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"contemplado" poems
O Douro na sua plenitude Quando me levantei, senti aquele sentido odor de uma linda manhã de primavera.  Os pintassilgos entoavam uma melodia que me ajudou a encarar o dia com mais serenidade e  encanto.  Olhei para este meu horizonte que se estende num infinito lonquinquo que parece estar ali para ser sempre contemplado e amado.        Que Douro sublime excelso de ser pintado por expressionistas e cantado em versos pelos nossos poetas que não deixam de o servir e o idolatrar.  Desde menino que eu ganhei uma consciência duriense que nem com a morte ninguém ma irá roubar.  Não me canso de tentar perceber o xisto em harmonia,  complexo e eternizado com estes lindos muros que parecem até nem serem feitos por pedreiros terrenos mas sim por anjos do bom Deus que por aqui quis passar. Casebres abandonados e fornos de secar os figos continuam na paisagem duriense vivos e ao mesmo tempo parecem sepultados para sempre no cemitério dum rio  Douro que se embala num Rabelo de outrora.         As videiras imponentes parecem ressuscitar todos os anos pela altura da Páscoa.  Que beleza sentir e amar um Deus vivo que  bebeu o vinho para nos mostrar seu amor e assim dignificar todos aqueles que se dedicam a tão nobre tarefa. Toda a vegetação duriense exala perfume,  permitindo ao homem encontrar aqui um paraíso terreno e ao mesmo tempo um purgatório disperso nos patamares onde vinhas, oliveiras, amendoeiras, figueiras, laranjeiras,  sobreiros, torgas e giestas coabitam.   Quem fala do Douro sublime não pode deixar de olhar para os rostos de suas gentes. Parece até que  não sabem amar mais nada, nem mais nada fazer. ... Um saber acumulado de gerações é um legado de arte de bem-fazer vinho aliado a novas técnicas utilizadas por enólogos sedentos de fazerem dos vinhos do Douro os melhores do mundo.         O Douro corre sem correrias. É meigo com seu leito. As vinhas bebem suavemente de suas águas doces.  Nós que aprendemos com o brilho do pôr-do-sol, que parece um verniz de esmalte que conforta crentes e não crentes. O Douro que é de oiro está de deleite, de quarentena para nos ajudar a viver e a estar sempre perto da margem para embarcar na barca dum destino já traçado. Victor Marques
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Apr 10, 2014
Apr 10, 2014 at 8:31 AM UTC
Douro Sublime
O Douro na sua plenitude Quando me levantei, senti aquele sentido odor de uma linda manhã de primavera.  Os pintassilgos entoavam uma melodia que me ajudou a encarar o dia com mais serenidade e  encanto.  Olhei para este meu horizonte que se estende num infinito lonquinquo que parece estar ali para ser sempre contemplado e amado.        Que Douro sublime excelso de ser pintado por expressionistas e cantado em versos pelos nossos poetas que não deixam de o servir e o idolatrar.  Desde menino que eu ganhei uma consciência duriense que nem com a morte ninguém ma irá roubar.  Não me canso de tentar perceber o xisto em harmonia,  complexo e eternizado com estes lindos muros que parecem até nem serem feitos por pedreiros terrenos mas sim por anjos do bom Deus que por aqui quis passar. Casebres abandonados e fornos de secar os figos continuam na paisagem duriense vivos e ao mesmo tempo parecem sepultados para sempre no cemitério dum rio  Douro que se embala num Rabelo de outrora.         As videiras imponentes parecem ressuscitar todos os anos pela altura da Páscoa.  Que beleza sentir e amar um Deus vivo que  bebeu o vinho para nos mostrar seu amor e assim dignificar todos aqueles que se dedicam a tão nobre tarefa. Toda a vegetação duriense exala perfume,  permitindo ao homem encontrar aqui um paraíso terreno e ao mesmo tempo um purgatório disperso nos patamares onde vinhas, oliveiras, amendoeiras, figueiras, laranjeiras,  sobreiros, torgas e giestas coabitam.   