no puedes pensar en mí porque lo que conozco de ti es una idea; una idea que mi me te ha creado. Después de los agotadores pensamientos, finalmente caigo dormida. Mientras duermo sueño, y dejando los sueños del día, llego a los sueños nocturnos en los que aparece él. Los sueños en donde aparece una parte de mi pasado que creía ya haber borrado. Los sueños en los que al día siguiente hacen preguntarme en la hora que no puedo dormir, si es él quien me aparta del sueño en mis noches de desvelo. Pienso eso y en que si esa sea la razón por la que llegue a soñar con él. Esa o que aún no lo he eliminado de mi mente.
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Aug 7, 2013
Aug 7, 2013 at 4:46 AM UTC
Pensamientos de insomnio.
Un instante vacío de acción puede poblarse solamente de nostalgia o de vino. Hay quien lo llena de palabras vivas, de poesía (acción de espectros, vino con remordimiento). Cuando la vida se detiene, se escribe lo pasado o lo imposible para que los demás vivan aquello que ya vivió (o que no vivió) el poeta. El no puede dar vino, nostalgia a los demás: sólo palabras. Si les pudiese dar acción... La poesía es como el viento, o como el fuego, o como el mar. Hace vibrar árboles, ropas, abrasa espigas, hojas secas, acuna en su oleaje los objetos que duermen en la playa. La poesía es como el viento, o como el fuego, o como el mar: da apariencia de vida a lo inmóvil, a lo paralizado. Y el leño que arde, las conchas que las olas traen o llevan, el papel que arrebata el viento, destellan una vida momentánea entre dos inmovilidades. Pero los que están vivos, los henchidos de acción, los palpitantes de nostalgia o vino, esos... felices, bienaventurados, porque no necesitan las palabras, como el caballo corre, aunque no sople el viento, y vuela la gaviota, aunque esté seco el mar, y el hombre llora, y canta, proyecta y edifica, aun sin el fuego. Me acuerdo de los árboles de Dublín. (Imaginar y recordar se superponen y confunden; pueblan, entrelazados, un instante vacío con idéntica emoción. Imaginar y recordar...) Me acuerdo de los árboles de Dublín... Alguien los vive y los recuerdo yo. De los árboles caen hojas doradas sobre el asfalto de Madrid. Crujen bajo mis pies, sobre mis hombros, acarician mis manos, quisieran exprimirme el corazón. No sé si lo consiguen... Imaginar y recordar... Hay un momento que no es mío, no sé si en el pasado, en el futuro, si en lo imposible... Y lo acaricio, lo hago presente, ardiente, con la poesía. No sé si lo recuerdo o lo imagino. (Imaginar y recordar me llenan el instante vacío). Me asomo a la ventana. Fuera no es Dublín lo que veo, sino Madrid. Y, dentro, un hombre sin nostalgia, sin vino, sin acción, golpeando la puerta. Es un espectro que persigue a otro espectro del pasado: el espectro del viento, de la mar, del fuego -ya sabéis de qué hablo-, espectro que pueda hacer que cante, hacer que vibre su corazón, para sentirse vivo.
