"conheci" poems
Quando te conheci…
Quando te conheci na noite solidária com o vento,
Perdi-me no teu calor, no teu encanto.
Quando te conheci teu cheiro me apaixonava,
Deixava-me ao teu abandono e mais nada.
Quando te conheci, não entendi mas senti,
Aumentar o amor e a saudade,
O destino não tem amor nem sentido,
Tem a fragrância do desconhecido.
Te recordo com primazia,
Alegria que em mim se sentia,
Te conhecer sem apelo nem agravo,
Me contento com o futuro e o passado.
Victor Marques
Aug 30, 2010
Aug 30, 2010 at 7:26 AM UTC
Olhei o exterior, a descoberto, no costume dos dias,
Olhar de lince, penetrou perante os espetros ocultos,
Tudo aquilo que se via, imaginava real, o que fazias,
E porque o era, nada mudava afinal nesses vultos!
Sem medos, nem costumes delirantes, tudo era normal,
As sombras não se escondiam nas penumbras do dia,
Nem o sol deixou de brilhar no pleno dia que eu vivia,
Acordar de criança, desejoso de o ser, como água termal!
Perdeu-se o tempo, constrangido com riscos e desafios,
Falava-se de tudo e para todos, sem nosso silêncio crismal,
Aquelas vestes de antigamente, tribunal, hoje é ponto final!
E a realização dos sonhos são isso, desafios lógicos e sentimentos,
Delira o corpo, com o satisfazer da mente, coisas duradouras e belas,
Se cresce desejo, se sonho quando te vejo e aprecio teus encantos,
Solto-me no ar, voando e planando, pelas nossas vestes, paralelas!
E longe te aperto aqui, mundo que conheci, seguro no bolso,
Seu fecho de saco impermeável e por demais, mais durável,
Aquece-me o presente, com sonhos para futuro, sustentável,
E, teus sonhos, meus, minha, vida tua é sem troca ou reembolso!
Autor: António Benigno
Código de Autor: 2013.10.02.02.26
Oct 2, 2013
Oct 2, 2013 at 6:53 AM UTC
Uma vez um garoto me disse
"Viva uma história que valha a pena contar"
Eu me apaixonei por esse garoto
E ele desapareceu, levando meu coração
Deixando minha mente lidar com os sentimentos
Por favor garoto
Devolva meu coração
Volte para mim
Devolva meu coração
Uma vez meu amor me disse
Para não esquecer de ser incrível
Para não esquecer de fazer cada dia melhor
Para não planejar o futuro
Mas viver o presente
Por favor garoto
Devolva meu coração
Volte para mim, por favor
Devolva meu coração, eu imploro
Uma vez eu conheci um garoto
Ele era radiante
Ele me amou com toda a sua energia
E eu me apaixonei, mas ele foi embora
E levou tudo de mim
E ele levou meu coração
E só deixou a casca para trás
Por favor garoto
Devolva meu coração
Eu estou de joelhos, implorando
Volte para mim
E devolva meu coração
Pelo nosso velho amor, por favor
Uma vez eu vi um garoto
Nós rimos juntos
Nós nos amamos intensamente
E então ele se foi
Me deixou para trás
E levou meu coração
E nunca mais devolveu
Uma vez eu reencontrei meu garoto
E ele me devolveu meu coração
E me deu também o seu
E desapareceu para sempre
Sep 13, 2016
Sep 13, 2016 at 8:12 AM UTC
Por causa de ti,
Eu deixei de dormir.
Por causa de ti,
É difícil eu me concentrar.
Por causa de ti,
Eu estou sempre sem ar.
Por causa de ti,
Eu estou sempre em baixo.
Por causa de ti,
Eu tenho marcas e cicatrizes.
Por causa de ti,
Eu acho que sou feio e não valho nada.
Por causa de ti,
Eu conheci a minha pior inimiga.
Por tua causa,
Depressão.
Aug 9, 2013
Aug 9, 2013 at 9:54 AM UTC
Possuído por uma raiva febril segui para lá do abismo maldizendo todo o ser que um dia me fez sofrer.
Perdi a fé no homem, perdi a fé no Deus e entreguei todos os meus sonhos nas mãos da megera e fugi para lá dos meus sonhos.
Perdi a fé nas orações do homem, nas acções do homem e condenei ao fracasso cada passo desmedido e tresloucado.
Odiei.
Odiei cada ser que outrora conheci.
Fui traído.
Condenei os “amigos” que outrora possui.
