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"fugida" poems
Páro para pensar que me soam iguais todos os poemas Tal como esta inquietação em pouco difere da anterior Nem a compreendo para a pôr em palavras Vai e vem e refugio-me aqui. Estou claramente descompensada Pela falta de químicos dentro de mim Respiro fundo e abraço-me pois é sem químicos que sou eu Por muito assustador que sempre tenha sido ser eu Descobrirei com isto que posso sentir Sem nenhuma consequência avassaladora Sentir de forma avassaladora, sim, E amar as sensações como as amo quando pairam apenas Tenho sobretudo fé. Se tão rápido vivo e amo viver Quanto desconheço qualquer sentido em ser Abraçarei ambos os eixos e o que carregam entre si Abraçá-los-ei pois são meus e a minha realidade sensatorial é esta E estive já fugida por suficiente tempo Para me faltar e a querer perto. E a conseguir perto Conseguir e querer-me perto. Tudo o resto vem por consequente.
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Feb 21, 2017
Feb 21, 2017 at 4:01 AM UTC
15/11/2016
Na rua faz frio e sol de inverno. Gelam-me os pés e o coração, secam-me os lábios e os olhos. De visão turva, ano para onde o vento forte me levar, esperando que lá faça sol. De cabeça baixa, olho o céu nas poças de água na estrada. Não me atrevo a chorar, que as lágrimas congelam-me as maçãs do rosto. De mente atribulada, forço a tosse para fazer silêncio e sussurro: Partida. Largada. Fugida. E correm-me os pensamentos de uma ponta a outra. Correm para ver quem chega primeiro, quem merece a minha atenção. Mais rápidos que a própria sombra. Nem os vejo. Zangados, gritam-me. Gritam-me todos ao mesmo tempo e não percebo uma palavra. Fartos, cansam-se de gritar, mas agora também eu sinto cansaço. Cansam-me os olhos, cansam-me as pernas, cansam-me os pulmões e o coração. Espero que eles estejam felizes
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Mar 21, 2018
Mar 21, 2018 at 1:27 PM UTC
Partida. Largada. Fugida