"ferro" poems
A Lone Walker nowe Ah!
Intae Theis Murky Naycht
‘Yont Whin-Rock menacin’,
Ewry Wound bygane an’ the Scar
Freish Bluid o’ mine fuelin’,
Lang, lang, IT! the Blacklyn Howr,
Unfathomable, Unearthly,
Verra Guid Fyre wearin’,
Burnan Hye! Gore o’ mine
Awa, awa, IT owre spilled!
Soil o’ Alabaster gravin’,
An’ abön, Great Orrah! a Presence yirr,
Near-hand ay flashin’,
Rumblin’, guid tremblin’,
Lyke a Rhodium-Demon Hyear
Unco! stick-an-stowe towerin’,
An’ a Mirror-Vision ay broo!
O’ Red Gore fuil an’ pruid!
Great Rowth ragin’!
Human nae, nae IT laanger!
Heyne intae Theis Skye-Mirror,
Image o’ mine! nae, nae IT laanger!
Ma Rubye Brooch Micht, och!
Stylle haiwin',
An' wae Veins o’ Deep Lowe imbued,
Ma ain stylle! Glamis’ Orrah! Dearest!
Athwart ma Solitarye Gait
Ays a Storm-Blast fallin’,
An’ wnto me! wnto me noo, IT!
O’er an’ o’er! Carham’s Scyld-Hel Orrah!
Stylle Theis Dangerus! Verra Dangerus, IT!
Highlan’ Thwndir-Rode o’ mine
Intae Theis Guid Kintra whooshin’,
An’ the nae ****** Cauld Landis Micht,
Swaird-Wounded, stylle Ironclad Ah!
Fore’er unco! wi’in Oun Hye Fyre
Thro’ nae croud strollin’,
Ays yf frae Hye Þunor His-sel
The Lone War-Whisper Weel-Gaun!
Wae Thae Verra Woirds o’ Battle-Angyr
Lewdlie! Theis Specular Bluish Fyre o’ mine!
Thus Thwndir-Taukin’:
NUNC IN HOC SIGNO VINCES
QUIA FOCUS TEMPESTATIS MODO EST TIBI
ET VEXILLA FULMINIS PRODEUNT UNIVERSI
IN FERRO CAERULEO SANGUINEQUE
AD TE PICTORUM NOCTE TETRA
ET IN SPECULO RESULTANTE FORMA
THOR GOTHORUM UBI DESCENDET LAETO
AB ULTIMA GLITNIR MAGNO MALLEO
DEUS FLAVUS QUI ALTO FERRO SECURIQUE
TONITRUO INDIGNAM VIAM MALEDIXIT
FULMINIS IGITUR TETRA UMBRA TUA
ALTA FLAMMA CALIGINEA VEXILLAQUE
SUPREMO IGNE OVERMAN ULTOR.
Jan 23, 2021
Jan 23, 2021 at 6:54 AM UTC
I
No intervalo do incessante
Para lá do perceptível
emaranhado numa zona incerta
quando a noite é mais de trevas
E um quarto bem estreito
é exageradamente infindo
ora ali o oniromante
De outrora letargo
de outro nome alcunhado
que agora desperto
aprende a dormir
recônditos respiros
rebuliços arredores
vasos sanguíneos
coléricas vozes
vislumbra o enfermo
sem remédio
sem cura
Um quadro preto
um naufrágio
II
Jaz adormecido
em cama de pedras
com colcha de espinhos
Lá dentro avenidas movimentadas sussurram verdades
cheias de agudos
ângulos, retos, obtusos
com vértices nas curvas semicirculares
Um rompante inaudível
turbilhões de incertezas
de vozes cegas
emergindo da fresta tenebrosa
que brilha o **** cobiçado
de seios
de coxas
de longos cabelos loiros
de pele negra
de pele vermelha
de pele amarela
peles tão alvas quanto a neve
Uma avalanche de inseguranças
Correntes de ferro
enferrujadas
que rasgam a carne
com tétano
e o sangue escorre
num rio plácido
repleto de peixes e tartarugas
de ondinas e sereias
onde banham as musas
que cantam o canto de Morfeu
como eólia lira
que entorpece e inspira
o oniromante
que ali adormeceu
III
No sonho de um sonho
há um sonho esquecido
guardado a sete fechos
no fundo inflexível
de imagens arquetípicas
de desejos obscuros
de visões aterradoras
de um jovem bem febril
devagar vai adentrando
nessa estranha entrelinha
qual razão do desconexo
desconstrói o findo dia
tenazes vozes em seus ouvidos
reproduzidas como brados
brotam atroadas
de estrondosas trovejadas
Neste tempo sem um tempo
há tempos transcorrido
inesperados fragmentos
reprimidos e esquecidos
Por frações de um instante
trafegando entre a memória
dos dias das noites do futuro
do passado e das histórias
Clareiam-se como cruz
como carga no caminho
Cultuando a culpa a luz
jaz oculta na cova deslembrada
