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"espinhos" poems
rosas brancas eram sua paixão flores tão puras quanto ela das mesmas que com sangue, vomitei o botão quando os espinhos arranhavam minha goela eu percebia que aquilo não doía tanto quanto não poder ter ela morri de amor, sufoquei-me com o buquê pós-vida, olhei meu corpo e me perguntei Se a paixão nos move, então por quê?
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Jan 3, 2022
Jan 3, 2022 at 12:17 PM UTC
hanahaki, as fatalidades do amor
Ao meu amigo No caminho da vida, espinhos, rosas encontramos, Canseiras, maus tratos, pesadelos. Alegrias, tristezas sem sentido. Procuramos um viver com regra, Duma régua sem medida, Amigos do coração nós temos, Pois fazem parte da nossa vida. Somos julgados com ou sem sentido, Cumprimos penas com ou sem razão. A dignidade e amizade não? Pedacinhos de papel com sua cor, Deus eterno e senhor, Abelhas com pólen e amor. Sentes falta do encontro que se realizará, Como a gaivota sempre voará, Nestes teus momentos de solidão incontida, Tens um amigo para toda a vida. Victor Marques
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Dec 9, 2011
Dec 9, 2011 at 8:50 AM UTC
Ao meu amigo
Árvores As árvores são esperança, Seus ramos, suas cores. Troncos facetados, Suas folhas e odores. Umas com espinhos escondidos, Até se ouve seus gemidos. As árvores, felizes diferentes, Sonhadoras e sempre exuberantes, Ajudam todo o ser humano, Nos amam com seu oxigénio. As árvores enaltecem tudo de belo, Unidas elo, por elo, Se erguem em direção desenfreada, Até parece que nasceram do nada. Victor Marques
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Apr 23, 2012
Apr 23, 2012 at 7:07 AM UTC
As árvores
Árvores As árvores são esperança, Seus ramos, suas cores. Troncos facetados, Suas folhas e odores. Umas com espinhos escondidos, Até se ouve seus gemidos. As árvores, felizes diferentes, Sonhadoras e sempre exuberantes, Ajudam todo o ser humano, Nos amam com seu oxigénio. As árvores enaltecem tudo de belo, Unidas elo, por elo, Se erguem em direção desenfreada, Até parece que nasceram do nada. Victor Marques
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Apr 23, 2012
Apr 23, 2012 at 7:07 AM UTC
As árvores
Patas macias acariciam a grama há muito não cortada Enroscam-se em espinhos Tropeçam em ninhos Tão perto da estrada. Seus narizes são ímãs Indisciplinados e impulsivos Um alarme rosado de caos abrasivo. Alaranjada, repousa na faxada da rua Seca, bronzeada Nua Sua. Três patas e uma planta Nada ela sente, silenciada por dentes Mastigada, digerida, excrementada Por fim Em adubo virada.
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Nov 7, 2016
Nov 7, 2016 at 3:24 PM UTC
Três coelhos e um pedaço de cenoura
I No intervalo do incessante Para lá do perceptível emaranhado numa zona incerta quando a noite é mais de trevas E um quarto bem estreito é exageradamente infindo ora ali o oniromante De outrora letargo de outro nome alcunhado que agora desperto aprende a dormir recônditos respiros rebuliços arredores vasos sanguíneos coléricas vozes vislumbra o enfermo sem remédio sem cura Um quadro preto um naufrágio II Jaz adormecido em cama de pedras com colcha de espinhos Lá dentro avenidas movimentadas sussurram verdades cheias de  agudos ângulos, retos, obtusos com vértices nas curvas semicirculares Um rompante inaudível turbilhões de incertezas de vozes cegas emergindo da fresta tenebrosa que brilha o **** cobiçado de seios de coxas de longos cabelos loiros de pele negra de pele vermelha de pele amarela peles tão alvas quanto a neve Uma avalanche de inseguranças Correntes de ferro enferrujadas que rasgam a carne com tétano e o sangue escorre num rio plácido repleto de peixes e tartarugas de ondinas e sereias onde banham as musas que cantam o canto de Morfeu como eólia lira que entorpece e inspira o oniromante que ali adormeceu III No sonho de um sonho há um sonho esquecido guardado a sete fechos no fundo inflexível de imagens arquetípicas de desejos obscuros de visões aterradoras de um jovem bem febril devagar vai adentrando nessa estranha entrelinha qual razão do desconexo desconstrói o findo dia tenazes vozes em seus ouvidos reproduzidas como brados brotam atroadas de estrondosas trovejadas Neste tempo sem um tempo há tempos transcorrido inesperados fragmentos reprimidos e esquecidos Por frações de um instante trafegando entre a memória dos dias das noites do futuro do passado e das histórias Clareiam-se como cruz como carga no caminho Cultuando a culpa a luz jaz oculta na cova deslembrada Estreitos fios a lumiar o teto escuro tomam forma entrelaçada da aurora Rompe o limiar do céu noturno E abre os olhos pra não perder a hora �
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Dec 26, 2016
Dec 26, 2016 at 5:59 AM UTC
Alucinações Hipnagógicas
I No intervalo do incessante Para lá do perceptível emaranhado numa zona incerta quando a noite é mais de trevas E um quarto bem estreito é exageradamente infindo ora ali o oniromante De outrora letargo de outro nome alcunhado que agora desperto aprende a dormir recônditos respiros rebuliços arredores vasos sanguíneos coléricas vozes vislumbra o enfermo sem remédio sem cura Um quadro preto um naufrágio II Jaz adormecido em cama de pedras com colcha de espinhos Lá dentro avenidas movimentadas sussurram verdades cheias de  agudos ângulos, retos, obtusos com vértices nas curvas semicirculares Um rompante inaudível turbilhões de incertezas de vozes cegas emergindo da fresta tenebrosa que brilha o **** cobiçado de seios de coxas de longos cabelos loiros de pele negra de pele vermelha de pele amarela peles tão alvas quanto a neve Uma avalanche de inseguranças Correntes de ferro enferrujadas que rasgam a carne com tétano e o sangue escorre num rio plácido repleto de peixes e tartarugas de ondinas e sereias onde banham as musas que cantam o canto de Morfeu como eólia lira que entorpece e inspira o oniromante que ali adormeceu III No sonho de um sonho há um sonho esquecido guardado a sete fechos no fundo inflexível de imagens arquetípicas de desejos obscuros de visões aterradoras de um jovem bem febril devagar vai adentrando nessa estranha entrelinha qual razão do desconexo desconstrói o findo dia tenazes vozes em seus ouvidos reproduzidas como brados brotam atroadas de estrondosas trovejadas Neste tempo sem um tempo há tempos transcorrido inesperados fragmentos reprimidos e esquecidos Por frações de um instante trafegando entre a memória dos dias das noites do futuro do passado e das histórias Clareiam-se como cruz como carga no caminho Cultuando a culpa a luz jaz oculta na cova deslembrada Estreitos fios a lumiar o teto escuro tomam forma entrelaçada da aurora Rompe o limiar do céu noturno E abre os olhos pra não perder a hora �
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