"cheio" poems
Douro, Tua Socalco bem-fadado.
Bagos que passeiam sobre as ondas,
Amar estranha beleza,
Exaltar a cepa da vida e sua natureza,
Videiras com frescas sombras.
Rosmaninho, alecrim e loureiro,
Cheiro de meu eterno devaneio,
Aromas que nos desperta,
O Douro sempre em festa.
Amar o vinho não é pecado,
Cestos cheio de uvas e fado,
Vinhedos de Deus, do homem por labor,
Vinho sagrado, vinho do amor!
Lagaradas que te apaixona,
Peles de uva á tona,
Fermentação do saber por todo o lado,
Douro, Tua …teu passado.
Victor Marques 2/10/2007
Jun 6, 2011
Jun 6, 2011 at 2:48 AM UTC
A beleza do mar…
Numa praia estou á beira do mar,
Vejo gaivotas a voar.
Sozinho e cheio de areias,
Avisto golfinhos e sereias.
A noite é sedutora,
Pergunta tu a alguém,
Não tenho ninguém,
O mar também chora.
As ondas, as conchas e o mar azul,
Imensidão, e eterno infinito,
Cântico do velho Saul…
Estou perdido, não existo!
É Maravilhoso e mesmo bom,
As ondas tem seu tom,
As algas marinhas,
Esverdeadas como vinhas.
Oh…tormento de corações,
Vaguear nas ilusões…
OH …MAR …terno amigo,
ÉS parecido comigo.
Victor Marques
Jun 29, 2010
Jun 29, 2010 at 2:42 AM UTC
Esbate luz em nossos corações enquanto seres humanos...
Hoje perplexo olho a minha volta, procuro respostas, me incito enquanto ser humano a ser um exemplo: em honestidade, humanidade, e lealdade. Caminhadas que desesperam em ser feitas, pois estamos com tantas adversidades que nos fazem sonhar menos, pensar em tons de um amarelo cheio de um **** quase azedo de um pão que deixa de ser cozido de uma forma tradicional.
Como seres humanos aptos para sobreviver teimamos em harmonia viver com os os ensinamentos de nossos antepassados. Tiramos proveito de tanta aprendizagem que gratuitamente foi transmitida de gerações em gerações. Vivemos numa sociedade extremamente competitiva e selectiva, lutando cada dia contra instituições incapazes de gerir riqueza, gastando
alguns tostões que restam aos pequenos contribuintes que resistem e pagam sem pestanejar.
O que fazer quando se tem a leveza de ser amado, bajulado, respeitador e honesto em todas as vertentes de seres humanos fantásticos que semeiam amizades para toda a vida?
Simplesmente ousar ser sempre contemplado com a luz de um sol radioso que aconselhe e encante os homens de boa vontade a fazer alguma coisa por todos os que nascem desprovidos de roupa e morrem sem nunca saber como e quando?
Falta humildade em nossos corações enquanto seres que vivem neste planeta terra,Falta amor , gratidão, simplicidade, perdão, harmonia, paciência, serenidade, seriedade e amizade.
Feb 23, 2015
Feb 23, 2015 at 2:07 PM UTC
O Nosso tempo deixa de ser tempo
Hoje é um tempo novo de descoberta e actualização da nossa vida.
Por vezes, ficam para trás as coisas mais bonitas e simples que nos fazem tão felizes e não custam nada a fazer. O amor é um sentimento gratuito e duradouro. O sorriso também é eficaz e permanece na mente de quem o dá e recebe. Agradecer a Deus e às pessoas que nos rodeiam fortifica o nosso espirito por vezes ocupado com tantas banalidades.
Temos uma natureza que ressuscita todos os dias profícua em dar e nunca pede nada em troca, simplesmente respeito pela criação de tudo que a ela envolve e a nós também.
O tempo se perde no próprio tempo que deixa de ser tempo para quem corre todos os dias atrás de um autocarro, metro, táxi ou outro qualquer devaneio próprio do nosso tempo.
Vivemos num mundo surdo e cheio de poluições que afectam e matam seres humanos que nem se apercebem da causa da sua morte. Comemos alimentos cheios de pesticidas, herbicidas e por vezes contaminados. Falta ao homem do nosso tempo, tempo para si e seu deleite pessoal. O Homem perdeu a sua ligação com a natureza das mais diversificadas maneiras: deixou de viver num ambiente campestre, começando a viver em verdadeiras prisões citadinas onde a Indústria e um trabalho fácil atrai multidões.
