"encontram" poems
Recorda o que de bom viveste....
Comecei por fazer um pequena viagem ao reino do meu ser...tentei neste grande trajecto descobrir as afinidades e singularidades do meu ser. Nesta viagem ímpar e impiedosamente sincera terá um relevo especial tudo o que me toca e apaixona de uma forma continua e desmesuradamente bela.
Como não poderia deixar de ser, esta minha viagem completa um percurso começado há muitos anos. Num pequena aldeia de Carrazeda de Ansiães, Castanheiro do Norte nasci para gáudio de meus progenitores.
Durante anos fui um menino feliz jogando pião, bola de trapos, usei socos de pau duro, livros, estudei,escrevi muita poesia e sempre olhei para aquele horizonte tão belo que desde o primeiro dia me apaixonou.
Aprendi a gostar dos nossos, vinhedos, olivais,montes de sobreiros, torgas , giestas, zimbros.
Fazia caminhadas com meus amigos do **** masculino e íamos todos felizes tomar banho ao rio Tua, passando pelo Gavião e descobrindo sempre e sempre uma beleza intimamente rejuvenescedora .
As coisas simplesmente belas estavam ali sem querer contrapartidas, para serem simplesmente observadas por quem as queria sempre ver...
Nesta viagem existe sempre a vontade de regressar, de olhar para tudo que aqui temos com mestria, carinho e porque não com amor eterno.
As pessoas que se encontram nesta viagem nos ensinam a viajar com cuidado, com sabedoria, com uma leveza de seres excepcionais que procuram nesta vida uma felicidade ligada ao meio envolvente de suas terras, de seus lugares preferidos que perduram nas suas mentes.
Um abraço amigo.
Victor Marques
Jan 7, 2016
Jan 7, 2016 at 11:24 AM UTC
Camiseta preta
Camiseta branca
Enrolado
Liso
Eram apenas amigos
Pontas de cigarros
Os dois se encontram
Whiskey e conversar alheias
Tudo o que ela queria era um beijo dele
Era confuso
escuro
E chovia também
Ela ganhou o beijo
Mas perdeu o amor
Jun 24, 2013
Jun 24, 2013 at 6:40 PM UTC
(PENSANDO EM JAMES DOUGLAS MORRISON)
Se a minha poesia pretende atingir algo,
esse algo, é libertar as almas que percorrem
esta vasta pradaria, dos limites em que se encontram,
dentro do seu próprio ser.
Jun 6, 2013
Jun 6, 2013 at 5:14 AM UTC
serei eu uma aberração?
ou dominam-me por ser deslumbrante?
preso nos ruídos que me parecem livres
mas que não o meu
preso no instinto da minha pobre existência
preso com as minhas próprias cores
mas nunca com a cor do céu
porque essa nunca vi
olhem-me a alma
e vejam a angústia e o desespero
que aqui se encontram
vejam o saber que posso mais
mas que não me foi digno
as minhas asas foram trocadas
por ganância e exibicionismo
tenham empatia e voem vocês
para um dia me deixarem voar a mim
a voz de um pássaro numa gaiola
Sep 8, 2018
Sep 8, 2018 at 2:35 PM UTC
Tu és um milhão de coisas;
Desejos, pesadelos, alucinações que nem bálsamos aplacam
Olho ao meu redor, e lá estás,
Porém, em meu ser, não te sinto.
A voz do povo, como um roubo de opiniões, revela a lógica
E o absurdo,
Pois o verbo é o que é,
E também o que não pode ser.
Antigas poesias,
Clamando às estrelas e à lua,
Mais um divertimento fugaz.
Sentimentos que não encontram sentido em tua mente turvada,
Como uma epiléptica a observar um estroboscópio sem fim.
Tu fizeste flores brotarem em meus pulmões
E em meu peito;
Embora formosas sejam,
Não consigo respirar.
