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"garrafa" poems
Corroeu as paredes da garganta Ficou sem fala pra dizer "eu te amo" Sozinha bêbada na varanda Temendo pela falência de seu âmago. O líquido toca sua boca Atinge seu organismo com um açoite Convidativo, vivo Não exigia nada mais aquela noite. Não sentia mais seu fígado Assim como seu coração Bebida quente que um dia a enlouquecia Hoje lhe extingue a solidão. Se seu rosto é a garrafa, ela quebra na parede Se seu gozo é a bebida, prefere viver com sede Se o sol é a sua presença, só sai a luz do luar. Se rajska quente é a sua ausência, ali vai se afogar.
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Nov 7, 2016
Nov 7, 2016 at 4:58 PM UTC
Rajska quente
De repente olho para trás e postais antigos invadem-me a memória, fotografias já sem cor de um tempo que não poderei fazer regressar. Sou alguém, ou assim dizem mas o que sou jamais importa. Rebelei-me contra a escola ataquei os professores fui pateta Andei por aqui e acolá a biblioteca, os livros sua magia, seu encanto na adolescência a história do rock um verão esplêndido e à noite uma garrafa, uma rapariga e um abençoado sonho. Abraço as imagens de outros tempos e torno-me num palhaço o que faço bebo bebo para vos poder ridicularizar estar bêbedo é um bom disfarce depois minha cabeça pifou lamento as noites, os anos, tudo o que perdi. À medida que o corpo se destrói o espírito torna-se mais forte.
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May 5, 2014
May 5, 2014 at 5:02 PM UTC
olhando em frente
Fiquei feliz ao ouvir as chaves rodar na fechadura. “Porque é que a cozinha está tão escura?” “Tive saudades, tudo nesta casa me faz lembrar de ti.” “Por isso apagaste a luz?” “Aproxima-te. Porque é que ainda estás aí?” Pegou-me pela mão, subimos a escadaria Acabámos uma garrafa de vinho, duas talvez Deitada, A cama subia Pelo menos parecia. Acho que as garrafas foram três “Amor, não leves as chaves outra vez.”
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Nov 16, 2014
Nov 16, 2014 at 3:01 PM UTC
Untitled
Aproximação, silêncio total Sangue, **** Pesadelos nas ruas de néon Extensos desertos Um refúgio Lá fora, o apelo da boémia Um mar de asfalto Não, não vou só Uma garrafa de gin e um cigarro Para apaziguar as dores A escrita é meu refúgio Minha alegria, minha dor Vivo constantemente Num ritmo alucinado Estou só Nas entrelinhas de cada frase Está o corpo que as gerou Num instante de lucidez O perfume que hoje trago É das lágrimas que por ti verto.
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Mar 16, 2014
Mar 16, 2014 at 6:29 PM UTC
a ti
Percorro toda esta avenida As folhas rodopiam Um passo em frente Um guarda Silêncio Agora sentado Faço um cigarro O olhar atento do guarda Uma tocha levanto-me Levo a garrafa Dou um gole Soletro palavras ao sabor da brisa Um poema Um ideal Uma vida Sigo Dou outro gole Bem alto Bem do fundo Grito “ ESTOU VIVO “.
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Apr 3, 2014
Apr 3, 2014 at 6:12 AM UTC
insulto