O nosso tempo é um tempo de teclados, de écrans gigantes, de mexer de dedos, de mensagens virtuais que não transmitem coisa nenhuma.
Um tempo que deixa Deus num plano quase esquecido do nosso dia-a-dia.
Este tempo que deixa de ser tempo é louco. Matam-se pais, filhos, irmãos…
Este tempo é um tempo em as pessoas vivem e morrem penando e sentindo cada vez mais a falta de dinheiro, trabalho e uma vida cheia de felicidade.
Victor Marques
Nov 19, 2012
Nov 19, 2012 at 12:36 PM UTC
Quando for grande quero
Ter um jardim
Para cuidar como não cuido de mim;
Fazer cama de um vaso cheio de terra
Onde cobrirei a semente de amor
Com água fresca e luz do sol
Palavras e doces melodias
Até e depois de nascer.
Quando for maior ainda,
Se amar a flor tanto assim,
Quero fazer uma horta do jardim,
Para amar o que como
Da semente até ao prato e,
Se somos o que comemos,
Plantarei amor em mim.
May 6, 2020
May 6, 2020 at 6:39 PM UTC
O Emigrante Português
Partes e deixas tua terra Natal,
O teu mundo é Portugal.
Deixas família também,
Partes sem ninguém.
Emigrante meu descendente,
És sempre um navegante,
Todos se orgulham de ser Português,
Feitos heróicos que seu povo fez.
Trabalhas noite e dia,
A tua revolta se esvazia.
Por estranha que até pareça,
O lume da fogueira que te aqueça.
Esforço e muito suor,
Vaso cheio de amor,
Lágrimas que alguém chora,
Saudades que não vão embora.
Victor Marques
Dec 14, 2011
Dec 14, 2011 at 10:50 AM UTC
Do vazio é que tens medo.
E da pedra que cai e ecoa
num mundo cheio de nadas, salas vazias
onde uma vez já habitou uma alma quase bem amada.
É isso que te aperreia
que aperta, te sufoca,
tanto espaço
pra tanta falta.
Sabes da aflição
de não ter pra onde correr
quando estiver assustada
com medo, ansiosa,
Então tentes buscar um sentido
e entender
que isso só se deu
porque tentastes apalpar
e sentir, e apreciar
aquilo que não é real,
que não aquece, não preenche
E a alma sente
E você
Vazia.
Dec 19, 2015
Dec 19, 2015 at 4:04 PM UTC
Canção Do Verbo Encarnado
***
Minha geração foi assim,
começou pelo quando
e acabou pelo fim.
O amor escorreu pelos cantos
e quando cantamos
a canção do amor armado,
Thiago de Melo estava em Berlim
mergulhado no verde dos olhos
da alemãzinha da ACNUR ,
nossa orquestra saiu de cena
e nossa guerra de guerrilhas
acabou no maior calor...
O suor que expelia seu odor
era o suor frio dos tiranos
nos porões mórbidos da ditadura
executando nossos irmãos.
O ar jazia cheio de sangue
e nós estávamos congelados
nas câmaras de gás dos IMLs.
Vínhamos de todos os lados,
desde os vales profundos do Ribeira,
das chapadas mais íngremes do Araguaia
ou dos guetos subumanos da urbe.
Éramos nós o odor de fumaça
que agredia as narinas alheias
com a catinga de carne queimada.
Éramos nós o encanto das canções de protesto
cantadas na avenida com euforia
para engendrar os projetos do futuro,
como somos nós os ignorados da história,
os estranhos os comícios,
a cadeira vazia das reuniões oficiais,
pois somos nós que chegamos e partimos
sem ninguém saber quem somos
e que vamos lá adiante,
distantes da balburdia alienante
e quando vós menos esperais
somos nós que nos imolamos
às vossas portas
contra a apatia com que nos matais.
Como todos vós podeis ver,
a minha geração é assim:
começa pelo quando
e acaba pelo fim,
mas não fica à toa na vida
pro seu amor lhe chamar
e ver a banda passar
tocando coisas de amor...
***
Apr 24, 2015
Apr 24, 2015 at 12:30 AM UTC
"Abre sua aversão;
Eis que um nauta fala:
- Mestre, vês somente sofrimento no amor?
- O amor pode conter fuligem e até mesmo grasnar, porém uma vez sentido é como parcel:
não se desfaz fácil dentro do peito.