Arrancaria tais flores e te as entregaria,
Um ramo de “eu te amo” que jamais foram ditos.
Teu nome, como gelo, cala meu coração.
Espero, aguardo, pela próxima mensagem,
Risadas que me impelirem ao retorno,
Ansiedade que confunde o pensamento,
Sofrendo por males que não ocorreram… ou ainda ocorrerão?
Na minha sepultura, portas se fecham,
Meu corpo se desfaz,
As flores se tornam parte de mim,
Pouco chegam a mim as vozes que falam
De uma fantasia.
Resta, enfim, a solidão.
Jan 14, 2025
Jan 14, 2025 at 4:59 PM UTC
As estrelas que se encontram na noite suavemente,
Estão tão iluminadas e tão distantes.
O escuro da noite esconde sonhos por sonhar,
Raio doce de luar que se vai com o teu olhar.
Estrelas cintilantes e tão brilhantes,
Serpenteiam no leito de dois amantes.
Astros de plasma com muita luz e matéria degenerada,
Na esfera celeste hoje e sempre abençoada.
Sois fonte energia e agrupadas em constelações,
Olhar para vós alegra nossos corações.
Contempladas e amadas pareceis imortais,
Sois estrelas de meus avós e meus pais.
Estrela joven de rotação que com o dia desaparece,
Feliz o que nela gravita quando anoitece .
Nas estrelas e com as estrelas adormeço,
Desde que nasci e me conheço.
Estrelas,luz,sol
Jan 15, 2024
Jan 15, 2024 at 4:05 PM UTC
se encontram no cruzamento
de uma grande encruzilhada
em cada canto uma paulada
refletida em cada rua
através uma mensagem crua
e nua
que no início não era tua
mas que ecoou na tua mente
até o tempo presente
e agora eu sei que tu sente
aquela sensação pendente
na tua mente
começou com uma frase
e depois veio a emoção
no fim do dia tu sabia
e sentia tudo aquilo que fingia
que não existia
e agora é tu ali
no meio daquelas ruas
gritando aos 4 cantos
se livrando dos teus mantos
chegou em outra encruzilhada
uma ainda não marcada
pelas vozes mascaradas
dentro dessa mente que ferve e emerge a todo tempo
guria, pega tuas palavras
e gruda elas nos ventos
que te cercam
eu sei que alguém vai ouvir
e sem tu precisar pedir
toda essa tua luta vai bater num grande espelho
e logo vai refletir
não te cala
grita
usa tua voz como tinta
e pinta
o tempo
porque mais tarde bate um vento
e aí pronto
ecoou de ti pra outro
Jun 18, 2018
Jun 18, 2018 at 8:16 PM UTC
as mãos mal suportam o silêncio.
se movem a cada dois segundos.
e o mesmo timbre de voz fala e fala e fala.
pausas de incertezas
parece buscar palavras.
é um homem que julga ser sábio mas vai negar se o perguntarem.
ninguém liga. deixam uma das mãos no queixo só pra mostrarem-se interessados.
o que pensam nesse agora? claro que estão longe, mas seus corpos se encontram aqui.
os olhos parecem viver numa agonia que queima devido as paredes brancas.
o ar é pesado.
o clima sempre muda, mas nunca aqui dentro.
precisa-se de ações pra não enlouquecer ao encarar e ouvir a voz do mesmo timbre.
nenhum de nós gostaríamos de estar aqui se pudéssemos escolher.
o timbre constante é atravessado por outro e dura pouco. fundamentos.
já não há mais o que sugar.
o que costumava ser bom, perdeu-se com o tempo. nós mesmos causamos tudo isso e culpamos uns aos outros sem assumir a culpa.
agora seria bom ser amigo do mar e visitá-lo prum café envolto numa colcha macia com os pés na areia.
se pudéssemos escolher é pra lá que iríamos.
Oct 25, 2017
Oct 25, 2017 at 3:45 PM UTC