"canudo" poems
Beijou-me
e imediatamente senti seu gosto amargo
sob minha língua.
Tragava teus sentimentos
para um presente distante.
Não importava o ontem;
não importará amanhã.
Seu nome, seu número,
sua memória,
seu endereço virou canudo
e me levou pra outra toca.
A história, sempre a mesma:
Um curioso, um coelho,
Um papel, um chapeleiro,
Uma toca, o mundo inteiro.
Sentia meus pensamentos voarem;
de copo em copo, trago em trago, tiro em tiro,
mais e mais
pra aquele instante.
Por vinte minutos...
ou doze horas.
Não importa;
o doce sabor do seu néctar lisergia
não tocou os fios loiros da Aurora,
já não está aqui agora.
Jul 1, 2015
Jul 1, 2015 at 6:10 PM UTC
amargo é o gosto do vinagre. e ainda assim tão puro...
caroço de azeitona. metade da maçã. pedacinhos de berinjela.
carne doce pra acompanhar.
bebida da cor turquesa e canudo transparente pra ver melhor.
uma mesa de madeira muito bem alinhada.
só umas colheres e dois guardanapos.
meio quarto de pudim e nada mais.
Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:15 AM UTC