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"embora" poems
Pensando nos lugares em que estive, Física e espiritualmente, Os tormentos de agora apresentam-se desmedidos Porque dói tanto isto que nem dói sequer? Que me não causa, isto, Miséria ou infelicidade, isto, Que embora a boca, amedrontada, O não tenha dito Era precisamente o que desejava para mim? É certo, não assim… Ah, cheguei a ousar dizê-lo! Em confidência à minha mãe, Sorrateiramente por versos escondidos. Isto que eu queria! É certo, não assim. Não mordendo o fruto Que me deste, oculto pela mão, Sobre os meus protestos gritados, À boca a provar; e, embora eu o cheirasse, Podre, juravas pelo amor ser são! O sabor, por não ser desesperante, Faz-se aditivo; logo estou eu trepando a árvore Sedenta de o devorar. Escorrendo-te pelo queixo, Sumo de laranjas meladas; A língua que to limpa não é a tua. Fixo a dor e tombo nela Como Narciso sobre si.
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Sep 28, 2022
Sep 28, 2022 at 5:32 PM UTC
28/09/22
Os campos floridos Campos esverdeados, giestas amareladas! Cumes de montes perdidos, pedras maltratadas. Árvores que exalam perfume, Fogo que arde sem lume. Campos que avisto solitário, Searas de trigo ao toque do vento, Paisagens celestes de momento, Ervas deste santuário. Um céu azul desolado, Paisagens do passado, Coisas sem sentido, Um roxo comprometido Campos que se vão embora, Primavera os namora. Verão quente, Outono doentio, Inverno intolerante e frio. Victor Marques
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Oct 26, 2010
Oct 26, 2010 at 10:01 AM UTC
Os campos floridos
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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Jul 7, 2012
Jul 7, 2012 at 9:03 PM UTC
Re
A caída do tempo esmera-se no cuidado Sonho que em câmara lenta a minha alma não se magoa e a mágoa não se torna superior à vontade de viver Por fim, desisto Não acredito mais nas palavras que digo Não tenho já certeza se vivo a sonhar Ou se simplesmente gosto de me arrastar por entre a multidão A sorrir, a mentir Disseram-me um dia que partiria, sim Mas que sozinha não iria a nenhures Verdade Tenho uma constante obsessão amarrada à perna E cada passo que dou sinto a tonelada desse vazio E os dois metro que ando entre o chão e o chão São quilómetros na vida real Que irreal 'e Sinto a pedras na descida, mas não me magoam São menos duras que a armadura que me venderam E pregada esta já ao corpo está Nada sinto Nada quero sentir Apenas jazo no poder do iniquo Que diz-se Mundo Que digo Inferno O amor que tenho por vos faz-me ir devagar Mas a raiva que sinto do estrume que sois Apressa-me na descida Sinto que equivocada estou com o Mundo que não me quer E sei que ao rápido descer, rápido vou saber Onde o futuro me leva Me carrega O medo que tenho de me trazer ao inicio do Tempo 'e muito Mas o pavor de so nascer uma vez corroí-me os tímpanos. Partem todos os que amo e vejo-os ao longe Imagino se perto estivessem Não conseguiria respirar o pouco ar que tenho E se choro e agonizo 'e por este amor que me queria grande e forte Mas que fraca me pôs no chão Não julgarei ninguém ao querer cair A paisagem 'e bonita e ao longe desfocada fica Sentimos a analgesia de não se ser ninguém Vem devagar, não me apresses o timbre Afinal acredito em mim, acho que sempre acreditei Apenas estava apagada na tua sombra Que em cativeiro me deixava a alma Amei-te como o Amor sente Amo-te como a dor ama E embora me empurres para baixo da ribanceira Sorrio e minto Para te ver feliz em cima da minha cabeça Como sempre estiveste Como sempre te deixei estar.
