"cinzeiro" poems
não sinto, sou poeta que finge
as mulheres que amo
vieram de copos de uísque
sobre a madeira dos móveis
cegos na madrugada.
não sinto, já sou anestesiado
fui ultrajado pelo amor
e a sorte já não me quer mais.
agora sou amante das palavras
dos versos jogados à mesa de bar
já não mais sinto o doce da vida
o amargo de nicotina, é o que me restou
um uivo perdido à beira da calçada
cinzas num cinzeiro velho na estante da sala
estou coberto por cicatrizes invisíveis
bêbado largado nas entrelinhas de um poema sem rima
May 29, 2013
May 29, 2013 at 7:20 PM UTC
Queima é destruição.
Amor é destruição,
amor é queima.
A destruição vem de mim,
está dentro de mim,
pois sou toda amor.
Uso meu coração de cinzeiro
e minha mente de isqueiro.
Minha alma é fumaça.
Sou combustível e comburente
desta combustão,
que é a própria vida.
Jun 24, 2013
Jun 24, 2013 at 8:59 PM UTC
perceba que além do cinza tem também o azul do mar.
as flores que às vezes brotam por entre os dedos e suas pétalas que voam lindas na poesia do vento.
cheiro de vela apagada e cigarro ainda quente no cinzeiro.
tu não tá sozinha. ali na esquerda tem uma cadeira. senta e toma um gole de chá.
descendo quente pelo estômago, se sente o líquido rígido que se transforma em pequenas cigarras fazendo cócegas só pra te agradar.
o mundo de repente pareceu um tanto menos complicado.
tudo que se precisa é ter paciência.
não manda calar a boca.
beija teus inimigos e requebra numa dança gostosa com aqueles que mais se ama.
escrever uma frase bonita tem vezes que parece fácil demais. até demais.
lembrar que tudo tem um fim pode esperar.
hoje decididamente, é um bom dia pra rir do próprio reflexo e apalpar os seios sem medo da sensação.
Oct 26, 2017
Oct 26, 2017 at 11:48 PM UTC