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Teoría y alucinación de dublín
Un instante vacío de acción puede poblarse solamente de nostalgia o de vino. Hay quien lo llena de palabras vivas, de poesía (acción de espectros, vino con remordimiento). Cuando la vida se detiene, se escribe lo pasado o lo imposible para que los demás vivan aquello que ya vivió (o que no vivió) el poeta. El no puede dar vino, nostalgia a los demás: sólo palabras. Si les pudiese dar acción... La poesía es como el viento, o como el fuego, o como el mar. Hace vibrar árboles, ropas, abrasa espigas, hojas secas, acuna en su oleaje los objetos que duermen en la playa. La poesía es como el viento, o como el fuego, o como el mar: da apariencia de vida a lo inmóvil, a lo paralizado. Y el leño que arde, las conchas que las olas traen o llevan, el papel que arrebata el viento, destellan una vida momentánea entre dos inmovilidades. Pero los que están vivos, los henchidos de acción, los palpitantes de nostalgia o vino, esos... felices, bienaventurados, porque no necesitan las palabras, como el caballo corre, aunque no sople el viento, y vuela la gaviota, aunque esté seco el mar, y el hombre llora, y canta, proyecta y edifica, aun sin el fuego. Me acuerdo de los árboles de Dublín. (Imaginar y recordar se superponen y confunden; pueblan, entrelazados, un instante vacío con idéntica emoción. Imaginar y recordar...) Me acuerdo de los árboles de Dublín... Alguien los vive y los recuerdo yo. De los árboles caen hojas doradas sobre el asfalto de Madrid. Crujen bajo mis pies, sobre mis hombros, acarician mis manos, quisieran exprimirme el corazón. No sé si lo consiguen... Imaginar y recordar... Hay un momento que no es mío, no sé si en el pasado, en el futuro, si en lo imposible... Y lo acaricio, lo hago presente, ardiente, con la poesía. No sé si lo recuerdo o lo imagino. (Imaginar y recordar me llenan el instante vacío). Me asomo a la ventana. Fuera no es Dublín lo que veo, sino Madrid. Y, dentro, un hombre sin nostalgia, sin vino, sin acción, golpeando la puerta. Es un espectro que persigue a otro espectro del pasado: el espectro del viento, de la mar, del fuego -ya sabéis de qué hablo-, espectro que pueda hacer que cante, hacer que vibre su corazón, para sentirse vivo.
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A veces, en mi mente escucho tu dulce voz Después, mis sueños se alivian Y por una noche, otra vez estamos juntos Hasta que los rayos de sol, de mis brazos te arrancan A veces, en mi mente siento tu toque cariñoso Después, en mi piel siento lo contrario Y por unas horas, se me pone la piel de gallina Cuando imagino tus manos sobre otra persona A veces, en mi mente oigo tu sonreír Después, en mi cara ocurre lo contrario Y por unos minutos, me olvido Cuántas noches me dejaste sin dormir Ya sea por una noche, unas horas o unos minutos, Después momentos en los que regresas A veces mi cara, mi piel y mis sueños No podrían desear más
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Nov 10, 2013
Nov 10, 2013 at 10:40 PM UTC
A Veces
Imagino um caminho fechado, ***** e sujo, Dentro do escuro, saem sombras despidas, Suas almas são vertidas, na solidão e eu fujo, Deixo para trás cores pretas, ficam perdidas! Apela-me ao coração, tantas vezes, a voz perfeita, Diz-me segredos da cor magnifica, a cor do arco iris, E agora que ficaria eu fazendo, fugindo da tal ceita, Que entrou na minha vida e saiu, como liquido que fiz! Transformou-se toda a minha vida, e a sujidade saiu, Como do túnel que antes descrevi e de lá almas libertei, Alegra-me plenamente o valor que meu coração adquiriu, Se entregou a ti alma gémea que amo e sinto, eu encontrei! De que serviu todo o antibiótico que tomei, senão para cura, Foi remédios de sentimentos sombrios, me transformaram, Meu ser é hoje de um homem, completamente de alma pura, Necessito apenas de oportunidade segura, que me partilharam! A tua entrega neste momento difícil, merece um festejo celestial, Não terá de ser festejado amanha, porque é hoje a tal festa ******* Meu coração encheu-se de sonhos, minhas armas carregaram igual, Completamente firme, penetro no mundo que deste, é o divinal! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.31.02.12
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:06 AM UTC
Como seria, agora o é!
