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"chegar" poems
Olho p'la janela e vejo que o dia nasceu belo; Toda a atmosfera irradia uma tonalidade magenta - O Outono já não tarda a chegar. Há alguma paz nisso, mas não tanta que dure. Dói-me ser. Pudesse eu aprender a abraçar as sensações imensas, Em vez de me afundar nelas, sem ar que respirar; Pudesse eu seguir os ensinamentos de Álvaro de Campos E fazer do sentir uma viagem infinda, Um caminho ascendente em direção a Deus. Pudesse eu sentir como sinto, Como sinto tudo - Deste modo exagerado que tenho de sentir tudo - Sem deixar qualquer sensação tornar-se numa angústia profunda. Soubesse eu olhar as flores E amá-las como amo enquanto as olho Sem que se me partisse irreparavelmente o coração Quando não as pudesse olhar mais. Dói-me ser Quando parece que tudo o que sou É esta enchente de sensações que não sei sentir devidamente. Quando tudo o que sou é algo que poderia jurar não ser realmente eu. Mas como posso não ser eu se são minhas as mãos que escrevem estes versos e Meus os olhos que se quase desmancham por ter que os escrever e Meu o coração - esta penosa maldição que carrego no peito - Que bate furioso por não o saber ter? Pensado em mim, Não me imaginaria ser como sou; Pensando em mim, Não sei se me imaginaria de algum modo concreto mas, Pensado em mim, O que sou é uma mentira mal contada. E, se o que sou é uma mentira, ser deveria ser um vazio gigante. Mas o que sinto ser é tudo menos um vazio gigante. O que sinto ser é um transbordar de Ser e Como, tenho já dito anteriormente, uma contradição imensa em si. Dói-me ser se o que sou é sentir. Dói-me sentir e dói-me sentir que o que sou é uma construção incompleta. Dói-me isto, tudo isto que me foi imposto como um dever - A personalidade, o pensar, o Ser... Dói. Dói. Dói....
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Sep 17, 2017
Sep 17, 2017 at 1:28 PM UTC
Dói-me Ser - 17/09/17
Olho p'la janela e vejo que o dia nasceu belo; Toda a atmosfera irradia uma tonalidade magenta - O Outono já não tarda a chegar. Há alguma paz nisso, mas não tanta que dure. Dói-me ser. Pudesse eu aprender a abraçar as sensações imensas, Em vez de me afundar nelas, sem ar que respirar; Pudesse eu seguir os ensinamentos de Álvaro de Campos E fazer do sentir uma viagem infinda, Um caminho ascendente em direção a Deus. Pudesse eu sentir como sinto, Como sinto tudo - Deste modo exagerado que tenho de sentir tudo - Sem deixar qualquer sensação tornar-se numa angústia profunda. Soubesse eu olhar as flores E amá-las como amo enquanto as olho Sem que se me partisse irreparavelmente o coração Quando não as pudesse olhar mais. Dói-me ser Quando parece que tudo o que sou É esta enchente de sensações que não sei sentir devidamente. Quando tudo o que sou é algo que poderia jurar não ser realmente eu. Mas como posso não ser eu se são minhas as mãos que escrevem estes versos e Meus os olhos que se quase desmancham por ter que os escrever e Meu o coração - esta penosa maldição que carrego no peito - Que bate furioso por não o saber ter? Pensado em mim, Não me imaginaria ser como sou; Pensando em mim, Não sei se me imaginaria de algum modo concreto mas, Pensado em mim, O que sou é uma mentira mal contada. E, se o que sou é uma mentira, ser deveria ser um vazio gigante. Mas o que sinto ser é tudo menos um vazio gigante. O que sinto ser é um transbordar de Ser e Como, tenho já dito anteriormente, uma contradição imensa em si. Dói-me ser se o que sou é sentir. Dói-me sentir e dói-me sentir que o que sou é uma construção incompleta. Dói-me isto, tudo isto que me foi imposto como um dever - A personalidade, o pensar, o Ser... Dói. Dói. Dói....
