"desculpa" poems
Minha filha Victória,
Dou graças a Deus por tudo que me tem dado, o melhor de tudo foste tu teres nascido e durante estes anos compreender e apreender as melhores facetas e ensinamentos que tu mesma descobriste e aperfeiçoastes.
Fico muito feliz com o sucesso que tens tido em todas as vertentes da tua vida e com o final de ano com a tua licenciatura em Medicina Dentária. Sou pai orgulhoso, amigo e confidente e podes sempre contar comigo no futuro, sem eu nunca querer impor regras ou princípios.
Peço desculpa pelas vezes em que não consegui dar-te o apoio infinito que tu sempre mereces, por não ser mais calmo em todas as circunstâncias que a vida por vezes nos submete. Quero te agradecer pela filha maravilhosa que és, pela tua sabedoria, pelo teu carinho, pelo teu amor de filha que sempre guardo no meu coração.
Deus deu-me este grande privilégio e espero que continue por largos anos a poder privar da tua doce e excelsa companhia. Neste tempo de grandes transformações quero que esteja sempre presente na tua vida: o poder da alma, do amor, do respeito por todos os seres humanos, e pela natureza pura e imaculada que eu tanto divulgo e aprecio.
Obrigado filha por tu também teres contribuído para eu me tornar um ser humano melhor, mais amigo, mais companheiro, mais sonhador. Se todos os Pais amassem os seus filhos da forma mais genuína como as avezinhas amam os seus teríamos um mundo muito melhor.
Dar liberdade e confiança ajuda sempre para se ter a certeza do caminho a seguir. Eu sou daqueles que quer que a minha filha seja muito melhor do que eu, que tenha uma vida mais feliz, que tenha tudo sempre muito melhor do que eu. Esta é a minha forma de pensar e de viver e porque não dizer o quanto te quero bem.
Adoro-te filha
Victor Marques
May 25, 2015
May 25, 2015 at 9:44 AM UTC
Sozinha eu danço
Mas com você eu não me canso
Quem sabe o que a pista nos reserva?
Eu continuo no balanço.
O coração acelera com o batuque
Medo que você o escute
O que diria?
Adorei a cantoria, vamos repetir
sem você não consigo mais emergir?
Ou
Desculpa, até outro dia
quando o alcool estiver a agir?
Meu bem, dúvidas cruéis
Me congela, confunde os sentidos
Por completo quase perco o juízo
Me confessando para um caderno
enquanto só queria lhe fazer carícias no inverno.
Mas meu bem, queria te perguntar
estamos juntos a balançar?
Nov 7, 2016
Nov 7, 2016 at 7:01 PM UTC
Desculpa.
Eu estrago o perfeito.
Acabo com o infinito.
Transformo a realidade em mito.
Digo as palavras erradas mesmo dizendo as certas.
Escrevo cartas rasgadas e as envio abertas.
Rabisco palavras bonitas.
E no lugar coloco feridas.
Oras
Você vai se acostumar.
No meu mar eu vou te afogar.
Você tenta me erguer e eu te puxo.
Tenta compreender e eu fujo.
Tenta fugir e eu rujo.
Sou um animal selvagem e sujo.
Eu cresci errado.
Eu sorri errado.
Eu menti errado.
Eu senti errado.
Mas me conta, qual a sensação de ser amado?
Nov 8, 2016
Nov 8, 2016 at 12:03 AM UTC
Dá me uma razão para ficar e então Eu ficarei.
O Mundo lá fora não me atrai.
Quero passar a eternidade no teu quarto.
Quero passar a eternidade a falar contigo até tu me odiares a mim e as minhas ideias conservadoras fruto de uma eternidade passada no teu quarto.
Quero que o mundo se foda tanto como o mundo me fodeu a mim.
Quero passar a vida dentro desses filmes que tanto adoras.
E não me importo que não seja real. E nem me importo que não seja a sério.
Passei a minha vida a brincar com crianças.
Quero te a ti acima de tudo.
E perdoou o te o vício do tabaco.
E perdoou o te o vício de odiares tudo que me faz viver.
Eu só te quero bem!
Quero que te cases e nem têm de ser comigo.
Eu só te quero bem!
E perdoou o te o vício de não acreditares em mim.
E perdoou o te o vício de amares sempre o mesmo tipo de homem.
Porque eu só quero é que dances. Porque disseste que adoravas dançar.
Porque eu só quero que andes com quem te faz andar.
E nem me importo que me mintas.
