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"cabelo" poems
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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Aug 25, 2014
Aug 25, 2014 at 12:35 PM UTC
Existência
De quem é a imagem que vejo no espelho? Não é a mesma que me observo sem vê-la Não possui a fonte existencial que lança os arredores para o interior A única diferença entre mim e o que me permeia É o corpo que carrego a todo instante, e dele os diálogos mentais que me definem como uma existência, pois as vozes que me surgem só eu posso ouvi-las e interpretá-las Mas, talvez, a consciência seja simplesmente um canalizador e não uma fonte, pois as informações vêm de todos os lugares e ao mesmo tempo de um lugar só (ego). De quem é a imagem que vejo quando olho para outra pessoa? Não é a mesma imagem que essa outra existência se vê Essa imagem que vejo faz parte de mim, sou eu, ou talvez o outro que vive em mim, que independe de uma consciência própria que não a minha. Mas como eu me vejo? Me vejo como acredito que os outros me vêem? Eu sou o fruto das experiências passadas Eu sou inconstante. Totalmente renascido e irreconhecível a cada experiência Mas isso é meu ego, o vidro mais frágil O medo da solidão, O medo da rejeição, O ódio que é o medo de amar O medo de amar que é o ódio por si mesmo O **** é a carta coringa do desespero O prazer de calar a dor Mas o **** também dói, pois é a entrega de seu íntimo para outrem (você se diferencia) nós somos incapazes de amar o que é diferente, o **** fere o ego, pois o auge do prazer se dá com algo que nossa consciência insiste em odiar, odiamos os outros, odiamos a nós mesmos Mas é tudo ilusão Ódio e medo, novamente, caminhando lado a lado Mas é tudo ilusão "O que está em cima está em baixo, não há diferença" O que me define como singular? Minhas roupas, meu cabelo, meu rosto, minha casa meu carro, minha família, minha história Fora isso quem sou? Onde encontra-se a singularidade da voz que só minha mente escuta? (Minhas ideias surgem de outras ideias que não são minhas Eu sou o vazio) Encontra-se no vazio, onde todos são iguais Onde uma coisa não se diferencia da outra Onde só nos resta amar, sem dor A realidade é simplesmente aquilo em que acredito Nada mais, nada menos Pois o que os olhos não vêem o coração não sente Melhor dizendo: O que a mente não sente os olhos não vêem! Depois de todo o devaneio Me lembro... Uma mulher, cujo a forma de sorrir, a forma de morder os lábios, o jeito com que ela me olha com o canto do olho é totalmente singular, única Mas não depende do ego, e nem de experiência é algo inato, belo, não consigo odiar mesmo sendo diferente Amor? sim Mas algo diferente também a vejo e amo como irmã, como mãe, como amante, como amiga Amo sua existência como um todo e não sei explicar Ela escolheu não ficar comigo, mas sempre vem a mim Eu ainda continuo a ama-la, sem dor, nem sofrimento Outra vez saio de uma discussão comigo mesmo sem respostas!
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O quarto escuro e apenas a luz vinda de fora só me deixavam ver o contorno do seu rosto, mas eu ainda conseguia decifrar seus traços, o gosto molhado da sua boca, a textura do seu cabelo. Experimentava seus lábios, tão feroz quanto o vento quando toca as flores, fazendo-as exalarem seus perfumes, assim como o seu gosto o fazia em mim. Desfrutava de todo o tato possível, e pelos seus braços, caminhava uma das mãos, enquanto eles se envolviam e se apaixonavam pelo meu corpo, abraçando-o forte, como um leão agarrando sua presa. Seus beijos me completavam e me envolviam, tal como a mais fina seda do mais belo vestido cai perfeitamente no mais maravilhoso corpo de mulher. Seu cheiro doce, de pele morena, sufocava toda a hesitação que ainda me restava e me fazia entregar-me por inteiro. Suas mãos teimavam em bagunçar meu cabelo que, envolto em seus dedos, se realizava por encontrar tanta obstinação vinda de um único conjunto de dedos. Por um momento, antes de dar-me um outro beijo, me olhou nos olhos, com olhar de pescador que foi fisgado pelo canto da sereia e, de repente, nada mais existia.
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May 17, 2013
May 17, 2013 at 7:20 PM UTC
Nada mais existia.
