"descobri" poems
Ontem descia a colina, pelos caminhos da natureza,
Foi quem sabe o seu trilho, que me mostrou a beleza,
Desde as plantas, ao ar que lá respirei, me maravilhei,
Foi nessa viagem que descobri, que ali tudo eu farei!
O cheiro a vida e os animais descascados de preconceitos,
A paz que se sentia entrar nos seus ninhos, eram preceitos,
De cores de luz ardente, onde o sol encoberto de folhas,
Mostrava atos ou sentimentos que são nossas escolhas!
Não escolho de quem posso gostar, mas escolho preservar,
Não luto pelo amor, se não o posso cultivar, porque não ó é,
Mas se eu escolher amar entre as folhas eu vou me mostrar,
E se estiver por trás delas, alguém, também deixo brilhar. Pois é!
É umas mistura de sons e tons, numa bebida alcoólica,
Sente-se os cheiros e sabores, escorrendo pela goela,
Percorrem-se os melhores encontros, gente acolita,
Se não são seus valores, nem são dele, nem são dela!
Porém, esta minha caminhada, vale escuro abaixo,
Que entre o brilho da estrela do dia mais claro,
Se perdi, porque vi, o que não guardei e encaixo,
E já vale adentro, hoje teu abraço é o meu amparo!
Autor: António Benigno
Código do texto: 2013.07.21.02.07
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:09 AM UTC
Não é hoje o momento de escrever coisas bonitas,
Nem é hoje o dia de cair no sofrimento,
Não é hora, hoje de te trazer as cavalitas,
Hoje é dia de procurar novo alento!
É agora que decidi viver intensamente,
Pois agora mesmo descobri que respiro,
Que o sufoco que ficou, partiu arduamente,
E luz se colocou diante do agulheiro!
É agora a hora de decidir se ficar ou partir,
É hora de mudar a trajectória deste trem,
Que me conduz à viagem, vou-me divertir,
Quando olhar em frente e levar outro alguém!
Alguém existe de verdade, não é fantasia,
E este, novo destino que quero perseguir,
Faz-me feliz, como tinto de malvasia,
Colorido, e aromaticamente de distinguir!
Nem consigo olhar para trás ver o que restou,
Nem quero repensar e mudar o que falhou,
Porque eu acredito que de nada que me calhou,
O importante é que para ti nunca estou!
Autor: António Benigno
Objectivo, de animar quem fantasiou!
Sep 11, 2013
Sep 11, 2013 at 9:17 AM UTC
Sinto que eu posso pegar na viagem e levar comigo,
Porque ela fica sempre junto de minhas recordações,
Os teus olhos de lince fulminaram minhas emoções,
Tua paciente espera preencheu meus espaços contigo!
Acreditaste nas lágrimas quando quase desesperaste,
Por aqui, o vazio era cada vez mais imenso e gaguejante,
Também eu chorei que aparecesses e tu, meu amor vieste
Foi longa a ilustre espera, mas eis que um dia tu apareceste!
O que eu previa nos contos de fados era apenas fantasia,
Escrita em livros como cativação de atenção da mordomia,
De corações que como o meu e teu, viviam sem demasia,
E hoje a quantidade que não cabia se descobriu anatomia!
As nossas funções vitais estão em alerta e tão receptivas,
Funcionam como correntes do mar que dão e recebem vida,
O ar que inspiramos, traz e leva a galhardia, sem a dúvida,
Porque hoje o sonho que era o nosso são mais perspectivas!
As perspectivas se dissipem e surjam aquelas coisas alusivas,
Ao que nos livros é tão igual afinal ao interior destes corações,
Meu e teu, é tão nosso, como odor que se uniu nessas emoções,
Descobri simples complexos e minha viaje, que tu sempre vivas!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.08.07.02.15
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:03 AM UTC
Intimidades
Na mesma madrugada eu me olhei,
Descobri a nudez e idolatrei.
Na mesma madrugada me deitei,
Ai relva que não pisei?
Na madrugada eu não senti,
Inconstância do que vivi.
Não me levantei, nem deitei,
Madrugada que sonhei.
Madrugada que o galo cantou,
Canto que embalou.
Sol que me olhou,
Madrugada do que sou.
Victor Marques
Jan 24, 2011
Jan 24, 2011 at 9:17 AM UTC
Poderíamos só continuar andando pela estrada,
E esquecer tudo de errado que já foi feito,
Eu não sei você, mas isso basta pra mim.
Andando na chuva, e eu não sei porquê você se irrita tanto,
Se agora odeia o Sol.
Estamos apenas andando na chuva.
E ainda não descobri porquê me olha,
Como se eu tivesse feito algo imperdoável.
Eu tento me convencer de não saber o porquê.
Eu estou apenas chorando na estrada,
E você está apenas ao meu lado, me culpando,
Por algo que não fiz.
Poderíamos só continuar andando pela estrada,
Sem erros,sem culpa e sem medo.
Sem lágrimas e arrependimentos.
Poderíamos fingir de uma vez,
Que nada houve,
Nada haverá.
Que no final só restará eu e você.