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O Emigrante Português Partes e deixas tua terra Natal, O teu mundo é Portugal. Deixas família também, Partes sem ninguém. Emigrante meu descendente, És sempre um navegante, Todos se orgulham de ser Português, Feitos heróicos que seu povo fez. Trabalhas noite e dia, A tua revolta se esvazia. Por estranha que até pareça, O lume da fogueira que te aqueça. Esforço e muito suor, Vaso cheio de amor, Lágrimas que alguém chora, Saudades que não vão embora. Victor Marques
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Dec 14, 2011
Dec 14, 2011 at 10:50 AM UTC
Emigrante Português
Parte do tempo percebemos que somos perfeito A maior parte não paramos de falar Eu seguro sua mão, você dá um sorriso A gente se beija no meio fio Meu corpo se mexe pra trás e pra frente Aqui está pra prefeitura, aqui está o bar que nos vende tequila Somos tão esquisitos que daria certo Os cartões de crédito dela me perdoaram Os cabelos enrolados me perdoaram Por que você não pode me perdoar? Somos tão esquisitos que daria certo O garoto de óculos escuros me deu um gole daquela ***** barata Você me deixou colocar a cabeça no seu ombro Quando fomos embora você me seguro no colo Somos tão esquisitos que daria certo Esquerda, direita, cima e baixo Só porque não temos joguinhos não quer dizer que não é certo Você vive dizendo que quer me ver Amo essa mescla de felicidade e receio Quando fico triste você faz uma dança engraçada Somos tão esquisitos que fica perfeito
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Jul 30, 2013
Jul 30, 2013 at 1:35 AM UTC
Amantes Esquisitos
Falta-me progressiva consistência que me tire desta constante inércia do recordar. Permeiam-me contrarreações ilógicas do universo; do meu universo. Irrisório inaceitável tempo que desfaleça minha imutável memória atormentada por falsas angustiadas imagens. Maldito brilho que por vezes ofusca meu coeso e desejável leal raciocínio. Fatos agora estáveis foram, por vezes, acontecimentos importunos, que propuseram ao meu bem estar uma obscuridade incontínua, porém intransigível. Embora uma situação não muito clara e nítida a mim mesmo, pude perceber confessadamente o que de caótica maneira me ponderava – e que talvez ainda o faça - meu oneroso conivente dionisíaco. Ainda não compreendo porém, se estou franqueado disto que mal posso interpretar; que nem mesmo sei se ainda existe legitimamente. É tudo inevitavelmente sobre eles, os olhos que me acorrentam por anos em um relance de ódio freudiano; a mais esplêndida e simplesmente bela face de todo e qualquer universo: hei de conquistá-la em meus sonhos platônicos ou tristemente afogá-la em minha morte vividamente devotada em tê-la.
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May 22, 2013
May 22, 2013 at 8:09 PM UTC
A respeito daquela que se tornou minha efêmera abstêmia
Talvez se escrever o sono venha Cansada do excesso de cansaço Nas alturas menos certas Creio que há 2 horas que devia estar a dormir Se pudesse Mas embora o cansaço esteja presente Nos meus músculos, olhos Não chegou ainda à base. Talvez o meu cérebro seja notivago. Chego a estas conclusões na exaustão da noite Quando, por desespero, pego num lápis E desacredito-me ainda mais. Mas passo a explicar: Durante todo o dia sinto-me dormente Ah, para quê falinhas mansas? Sinto-me burra, sem conseguir pensar Mas na chegada da noite Com o silêncio e a escuridão que se sentem na noite Tudo se liga e se ilumina E o meu cérebro trabalha e penso, penso, penso E mais certezas tenho de que sou burra Não que tenha pensamentos burros, não! Mas por que raio tê-los agora e De forma tão agressiva e exaustiva Sem chegar a ser agressiva e exaustiva o suficiente Para escrever alguma coisa de jeito Ou para me fazer cair para o lado Suficiente apenas para uma mais noite em branco Talvez nunca tenha acordado.