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O ar desapareceu dos meus pulmões O tempo parou naquele momento e eu me vi em queda infinita Dentro de um planeta que não tem chão Dentro de um sentimento sem previsão Eu corri, e quando senti seus braços, a temperatura derrepente ja passava dos mil Não contei e nem tive tempo antes que o vento daquela imensa mancha vermelha me levasse consigo Não há foguete que conseguiria me buscar Eu não me importaria de chegar ao núcleo nem mesmo de ser esmagada pela pressão Então eu suplico, deixe Jupiter me levar
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Feb 3, 2022
Feb 3, 2022 at 10:48 PM UTC
Jupiter, meu primeiro amor
Como uma gota de água se juntando formando um oceano, É a cor da esperança azulada desse mar perto dos teus seios, Nada diferente da saudade das noites loucas perto da água, Em que vivi momentos eternos para o meu coração, Não poderia nunca esquecer que aqueci meus anseios junto de ti, Acreditei na realização dos melhores sonhos perante o teu sorriso, O teu silêncio confortou-me sempre que precisava de paz e harmonia. A cor dos teus olhos igual à do meu coração nunca eu vou esquecer, Como não me esqueço das tuas mãos quentes agarrando o meu corpo, O teu suspiro suave mantendo-me quente e aconchegado nos teus braços. Se eu voltar a viver esses momentos para sempre recordar, Será ironia de um destino permanente e cada vez mais distante, Mas é essa a verdade que ficou, é difícil ocuparem o teu lugar, Também porque continua ocupado com as tuas coisas, O teu cheiro mantem-se impregnado em mim como se fosse hoje, O som das tuas palavras doces ficou nos meus ouvidos, E ainda hoje te ouço por vezes nos meus sonhos! Tudo acabou mal mas não muda a pessoa que tu és! És exactamente aquilo que te dizia tantas vezes ao ouvido! Coisas que só eu e tu sabemos e vamos recordando! Um desejo que estejas bem e guardes de mim boa lembrança! Se assim for nada que pudesse existir me deixaria mais feliz. Autor: António Benigno
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:01 AM UTC
Desejo chegar ao teu ouvido
"Esboços de rostos duvidosos. Levanta o mestre: - O amor é excêntrico, faz-nos exasperar a loucura, e infiltra-se em meio a alma pura, faz gostosuras a cada menção! Não faço-me incréu frente ao amor. Ele é fronstispício judicante de nossos erros. E nem a própria sorte o pode interrogar. O amor é cego? Faceta da mentira. O amor é ver demais, é demasiada plenitude. O amor é predador praticante de cada força, e nem em quinhentas poesias bardas, em resmas, poderão o definir. O amor é um requerimento mútuo, que pode ser negado ou negar-se, renegar-se, resgatar-se. Resguarda-o, que ele é obtentor da sua obstinação. Por obséquio resguarde-o com temor, faz do veneno, pudor, encorajador, amante selador. Não o deixa obumbrar o teu bater. Aja de boa fé perante o amor, não banze-o demais, procurando até ofegar. Deixe que venha, deixe chegar. O amor é canurdo de desejo, carpir e resistir não te emancipará. Chulo! Deixa o amor florescer, sem temer, arremessar suas fraquezas. É chorado mas é valido, é gotejado de estranhezas. Um estrangeiro nobre no território do teu estofo e frágil coração. Mas o amor também é vidraça, se não o cuidas, o tempo passa, e cada trinca é o mais ínfimo da solidão."
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Oct 5, 2012
Oct 5, 2012 at 10:39 PM UTC
Corte de Nautas III
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta, Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal, Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer! Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar. Apressado como de costume e porque admito é feitio meu, Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir, O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido, Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos, Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela, Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo, Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa, Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule, O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer! Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças, Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir! Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela, Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados, Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia. Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias, É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento. E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia, O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança. A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim. Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho, E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim, Enquanto dormia! Autor: António Benigno Dedico à minha vida que nem para nem anda!
