"caem" poems
Sometimes I wanna die
But then I remember all the movies
Series, music, visual arts, people
I haven't met yet
The coke bottles on the weekends
The iced teas before classes
The energy drinks at 2 a.m.
I know I'm made of water
My organs, my tissues
My voice is a liquid
Which evaporates in my throat
That flows away through my eyes, my ears
I can dissolve so easily
But I can also turn rigid, hard
Disguised in a solid state, icy
The rapids fall
In the depths of the night
By myself, I turn into the purest fountain
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
(portuguese translation)
Às vezes dá vontade de morrer
Daí me lembro dos filmes
Das séries, músicas,
Artes visuais,
Pessoas
Que eu ainda preciso conhecer
A coca-cola dos fins de semana
Os chás gelados antes das aulas
Os energéticos às 2 da manhã
Eu sei que eu sou de água
Meus órgãos, meus tecidos
A minha voz é um líquido
Que evapora na garganta
Que sai nos olhos, nos ouvidos
Me desfaço tão fácil
Mas também me torno rígido, gélido
Me desfarço de sólido
Cachoeiras caem
Nas profundezas da noite
Sozinho, sou a fonte mais pura
Jul 21, 2014
Jul 21, 2014 at 9:35 AM UTC
Amar a vida primeiro
Gratidão para o resto do dia,
dando sorrisos para irem muito longe.
As coisas estão serenas tais como os rios Douro e Tua que esperam pacientemente todas as águas que se deleitam em correr desenfreadamente para seus leitos. Vinhas com folhas que caem coloridas e se assemelham a um horizonte de ouro luzidio.
Os pecadores sem sinos para tocar os remorsos dos seus pecados mais graves. A consciência humana dignifica e purifica ao mesmo tempo tantos seres que com pequenos delitos caminham livremente. Portas e janelas abertas logo de amanhã para espreitarem a biblioteca do universo. Amando cada ser humano em excesso, cada folhinha que tem medo de estar ligada. Folhas com o medo de estar no ar. A vida nem sempre é justa para leõezinhos que na selva com cabras e cordeiros confraternizam no paraíso de um Deus infinito e imparcial. Amar a vida meus queridos amigos porque não se pode amar ninguém senão amarmos a vida primeiro.
. Victor Marques
Nov 17, 2014
Nov 17, 2014 at 2:10 PM UTC
horizonte
um raio de luar
um túmulo escuro
um anjo vela na noite
e lágrimas caem eufónicas
no lodo desta existência mundana
e uma lanterna brilha
sobre a laje de pedra escura
Sep 8, 2015
Sep 8, 2015 at 6:12 AM UTC
caio lentamente
diminuído . decaído . consumido
pensamentos demoníacos
lágrimas escorrem do meu rosto
e caem a meus pés
equilíbrio
visão extravagante
floresta de pedra
criaturas da noite
movem-se pacificamente
invisíveis
desejo
fogo incontrolável
que me absorve na sua graça
perplexo
danço nas chamas bruxuleantes
conspiro
ao som do silêncio da noite
e procuro o conforto
no gelo frio do teu ser
o meu dilema:
qual o meu caminho?
May 15, 2015
May 15, 2015 at 6:32 AM UTC
Com a queda de neve ou geada,
Na aldeia ou cidade.
Vento e muita nebulosidade,
Inferno da minha liberdade.
Ursos, esquilos, marmotas adormecem,
Folhas caem, aprodecem.
Nos rostos falta amor,
Inverno chuvoso sem odor.
As aves anseiam voltar,
A lua tem pouco luar.
Noite longa de embalar,
Anseio pelo dia, quero acordar...
Tudo dorme profundamente,
Hiportermia e frio intolerante,
Deixai o inferno não ser Inverno docemente.
Haja esperança de um Verão escaldante.
Inverno, frio,
Jan 3, 2024
Jan 3, 2024 at 11:34 AM UTC
Da janela do meu mundo
Poderia dizer que a vista é sôfrega
E deprimente,
Prédios que escondem as árvores,
Fábricas que me cegam as estrelas
E lixo que voa pelas ruas
Onde passam pessoas vazias,
Mas estaria a ser injusta,
Injusta para com a Lua
E com a luz que jarra neste rio.
Quando os meus olhos caem
Sob ela são conquistaos,
E esqueço o mundo
E os meus deveres,
Esqueço as árvores escondidas
Pelos prédios,
As fábricas que me cegam as estrelas
E o lixo que voas por estas ruas
Onde passam pessoas vazias.
Hipnotiza-me e o tempo para,
Só de olhar para uma das luas
Incorporadas na imensidão deste Universo,
O tempo para,
O tempo para e eu sou feliz
Por poder-me juntar a ela
Cada noite do resto da minha vida.
Sep 24, 2018
Sep 24, 2018 at 9:17 AM UTC
pedaços de sujeira enfiados embaixo das unhas
sobre um vento quente passado metade de janeiro.
e os olhos ardidos observando com toda calma
a tela branca acinzentada e retangular.
narizes que coçam em momentos impróprios
e cães que aguardam pacientemente
mãos de pele em seus pelos sujos de poeira.
os pelos da coxa pintados de loiro falsificado
brilham na luz do abajur como purpurina no carnaval de Recife.
e aqueles fios de cabelo teimosos que caem sobre o ombro
tocando a derme queimada pelo sol
que
por consequência, os dedos impacientes não cansam
de procurar
para então removê-los.
Jan 17, 2018
Jan 17, 2018 at 7:04 PM UTC
Parece que tudo tinha de amadurecer,
Das árvores se desprender...
As frutas maduras caem ao Chão,
Os ciclos são de fulgor, aceleram a respiração ,
Outono espiritual e de transição...
Deixa tudo fluir, o Universo reflecte, reforça tua vontade...
Felicidade de alma, de paz, de espiritualidade .
Deixa o Outono transformar a tristeza e se decompor em alegria,
Como as folhas secas ficam verdes sem vaidade nem ousadia.
O Outono de vida, para tudo renovar,
Deixe os Rouxinóis tornar a cantar,
Os répteis adormecer, e hibernar...
Outono de Céu e mar,
Tempo de gratidão a Deus e seus Arcanjos
Aos Santos, Santas e anjos.
Deixa o Outono te amar, te adormecer,
Para acordar um novo ser...
O Outono não é banal é sagrado,
É vida e morte tudo mistério bem guardado.
Sementes e folhas apodrecem esquecidas,
Para adornar nossas vidas.
Nov 16, 2023
Nov 16, 2023 at 10:49 AM UTC