"chamas" poems
Llamas em chamas
**** of the walk
I hear you most clearly
When you choose not to talk.
Aug 15, 2014
Aug 15, 2014 at 11:08 PM UTC
O Poeta que ama o Douro e suas enxadas….
Poeta perdido e sem vontade de caminhar,
Um espelho branco que reflete um olhar.
Ele se espanta com a beleza do rio,
Verão de incêndios, muito quente e doentio.
Palavras bonitas á floresta bem-amada,
Fogueiras de gente tresloucada.
O Poeta ama a montanha quando escreve,
Alma pura como a neve.
O Poeta partiu seu punho que ama as alcateias,
Cidades, montes, vales e suas aldeias.
O Poeta escreve sobre chamas apagadas,
Ama o Douro e suas enxadas.
Victor Marques
Sep 3, 2013
Sep 3, 2013 at 12:36 PM UTC
Nua estava ela
deitada sobre a cama
Um anjo sem auréola
e meu coração em chamas
A olhar tamanha ternura
poderia dizer que era amor,
porém além da doçura
um silvo cruel, desolador
Invadindo-me o espírito
depravando meus pensamentos
morrem-se os lírios
nascem os tormentos
Muitos foram os dias
que amores ela jurou,
mas que anjo, maldosamente, diria
quimeras para quem lhe adorou?
Oh, Lilith, demônio cruel
que dos homens a alma apodrece
limpaste da boca o fel?
que como eólia-lira me entorpece
Lilith, este nome ela não o tem
nem demônio nem anjo o é, apenas mero alguém
que soube através do silêncio calar meus instintos
e com seu corpo esbelto invadir meus recintos
Contudo, nenhuma ilusão é eterna
e a tal verdade proeminente, interna
morre, a cada dia, com seus movimentos
bem como meu amor morreu por dentro !
Jul 11, 2013
Jul 11, 2013 at 11:38 PM UTC
É vento ou chuva, ou pequeno contratempo,
Vêm o sol e brilha o céu, de me ouvir falar,
As chamas se apagaram, num contratempo,
A vontade de ver brilhar há, e não vai acabar!
Os dias cinzentos não fizeram algum sentido,
As pessoas pelos tempos afirmam vontades,
Eu pinto o quadro de sangues e lealdades,
Aqueceu-se o dia e para nós, céu bandido!
Leva-nos as queridas saudades, sente o carinho,
Destes seres de alma vadia e despreocupados,
Nossas mentes não são seres assim, calçados,
Têm asas que voam, esse é o nosso caminho!
As angustias e tristezas, são certezas de alegria,
Percebe-se e sente-se que momento, é fantasia,
Aguas que passam, desentopem nossa artéria,
A matéria-prima, decide por ficar doce e sadia!
Sai-lhe das cores, nodoas incolores, não existiram,
Sente-se na camisa estampada do soor do teu amaço,
Mancha uniforme, redonda, penetrante que a queiram,
Corações em sopros sufocantes, que deram este laço!
Transpirações, pelo encontro de meus sonhos antigos,
Vi-te de longe e apreciei tão de perto, a cor desse rosto!
Autor: António Benigno
Código de autor: 2013.04.24.02.09
Aug 31, 2013
Aug 31, 2013 at 5:08 AM UTC
I.
Além das árvores, um novo dia:
vejo fractais nos galhos florescentes,
- veias noturnas da ilusão sombria -
ah, deitado nas folhas decadentes...
Tal qual a luz numa caverna fria
faz na água cristais resplandecentes,
tal qual o sol invade uma abadia
por sagrados vitrais iridescentes,
a Aurora, face pálida e iminente
da manhã, é sorvida pelo ouvido
e incendeia o carvão dos meus subsolos.
Meu último suspiro é a nascente
de um brilho mineral recém chovido
nas graminhas que brotam dos tijolos.
II.
Uma coroa incandescente avisto.
O Sol sobe do ***** mais profundo
aos imponentes edifícios vítreos
preparando a manhã para o seu culto:
brotam seus fogos (dançarinos místicos)
do asfalto e das janelas - nosso mundo
foi abrasado pelo canto rítmico
de um fervor que se expande em absoluto!
Fecho os meus olhos e me entrego às chamas.
Afogam-me as fogueiras e o meu pranto
é abafado entre ressonâncias, raios
e fúnebres azuis. A essência humana
é consumida e ao passar dos anos
sou fuligem em becos solitários.
Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 9:45 PM UTC
caio lentamente
diminuído . decaído . consumido
pensamentos demoníacos
lágrimas escorrem do meu rosto
e caem a meus pés
equilíbrio
visão extravagante
floresta de pedra
criaturas da noite
movem-se pacificamente
invisíveis
desejo
fogo incontrolável
que me absorve na sua graça
perplexo
danço nas chamas bruxuleantes
conspiro
ao som do silêncio da noite
e procuro o conforto
no gelo frio do teu ser
o meu dilema:
qual o meu caminho?
May 15, 2015
May 15, 2015 at 6:32 AM UTC
Preso nos erros do passado
Preso a ti porque o coraçao nao quer mais ninguem do meu lado
Convicto de que errei contigo
Talvez devessemos mesmo ser simples amigos
Nada mais do que isso
Preto e branco
Mas , colorir fazia mais sentido
Compromisso sem compromisso
Teu corpo fez-me perder o juizo
Como um vicio
Desejo intenso
Como as chamas de um fogo aceso
Tem sabor adocicado o fruto proibido
Teu calor e gemido
Hoje memorias de um amor proibido
Aug 2, 2018
Aug 2, 2018 at 4:39 PM UTC
A lua apresenta-se como dia
Para confundir a escuridão
À meia noite o sol resplandece
O olhar se volta para o alto
O corpo espreita o abismo
Esperança é desespero, e
Desespero é esperança
O calor está esfriando a alma
A água incendeia-se em chamas
E faz nevar
A luz que ilumina
Esconde em si a eterna noite
O abismo esconde o infinito
Ou a morte eterna...
O louco arrisca tudo
no destino incerto....
Já se esqueceu de seu corpo
Já se livrou da morte
chamando-a para si
Mas o verdadeiro louco...
Sequer sabe do abismo
Seus olhos são apenas estrelas
Seu alvo é apenas o céu
Não sabe que vai cair...
Dec 26, 2016
Dec 26, 2016 at 5:54 AM UTC
Museus e construções em chamas
Invadem sonhos dos quais não me recordo
Acordo, então, com teias em meu coração
E um sentimento vazio em meio as tramas
Sem lembranças e sem desejar vingança
Primeiro aqui, depois lá
E tantos outros ocorreram
E você nem irá recordar
Pois não era Estados Unidos ou Europa
Se for Rússia, Alemanha ou China
Se lembrará então da Índia, Chile ou Argentina
Pois construções divinas como esta e outras mais
Mal se comparam com as árvores centenárias e os rios que aqui não mais jazem
Nas mãos dos donos do primeiro mundo
Possíveis conspiracionistas enquanto tomam seu chá
E fumam seus charutos caros, despreocupados
Exalando a fumaça de Notre Dame, de museus nacionais e ainda mais
Bebendo em seus chás
As águas dos rios que assistiram secar
Apr 16, 2019
Apr 16, 2019 at 10:07 PM UTC
tu me tem
teu corpo envolto no meu
transcendendo o que a gente entende por tempo e espaço
e logo eu to pirado
surtado
anestesiado
de ti
me pira a cabeça quando teus lábios me percorrem
e minha mente foge
de onde quer que eu esteja
por ti
o sol refletindo diretamente nos nossos corpos pretos
suados
é energia, meu nego
assim como a lua nos banha no final de qualquer tarde
sem segredo
a sintonia que nos envolve escapa de qualquer significado que já foi atrelado a essa palavra
e eu te digo
não existe explicação pro que eu tenho contigo
e vice-versa
o que a gente tem não envolve pressa
eu já falei
tempo e espaço não nos cabem mais
que mordomia de rei!
acordar do teu lado e sentir o fervor dos teus sentidos encostados em tudo que eu chamo de corpo
quente
eu vejo tuas chamas
e logo sinto quando tu me chama
pro abraço
ou pro amasso
tudo queima, de qualquer forma
é indiferente
a intensidade no ato define tudo que a gente sente
e eu não nego
só me entrego
me encaixo nas tuas mãos
e ali me aqueço
nego, ah, meu nego
esse sorriso bobo que tu vê não consegue
mais se manter em segredo
porque tu me tem
e sem qualquer bloqueio
ou explicação
eu arrisco dizer que te tenho também
Jun 18, 2018
Jun 18, 2018 at 8:10 PM UTC