Quem fala do Douro sublime não pode deixar de olhar para os rostos de suas gentes. Parece até que  não sabem amar mais nada, nem mais nada fazer. ... Um saber acumulado de gerações é um legado de arte de bem-fazer vinho aliado a novas técnicas utilizadas por enólogos sedentos de fazerem dos vinhos do Douro os melhores do mundo.         O Douro corre sem correrias. É meigo com seu leito. As vinhas bebem suavemente de suas águas doces.  Nós que aprendemos com o brilho do pôr-do-sol, que parece um verniz de esmalte que conforta crentes e não crentes. O Douro que é de oiro está de deleite, de quarentena para nos ajudar a viver e a estar sempre perto da margem para embarcar na barca dum destino já traçado. Victor Marques
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Esbate  luz em nossos corações enquanto seres humanos...   Hoje perplexo olho a minha volta,  procuro respostas, me incito enquanto ser humano a ser um exemplo: em honestidade, humanidade, e lealdade. Caminhadas que desesperam em ser feitas, pois estamos com tantas adversidades que nos fazem sonhar menos, pensar em tons de um amarelo cheio de um **** quase azedo de um pão que deixa de ser cozido de uma forma tradicional.         Como seres humanos aptos para sobreviver teimamos em harmonia viver com os os ensinamentos de nossos antepassados.  Tiramos proveito de tanta aprendizagem que gratuitamente foi transmitida de gerações em gerações.  Vivemos numa sociedade extremamente competitiva e selectiva, lutando cada dia contra instituições incapazes de gerir riqueza, gastando alguns tostões que restam aos pequenos contribuintes que resistem e pagam sem pestanejar.          O que fazer quando se tem a leveza de ser amado,  bajulado, respeitador e honesto em todas as vertentes  de seres humanos fantásticos que semeiam amizades para toda a vida? Simplesmente ousar ser sempre contemplado com a luz de um sol radioso que aconselhe  e encante os homens de boa vontade a fazer alguma coisa por todos os que nascem desprovidos de roupa e morrem sem nunca saber como e quando? Falta humildade em nossos corações enquanto seres que vivem neste planeta terra,Falta amor , gratidão,  simplicidade, perdão, harmonia, paciência,  serenidade, seriedade e amizade.
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Feb 23, 2015
Feb 23, 2015 at 2:07 PM UTC
Falta amor aos nossos corações
Esbate  luz em nossos corações enquanto seres humanos...   Hoje perplexo olho a minha volta,  procuro respostas, me incito enquanto ser humano a ser um exemplo: em honestidade, humanidade, e lealdade. Caminhadas que desesperam em ser feitas, pois estamos com tantas adversidades que nos fazem sonhar menos, pensar em tons de um amarelo cheio de um **** quase azedo de um pão que deixa de ser cozido de uma forma tradicional.         Como seres humanos aptos para sobreviver teimamos em harmonia viver com os os ensinamentos de nossos antepassados.  Tiramos proveito de tanta aprendizagem que gratuitamente foi transmitida de gerações em gerações.  Vivemos numa sociedade extremamente competitiva e selectiva, lutando cada dia contra instituições incapazes de gerir riqueza, gastando alguns tostões que restam aos pequenos contribuintes que resistem e pagam sem pestanejar.          O que fazer quando se tem a leveza de ser amado,  bajulado, respeitador e honesto em todas as vertentes  de seres humanos fantásticos que semeiam amizades para toda a vida? Simplesmente ousar ser sempre contemplado com a luz de um sol radioso que aconselhe  e encante os homens de boa vontade a fazer alguma coisa por todos os que nascem desprovidos de roupa e morrem sem nunca saber como e quando? Falta humildade em nossos corações enquanto seres que vivem neste planeta terra,Falta amor , gratidão,  simplicidade, perdão, harmonia, paciência,  serenidade, seriedade e amizade.