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Mar 2, 2017
Mar 2, 2017 at 1:28 PM UTC
insónias
Após um ano desde escrevi aqui pela ultima vez, notei a imensa e, acima de tudo, mais profunda mudança no que eu poderia chamar de ego. Ache uma personalidade para promover, uma própria. Promova essa personalidade. Além do mais, eu nunca estive tão feliz e nunca, em toda a história da minha vida, aconteceu tanto quanto nesse ultimo ano. Encontrei enquanto tentava não me perder, a feiticeira que me aparou antes que eu caísse. A caldeira que eu incendiaria até que minha chama acabasse. E lhes conto que ninguém pode ensinar o que é a liberdade. Bem vindos ao paradoxo. Embora não possa dizer que rompi a gaiola que nos toma àquilo de onde viemos, consegui enxergar através. E é muito confortável, poder sentir o pássaro que voa além da gaiola dormindo no meu peito.
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Dec 30, 2014
Dec 30, 2014 at 11:03 PM UTC
Feliz ano novo!
Eu sei que eu toquei seu coração, E prometi ser meu agora. Te enchi de palavras sem significado. E é tudo uma doce ilusão. A verdade é que eu sempre costumo estar aqui, Vivendo nessa doce ilusão. E você simplesmente acredita, E aceita o desconhecido. Nunca diz não aos meus caprichos. Mas querido, isso é uma doce ilusão. E é tão fácil te deixar. Simplesmente ir embora, e você, Continuará vivendo numa doce ilusão.
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Feb 22, 2013
Feb 22, 2013 at 8:10 PM UTC
Doce ilusão
Você me deu tantos sustos Que agora a realidade parece confusa E eu não sei o que sentir É uma angústia, um novelo de lã que usavas para tricotar minhas toucas Enforcando meu peito. Teu amor me aquece nesse inverno tão gelado E a única promessa que te garanto é de sempre levar meus casacos Pois sei que deu que fará frio na televisão. A lembrança do teu toque e cheiro são tão vividos Será que irão embora contigo com o tempo? Ou ao menos isso deixarás para mim? Tem um potinho do teu molho de macarrão no congelador E tantas fotos suas com um grande sorriso nos álbuns lá da sala de casa Não consigo acabar esse poema As forças que tinha usei tentando colocar o pé fora de casa Acabaram nos meus olhos vislumbrando a janela. Vi um mundo vivendo Pessoas passando igual a antes Seguindo em frente E ninguém está de preto. Ninguém chora. Ninguém sente o que eu sinto. Porque não te conheceram Aí dessas pessoas infelizes Que não provaram do teu carinho Do teu amor Aí dessas pessoas infelizes que vivem e passam Enquanto eu não aguento viver nesse mundo sem você. As lágrimas me consomem E eu nem tenho mais lágrimas para chorar.
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Dec 2, 2016
Dec 2, 2016 at 7:24 AM UTC
Luto Para Viver Mais um Dia
Uma vez um garoto me disse "Viva uma história que valha a pena contar" Eu me apaixonei por esse garoto E ele desapareceu, levando meu coração Deixando minha mente lidar com os sentimentos Por favor garoto Devolva meu coração Volte para mim Devolva meu coração Uma vez meu amor me disse Para não esquecer de ser incrível Para não esquecer de fazer cada dia melhor Para não planejar o futuro Mas viver o presente Por favor garoto Devolva meu coração Volte para mim, por favor Devolva meu coração, eu imploro Uma vez eu conheci um garoto Ele era radiante Ele me amou com toda a sua energia E eu me apaixonei, mas ele foi embora E levou tudo de mim E ele levou meu coração E só deixou a casca para trás Por favor garoto Devolva meu coração Eu estou de joelhos, implorando Volte para mim E devolva meu coração Pelo nosso velho amor, por favor Uma vez eu vi um garoto Nós rimos juntos Nós nos amamos intensamente E então ele se foi Me deixou para trás E levou meu coração E nunca mais devolveu Uma vez eu reencontrei meu garoto E ele me devolveu meu coração E me deu também o seu E desapareceu para sempre
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Sep 13, 2016
Sep 13, 2016 at 8:12 AM UTC
Uma vez um garoto