E mesmo que nos faça presente o basto e dorido retrocesso, o medo,
infindável de obstruir a todo esse amor, mais infindável é o anelo que o amor causa-nos.
Estamos sobre escombros, mas o amor é como papelotas angelicais…
Desce ondulado cheio de idas e vindas, corrupiando até a estabilização.
O amor é granívoro, come pequenas as sementes dos defeitos nossos,
belo como o grande milhafre-preto a planar no céu.
É como a retriz que sente o vento a tocar, é o ósculo entre o paraíso e a imensidão.
Oco somos antes de amar.
Somos como o barril quebrado sem vinho, esperando que o tanoeiro nos venha resgatar.
Encher-nos a transbordar.
Ouça o execrável grito do ódio, sendo cancelado pelo dulçor deste imenso sentimento.
Ouça o esfolar dos descrentes, incorpóreos.
O amor é um reverbrar eterno de luz em cada alma,
é a calma, e a batida de cada pulsação.
Não se pode obstrui-lo, ou excluí-lo da vida,
pois ela o traz em cada vibração.
Como um frincha encontrada dentro de nós,
convertendo aos poucos cada problema em solução.
Transformando o ingrato em um romântico facúndio,
criando paz em meio a escuridão"
Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:38 PM UTC
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta,
Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal,
Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer!
Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar.
Apressado como de costume e porque admito é feitio meu,
Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir,
O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido,
Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos,
Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela,
Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo,
Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa,
Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule,
O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer!
Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças,
Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir!
Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela,
Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados,
Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia.
Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias,
É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento.
E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia,
O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança.
A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim.
Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho,
E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim,
Enquanto dormia!
Autor: António Benigno
Dedico à minha vida que nem para nem anda!
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:58 AM UTC
Hoje enquanto dormia, sonhei que num jardim vivia,
Ouvia os pássaros, cantar lindas canções, com ternura,
Sentia-se a água da chuva correr sem sua armadura,
As flores eram verdes, como os sonhos, de pura lixivia!
Lavaram-se as vestes, lavaram-se as mãos, enquanto sonhava
Quando acordei pela manha do costume cheia de sonhos,
Percebi que se tinha tornado uma rotina ser feliz e eu amava,
Amava incansavelmente seus olhos, via o coração aos quadradinhos!
Quadros pintados nas paredes de casa cheio de nossas recordações,
Hoje, era senão mais um dia, onde pintava na tela nossas emoções,
Aquilo que começou num passeio descalço junto da lagoa vazia,
Formava agora na parede de casa retractos de uma família que crescia!
Peguei depois na espátula da minha vida, peguei-a de nova na mão,
Olhei-a nos olhos, senti-lhe as formas e apertei-a ali junto ao coração,
Em tempos atrás deixei-te fugir, deixei-te viver e crescer longe de mim,
Mas hoje, e agora, para sempre, te quero ter aqui, até aquilo que é o fim!
Quando à noite me for deitar, só quero acordar para te olhar o rosto,
Porque os sonhos, por mais belos e lindos, mesmo de nos encantar,
Não se comparam sequer a tudo aquilo que tu na vida me fazes amar!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.08.29.02.17
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:53 AM UTC
O ser humano
O ser humano é perplexo e confuso,
Impetuoso e por vezes sujo.
Aproveita sempre para desfrutar,
Pretende sempre se afirmar,
Corre quilómetros para nada desencantar,
Disseca e é muito interesseiro,
Idolatra a matéria e o dinheiro.
Existe o nobre e solidário,
Condena sempre o usurário,
Ajuda o pedinte que tanto suplica,
A alegria de dar o purifica…!
Existe aquele cheio de falsidade,
Critica o bom pela sua bondade.
Se enaltece com suas cobardias,
Vive na tristeza e sem grandes simpatias.
O ser humano humilde e sensível,
É uma á agua apetecível,
O ser humano bom sente gratidão ao partilhar,
Como o sobreiro que tanta sobra tem para dar.
Victor Marques
Sep 23, 2013
Sep 23, 2013 at 3:46 AM UTC
Pequeno sonho, pequeno voo, todo aquele que morre,
Pouco depois de nascer, vazio de esperança e vontade,
Sentido e crescido, perdido de forte abraço com a vida,
Palavra bonita se esvanece ou fortalece por ser forte!
Nesse pequeno engenho de transporte ao lado diferente,
Cheio de razões quarentes para poder apertar de imediato,
Aconchegando a mim e partir junto com ele nesse momento!