Desisti de procurar a razão.
Desacreditei na amizade . . .
Desacreditei no amor . . .
E desisti!
Será loucura odiar a humanidade só porque uma donzela não dançou a valsa da vida contigo?
Jan 7, 2014
Jan 7, 2014 at 3:15 AM UTC
Amei, amei e prometi não amar mais ninguém
Mais tarde conheci-te a ti e foi aí que percebi
…que sou terrível a cumprir promessas.
Aug 10, 2013
Aug 10, 2013 at 6:00 PM UTC
um dia eu descobri que te gostava.
um tempo depois descobri que tu me gostava.
meu gostava era fraco e só esqueci
e segui.
não sei quanto a ti, se o fogo que te habitava
era quente como um fogão aceso no verão
ou
um fósforo que se apaga quando queima a madeira no fim.
te visitei muitas vezes aqui dentro e sempre imaginei como seria
se
te beijasse durante o dia
elogiasse teus dentes de sorrisos geométricos
convidasse prum gole de café
tocasse teu ombro bem devagar com a
ponta dos dedos
encontrasse teus olhos perdidos
te fizesse enxergar que existe coisa além
de solidão
só
fotografei teu corpo seminu
te beijei em noites bebadas
conheci tuas poesias
te segui sem saber
e me deu nó quando soube do teu
coração preenchido
ouço o que ouves agora
e penso em ti com frequência
senti tua falta
e penso que peco porque meu coração também
preencheu
e se só o que fosse pra ser fosse ser só sem ser a gente
Dec 16, 2018
Dec 16, 2018 at 9:36 PM UTC
Deixo de herança todos os pensamentos
Perdidos ao luar,
Escritos na página invisível da vida,
Impossíveis de partilhar.
Deixo de herança todas as garrafas,
Que esvaziei e pousei à beira-mar,
Com uma carta escondida lá dentro,
Incógnita ainda por entregar.
Deixo de herança todo o fumo,
Que compulsivamente inalei
Para tentar matar a doença
Da qual nunca me curei.
Deixo as pegadas na areia,
Que rapidamente se apagaram.
Marcas da efémera passagem dos seres
Que por mim passaram.
Deixo de herança o sol de inverno,
Tão apreciado por toda a gente.
Desejo que aqueça as almas frias,
Que não deixe ninguém indiferente.
Deixo de herança o incenso
Que nunca acendi.
Espalhado pela brisa,
Como qualquer cheiro que senti.
Deixo de herança toda a música
E cada marca que deixou.
Atenciosa companheira,
Que tantas vezes me salvou.
Deixo de herança o rio,
No seu mesmo exato lugar.
Lembrança eterna que existe um sítio seguro
Para onde o desespero nos pode levar.
Deixo de herança a pedra afiada,
Que me esculpiram no lugar do coração.
Memória da crueldade no olhar
De quem a infância me roubou.
Deixo ligadas as luzes da aldeia,
Que me abrigaram no solitário berço.
Agarro o impulso que me levou à procura
De tudo o que ainda desconheço.
Deixo de herança em papel amarrotado,
Algum sangue que derramei.
Lágrimas, cicatrizes e o fardo,
De ser tão brutalmente consciente
De tudo aquilo que sei.
Deixo de herança o meu amor,
Sorrisos, abraços e essências,
Partilhadas no pôr-do-sol.
E que nesta viagem de turbulências,
Repares na simplicidade do sentimento
Que achaste saber de cor.
Deixo de herança uma moeda,
Ao pedinte que conheci
E que nunca a chegou a gastar.
Esqueceu-se que para a salvação da vida
Não há dinheiro, nem há fornecedor
Onde ele a possa ir comprar.
Deixo de herança o pássaro branco,
Que ainda não se atreveu a pousar.
Canta mais alto a cada Primavera,
Só para me relembrar,
Que as raízes são uma ilusão
Criadas por quem não as consegue descolar.
Deixo de herança duas mãos quentes,
No peito frágil de uma criança,
Que nasceu órfão de mãe
E cresceu sem esperança.
“Nas noites escuras que te abraçam.
Nos dias cinzentos a que te entregas
Que sintas neste aperto a mensagem
De toda a força que carregas.”
Deixo de herança este poema,
Escrito num sonho que se entranha
E do qual nunca acordei.
Vem…
Traz o mapa que queimei.
E encontra-me para lá da montanha
Onde também eu me encontrei.
Mar 3, 2022
Mar 3, 2022 at 4:09 PM UTC