O desenho inscrito sobe a forma de sinais, Que percorrem o mapa secreto desse corpo, Onde no olhar se vêm certezas divinais, Mais secreto é saber que alimentas o meu horto! O dilema repleto de infindáveis caminhos, Onde a escuridão que existira se esfumou, Nossos dizeres tornam-se atos e miminhos, Essas dúvidas são claras e o tempo levou! Como tu eu sinto que o melhor é mesmo acreditar, Soltar-me no vento e explorar o sentimento quente, Que chegou recheado de sonhos e contornos de cativar, É porém o desenho do teu rosto que guardo tão presente! Presente tão bom, presente que Deus me enviou no caminho, Posso mesmo confiar que tenho vontade de ir pela avenida, Nem tão pouco, nem tão perto a luz do fundo eu imagino, Mas o alimento que trouxeste e que a ti vai deixando com vida! Segue nas minhas veias na esperança de te poder hoje e sempre olhar, Apertar-te nos braços e encontrar o meu, em tempos já distante Norte, E hoje aperto em minha mão a bússola que me trouxeste em passaporte, Para o vão da felicidade, de que hoje quero acreditar, e comigo, a ti levar! Autor: António Benigno Para ti Lili…
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 9:58 AM UTC
Esse sinal que é teu
Mujer de un funcionario romano, recorriste la tierra -sombra suya- de Gades a Palmira. Soles distintos te doraron, maduraron tu piel, fueron dejando seco tu corazón.                     Cómo sería tu cabeza, tu mano, lo que fue carne tibia, vestidura del alma y luego piedra silenciosa... Ahora la mano ya no está en la piedra. Y la cabeza fue limada, desfigurada y corroída por el agua que la albergó durante siglos. ¿Cómo serías? Imagino que el escultor, sumiso a los clientes, las rutinas, los tópicos vigentes en la Roma de los Césares, copió de ti la apariencia banal. ¿Serías verdaderamente -no quedan rasgos que dejen comprobarlo- matrona dura que mandaba sus hijos a la guerra, que prefería muertos valerosos, soledad y desolación, antes que amor, calor y compañía de cobardes? ¿O tu rostro impasible revelaría otra verdad? Ahora no tienes ojos, ni siquiera de piedra, para que en ellos se refleje y cante el mar, el mismo que rompía en tus ojos humanos y te vestía de llamas azules. (A la orilla del mar ocurriría aquel amor). Un legionario, un soñador, un triste, a la orilla del mar... Y le decías: «Ráptame, llévame contigo, da a mi vida sentido y esperanza, olvido y horizonte, dale vida a mi vida». (El fingiría indiferencia cuando subías con ofrendas al templo. Y te abrazaba, enloquecía, te daba vida y muerte cuando estabas con él a solas.) El día que marchaste, dócil al lado de tu esposo, a otro sol y otra tierra del Imperio, lloró desconsolado el que era fuerza tuya. Te hizo un collar de lágrimas el que bebió tus lágrimas. (Esto debió de suceder en la Imperial Tarraco). Ahora no tienes ojos, ni siquiera de piedra. El mar y el tiempo los borraron. (Dentro del mar se pudriría aquel amor). Sólo te queda la impasibilidad con que te imaginaron para edificación y pasmo de los hombres. Jamás podrá la piedra albergar un soplo de vida. Y entonces, dónde ha ido tanta vida, dónde está tanta vida que la piedra no puede contener, no puede imaginar y transmitir. Tanta vida que fue la salvadora del olvido y la nada, ¿habrá muerto contigo? Cómo puede morir lo que fue vida. Quién puede asesinar la vida. Quién puede congelar en estatua una vida. Qué hay en común entre este bulto -pliegues rígidos y elegantes, rostro esfumado, manos mutiladas- y aquella estatua de ola tibia, aquel pequeño sol poniente, aquel viento de carne pálida, aquella arena palpitante, aquel prodigio de rumores: o que tú fuiste un día, lo que eres para siempre en un punto del tiempo y del espacio, en el que escarbo inútilmente con el afán de un perro hambriento.