Meus caros, eu vi! Quem sabe num sonho, ou talvez não fosse exatamente um sonho Quem sabe as luzes estivessem baixas demais E a escuridão que promove vultos, houvesse enegrecido minha mente -Entorpecido por meus próprios pensamentos- Ali estava, a visão atemporal da existência Trafegando por aterradores espaços infinitos A escuridão assombrava o devastado pântano das almas amaldiçoadas ouvia-se os gritos daqueles que encontravam ali o fatal destino Os mortos que estavam aprisionados ansiavam por companhia Uma fumaça fétida pairava sobre as águas apodrecidas Animais se decompunham retidos pela lama pegajosa Vermes se proliferavam naquele ambiente hostil enquanto o atormentador zumbido de moscas preenchia o silêncio daquele lugar horrível As criaturas mais horrendas e bestiais ali faziam sua morada à espreita das desavisadas presas que por aquele caminho se perderam Há um homem perdido em seus próprios passos Ele caminha ao longo da estrada Entre-a-vida-e-a-morte Ele está vivo, mas nunca viveu Como também está morto, sem de fato ter morrido Anseia por luz, mas se perde na escuridão do pântano O bater de asas dos abutres lhe contam que tudo é um sonho, mas também uma profecia Abaixo da árvore da vida sete urubus mortos estão se decompondo Não há quem possa devorar seus cadáveres apodrecidos Uma formosa águia sobrevoa o pântano Sete ratos tentam se esconder Sete cobras tentam fugir Mas a águia devora os sete ratos E também devora as sete cobras O homem se torna dois, e um terceiro que não é homem Ambos deverão transitar pelo inferno Arrastar-se pela terra infértil da morte Um morrerá para si mesmo E renascerá como a fênix mitológica O outro morrerá eternamente Consumido pela legião de sombras Sua tristeza será incomensurável E como se uma ira brotasse em seu âmago E uma dor gigantesca consumisse todo o seu ser Sem derramar uma lágrima Mergulhará sua existência nas águas esquecidas do Lethe Embora o primeiro igualmente experimentasse dor tamanha Ele encontrará seu guia dentro de si mesmo Pois o guia na escuridão é a luz Na luz nenhuma escuridão prevalece O terceiro é como se jamais existisse Permanecendo no limbo do crepúsculo Sem dormir ou acordar Apodrecendo como os urubus mortos aos pés da árvore da vida Sem jamais experimentar seus frutos Os três se tornam um só novamente Mas algo havia mudado Já não poderia mais ser o mesmo E como num súbito – abri meus olhos Não poderia ter sido um sonho Por mais que estivesse sonhando… Meus caros, eu vi!
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Dec 29, 2016
Dec 29, 2016 at 4:38 PM UTC
O Hades
Meus caros, eu vi! Quem sabe num sonho, ou talvez não fosse exatamente um sonho Quem sabe as luzes estivessem baixas demais E a escuridão que promove vultos, houvesse enegrecido minha mente -Entorpecido por meus próprios pensamentos- Ali estava, a visão atemporal da existência Trafegando por aterradores espaços infinitos A escuridão assombrava o devastado pântano das almas amaldiçoadas ouvia-se os gritos daqueles que encontravam ali o fatal destino Os mortos que estavam aprisionados ansiavam por companhia Uma fumaça fétida pairava sobre as águas apodrecidas Animais se decompunham retidos pela lama pegajosa Vermes se proliferavam naquele ambiente hostil enquanto o atormentador zumbido de moscas preenchia o silêncio daquele lugar horrível As criaturas mais horrendas e bestiais ali faziam sua morada à espreita das desavisadas presas que por aquele caminho se perderam Há um homem perdido em seus próprios passos Ele caminha ao longo da estrada Entre-a-vida-e-a-morte Ele está vivo, mas nunca viveu Como também está morto, sem de fato ter morrido Anseia por luz, mas se perde na escuridão do pântano O bater de asas dos abutres lhe contam que tudo é um sonho, mas também uma profecia Abaixo da árvore da vida sete urubus mortos estão se decompondo Não há quem possa devorar seus cadáveres apodrecidos Uma formosa águia sobrevoa o pântano Sete ratos tentam se esconder Sete cobras tentam fugir Mas a águia devora os sete ratos E também devora as sete cobras O homem se torna dois, e um terceiro que não é homem Ambos deverão transitar pelo inferno Arrastar-se pela terra infértil da morte Um morrerá para si mesmo E renascerá como a fênix mitológica O outro morrerá eternamente Consumido pela legião de sombras Sua tristeza será incomensurável E como se uma ira brotasse em seu âmago E uma dor gigantesca consumisse todo o seu ser Sem derramar uma lágrima Mergulhará sua existência nas águas esquecidas do Lethe Embora o primeiro igualmente experimentasse dor tamanha Ele encontrará seu guia dentro de si mesmo Pois o guia na escuridão é a luz Na luz nenhuma escuridão prevalece O terceiro é como se jamais existisse Permanecendo no limbo do crepúsculo Sem dormir ou acordar Apodrecendo como os urubus mortos aos pés da árvore da vida Sem jamais experimentar seus frutos Os três se tornam um só novamente Mas algo havia mudado Já não poderia mais ser o mesmo E como num súbito – abri meus olhos Não poderia ter sido um sonho Por mais que estivesse sonhando… Meus caros, eu vi!