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Aveces pienso cosas absurdas. Por ejemplo, he contemplado lo que sería nuestro hogar en el futuro. Que ridículo. Pero sabes, me imagino paredes blancas, Muebles oscuros, refinados, con los pequeños detalles que te gustan a ti. Nuestro cuarto sería así: Minimalista, tal vez tres cuadros de algunas fotografías En blanco y ***** Un librero, La mitad lleno de libros de poesía, Literatura en español, física, mecánica, Y la otra de libros científicos, De cerebros, comportamiento, psicología; Tu mitad de la cama estaría ordenada, Tendida, Y la mía quizás seguiría ocupada por mi, Caótica, las sábanas arrastrando, Y un pequeño montoncito de libros a mis pies. En muchas cosas somos diferentes, Por eso pienso en como viviríamos juntos; Creo las paredes en blanco me deprimirían, Tal vez al año las pintaríamos de un color vino... (¿Te acuerdas del vino que tomamos en mi cumpleaños?) O tal vez a los 3 años, nuestros hijos harían un nuevo decor... Que absurdo es pensar así, Más ridículo sentir tan bonito en imaginarlo. Pero tendríamos un lindo hogar, Creo que sería un lugar muy rico, Un flux constante de ideas, de color, de expresión , de conocimiento. Sería el Meca de nuestro amor, El centro de mi universo. Que ridículo, Que absurdo Pensamiento.
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Feb 3, 2013
Feb 3, 2013 at 11:04 PM UTC
Nuestro hogar
Sabe, sei que fui contemplado com algo horrível, também sei que talvez tudo isso foi culpa minha, quando você é um idiota por muito tempo sempre acha alguém esperto demais para te amar, mas mesmo assim ela vai te amar, e tudo isso vai acabar de uma maneira podre e dolorosa, e eu irei acabar em um bar qualquer em uma rua qualquer dando risada sobre uma piada ou qualquer outra coisa estupida. E nesse momento enquanto dou um gole na cerveja e sinto sua fria espuma tocando meu lábio eu sou sugado para fora do presente, e lá em um campo verde vejo uma fileira imensa de lapides e distantes de todas as outras, no topo de uma montanha vejo uma arvore aparentemente morta, mas mesmo naquele estado tenebroso ainda me rende uma sensação de segurança, e ao chegar lá que percebo: a brisa ainda está fresca, as palmeiras ainda verdes e eu ainda estou aqui. Eu ainda estou aqui.
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Dec 2, 2015
Dec 2, 2015 at 5:44 PM UTC
Eu ainda estou aqui
Una vívida y terrorífica alucinación me repito, tiritando de miedo desde el centro de la sala atravesado por el gélido arpón de la gravedad. Vamos flotando, por encima de los campos de verdes acres contemplado la geometría perfecta de la pitagórica ciudad vegetal Sobre una inmaculada orbe de papel nos precipitamos hacia el vacío, las formas y contornos del mundo quedan grabadas en la difusa calma oceánica de nuestras retinas Y una multitud, de acerbos rostros flemáticos nos da la bienvenida. Cual diminutas ánimas secretas, se agrupan en curiosos adarmes, la sombra que cruza el Atlántico ofusca sus vidas entre cenizas Ahogados bajo las llamas elevan ampollas de fuego en cada nota y en cada suspiro, oímos sirenas cantar
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Jul 17, 2015
Jul 17, 2015 at 11:59 PM UTC
Sueño de un domingo en la mañana: “Sobre la catástrofe del Dirigible Hindenburg”
Variaciones que enseñaban en la escuela: Egeo, Atlántico, Indico, Caribe, Mármara, mar de la Sonda, mar Blanco. Todos sois uno a mis ojos: el azul del Contemplado. En los atlas, un azul te finge, falso. Pero a mí no me engañó ese engaño. Te busqué el azul verdad; un ángel, azul celeste, me llevaba de la mano. Y allí en tu azul te encontré jugando con tus azules, a encenderlos, a apagarlos. ¿Eras como te pensaba? Más azul. Se queda pálido el color del pensamiento frente al que miran los ojos, en más azul extasiados. Eres lo que queda, azul; lo que sirve de fondo a todos los pasos, que da lo que pasa, olas, espumas, vidas y pájaros, velas que vienen y van. Pasa lo blanco, mortal. Y tú estás siempre llenando, como llena un alma un cuerpo, las formas de tus espacios. Cada vez que fui en tu busca, allí te encontré, en tu gloria, la que nunca me ha fallado. Tu azul por azul se explica: color azul, paraíso; y mirarte a ti, mirarlo.
