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"enxergar" poems
Após um ano desde escrevi aqui pela ultima vez, notei a imensa e, acima de tudo, mais profunda mudança no que eu poderia chamar de ego. Ache uma personalidade para promover, uma própria. Promova essa personalidade. Além do mais, eu nunca estive tão feliz e nunca, em toda a história da minha vida, aconteceu tanto quanto nesse ultimo ano. Encontrei enquanto tentava não me perder, a feiticeira que me aparou antes que eu caísse. A caldeira que eu incendiaria até que minha chama acabasse. E lhes conto que ninguém pode ensinar o que é a liberdade. Bem vindos ao paradoxo. Embora não possa dizer que rompi a gaiola que nos toma àquilo de onde viemos, consegui enxergar através. E é muito confortável, poder sentir o pássaro que voa além da gaiola dormindo no meu peito.
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Dec 30, 2014
Dec 30, 2014 at 11:03 PM UTC
Feliz ano novo!
Seu rosto já não é mais o mapa que me guia Seu sorriso já não representam as estrelas que me fascinam E as morfina de suas palavras estão longe de ser efetivas Mas o que fazer? Sempre soube que meu sim foi carregado de insensatez E mais uma vez tenho que pensar Em qual moeda essas fantasias devo pagar Angustia que pode virar combustível Ou talvez, raiva que será nosso castigo Talvez apenas devo esquecer isso Mas o pensamento de puxar o gatilho É muito mais forte do que o de sofrer sozinho E você não sabe como é difícil Saber que essa noite estarei sozinho E a falta que sinto dos seus carinhos Mas agora tudo isso é passado E apenas agora consigo enxergar O que onde existia um começo Coexistia um erro E o que achávamos que seria amor Apenas era a euforia de um perdedor que ocupa o segundo lugar no pódio do amor
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Oct 27, 2015
Oct 27, 2015 at 2:08 PM UTC
Reflexões sobre os sentimentos de 7 meses e duas semanas
Estava encostado, ao muro da escada, Que me levava junto à velha casa, Meditava ao som de uma doce balada, Passarinhos cantavam música em brasa! Despertou em mim, que estava ali especado, Tamanhos sonhos, que dei um grande grito, No pensamento, sentia o coração alargado, Abram-se as portas, sem haver qualquer conflito! É essa a viagem, a mais esperada e que procurei, Senti ali a direcção, a um mundo muito nobre, A frontalidade e a esperança, é agora, e eu achei, É o mundo onde a minha presença não é pobre! Ali vale a coragem e a dificuldade dos que tentam, Vale a alma e a presença da aparência, não é sorte, Todos se sentem belos, porque se vive sem morte, Aquela morte passaporte, que na vida é mais forte! Vi o que desejava ali naquela escada, mas nem sonhava, Naquela velha casa, meu pai e minha mãe nos preparava, Enquanto vagueava, pensei que o que eu sonhei, não realizava, Mas mesmo naquela casa, estava tudo com que ambicionava! O caminho pra o enxergar foi longo e demorado, Mas vivi tão perto e durante anos não a alcançava! Não foi em vão a viagem ganhei vida avantajada, Tirei do pensamento maravilhas maiores doutro mundo! Autor: António Benigno Código de autor: 2014.02.02.21.41.04.02
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Feb 5, 2014
Feb 5, 2014 at 4:20 AM UTC
A viagem
Você consegue enxergar a luz Através da escuridão? Dei-me suas mãos e vamos voar Sonhando juntos chegaremos longe. A solidão é um presente para os fracos Pois só os covardes não admitem que precisam de amor. E no meio do caminho percebe-se que está perdido e algo precisa mudar em você mesmo. As estrelas não chocaram-se para que se fique no meio da estrada. Vá ela será seu guia que pode te ferir ou até te cegar.
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Nov 18, 2015
Nov 18, 2015 at 1:20 PM UTC
Horizonte de Eventos
um dia eu descobri que te gostava. um tempo depois descobri que tu me gostava. meu gostava era fraco e só esqueci e segui. não sei quanto a ti, se o fogo que te habitava era quente como um fogão aceso no verão ou um fósforo que se apaga quando queima a madeira no fim. te visitei muitas vezes aqui dentro e sempre imaginei como seria se te beijasse durante o dia elogiasse teus dentes de sorrisos geométricos convidasse prum gole de café tocasse teu ombro bem devagar com a ponta dos dedos encontrasse teus olhos perdidos te fizesse enxergar que existe coisa além de solidão só fotografei teu corpo seminu te beijei em noites bebadas conheci tuas poesias te segui sem saber e me deu nó quando soube do teu coração preenchido ouço o que ouves agora e penso em ti com frequência senti tua falta e penso que peco porque meu coração também preencheu e se só o que fosse pra ser fosse ser só sem ser a gente
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Dec 16, 2018
Dec 16, 2018 at 9:36 PM UTC
pra ela
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
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Nov 7, 2018
Nov 7, 2018 at 12:57 AM UTC
Capítulo 2 - Pela poeira e a escuridão
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar. Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta. A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente. Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
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Eu vivi vidrada em uma realidade paralela, Por muito tempo... Acreditei em pessoas, Por muito tempo... Me perdi nas minhas próprias escolhas, Por muito tempo... Vivi sendo julgada por pessoas, Que eu nem conhecia, Que mal me conheciam... Que peso tem a maldade! Derramei lágrimas e lágrimas de saudade, Que foram interpretadas como atuação dramática. As pessoas, elas nunca param! Falam e falam! Se enxergar num espelho e refletir sobre si é tão difícil?!
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Jun 9, 2017
Jun 9, 2017 at 10:01 AM UTC
Reflexão acerca das pessoas desumanas
Esqueci de não mandar mensagem Esqueci do horário Esqueci que os sentimentos espalhados eram meus, não seus Fui tomando o café requentado Nem reparei no gosto amargo Na pressa de estar acordado De enxergar algo bom entre eu e você Fui me deixando de lado Cada vírgula fora do lugar, um incômodo Uma explicação Pro que não devia nem ser explicado Desaguou o desamor
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Nov 21, 2023
Nov 21, 2023 at 5:40 PM UTC
Desamor