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Estatua mutilada
Mujer de un funcionario romano, recorriste la tierra -sombra suya- de Gades a Palmira. Soles distintos te doraron, maduraron tu piel, fueron dejando seco tu corazón.                     Cómo sería tu cabeza, tu mano, lo que fue carne tibia, vestidura del alma y luego piedra silenciosa... Ahora la mano ya no está en la piedra. Y la cabeza fue limada, desfigurada y corroída por el agua que la albergó durante siglos. ¿Cómo serías? Imagino que el escultor, sumiso a los clientes, las rutinas, los tópicos vigentes en la Roma de los Césares, copió de ti la apariencia banal. ¿Serías verdaderamente -no quedan rasgos que dejen comprobarlo- matrona dura que mandaba sus hijos a la guerra, que prefería muertos valerosos, soledad y desolación, antes que amor, calor y compañía de cobardes? ¿O tu rostro impasible revelaría otra verdad? Ahora no tienes ojos, ni siquiera de piedra, para que en ellos se refleje y cante el mar, el mismo que rompía en tus ojos humanos y te vestía de llamas azules. (A la orilla del mar ocurriría aquel amor). Un legionario, un soñador, un triste, a la orilla del mar... Y le decías: «Ráptame, llévame contigo, da a mi vida sentido y esperanza, olvido y horizonte, dale vida a mi vida». (El fingiría indiferencia cuando subías con ofrendas al templo. Y te abrazaba, enloquecía, te daba vida y muerte cuando estabas con él a solas.) El día que marchaste, dócil al lado de tu esposo, a otro sol y otra tierra del Imperio, lloró desconsolado el que era fuerza tuya. Te hizo un collar de lágrimas el que bebió tus lágrimas. (Esto debió de suceder en la Imperial Tarraco). Ahora no tienes ojos, ni siquiera de piedra. El mar y el tiempo los borraron. (Dentro del mar se pudriría aquel amor). Sólo te queda la impasibilidad con que te imaginaron para edificación y pasmo de los hombres. Jamás podrá la piedra albergar un soplo de vida. Y entonces, dónde ha ido tanta vida, dónde está tanta vida que la piedra no puede contener, no puede imaginar y transmitir. Tanta vida que fue la salvadora del olvido y la nada, ¿habrá muerto contigo? Cómo puede morir lo que fue vida. Quién puede asesinar la vida. Quién puede congelar en estatua una vida. Qué hay en común entre este bulto -pliegues rígidos y elegantes, rostro esfumado, manos mutiladas- y aquella estatua de ola tibia, aquel pequeño sol poniente, aquel viento de carne pálida, aquella arena palpitante, aquel prodigio de rumores: o que tú fuiste un día, lo que eres para siempre en un punto del tiempo y del espacio, en el que escarbo inútilmente con el afán de un perro hambriento.
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Dias en que no quiero escribir, no quiero pensar, no quiero vivir Lo dificil es planear tu vida y que eso no llegue a ocurrir Perder el control de ella Quiero vivir a mi manera, imagino lo que quiera Y que ganamos con esto? cumplir lo que queremos? A veces todo es tan complejo.. Siempre me quejo Si bailamos , reimos ,y lloramos ? Cuando nada te da satisfación, y todo se vuelve monótono Nacer de nuevo seria la solución? Gente viene y va, solo quedan los momentos y la edad. Pienso en el amor y si es una falsedad? Porque sentirse tan vacio cuando alguno no esta? Como hacer que te vuelva la bondad? la caridad ? la hermandad? Si sólo el egoismo reina en nuestra sociedad. Sonar cliche debe ser un delito, pero está tan arraigado en nosotros que nos vuelve adictos al sin fin de comunes que vivimos..
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Feb 22, 2013
Feb 22, 2013 at 5:36 PM UTC
Dias Como Tu
Poco a poco voy realizando que no hay cosas que me motiven tanto como el deseo de estar junto a ti. Cada día que pasa pienso en tu sonrisa y me imagino tenerte entre mis brazos. Esta distancia no será un obstáculo para yo demostrarte lo mucho que te quiero, cada noche veo las estrellas y el único consuelo que tengo es saber de la probabilidad de que las admiremos al mismo instante, deseando que cada kilometro que nos separa se disuelva.
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Apr 17, 2014
Apr 17, 2014 at 1:20 AM UTC
Poco
mis ojos emiten luz, irradian para después absorver, como el sonar de los murciélagos. me hablan historias incompletas sobre los minutos, horas y días pasados, dentro de mi, imagino que puedo ver mas alla. siento el calor y siento el frío, las gotas de lluvia y los diferentes suelos que piso al caminar. iluminó las noches y cierro los ojos ante el dia, imagino al sol ir y venir, recuerdo saltar las bardas, el filo de las rocas en mis dedos, la constante y agresiva mirada de la noche a mi alrededor, envolviendo, vigilando, observando mientras me desplazo de un lado a otro hasta por fin encontrar un lugar para recostar, una piedra de mi tamaño, una superficie grande y plana, que deja mi vista apuntando hacia la inmensidad.