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 4:58 AM UTC
As cores
Sentado e descalço, sobe um banco de madeira preta, Pintei o quarto de verde vivo, igual ao vaso do quintal, Contrastando com a cor amarela da flor que parara de crescer! Queria ver aquela flor mais verde que o vaso que acabara de pintar. Apressado como de costume e porque admito é feitio meu, Pegava desajeitado e pouco reflectido com vontade de florir, O amarelo perdido daquela planta que me havia já esquecido, Não era tinta vazia, que ela queria, mas carinho de minhas mãos, Peguei nela caída, encostei-a a mim e disse-lhe que gostava dela, Suspirou-me ao ouvido e perguntou-me porque não a levava comigo, Encostei-a a mim trouce-a cuidadosamente ao colo para dentro de casa, Dei-lhe um copo de água e aconcheguei-lhe a terra do caule, O adubo que ela recebia de mim, em carinhos fizeram-na adormecer! Sentei-me no banco quase seco de tinta verde e pintei as calças, Adormecendo como que um pai olhando seu filho dormir! Sonhei pela noite fora e quando acordei, aquela flor amarela, Que eu havia trazido comigo, sorriu-me nos olhos estremunhados, Acordei feliz e cheio de alegria porque em seu olhar a flor vivia. Por vezes a vida descabida de pressa por coisas vazias, É tão bonita quando na calma do tempo um carinho te dá alento. E eu voltei a pintar todo dia e em cada dia que passava a flor crescia, O amarelo que lhe percorria o ser mudava de cor para a cor de esperança. A cada dia, eu dormia mais feliz, porque sentia seu cheiro chegar a mim. Essa flor um dia pegou-me nos olhos e pediu-me de novo carinho, E eu olhei-a, da maneira que sempre quis cheirá-la e encostei-a a mim, Enquanto dormia! Autor: António Benigno Dedico à minha vida que nem para nem anda!
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A vida é o jogo de emoções total, É jogo sem regras, sem costumes, Quando a temos, muito formal, São mediações de perfumes! Mas se eu não gosto afinal, Ou se eu amo meu amigo, Sentimento é ser informal Importante se o consigo! As misturas de regras são vagas, As vagas de sentir, são viver, E assim afinal, planar e dizer, Te amo ou odeio, faz cócegas! Sentimentos não são de dizer, Palavras, não sentem o que fazer, Carinhos, toques, gestos, são prazer! É assim, um cheiro a perfume natural, Sentimentos, são trocas de atenção, Quem nunca sentiu chegar no plural? Sentimentos, são energia no coração! E assim sempre vou mostrar meus sentimentos, sejam duros, suaves ou possantes! É isto a natureza informal de eu chegar, junto de todos aqueles que no fundo, eu considero! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.07.25.02.11
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Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:07 AM UTC
Sentimentos
Sabe, sei que fui contemplado com algo horrível, também sei que talvez tudo isso foi culpa minha, quando você é um idiota por muito tempo sempre acha alguém esperto demais para te amar, mas mesmo assim ela vai te amar, e tudo isso vai acabar de uma maneira podre e dolorosa, e eu irei acabar em um bar qualquer em uma rua qualquer dando risada sobre uma piada ou qualquer outra coisa estupida. E nesse momento enquanto dou um gole na cerveja e sinto sua fria espuma tocando meu lábio eu sou sugado para fora do presente, e lá em um campo verde vejo uma fileira imensa de lapides e distantes de todas as outras, no topo de uma montanha vejo uma arvore aparentemente morta, mas mesmo naquele estado tenebroso ainda me rende uma sensação de segurança, e ao chegar lá que percebo: a brisa ainda está fresca, as palmeiras ainda verdes e eu ainda estou aqui. Eu ainda estou aqui.
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Dec 2, 2015
Dec 2, 2015 at 5:44 PM UTC
Eu ainda estou aqui
Tudo é incerto. Nunca haverão respostas corretas. Nunca ninguém há de saber a verdadeira razão e essência das coisas. O mundo em nosso redor precisa que alguém repare nele, em vez de vivermos na nossa própria fantasia. Cada um tem o seu próprio mundo, mas o mundo em geral é de todos, e nós temos de começar a agir como se não fosse nada connosco. O mundo precisa de atenção. O mundo tem uma alma. Uma alma que não se consegue decifrar se aquilo a que chamam de "amor" não for sentido. A alma do mundo precisa de alguém, e esse alguém somos nós. A nossa alma precisa de alguém e esse alguém é quem nos vai fazer perder o folgo, sem razão aparente. O mundo precisa que reparem nele para viver, não por egoísmo, mas sim por cuidado. Nós tomamos conta do mundo, mas não sabemos o porquê. Talvez nunca chegaremos a saber, mas a alma do mundo continua a precisar de nós e nós continuamos a precisar de alguém que tome conta da nossa alma também. As respostas podem, talvez, nunca chegar, mas a um certo ponto, nós acharemos que as temos na mão, mesmo que sejam as respostas erradas. Tudo é incerto. A alma do mundo apodera-se de nós, para que nós também possamos ter uma alma. Queremos respostas que apenas pertencem à alma do mundo. São respostas que nunca teremos, mas contentamo-nos com isso, pois sabemos que elas existem.