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Palavras são balas Porque somente elas não bastam Insegurança é uma espada E seu gume mais afiado que essa navalha Sentimentos são como uma maça Tão veloz, para apenas pesar na minha cara E neste momento nada me acalma Ou sacia a vontade de ir embora Mas quem sabe isso não passa Pode apenas ser uma gripe passageira Ou uma melancolia verdadeira Mas talvez devesse me alegrar Continuar a andar Para trás não olhar Ou até mesmo tentar não ligar Fazer dessa angustia combustível E desse pesar um mar Para me banhar nas manhã de alegria Que a vida ainda há de me doar
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Nov 25, 2015
Nov 25, 2015 at 8:49 PM UTC
É preciso andar alguns caminhos só
Quero ver o ano acabar, E levar tudo de ruim que eu tenho aqui, Dentro do meu peito. Quero ver o ano acabar, E outro nascer, E me encher de esperança, mais uma vez. Quero ver o ano acabar, Pra ter motivos pra chorar, Por tudo que foi embora. Quero ver o ano acabar, Para lamentar. Na verdade quem deveria acabar, sou eu.
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Oct 12, 2012
Oct 12, 2012 at 7:05 PM UTC
Quero ver o ano acabar
Alice, Alice Sempre reclamava alice: -Como não me amar? -Porque ter de ir embora? -Posso eu ser pequena por fora e grande por dentro? Pare de perguntas alice, me disseram que você andava feliz.. - Sim, eu andava, mas ele me fez encolher de novo Ah minha querida, isso é passageiro, já já vem outro e você crescerá e sua alma se elevará. - Como tens certeza disso? Ja te disse Alice, não perguntes, apenas acredite. - Acredite, acredite.... Que frieza minha, achar que seria só meu. - Como pude querer possessão? Fácil, foi o ego, ele não iria suportar o fato concreto da perda, então, se colocou a frente, fazendo-a acreditar que se a possessão não existisse você iria por água a baixo ou melhor dizendo, por buraco abaixo, mas entenda minha querida alice, que.... A alma flutua, e se estivermos na direção errada ela irá se afundar,como se estivesse caindo num fundo buraco, só que enquanto você cai vai percebendo que quanto mais ela naufraga, mais ela emerge,e continua flutuando, como num equilíbrio poético, sem ter direção,sem ser julgada como errada ou certa, pois a vida é igual a chuva, ela cai e continua caindo, mas como num ciclo ela evapora e se transforma , se renovando, se equilibrando.