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Dec 13, 2014
Dec 13, 2014 at 1:50 AM UTC
Piramide
La casa del silencio se yergue en un rincón de la montaña, con el capuz de tejas carcomido. Y parece tan dócil que apenas se conmueve con el ruido de algún árbol cercano, donde sueña el amoroso cónclave de un nido. Tal vez nadie la habita ni la quiere, y acaso nunca la vivieron hombres; pero su lento corazón palpita con profundo latir de resignado, cuando el rumor la hiere y la sangra del trémulo costado. Imagino, en la casa del silencio, un patio luminoso, decorado por la hierba que roe las canales y un muro despintado al caer de las lluvias torrenciales. Y en las noches azules, la pienso conturbada si adivina un balbucir de luz en sus escaños, y la oigo verter con un ruido ya casi imperceptible, contenido, su lloro paternal de tres mil años.
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La casa del silencio
Todavía la vieja tentación de los cuerpos felices y de la juventud tiene atractivo para mí, no me deja dormir y esta noche me excita.Porque alguien contó historias de pescadores en la playa, cuando vuelven: la raya del amanecer marcando, lívida, el límite del mar, y asan sardinas frescas en espetones, sobre la arena. Lo imagino enseguida. Y me coge un deseo de vivir y ver amanecer, acostándote tarde, que no está en proporción con la edad que ya tengo.Aunque quizás alivie despertarse a otro ritmo, mañana.                                 Liberado de las exaltaciones de esta noche, de sus fantasmas en blue jeans.Como libros leídos han pasado los años que van quedando lejos, ya sin razón de ser -obras de otro momento.                                     Y el ansia de llorar y el roce de la sábana, que me tenía inquieto en las odiosas noches de verano, el lujo de impaciencia y el don de la elegía y el don de disciplina aplicada al ensueño, mi fe en la gran historia... Soldado de la guerra perdida de la vida, mataron mi caballo, casi no lo recuerdo. Hasta que me estremece un ramalazo de sensualidad.Envejecer tiene su gracias. Es igual que de joven aprender a bailar, plegarse a un ritmo más insistente que nuestra experiencia. Y procura también cierto instintivo placer curioso, una segunda naturaleza.
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Antes de ser maduro
Es la depresión cinética con la que yo te tendré que cuidar, a pesar de mi propia adversidad  y patética subjetividad. Imagino que eres feliz y eso me hace sonreír, como si yo estuviera ahí a pesar de estar sin ti, sin vivir, sólo existir. ¿Te gusta destruir? Porque pienso que Tal vez Eso me harás a mi.
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Jun 24, 2017
Jun 24, 2017 at 10:53 AM UTC
Cinética.
En los sitios oscuros Mi alma no funciona Cada vez q yo la prendo Alguien me l´apaga Y si vuelvo a prender Soy yo q va perder Solo todo loq tiene No salgo, pero viene No es posible de nadar sin problema Dentro de un mar lleno de la colera Mejor q lo apago ya Q nadie me ve Asi no me apagan Me lo imagino como brilla Y me quedo con la vida Igual me quedo yo alla Porque no puedo escapar Sin luz de los sitios oscuros Que circulo vicioso es Que yo me quedo en Para vivir yo tengo que salir Y para llegar alli Yo tengo q perder las llaves De la puerta que me salva Y me regala poca paz Pero igual ya me persigue Esta ya de mi atras Es que ya te falta esperanza Que tu saldras de alli Ya perdiste confianza Que nadie te ayuda a ti Luchando solo Con lo malo por lo bueno Porque no te queda otro Otras cosas solo sueno Y aqui ya llega como trueno realidad me quita sueno Porque estuve yo sonando Si ya se que a mi me quitan Solo cuando? Y asi estoy andando Por los sitios oscuros Buscando la salida Si no la encuentro pierdo mi vida
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Feb 18, 2017
Feb 18, 2017 at 1:38 AM UTC
Sitios oscuros