Novo ou velho está vivo e não é hora de para já desistir!
A lata ferrugenta desse transporte de viagem ardente,
Não é o problema da morte do profundo sonho,
É falta de animo e falta de querer que ele viva,
É esperança perdida e tempo de te moldar verdadeiramente!
Estudando manuais bizarros de situações de vida vivida,
Facilmente encontro o molde de concerto desse engenho,
Esquecido e embevecido em memórias aventureiras,
Que em tempo servira para viagens contadas lisonjeiras.
Chegou a hora de pintar o espaço envolvente onde durmo,
Criar uma família, constituída por mim um peixe e um pássaro,
Porque hoje não há tempo a perder para coisas de verdade,
De verdade mesmo sou, eu, esse peixe e esse pássaro!
Autor: António Benigno
Dedicado ao tempo, à viagem e ao rumo da verdade!
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:59 AM UTC
um encantador de mentira/Im lovely lie
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Sou um encantador de mentira
De mente fecunda e alma tristonha
Aquele que diante da flor suspira
E por um grande amor sonha.
O que a morte, enquanto delira,
Busca sem medo ou vergonha,
Mas por mais que a ela prefira
Tu insistes em dar-me vida enfadonha.
Meu caderno de pueris rimas está cheio
Talvez seja hora de puxar o freio,
Pois solidão atada a mim segue.
Oh! Senhor tire do peito o medo
De um fim agora a este enredo
Por favor, a morte não mais me negue.
http://www.poetafernandes.com.br/search/label/poesias
Apr 30, 2012
Apr 30, 2012 at 10:23 PM UTC
A melancolia do ser adormece a intenção de ressuscitar o movimento que nos mantém acordados.
Pertenço à lua com a mente e alma e com os pés à terra.
Não deixo que esta sensação de dormência me levite para outra dimensão, já que para lá vou a toda a hora.
Sinto-me presa a outro universo, sinto-me longe de onde estou.
Estou onde não devia de estar, distância permanente dirigida como um obstáculo intermitente.
Lanço à água a mágoa que aprisiona o coração. A alma quer ir atrás. Relembro-lhe que é a alma, juntamente com a mente, que me faz pertencer à lua. Sem ela não sou nada. Mesmo que escura ou a brilhar, eu não sou nada. A alma faz de mim um todo e com ela sinto-me viva.
O que somos nós sem a nossa essência?
Um vazio gigantesco. Somos um nada desprovido do todo.
Sempre que perder os pedaços do meu espírito em alma, perco pedaços de mim. Mesmo que esta já não seja pura, clara, límpida. Mesmo que já tenha habitado nela a escuridão, a obscuridade, a negridão, o abismo dos meus medos e receios. Sem ela sou um nada.
Purifico a alma. Com o que? Com amor. Amor por tudo o que amo e por todos os que me amam. Sentir-me de coração cheio limpa o ***** Ou pelo menos, ajuda.
De energia clarificada, deixo de novo a mente e a alma na lua e assento os pés na terra.
Feb 27, 2015
Feb 27, 2015 at 4:51 PM UTC
Pior do que a certeza de que morreu,
é a dúvida disso.
Não posso provar sua existência,
já é memória em fragmentos.
Vida sua que mudou a minha
Cheia de histórias, ideologias
Você que vem cheio de defeitos e perfeições
Eu tão impotente
Minhas palavras, todas tiradas dos teus poemas
Teu sotaque, uma voz imaginada
Que obra de arte eram teus olhos
Feitos de um azul-convite
E eu aceitei.
Aug 21, 2014
Aug 21, 2014 at 10:31 AM UTC
Dormi sem amor,
Foi como eu devia ter acordado hoje.
Acho que meu problema está nas expectativas.
Eu entro num balão cheio delas,
Voamos e voamos,
E no alto da emoção ele se fura,
Eu caio no mar.
E depois vou tentando sobreviver com os restos amargos que ficaram.
Aí eu me embriago, choro,
Digo que vou colocar ponto final.
E no outro dia acordo com uma vírgula.
May 24, 2015
May 24, 2015 at 1:32 AM UTC
Fui ateu
Fui macumbeiro
Ocultista
tétrico
cheio de espinhas
Fui galã
Roqueiro
Maconheiro
Careta
Fui a uma adivinha
leu minha mão
acertou que não trabalho
tirou as cartas
me mandou embora quando eu quis apostar
me mandou ao diabo
Fui rindo
só sabia rir
May 13, 2015
May 13, 2015 at 1:14 PM UTC
Não sou, nem sei se quero
Ser ou saber.