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Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 10:42 PM UTC
Alma
Talvez se escrever o sono venha Cansada do excesso de cansaço Nas alturas menos certas Creio que há 2 horas que devia estar a dormir Se pudesse Mas embora o cansaço esteja presente Nos meus músculos, olhos Não chegou ainda à base. Talvez o meu cérebro seja notivago. Chego a estas conclusões na exaustão da noite Quando, por desespero, pego num lápis E desacredito-me ainda mais. Mas passo a explicar: Durante todo o dia sinto-me dormente Ah, para quê falinhas mansas? Sinto-me burra, sem conseguir pensar Mas na chegada da noite Com o silêncio e a escuridão que se sentem na noite Tudo se liga e se ilumina E o meu cérebro trabalha e penso, penso, penso E mais certezas tenho de que sou burra Não que tenha pensamentos burros, não! Mas por que raio tê-los agora e De forma tão agressiva e exaustiva Sem chegar a ser agressiva e exaustiva o suficiente Para escrever alguma coisa de jeito Ou para me fazer cair para o lado Suficiente apenas para uma mais noite em branco Talvez nunca tenha acordado.
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Mar 2, 2017
Mar 2, 2017 at 1:28 PM UTC
insónias
Já depois de tanto tempo perdido Aqui, ainda quero que fique. Às 3h da matina, espero acordado olhando para a luz que queima minha minha alma e me mantem alucinado Alucinado e condicionado. Me viciei no celular, como em ti, um que me mantem desconectado Desfamiliarizado, com o sentir, que tu já não está aqui E me afogo afogo Em nada e perco perco Tempo Se já perdi Esperançaguardanaquelacaixasecreta mas cheia de tu. Naquela madrugada fui fumar para tentar me encontrar Choro até chegar em casa e só o celular e o sono afogam meus soluços Insônia
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Jan 8, 2017
Jan 8, 2017 at 10:59 AM UTC
Insônia #1
A noite está chegando e os pássaros estão voando, eles vão dormir e nós iremos assistir ao pôr do sol de dentro do farol. O rouxinol vai cantar quando a lua chegar e então você irá ouvir uma canção de ninar para dormir e terá belos sonhos todos eles risonhos. A noite está chegando e os pássaros estão voando, eles vão adormecer e ao amanhecer todos irão acordar e então voar. E nós iremos acordar após toda a noite sonhar sorrindo para os pássaros, são momentos raros, ao raiar do dia cheios de euforia.
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Sep 13, 2016
Sep 13, 2016 at 8:18 AM UTC
O rouxinol vai cantar
Está a ficar tarde, e tu atrasaste-te outra vez Já respirei fundo e contei até três. Mas de nada me serviu. Nós caminhamos numa ténue linha E ela está a começar a romper Ainda nem tivemos tempo para nos conhecer. Sei que é ingénuo da minha parte pensar em algo mais Quando de mim só dou o que quero Mas de ti tudo espero. Estamos a chegar ao fim. Tens mais alguma coisa a dizer? Talvez deveríamos ter escrito um parágrafo E acabámos a meio de uma frase.
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Nov 16, 2014
Nov 16, 2014 at 4:33 PM UTC
culpas e desculpas
Invasão Foi você chegar na minha vida Já me dizendo o que fazer E o que não fazer E achando isso certo Me julgando pelo passado Minhas escolhas erradas Eu fazia tudo errado Pra você Decepção Foi você me dizer Que eu não presto Que não havia confiança Pra eu parar com minhas atitudes Pra eu não ser mais quem eu era Solidão Foi ver você ir embora Depois de todo o estrago E me culpar por isso Doloroso Foi o processo De aceitar que não foi amor Só violência Que você não passava de um babaca Sem essência
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Dec 4, 2015
Dec 4, 2015 at 6:30 PM UTC
Nota sobre um antigo amor
Excedi em tudo os meus desejos os meus sonhos e eu crescemos lado a lado Vivo em intensa desolação A pensar quando é que vais chegar Amo-te Com tanta pureza, tanta paixão Que peço que te ame sempre e mais uma vez Amo-te no seu perfeito sentido teu corpo e essa airosa face A tua silhueta no parapeito de ferro, na noite a meditar Um luzente anoitecer A lua na paliçada Quando no meu quarto eu leio e escrevo.