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Oct 1, 2014
Oct 1, 2014 at 10:51 PM UTC
Untitled
Invasão Foi você chegar na minha vida Já me dizendo o que fazer E o que não fazer E achando isso certo Me julgando pelo passado Minhas escolhas erradas Eu fazia tudo errado Pra você Decepção Foi você me dizer Que eu não presto Que não havia confiança Pra eu parar com minhas atitudes Pra eu não ser mais quem eu era Solidão Foi ver você ir embora Depois de todo o estrago E me culpar por isso Doloroso Foi o processo De aceitar que não foi amor Só violência Que você não passava de um babaca Sem essência
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Dec 4, 2015
Dec 4, 2015 at 6:30 PM UTC
Nota sobre um antigo amor
"eu te dizia que a vida é bruta, você me falava que ainda não eu nunca acreditei que houvesse algo a mais depois que as coisas acabam uma blusa esquecida no natal passado, uma palavra presa na fechadura da porta que bateu, um outro palpitar do coração ou alma além da que nos foi decretada aqui e, então, você morreu durante uma semana, eu fingi que você tinha finalmente viajado pro seu lugar favorito e que ele tinha te dado razão em ser um lugar favorito pra demorar tanto assim durante um mês, eu desisti de esperar paciência não era meu melhor dom embora te esperar fosse um talento você, de novo, não chegou durante um semestre, eu chorei sem interrupções embora ninguém soubesse ou visse algo por dentro, muralhas da China caíam e oceanos atlânticos deslizavam entre órgãos e lembranças quando eu esqueci o som da sua voz e o tom do seu olho, você morreu outra vez e, dessa, eu pude sentir o peso da mão do mundo descendo sob mim outro ciclo se foi e a nossa conexão terminou eu te quis no meu quarto reclamando meu atraso pro almoço; eu te quis na plateia da apresentação da minha monografia, a única na história da faculdade como centro de pesquisa a comunidade lgbt; eu te quis no meu exame de direção; eu te quis quando eu saí de casa; eu te quis atendendo o telefone enquanto eu contava que consegui um emprego novo; eu te quis e esse era o único tempo verbal em que era permitido te conjugar durante um ano, que durou até hoje, eu soletrei saudade já não tenho como chamar seu nome eu toco o interfone, não há você do outro lado me tateio, falta a sua pele bem perto no fundo, eu acho que o universo deveria estar triste porque não posso te amar mais eu estou." #textoscrueisdemais
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Feb 27, 2017
Feb 27, 2017 at 1:27 PM UTC
Untitled
"eu te dizia que a vida é bruta, você me falava que ainda não eu nunca acreditei que houvesse algo a mais depois que as coisas acabam uma blusa esquecida no natal passado, uma palavra presa na fechadura da porta que bateu, um outro palpitar do coração ou alma além da que nos foi decretada aqui e, então, você morreu durante uma semana, eu fingi que você tinha finalmente viajado pro seu lugar favorito e que ele tinha te dado razão em ser um lugar favorito pra demorar tanto assim durante um mês, eu desisti de esperar paciência não era meu melhor dom embora te esperar fosse um talento você, de novo, não chegou durante um semestre, eu chorei sem interrupções embora ninguém soubesse ou visse algo por dentro, muralhas da China caíam e oceanos atlânticos deslizavam entre órgãos e lembranças quando eu esqueci o som da sua voz e o tom do seu olho, você morreu outra vez e, dessa, eu pude sentir o peso da mão do mundo descendo sob mim outro ciclo se foi e a nossa conexão terminou eu te quis no meu quarto reclamando meu atraso pro almoço; eu te quis na plateia da apresentação da minha monografia, a única na história da faculdade como centro de pesquisa a comunidade lgbt; eu te quis no meu exame de direção; eu te quis quando eu saí de casa; eu te quis atendendo o telefone enquanto eu contava que consegui um emprego novo; eu te quis e esse era o único tempo verbal em que era permitido te conjugar durante um ano, que durou até hoje, eu soletrei saudade já não tenho como chamar seu nome eu toco o interfone, não há você do outro lado me tateio, falta a sua pele bem perto no fundo, eu acho que o universo deveria estar triste porque não posso te amar mais eu estou." #textoscrueisdemais
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Me empolgar pra quê? Se você vai me deixar, Quando a primeira porta ver. Eu bem que quis você. Mas hoje, ao te ver, Eu fui embora, Corri pra porta, E não olhei pra trás. Pra não te ver chorar, E me fazer voltar. Mesmo sem querer, Você saberia me cativar. E a luz do meu olhar, Iria se perder, Dentro do escurecer, Da tua alma, Que de nada me acalma, Só me faz sofrer. E não quero mais você. Nem saberei querer, Qualquer outra pessoa.
