"calmaria" poems
Tentou se divertir
Tentou parar de pensar
Tentou lembrar
Memórias infindáveis
De quem jamais conseguiu
Encontrar.
Instrumentos melódicos
pensamentos eufóricos
Caos e calmaria
A certeza de que o momento
na memória permanecerá
e em sua história
cristalizará.
Uma constante torturante
Um futuro baseado
no passado atormentado
de um amor ultrapassado.
Apr 7, 2015
Apr 7, 2015 at 2:17 PM UTC
Vindouras lágrimas de outras dimensões, de aleatórias caixas, de onde emanam as palavras que sustentam o tempo passado pensando e perdido em certa densa desordem por mim criada e alimentada; confusão estendida e desfocada que me faz, ainda hoje, perder o senso, obscurece a visão e me torna apropriadamente observador do incompreensível momentâneo. A tentar não expor o que não compreendo, não vejo calmaria ostentável, plano exponencial de trajetória constante, não vejo a solução vendida em caras garrafas italianas previamente datadas.
Faço uso da máquina para aliviar sua tensão perante tolas invenções por mim proferidas; também consulto meus cálculos lógicos de verdadeira atração; me vejo então este pacifico vivente, com todas as respostas para não fazer perguntas. O silêncio está duradouro e enlouquecedor.
May 3, 2014
May 3, 2014 at 2:26 PM UTC
Já são tantos desencontros
que não me encontro mais,
estou perdido sem você para me guiar
Quanto tempo a gente não se vê
Talvez falta de sorte
Ou talvez falte esforço de ambas as partes
E assim sendo, eu vou te buscar
Não sou triste nem feliz
Apenas vivo em um estado de
Homeostase constante
Talvez aja algo maior, mas sou frio
Demais para perceber
E cansado de não conseguir o que almejo
Sempre falando que vou me
Esforçar, mas nunca é bastante
Me sinto um perdedor são tempos difíceis
Não é preciso dizer que sonhei com você
E assim sendo, eu vou te buscar.
Eu sou agua, você fogo,
Eu sou garoa, você furacão
Eu sou calmaria, você vulcão.
Nov 20, 2015
Nov 20, 2015 at 11:36 PM UTC
eu costumava sonhar em me tornar o mar
imenso e vasto como tal,
com a mesma selvageria caótica
que é viva e dissemina a calmaria
e se eu puder ser mar
receber-te-ei como um dos meus
que banham-se em meu colo
enquanto se libertam das âncoras mundanas
às pressas de escapar desse não-lugar onde me esconderam
me vi na areia, em mutação
preto no branco gritando e a natureza fundindo
eu me vi fruto da miscigenação
eu me tornei mar
e agora tenho um amante
que queima em meu horizonte
mas se esconde ao anoitecer
na manhã ele retorna
e logo põe-se a iluminar
todas as almas pretas
que ainda procuram um lar
escapei do esconderijo
que era um tipo de prisão
pra que ninguém mais seja preso
longe da escuridão
por isso enquanto eu for mar
te deixarei livre, na leveza de existir
te emprestarei meu amante
pois sei da tua vontade
vai ter calor no teu corpo em todo amanhecer
felizmente hoje eu sou mar
então recebo-te como um dos meus
e lhe convido a nadar
Jun 17, 2018
Jun 17, 2018 at 8:37 PM UTC