E nem me importo que me ignores.
Não quero que te apresses por mim.
Não quero que me peças desculpa.
Se um dia morrer que seja pelas tuas mãos.
Põe me fora do teu quarto e dá me a comer aos leões.
Diz ao mundo que te traí eu não te desmentirei.
Mesmo tendo passado a eternidade no teu quarto.
Diz que não me queres e faz-me ter filhos contigo.
E diz aos nossos filhos que não sou pai deles.
Diz me que nunca na vida serei teu.
Mas dá me uma razão para ficar.
Que Hoje...
Hoje Eu faço o Jantar.
Apr 24, 2014
Apr 24, 2014 at 9:30 PM UTC
*mesmo se você nao fala
desculpa, mas você me faz feliz
e sim, eu sei
estamos sempre tão longe
como a distância da galáxia
talvez longe demais
mas você me dá esse sentimento
cada vez que uma e outra vez
talvez seja impossível
um outro sonho perdido
talvez seja possível
se nos ambos são fortes
faz o que quiser
viva a sua vida
como será viver
de qualquer maneira
te amo*
Mar 15, 2014
Mar 15, 2014 at 7:08 AM UTC
Se sou poeta
é porque passo todas noites sozinho
Ser poeta é coisa de quem não tem o que fazer
Cansado?
Apaixonado?
Furioso?
Porque não sai da sua casa?
Porque não vai, desesperadamente, ter com a mulher que ama?
Porque não grita?
Tem medo estar louco, não é?
Mas já está
Sempre esteve
Sempre-nunca soube
Mas não se preocupe
não há nada demais
nunca houve nada demais
Eu sei bem, que a poesia é desculpa para nada fazer
Mesmo se você não escrevesse
Não haveria de sair
Eu te conheço
Você está.... acomodado
Não é preguiça
Nem medo,
Talvez alguma ansiedade,
Mas muita acomodação
Passa o dia pensando no que?
Fazendo o que?
Estuda pra que?
Se sonha? Sonha
May 9, 2015
May 9, 2015 at 8:57 PM UTC
(...) Desculpa se às vezes digo o que não devia, mas tenho dificuldade em escolher as palavras certas quando o meu coração está prestes a explodir, um nó na garganta me impede de respirar e as borboletas no meu estômago tentam rasgar-me a pele.
Aug 10, 2013
Aug 10, 2013 at 5:26 PM UTC
Peço desculpa pelos meus extremos.
Tenho tanta urgência em mim,
Tanto desespero,
Sei lá eu de quê.
Às vezes sinto-me sufocada dentro de mim mesma,
às vezes tenho duas mãos à volta do pescoço
e nem penso em me debater para as retirar.
Sempre fui um pouco masoquista, sempre consegui encontrar na
dor uma forma de a admirar.
São sensações que aparecem subitamente,
sinto o meu corpo a entrar numa agressiva combustão
que me arde em todo o lado e, logo depois, se esvanece
num grito calado.
E de repente,
Fico demasiado pequena
Para aguentar o calor da minha própria erupção.
E esta alma inquieta luta,
Protesta,
Escraviza-me,
Nem sequer me escuta,
Só arranha as paredes dentro de mim
À procura duma fenda por onde se escapar.
Mas porque me quer ela abandonar?!
Eu sei, e quero deixá-la ir!
Para a roda da fortuna que a veio seduzir, para o penhasco de onde
ela se quer mandar.
Sem sequer se questionar se terá uma rede por baixo que a vá
amparar.
Sempre fui assim, muita emoção e pouca razão.
Impulsiva, selvagem, bruta, desmedida,
em todos os assuntos que se relacionam com o coração.
“C(ALMA)”…grito-lhe de volta.
E afinal, ela ouve,
Mas não quer saber.
Às vezes dou por mim a chorar
Sem me aperceber de como comecei
E sem qualquer noção
De como irei parar.
Às vezes sinto a sua dor,
E choro com ela,
Enquanto ela me implora por uma última dança
Contigo.
Enquanto eu lhe imploro
Algo muito semelhante.
Algo que se assemelhe a um porto de abrigo.
MAS CALMA NA ALMA!
Dobra os extremos
Junta-os num ponto não tão distante.
E assim, bailemos,
Sem fazer do amor um bailado agoniante.
Pois só no meio termo é que se dança bem quando pretendes dançar com uma acompanhante.
Mar 7, 2022
Mar 7, 2022 at 4:51 PM UTC