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Sep 24, 2013
Sep 24, 2013 at 8:46 PM UTC
Qualquer outra pessoa
às vezes pergunto por que motivo tu partes de mim quando entardece, e digo às minhas esperanças e sonhos, que nem tudo o que acontece é o que parece. a vida às vezes pode ser um borrão, as emoções podem-nos toldar, às vezes escrevo para ti horas a fio, quando preciso deixar o meu coração sarar. o tempo fará esquecer o passado, esta tristeza que se espalha em mim, como os lírios à tona de um lago, numa manhã vestida de carmesim. o final do dia trará novas alegrias, e embora eu sonhe acordado, tenho em mim plena consciência, de que preciso de ti ao meu lado. e até que eu volte a escrever para ti amanhã, lembra-te, tu és toda a minha alegria, dor e tristeza.
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Jun 9, 2015
Jun 9, 2015 at 9:41 AM UTC
Palavras suspensas no tempo
Fui ateu Fui macumbeiro Ocultista tétrico cheio de espinhas Fui galã Roqueiro Maconheiro Careta Fui a uma adivinha leu minha mão acertou que não trabalho tirou as cartas me mandou embora quando eu quis apostar me mandou ao diabo Fui rindo só sabia rir
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May 13, 2015
May 13, 2015 at 1:14 PM UTC
Ontens
8 da manhã, Você foi embora, Cama vazia, Chuva lá fora. Eu só não entendi, O porquê da demora, Se ao me amar, Você se apavora. E agora apavorada estou, Sentada na porta. Não é medo de estar só, Mas sim da sua volta.
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Dec 7, 2013
Dec 7, 2013 at 5:04 AM UTC
Não volta
Tenho acreditado por tanto tempo que tudo de errado e ruim que sinto se esvairia quando encontrasse alguém que quisesse passar noites em claro fazendo nada ao meu lado, e que isso fosse o suficiente, que eu fosse o suficiente. Já experimentei esse sentimento e por mais que repita incontáveis vezes o quanto me quer ali, o sentimento não vai embora; De repente sinto o impulso de me levantar e ir embora sem dizer adeus, e nunca, nunca mais, ouvir de você ou deixar que ouça de mim. São as pequenas mortes como essas que me mantiveram viva até agora, não quero ser real. Me desculpe por todos os olhares, dedos entrelaçados, e promessas não ditas mas subentendidas. Me desculpe antecipadamente se eu tiver que ir embora em algumas semanas ou meses, ou dias. Amanhã, talvez. Quando eu estiver em silêncio, segure-se, segure-me.
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Apr 9, 2017
Apr 9, 2017 at 6:19 PM UTC
smother
Acontece o tempo todo. Sinto meu estômago embrulhar como alguém que acaba de sair de uma montanha russa, e isso é uma analogia perfeita já que vou de total satisfação à vazio completo em três tragadas num cigarro ou menos. Não importa com quem ou onde eu esteja, é hora de trocar de música, fixar o olhar no nada para tentar sacudir o vazio pesado que repousa sobre meu peito, como se tivesse me engolindo, mas de dentro para fora. Logo me sinto vulnerável, como se tivesse uma ferida aberta e necrosada no meu âmago e todos pudessem ver através de mim, como se meus olhos contassem meus segredos, as vontades que tive e tenho de me atirar em frente a um ônibus em movimento, então volto a mim geralmente com a pergunta de alguém que gosto questionando se está tudo bem, digo que sim, que estou com sono, cansada, o que não deixa de ser verdade, eu realmente estou cansada. Eu sempre sinto que preciso ir embora, afinal. Mesmo estando em minha casa quero ir embora, para onde?! Desconheço lugar no mundo e na história que me faria sentir em casa. Desconheço o abraço que me faria sentir que pertenço, ou que me querem ali. Então digo que estou atrasada, que sinto muito, que cancelo os planos, que estou doente, que tenho que estudar, peço licença e me retiro, volto pro conforto de estar triste e sozinha, sem precisar esconder o olhar vazio encarando o vazio, e esse é o melhor que posso fazer.
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Apr 2, 2017
Apr 2, 2017 at 5:53 PM UTC
Âmago