Estreitos fios a lumiar o teto escuro
tomam forma entrelaçada da aurora
Rompe o limiar do céu noturno
E abre os olhos pra não perder a hora
�
Dec 26, 2016
Dec 26, 2016 at 5:59 AM UTC
Excedi em tudo
os meus desejos
os meus sonhos e eu
crescemos lado a lado
Vivo em intensa desolação
A pensar quando é que vais chegar
Amo-te
Com tanta pureza, tanta paixão
Que peço
que te ame sempre
e mais uma vez
Amo-te
no seu perfeito sentido
teu corpo e essa airosa face
A tua silhueta
no parapeito de ferro, na noite a meditar
Um luzente anoitecer
A lua na paliçada
Quando no meu quarto eu leio e escrevo.
Mar 25, 2014
Mar 25, 2014 at 7:31 PM UTC
I went to a European restaurant recently
and it may have been in Europe too
It wasn't a bad meal
And the waiter presented me with a bill crowded with euros
Or maybe pounds
I looked at it
Then said to him
"How about paying me the bill you owe me?"
He gawked at me.
"How about paying me the bill for serving as your pressure valve. Do you know how many insurrections, how many assassinations we prevented by taking in your frustrated and disaffected?"
He continued to gawk at me.
So I continued.
"No, really. Do you know how much you owe us for saving you from the Kaiser, from ****** from Mussolini, from who knows how many more crazies?"
He gawked, not knowing whether to call the gendarmes or reach into his billfold.
I continued.
"How about the bill you owe us for showing some restraint? You know we could have hanged every **** and Fascist officer over colonel at least? But we didn't. Instead we turned them into Siemens executives and Fiat general managers."
He still gawked, poised to jump for a phone or maybe just shout real loud.
So I continued.
"How about the bill for making your mediocre artists into rich men and women? You know it's us who turned Abba into stars. It's we who built the Scorpions' mansions."
He finally said something.
"Scorpions don't live in mansions. They live in nests."
I got up and left, then paused outside,
rested the left sole of my Ferragamo shoes on a Ferro Concrete wall
And waited to get arrested by cops without guns
Sep 24, 2015
Sep 24, 2015 at 6:36 PM UTC
If possible I want to be in your storm
A single forgotten drop amidst
Torrential downpour of undeniable.
Lies like lightning, pain like thunder.
I'd be trying to fall while part of.
What am I next to such a magnetic pull
Negatively charged and in awe of.
Ferro fluid in a bottle of want.
Played with until bored
Nov 3, 2021
Nov 3, 2021 at 10:45 PM UTC
Foi cedo na vida que o meu livro de mágoas se abriu.
(Entendi-o desde nova pois senti-o.)
Um livro manchado pelo sangue da batalha,
Páginas carregadas de calafrios…
Ainda hoje me correm e ecoam no corpo.
(O som do ferro ainda me causa insónias.)
E o abandono…
Esse sempre o meu maior medo,
Cortou-me como uma espada a vida toda.
(Nunca o gritei…pelo menos em voz alta.)
Ferida, pelas entrelinhas o fui escrevendo.
(Nunca com tinta…sempre mascarado na dor das palavras.)
Marcado em mim desde o início.
(Nunca na pele…sempre uma ferida interna bem escondida
na alma.)
A Morte…
Essa parece chegar rapidamente
Para as almas incompreendidas.
(Mas calma, eu entendi.)
Choraste sem saber porquê…
Passaste e ninguém te viu…
Mas agora renasces com uma visão que eu sonhei.
E eu, que nunca te encontrei,
Vi-te encarnada em mim.
Quem me dera que tivesses vivido tempo suficiente, Florbela.
Só para que eu te tivesse desvendado o segredo da vida.
(Neste mundo não eras a única que andava perdida.)
(O segredo é que andamos todos.)
Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 4:25 PM UTC