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Mar 25, 2014
Mar 25, 2014 at 7:31 PM UTC
tu
Madrugada fria e eu aqui sozinho. Preciso de ti. Onde estás? Longa é a noite em que te espero. Mas não, não quero pensar, que não vais chegar, para me aqueceres nesta solidão. Não suporto mais sofrer. Quero o teu amor. O tempo parou e eu não percebi. Acho que tu chegas-te quando eu parti.
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Jul 6, 2014
Jul 6, 2014 at 4:46 PM UTC
a lua vai alta
1º Navegando pela fantasia de te reencontrar tenho lembranças de dias que nem irão chegar 2º Paixão rápida que foge do poeta para flutuar no ar sem vontade de voltar 3º Ardor no peito de um forasteiro que levou um tiro por não saber amar 4º E que por fim termina o sonho procurando pelo mar na espera de afundar 5º ----
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Mar 10, 2015
Mar 10, 2015 at 2:11 PM UTC
5 dias
A brisa que teima em não chegar… Insetos que pernoitam com ervas daninhas, Formigas que teimam em sementes arrecadar, Cigarras apaixonadas com zumbidos de encantar, Estrelas do céu abandonadas e sempre sozinhas… Mas queridas e amadas pelo brilho do luar. E eu continuo sentado para a brisa receber, Vivendo na harmonia e amando cada ser. Contemplo tudo e vejo eterna beleza, Nas coisas pequenas existe grandeza. Os passarinhos no meio das vinhas não parecem perturbados, Lagartixas castanhas, lagartos esverdeados… E tudo com a noite fica adormecido, Outros seres despertam sem qualquer sentido, Rãs, sapos e grilos que grande alarido…. A brisa chega com leveza e sem contas para dar, E eu aqui dando beijos a tudo que eu quero sempre amar… Victor Marques
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Aug 6, 2018
Aug 6, 2018 at 12:16 PM UTC
A brisa teima em nao chegar
Sei-te intrépida. Cingida ao que não sabes, na constante manifestação dos sentidos exacerbados. Atenta, constantemente inconstante... Afirmação exclamativa do que toda a gente deveria ser. Uma alma manifestada, uma calma que sabe que vai longe; que sabe que o longe é aqui, e que, sem pressa, se apressa em lá chegar.
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Sep 1, 2014
Sep 1, 2014 at 8:32 AM UTC
Sei-te
Eu não sei o que faço Parada no quarto Em prantos Eu queria entender O porquê de ser assim Tão frio e amargo Esse é o destino então? Ser infeliz Ou não? Eu queria um caminho De arco-íris e pote no final E o que eu tenho agora Doi mais E a demora Esperar por nada Há de me deixar louca Na varanda ou na porta Ou na rua, eu não sei onde chegar Meus pés saem do chão Ou é uma ilusão Sou só eu lá fora?
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Nov 17, 2014
Nov 17, 2014 at 9:13 PM UTC
Lá fora
De manhã é sempre abrir. Não, tu não podes chegar atrasado, ao lugar onde te chateias, estás encharcado em Gin. e agora não sabes realmente não sabes que fazer, mas, é o motivo pelo qual ganhas dinheiro. Tu bebes, fumas, danças mas o que será de ti quando esta noite acabar continuarás aí sentado bebendo fumando deprimido talvez, só esperando que aquela rapariga passe ao teu lado. Salta em frente dá uma volta até ao bar onde estou salta em frente para a minha teia e aí verás a poucos metros a porta que te separa do outro lado.
