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"corri" poems
Colhi a alma de tudo quanto toquei e em tudo quanto olhei larguei parte da minha o que me torna, hoje, aquilo que sou, o que me constrói e constitui são os outros e não eu. Os outros: as flores banhadas de orvalho, as árvores vestidas ou nuas, as paisagens das cidades que amei mais do que as pessoas com que as corri, as pessoas que amei e as que toquei apenas e aquelas que nem a tocar cheguei. Não sou já gente, se é que fui gente vez alguma! Será esta alma que trago maior que a minha? Serei eu, tão cheia de natureza, mais ou menos natural? Mas serei eu a alma que carrego sem que seja a minha, o conjunto de seres racionais por dentro de mim que me controlam o pensamento e, por vezes, o sentir ou o ser único e puro que sente de forma única e pura? Serei eu a união de tudo isso, do que me resta de mim, de quantas versões tenha de mim, e o que trago dos outros? Serei eu algo ou alguém sequer? Importa definir o ser?
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Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:41 PM UTC
Colhi a Alma de Tudo Quanto Toquei
O ar desapareceu dos meus pulmões O tempo parou naquele momento e eu me vi em queda infinita Dentro de um planeta que não tem chão Dentro de um sentimento sem previsão Eu corri, e quando senti seus braços, a temperatura derrepente ja passava dos mil Não contei e nem tive tempo antes que o vento daquela imensa mancha vermelha me levasse consigo Não há foguete que conseguiria me buscar Eu não me importaria de chegar ao núcleo nem mesmo de ser esmagada pela pressão Então eu suplico, deixe Jupiter me levar
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Feb 3, 2022
Feb 3, 2022 at 10:48 PM UTC
Jupiter, meu primeiro amor
Mãe Já corri mundo, tudo Deus me deu, Já tive amor, nenhum como o teu. Já vi mares com branca espuma, Mas Mãe é só uma…! O teu espírito sofredor, Vaso do teu amor, Tuas palavras sempre meigas e doces, Eterna sempre fosses… Penso sempre em ti, Falarei sempre com coração, As estrelas um dia te dirão, Que as rosas que eu já vi, Não existem simplesmente afinal, Mãe minha sem igual. Victor Marques
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May 30, 2011
May 30, 2011 at 4:57 AM UTC
Mãe
Me empolgar pra quê? Se você vai me deixar, Quando a primeira porta ver. Eu bem que quis você. Mas hoje, ao te ver, Eu fui embora, Corri pra porta, E não olhei pra trás. Pra não te ver chorar, E me fazer voltar. Mesmo sem querer, Você saberia me cativar. E a luz do meu olhar, Iria se perder, Dentro do escurecer, Da tua alma, Que de nada me acalma, Só me faz sofrer. E não quero mais você. Nem saberei querer, Qualquer outra pessoa.
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Sep 24, 2013
Sep 24, 2013 at 8:46 PM UTC
Qualquer outra pessoa
Uno scambio mal riuscito di sguardi mai incrociati ha tappezzato il pavimento di dimenticati imbarazzi i miei i tuoi sommati ad un'unica finestra di poco aperta per far scolare via quel fumo denso della sigaretta succhiata forte che il silenzio vibrasse di qualcosa di non detto il tuo nome o quel che faccio ma la porta ora ha messo pace alle nostre solitudini e la tua fretta lungo le scale che corri non è più mia su questo divano impiantito ancora oggi a contare via le ore con il sommo delle dita.
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Nov 7, 2014
Nov 7, 2014 at 10:14 AM UTC
Untitled
Um pouquinho mais romântico que antes Não mando mensagens de Bom Dia como antes Hoje prefiro estar no teu portão Com flores na mão como antes Camisete suada respiração ofegante “Corri ate aqui” Mas são seis da manha, tu dizes. “Melhor hora pra colocar um sorriso na tua cara e começar o nosso dia”. Teu sorriso é a melhor mensagem de bom dia Não tiro os olhos de ti Talvez esteja tirando fotografias Ou talvez tentando descobrir o que te torna mais especial que as outras “Deve ser o jeito que o teu nariz fica quando sorris” “Ou se calhar é o meu sentimento por ti” ...
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Feb 11, 2018
Feb 11, 2018 at 2:33 AM UTC
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