Dec 22, 2012
Dec 22, 2012 at 5:55 PM UTC
Nova Andradina, meu moinho
Sua gente me recebeu com carinho
Lembro-me de cada rua e praça
Ali construí uma vida cheia de graça
Domingos entre amigos e festas
Passeios pelos seus rios e florestas
Sábados aminados em seus bares
Papeando com os tipos populares
No caminho do trabalho aventuras garantidas
Na “Escola Agrícola” se vai parte da minha vida
Ali fiz amigos e tenho estudantes incríveis
E aprendi com as mais situações horríveis
Política, cultura, dia-dia e aventuras
Aproximaram-me da vida dura
Que esse povo forte e lutador
Ostenta com graça e esplendor
Aqui somente abri portas e janelas
Aprendi o preço da liberdade
Descobri a força da vida e da solidariedade
Para sobreviver às contradições e querelas
Jan 13, 2015
Jan 13, 2015 at 12:39 PM UTC
Perdi o jeito de escrever,
Ao olhar profundamente nos seus olhos.
Descobri que nada era mais necessário,
Que não necessitava de nenhum dom,
Só de você.
As palavras já não saem do meu punho,
Nada mais sai,
Não penso mais nas palavras lindas que escrevi,
Todas motivadas por ter perdido você.
Mas olhando profundamente, eu acabei perdendo a mim.
A minha essência profunda e confusa.
Perdendo você, perdi a mim.
E também perdi os poemas,
O amor e toda a dor que estava aqui.
Só restou o torpor, e corações pra partir.
Dec 24, 2012
Dec 24, 2012 at 9:20 AM UTC
Era noite.
Na escuridão, cintilavam pequenas estrelas.
Abriam-se e fechavam-se os olhos castanhos
daquele rosto alegre.
Ouviu-se, no meio daquela noite quente, o miar de
um gato perdido! no momento, caíra em cima da
minha cama uma violeta, tal qual os olhos, aqueles
olhos sensuais que me prendiam!
Fui convidado a amar...
Perdi o senso do lugar,
o senso do momento e perdi-me na noite...
E amei!...
Amei aqueles lindos olhos pestanudos, aquela boca
de lábios quentes, aquele corpo suave, excitante e
carente!
E pensava em não acordar; não queria perder
aquela paixão, nem imaginar que estava a sonhar.
Aquilo não era um sonho, nem tão pouco fantasia!
Finalmente descobri e gritei de alegria!
É a pura realidade.
Voltando-me para o outro lado, agarrei na almofada
e adormeci,
a pensar
em
ti.
Mar 16, 2014
Mar 16, 2014 at 7:01 PM UTC
para te ter
pensei um dia
mudar os hábitos
e a alegria
a forma de ser e estar
desobedecer-me sem pensar
para te ter
perdia amigos
enterrava os planos
em jazigos
esquecia como é bom sonhar
só para ao teu lado poder estar
mas...
então descobri um dia
que para te ter basta ser
Mar 24, 2015
Mar 24, 2015 at 5:12 PM UTC
um dia eu descobri que te gostava.
um tempo depois descobri que tu me gostava.
meu gostava era fraco e só esqueci
e segui.
não sei quanto a ti, se o fogo que te habitava
era quente como um fogão aceso no verão
ou
um fósforo que se apaga quando queima a madeira no fim.
te visitei muitas vezes aqui dentro e sempre imaginei como seria
se
te beijasse durante o dia
elogiasse teus dentes de sorrisos geométricos
convidasse prum gole de café
tocasse teu ombro bem devagar com a
ponta dos dedos
encontrasse teus olhos perdidos
te fizesse enxergar que existe coisa além
de solidão
só
fotografei teu corpo seminu
te beijei em noites bebadas
conheci tuas poesias
te segui sem saber
e me deu nó quando soube do teu
coração preenchido
ouço o que ouves agora
e penso em ti com frequência
senti tua falta
e penso que peco porque meu coração também
preencheu
e se só o que fosse pra ser fosse ser só sem ser a gente
Dec 16, 2018
Dec 16, 2018 at 9:36 PM UTC
quando o teu olhar caiu no meu,
me encontrei de novo em outro céu.
descobri o portão da alma
e toquei teu coração com calma.
nos teus olhos eu me perdi
e me apaixonei pelo que vi.
apreciei estas cores,
para quais não existem nomes.
nem nos meus sonhos achei estes tons.
e naquele segundo,
estava olhando nos olhos
mais lindos do mundo.
- gio, 23.07.2017
Mar 26, 2020
Mar 26, 2020 at 12:23 PM UTC
hoje plantei
duas mudas de rosa vermelha
também duas de boldo.
comprei sementes de margarida branca
e salsa do tipo que não é graúda.
esvaziei um vaso e arranquei fora a planta
quando olhei pra raiz
descobri que plantei batatas miúdas.
guardei elas
pra plantar novamente.
como é gostoso cultivar vidas que não falam.
Jan 19, 2018
Jan 19, 2018 at 5:17 PM UTC
mudei recentemente pra esse lugar novo
ainda não me adaptei
não sei agir de acordo
sigo sendo eu, mas parece um eu novo
teve um dia em que não respeitei o horário de silêncio
dava pra ver a lua refletindo meu anseio
então abri as janelas
(do meu peito)
e gritei
esse eu
novo eu
não cabia mais em mim
tive que explodir
então gritei, buscando um jeito de expandir
e descobri, afinal de contas
o que tinha de tão novo:
era a voz.
mudei recentemente pra um lugar silencioso
onde as explosões se escondem
atrás de olhos encharcados
e corpos domados
mas esse eu
novo eu
explode aos quatro ventos
mesmo que de um jeito manso
(ainda assusta escapar do próprio corpo)
sorri, ali
com a janela aberta mesmo
ouvindo aquilo ecoar
sinti, sem dificuldade
que esse eu
o novo eu
nunca mais vai se calar
Jun 18, 2018
Jun 18, 2018 at 8:14 PM UTC