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Apr 13, 2014
Apr 13, 2014 at 2:13 PM UTC
um dia
Tens um brilho nos olhos de tanto olhar, Tens um sorriso de encantar... O que tu tens parece ser e nao ser, O que tu tens e nao queres ver... O que tu tens e ate nem queres saber, Tens uma serpente para te prender. Tens sonhos que as estrelas nem querem saber, Tens o destino de amar o sol ao entardecer. O que tu tens dentro de uma vida que parece oca, Tens o rosnar do gato preto que te poe louca, Tens uma vida inteira que parece nunca te chegar, Tens uma vontade  de sempre a vida maltratar... O que tu tens  menina de olhos meigos , Tens o desejo de doces beijos. Tens  tudo e pareces nao querer nunca nada, Tens a vida que parece vida de uma fada... Victor Marques
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Sep 5, 2018
Sep 5, 2018 at 3:37 PM UTC
O que tu sempre tens...
Tarde da noite no sofá Essas cicatrizes procuro justificar Talvez eu não fui feito para amar Ou o amor foi feito para machucar A uma conclusão não consigo ou conseguirei chegar Ahh, mas o que se esperar Sou apenas um jovem garoto com receio de amar
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Apr 20, 2016
Apr 20, 2016 at 8:48 PM UTC
Untitled
se chegar perto demais pode ser que você veja a cicatriz no meu rosto de quando eu era pequena e gostava de pular em cacos de vidro porque achava tão bonito ver o brilho dos caquinhos verdes contra a luz do sol se chegar perto demais pode ser que você veja a pintinha que tenho no meu rosto e que odeio porque é a mesma da minha mãe e eu não gosto de ter nada dela em mim pode ser que veja uma menina sentada no canto da sala enfiada em um livro fingindo nao escutar os gritos que derrubavam as paredes se chegar muito perto pode achar a adolescente que transava com os caras mais velhos da escola na tentativa de realocar os proprios caquinhos com sangue se chegar muito perto pode ser que descubra que ja pensei um milhão de vezes em envenenar um monte de gente da minha família se chegar perto assim pertinho vai ver que é tudo encenação e que na maioria das vezes calculo tudo o que eu to fazendo como se eu tivesse um roteiro o tempo todo em mãos e quando eu danço de olhos fechados é porque eu tô me observando de fora e ditando o ritmo dos meus próprios pés se chegar muito perto pode ser que veja que eu não sou de verdade que nem sequer existo se chegar muito perto vai ver dentro dos meus olhos preso na retina o terror que eu tenho de ser descoberta e por isso mantenho distância
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Oct 26, 2022
Oct 26, 2022 at 9:04 PM UTC
Untitled
cada momento passado na realidade me dá mais certeza de que te inventei alguns anos atrás te coloquei numa gaiola de sonhos ansiados da qual conseguiste escapar, levando teus pés por um tapete de estrelas pra chegar até mim. desejos infinitos que cultivei antes do acontecimento de ti (aqueles que pensei que pra sempre seriam fantasmas na minha mente) agora desabrocham nas palmas de minhas mãos toda vez que encosto em ti, deságuam nos meus calafrios toda vez que encostas em mim, e vibram na nossa volta toda vez que estamos juntas. (sentimento doce esse de se construir uma em volta da outra e se conhecer uma em volta da outra e de dar voltas uma em volta da outra incessa e incansavelmente.) me sinto mar revolto de profundeza apaziguada quando deito contigo. nossos movimentos como ondas que quebram uma em cima da outra e chiam num sussurro explosivo; gemidos que vêm de furacões de dentro do peito transbordam na curva do lábio e derramam no lençol como mel pingando da colmeia. a maneira na qual esperamos o verão dobrar a esquina, nos ocupamos achando maneiras de nos esquentar dissertando uma sobre a outra pelo fio invisível do telefone o qual não nos separa e não mede distância: quando estou perto de ti estou perto de mim mesma e de toda minha luz que se mistura com tua luz e faz de nós sol.
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Jul 3, 2018
Jul 3, 2018 at 12:43 AM UTC
Untitled
Delicada sua pele, Como pétalas de uma papoila Graciosamente penso Penso em vales e montanhas Que na minha mente insana se compila Pois o que anda à chuva sempre emperra E eu, ando sempre encharcado Encharcado por gostos amargurados seco por cheiros esquecidos Pois é tudo o que a minha mente sente Sente ou sentia Pois mais nada sou Assim me liberto Libertando-me de algo que não me prendia pois ando ao luar incerto E é assim a viver a vida ansiosamente para não chegar outro dia.
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Jul 21, 2017
Jul 21, 2017 at 6:23 PM UTC
Pensamento