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Variación i
Quando me levanto e olho da minha janela, Agradecendo a vida  e o amor que tenho por ela. As encostas por trabalhadores durienses foram esculpidas, E suas memorias nunca  esquecidas .... Agradecendo as geadas que gelam nosso olhar Vides que esperam uma Primavera, Nevoeiros que esfumaçam na nossa terra, Pastores  que pernoitam com o brilho do luar... Lagartos que hibernam sempre no Inverno, Noites longas que nos deixam monótonos e tristonhos, Agradecendo o amor que parece eterno, Vivendo segundo a lei dos nossos sonhos... O Sol espreita por vezes de soslaio e sorrateiro, Agradecendo as noite frias em Janeiro, O céu fica limpo e pronto para ser contemplado,   E eu fico meio embasbacado ... Victor Marques
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Jan 11, 2017
Jan 11, 2017 at 11:28 AM UTC
Agradecer com sorriso ....
¡Qué pareja tan hermosa esta nuestra, Contemplado! La mirada de mis ojos, y tú, que te estoy mirando. Todo lo que ignoro yo te lo tienes olvidado; y ese cantar que me buscan las horas, sin encontrarlo, de la mañana a la noche, con blanquísimo estribillo, tus olas lo van cantando. Porque estás hecho de siglos me curaste de arrebatos; se aprende a mirar en ti por tus medidas sin cálculo -dos, nada más: día y noche- gozosamente despacio. No quieres tú que te busquen los ojos apresurados, los que te dicen hermoso y luego pasan de largo. No ven. A ti hay que mirarte como te miran los astros, a sus azules mirandas serenamente asomados. Tú, Lazarillo de ojos, llévate a estos míos; guíalos, por la aurora, con espumas, con nubes, por los ocasos; tú solo sabes trazar los caminos de tus ámbitos. Con las señas de la playa, avísales de la tierra, de su sombra, de su engaño. A tu resplandor me entrego, igual que el ciego a la mano; se siente tu claridad hasta en los ojos cerrados, -presencia que no se ve-, acariciando los párpados. Por tanta luz tú no puedes conducir a nada malo. Con mi vista, que te mira, poco te doy, mucho gano. Sale de mis ojos, pobre, se me marcha por tus campos, coge azules, brillos, olas, alegrías, las dádivas de tu espacio. Cuando vuelve, vuelve toda encendida de regalos. Reina se siente; las dichas con que tú la has coronado. ¡De lo claro que lo enseñas qué sencillo es el milagro! Si bien se guarda en los ojos, nunca pasa, lo pasado. ¿Conservar un amor entre unos brazos? No. En el aire de los ojos, entre el vivir y el recuerdo, suelto, flotando, se tiene mejor guardado. Aves de vuelo se vuelan, tarde o temprano. Los ojos son los seguros; de allí no se van los pájaros. Lo que se ha mirado así, día y día, enamorándolo, nunca se pierde, porque ya está enamorado. Míralo aunque se haya ido. Visto o no visto, contémplalo. El mirar no tiene fin: si ojos hoy se me cerraron cuando te raptó la noche, mañana se me abrirán, cuando el alba te rescate, otros ojos más amantes, para seguirte mirando.
