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"dualidade" poems
perfura-me os olhos perpétuo motor da sombra há tempo o que move esta senda é o regurgitar do vômito por obsessiva garganta de um estômago de Cronos entremeia com violência o claro e escuro invalida pupilas uma vez ágeis até que Sacra Dualidade seja conjunto vazio e nega dadas respostas e insiste que são impossíveis questões num antigo e ébrio laço encerra o deísmo em ti mesmo macromania moral macerada em fermento que tem por Sol os teus olhos perfura-o pois e encerra, agora, suserano da perspectiva
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May 29, 2016
May 29, 2016 at 9:18 PM UTC
Vassalo
A bruma carnívora e ameaçadora Enreda cousas furiosas, degrada os rios Em histerismo tortuoso dos campos sombrios No relógio que encrava a besta afora O sangue regela, crânio funéreo estoura Entoando cânticos gemedores aos navios Retumba meus cabelos em ais bravios Como cristal, febril, uma vigília fria e aterradora Vazeia o corpo anêmico morto sob rapistro Aos paradoxais lábios, bela vastidão complexa Docemente sangra e chora ferida ao medo Ó eterna! Esbravejando um fulgor sinistro Na dualidade catastrófica da quimera desconexa Falta às florestas como fruto que desvai cedo
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Aug 30, 2018
Aug 30, 2018 at 12:32 AM UTC
Lívida
pode um imortal morrer de amor? e viver nas palavras intemporais? mesclemos pois, vida e morte e na dualidade tornemo-nos unos por amor
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Mar 23, 2015
Mar 23, 2015 at 7:02 PM UTC
Pode um imortal morrer de amor?
Repito em alto e bom grito: Enterremos a dualidade! A constante escolha entre o bem e o mal. O certo e o errado. Isto ou aquilo. A frustração de parecer nunca conseguir fazer a escolha certa. Porque não há uma escolha certa! Que alívio! Aceitemos a existência. A existência da luz e do escuro,   dos extremos que se tocam. Aceitemos que a luz branca carrega nela um espectro enorme   de muitas outras cores. E não ignoremos nenhuma! Aprendemos a ver. A ver e a reconhecer que tudo existe ao mesmo tempo, independentemente da nossa vontade. Não há escolha possível entre isto e aquilo   quando ambos se misturam a toda a hora. Aceitemos o ridículo. O quão patéticos somos ao achar que estamos no controlo da nossa vida. E desfeita a ilusão, vivemos então! Aprendemos a viver. A amar na incerteza   de que amanhã ainda amaremos Mas certos de que o amor está na nossa Natureza. E a natureza, Essa ninguém controla.
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Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 4:28 PM UTC
Enterremos a dualidade!