O dia não é comigo e só o sinto a ele
Notando que não há muito que sentir
Nem com que o fazer
Não sou nada. Respiro
E penso e sinto e não sou mas sei
Não sabendo nada, sei
Nem me assusto por isto
Num planeta vazio cheio de luz
Num dia cinzento e vazio
Em que vivo em contradições
Sem saber se vivo sequer. Se sou.
Não sou. Não sou nada.
Dec 6, 2016
Dec 6, 2016 at 3:10 PM UTC
O fulgor do ódio incauto, a devastação em chama ardente, faz cambalear o ser andante. Carrego o que fiz do destino como se embalasse um filho morto. Um aborto deformado e coberto por repugnância. Engendrado em ventre seco. Fruto interrompido de um estupro incestuoso. Esquartejado pelo bisturi de um hospital clandestino e imundo. Levo as partes dilaceradas deste feto hediondo à boca, devorando-as, freneticamente saboreio o sangue ainda morno e a carne mole desossada, elas descem entalando pela garganta, me engasgo, tropeço, vou de encontro ao chão, superfície áspera de concreto, me fere a face queimando minha pele, me observo nu enquanto vestido, vejo transeuntes vivendo suas vidas pacatas, com suas roupas da moda, seus farrapos, com seus carros de passeio, populares ou de luxo, com seus apartamentos, suas casas, sobrados ou mansões, os vejo em bares, em igrejas, no trabalho, alegres, tristes, esperançosos, desiludidos, preocupados, já não pertenço a este lugar.
Ando léguas sem freio em meus devaneios, meus pés estão em carne viva, os calos sangram, continuo a caminhar carregando um destino morto, estou sozinho em uma estrada deserta, me desfiz de tudo. Abandonei qualquer esperança, qualquer desejo, o impulso me movimenta.
A estrada de terra levanta ao longe uma nuvem de poeira, a nuvem é carregada pela ventania em minha direção, a poeira adentra aos meus olhos como vidro cortante, tento me proteger me encolhendo em posição fetal, está escuro, e mais, meus olhos não conseguem se abrir, a tempestade de poeira já passou, restando apenas uma bruma que permanece sem alvoroço, mas que se misturando com a noite transforma-se em uma parade opaca, intransponível, impossível de se enxergar através, algo parece se mover dentro dela, e trazer de volta a tempestade, está se aproximando de mim rapidamente.
Um ônibus velho e cheio de ferrugem pára ao meu lado, escuto o ranger metálico estridente das portas se abrindo, todos os meus pêlos se arrepiam, sou derrubado novamente à realidade, à estranheza deste evento inesperado, mais uma vez o impulso me guia, pela primeira vez desde aquele dia sinto medo, pânico. Qual ser atroz faria ali, no meio do nada, esta parada insidiosa? O interior do veículo está completamente coberto pela poeira e a escuridão.
Nov 7, 2018
Nov 7, 2018 at 12:57 AM UTC
Espero junto ao riacho,
A água corre com mestria,
Singelo sol do meio dia,
Espero teu abraço,
Ele é amor, é vida..
Borboleta colorida.
As rosas molhadas ,avermelhadas
Borboletas calmas, vaidosas.
Salgueiros que choram por chorar,
Borboleta voando sem parar,
O céu está cheio de nuvens passageiras,
Borboletas perdidas nas areias.
Borboleta colorida como a bela flor,
Feita com beleza e amor.
Pareces tudo conhecer e a natureza consagrar,
Me ajudas a viver e perceber minha alma,
Na noite me confortas e dás calma,
Borboleta excelsa, pura, singular,
Rainha com coroa de encantar,
Borboleta colorida pelas ondas do mar.
Victor Marques
Apr 27, 2022
Apr 27, 2022 at 5:29 PM UTC
Obrigado Mãe , obrigado Pai
Não podemos fazer muito em mudar o curso da vida, mas podemos viver com a profundidade que ela te oferece.
Existem momentos que o sofrimento é terrível e bloqueia o curso da vida.
Levanta a cabeça e vê que o horizonte é imenso e cheio de possibilidades .
Vive e sabe ser feliz com aquilo que tens e não hesites nunca em sorrir para Deus e para quem te deu a vida.
Um noite abençoada para ti.
Victor Marques
May 9, 2023
May 9, 2023 at 12:23 AM UTC