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Variación v
¡Qué pareja tan hermosa esta nuestra, Contemplado! La mirada de mis ojos, y tú, que te estoy mirando. Todo lo que ignoro yo te lo tienes olvidado; y ese cantar que me buscan las horas, sin encontrarlo, de la mañana a la noche, con blanquísimo estribillo, tus olas lo van cantando. Porque estás hecho de siglos me curaste de arrebatos; se aprende a mirar en ti por tus medidas sin cálculo -dos, nada más: día y noche- gozosamente despacio. No quieres tú que te busquen los ojos apresurados, los que te dicen hermoso y luego pasan de largo. No ven. A ti hay que mirarte como te miran los astros, a sus azules mirandas serenamente asomados. Tú, Lazarillo de ojos, llévate a estos míos; guíalos, por la aurora, con espumas, con nubes, por los ocasos; tú solo sabes trazar los caminos de tus ámbitos. Con las señas de la playa, avísales de la tierra, de su sombra, de su engaño. A tu resplandor me entrego, igual que el ciego a la mano; se siente tu claridad hasta en los ojos cerrados, -presencia que no se ve-, acariciando los párpados. Por tanta luz tú no puedes conducir a nada malo. Con mi vista, que te mira, poco te doy, mucho gano. Sale de mis ojos, pobre, se me marcha por tus campos, coge azules, brillos, olas, alegrías, las dádivas de tu espacio. Cuando vuelve, vuelve toda encendida de regalos. Reina se siente; las dichas con que tú la has coronado. ¡De lo claro que lo enseñas qué sencillo es el milagro! Si bien se guarda en los ojos, nunca pasa, lo pasado. ¿Conservar un amor entre unos brazos? No. En el aire de los ojos, entre el vivir y el recuerdo, suelto, flotando, se tiene mejor guardado. Aves de vuelo se vuelan, tarde o temprano. Los ojos son los seguros; de allí no se van los pájaros. Lo que se ha mirado así, día y día, enamorándolo, nunca se pierde, porque ya está enamorado. Míralo aunque se haya ido. Visto o no visto, contémplalo. El mirar no tiene fin: si ojos hoy se me cerraron cuando te raptó la noche, mañana se me abrirán, cuando el alba te rescate, otros ojos más amantes, para seguirte mirando.
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Desde que te llamo así, por mi nombre, ya nunca me eres extraño. Infinitamente ajeno, remoto tú, hasta en la playa, -que te acercas, alejándote apenas llegas-, tú eres absoluto entimismado. Pero tengo aquí en el alma tu nombre, mío. Es el cabo de una invisible cadena que se termina en tu indómita belleza de desmandado. Te liga a mí, aunque no quieras. Si te nombro, soy tu amo de un segundo. ¡Qué milagro! Tus desazones de espuma, abandonan sus caballos de verdes grupas ligeras, se amansan, cuando te llamo lo que me eres: Contemplado. Obra, sutil, el encanto divino del cristianar. Y aquí en este nombre rompe mansamente tu arrebato, aquí, en sus letras -arenas-, como en playa que te hago. Tú no sabes, solitario, -sacramento del nombrar- cuando te nombro, todo lo cerca que estamos.
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Variación iii
Los que ya no te ven sueñan en verte desde sus soterrados soñaderos, -lindes de tierra por los cuatro lados, cuna del esqueleto-, Sed tienen, no en las bocas, ni de agua; sed de visiones, esas que tu cielo proyecta -azules tenues- en su frente, y tú realizas en azul perfecto. Este afán de mirar es más que mío. Callado empuje, se le siente, ajeno, subir desde tinieblas seculares. Viene a asomarse a estos ojos con los que miro. ¡Qué sinfín de muertos que te vieron me piden la mirada, para verte! Al cedérsela gano: soy mucho más cuando me quiero menos. Que estos ojos les valgan a los pobres de luz. No soy su dueño. ¿Por cuánto tiempo -herencia- me los fían? ¿Son más que un miradero que un cuerpo de hoy ofrece a almas de antes? Siento a mis padres, siento que su empeño de no cegar jamás, es lo que bautizaron con mi nombre. Soy yo. Y ahora no ven, pero les quedo para salvar su sombra de la sombra. Que por mis ojos, suyos, miren ellos; y todos mis hermanos anteriores, sepultos por los siglos, ciegos de muerte: vista les devuelvo. ¡En este hoy mío, cuánto ayer se vive! Ya somos todos unos en mis ojos, poblados de antiquísimos regresos. ¡Qué paz, así! Saber que son los hombres, un mirar que te mira, con ojos siempre abiertos, velándote: si un alma se les marcha nuevas almas acuden a sus cercos. Ahora, aquí, frente a ti, todo arrobado, aprendo lo que soy: soy un momento de esa larga mirada que te ojea, desde ayer, desde hoy, desde mañana, paralela del tiempo. En mis ojos, los últimos, arde intacto el afán de los primeros, herencia inagotable, afán sin término, Posado en mí está ahora; va de paso. Cuando de mí se vuele, allá en mis hijos -la rama temblorosa que le tiendo- hará posada. Y en sus ojos, míos, ya nunca aquí, y aquí, seguiré viéndote. Una mirada queda, si pasamos. ¡Que ella, la fidelísima, contemple tu perdurar, oh Contemplado eterno! Por venir a mirarla, día a día, embeleso a embeleso, tal vez tu eternidad, vuelta luz, por los ojos se nos entre. Y de tanto mirarte, nos salvemos.
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Variación final
Los que ya no te ven sueñan en verte desde sus soterrados soñaderos, -lindes de tierra por los cuatro lados, cuna del esqueleto-, Sed tienen, no en las bocas, ni de agua; sed de visiones, esas que tu cielo proyecta -azules tenues- en su frente, y tú realizas en azul perfecto. Este afán de mirar es más que mío. Callado empuje, se le siente, ajeno, subir desde tinieblas seculares. Viene a asomarse a estos ojos con los que miro. ¡Qué sinfín de muertos que te vieron me piden la mirada, para verte! Al cedérsela gano: soy mucho más cuando me quiero menos. Que estos ojos les valgan a los pobres de luz. No soy su dueño. ¿Por cuánto tiempo -herencia- me los fían? ¿Son más que un miradero que un cuerpo de hoy ofrece a almas de antes? Siento a mis padres, siento que su empeño de no cegar jamás, es lo que bautizaron con mi nombre. Soy yo. Y ahora no ven, pero les quedo para salvar su sombra de la sombra. Que por mis ojos, suyos, miren ellos; y todos mis hermanos anteriores, sepultos por los siglos, ciegos de muerte: vista les devuelvo. ¡En este hoy mío, cuánto ayer se vive! Ya somos todos unos en mis ojos, poblados de antiquísimos regresos. ¡Qué paz, así! Saber que son los hombres, un mirar que te mira, con ojos siempre abiertos, velándote: si un alma se les marcha nuevas almas acuden a sus cercos. Ahora, aquí, frente a ti, todo arrobado, aprendo lo que soy: soy un momento de esa larga mirada que te ojea, desde ayer, desde hoy, desde mañana, paralela del tiempo. En mis ojos, los últimos, arde intacto el afán de los primeros, herencia inagotable, afán sin término, Posado en mí está ahora; va de paso. Cuando de mí se vuele, allá en mis hijos -la rama temblorosa que le tiendo- hará posada. Y en sus ojos, míos, ya nunca aquí, y aquí, seguiré viéndote. Una mirada queda, si pasamos. ¡Que ella, la fidelísima, contemple tu perdurar, oh Contemplado eterno! Por venir a mirarla, día a día, embeleso a embeleso, tal vez tu eternidad, vuelta luz, por los ojos se nos entre. Y de tanto mirarte, nos salvemos.
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De mirarte tanto y tanto, de horizonte a la arena, despacio, del caracol al celaje, brillo a brillo, pasmo a pasmo, te he dado nombre; los ojos te lo encontraron, mirándote. Por las noches, soñando que te miraba, al abrigo de los párpados maduró, sin yo saberlo, este nombre tan redondo que hoy me descendió a los labios. Y lo dicen asombrados de lo tarde que lo dicen. ¡Si era fatal el llamártelo! ¡Si antes de la voz, ya estaba en el silencio tan claro! ¡Si tú has sido para mí, desde el día que mis ojos te estrenaron, el contemplado, el constante Contemplado!
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El contemplado
toda noite deito minha cabeça no travesseiro viajo em minha mente como um passageiro sonho com o inalcançável e me perco por inteiro se não me identifico com a vida real se meu eu só é contemplado no surreal há algo em mim que é verdadeiro?
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Oct 30, 2020
Oct 30, 2020 at 12:40 AM UTC
eu surreal