A solidão espalha os seus frutos Sou um ser controverso, Com pena e verso. Eu tenho uma vida, Bem ou mal vivida. A vida é um flagelo, Um trovão descontrolado, Um amor mal amado, Um fio fino dum cabelo. Coisas lindas eu já vi, Muitas nem senti, Existe por vezes beleza, No pousar da natureza. Na solidão e melancolia, Vivo o dia-a-dia, Gosto de amar de sentir saudade, Caminheiro da liberdade. Victor Marques
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Jun 29, 2010
Jun 29, 2010 at 2:50 AM UTC
A solidão de viver
Luana; Tinha uma voz doce; Um cabelo ***** cumprido; Olhos de ressaca; Ficava bonita até de batom rosa; (Odeio, batom rosa). Mas melhor de tudo; Foi a mulher mais linda; Que eu já vi na vida. Ela não cabe em um livro; Ela está nos menores frascos; Até porque, Neles estão os melhores perfumes. E como diz aquele velho ditado: ''Secretárias são sensacionais''. Mas eu, [Tenho esse erro; De me apaixonar todo dia; Sempre pela pessoa errada].
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Aug 23, 2017
Aug 23, 2017 at 2:20 PM UTC
Morena dos Olhos de Ressaca
o que saia brotando do peito inundava, invadia os poros da pele entrava pelos cantinhos entre os dedos por baixo das unhas, nos fios de cabelo era como soda cáustica sobre a pele um grito no vácuo, uma luz distante um caminho de carvão em brasa solidão. pele morta, pele nova era como (re)nascer se livrar de um vício assistir o alvorecer contornar pro caminho de volta pra casa com medo era como (re)viver.
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Jun 25, 2013
Jun 25, 2013 at 10:48 PM UTC
Voltar pra casa
Amo minha melancolia Amo os pensamentos que me perturbam todos os dias Amo a fome continua Amo a falta de sono Amo o meu olhar vazio depois de uma noite de insônia Amo aquele sentimentalismo barato que me vem quando vejo um filme bobo Amo minha busca por Deus Amo a continua insatisfação com o meu cabelo Amo minhas mãos pequenas Amo meus óculos Amo o meu café da madrugada Amo minhas qualidades e defeitos
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Jul 8, 2013
Jul 8, 2013 at 10:27 PM UTC
Eu
queria ter congelado a imagem do seu sorriso queria ter gravado o som da sua voz naquela tarde de domingo você esmagava meu peito com suas canções no violão, seu olhar de garoto sabidão cantava, me encantava. o vento batia e bagunçava os cachos do seu cabelo o sol penetrava por entre seus cílios e seus olhos ficavam mais claros do que já são. cada vez que sentia seu cheiro era como um desfrute do paraíso. criava um romance com as pintas do seu rosto e escrevia cartas de amor pra elas. queria ter congelado aquela imagem, você descalço queria poder sentir novamente a textura da sua pele, branca e sardenta sendo queimada pelo sol queria poder roubar as curvas do seu sorriso imagina...as linhas da sua mão, as linhas da minha mão se entrelaçando, nos casando.
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Jun 15, 2013
Jun 15, 2013 at 5:44 PM UTC
Domingo
Sinto a necessidade de ter calor humano, Por puro conforto, De sentir o meu corpo absorto. Necessidade tão intensa e imensa Longe do que se pensa, Longe de qualquer dano. O vento ouve-me, benevolente, O que vai na alma. Das palavras que correm na mente, Traz a minha outra metade na sua palma Para a alegria tomar conta da calma. Reparo no meu cabelo a voar, Nos meus dedos a moldar As linhas do horizonte. E tento retratar, magicar e afeiçoar A imagem que tenho de ti na fonte. Aproximo-me em passo na calada E os meus olhos aborvem cada camada Que no meu ver emerge. Tudo diverge Pois apareceste tu. O meu coração acelera Calmo noutra era. Num ápice lento Num rápido murmúrio Olho-te com um muito atento. Procuro fugir do teu olhar, Com o sangue a ferver, Com a cara a escaldar Cansada desta fuga por resolver: É aqui que vou ficar.
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May 16, 2014
May 16, 2014 at 7:43 AM UTC
Amor na calada
Quando eu te vejo, Mesmo em devaneios, Meu coração chega a parar. Sinto o seu cheiro, E a maciez do seu cabelo, E me afundo no profundo do teu olhar. Há tanto tempo, Que eu me vejo, Estando contigo. Não eu não ligo, Se for em outro plano, Se for com você, estarei feliz.
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Aug 18, 2013
Aug 18, 2013 at 9:40 AM UTC
Estarei feliz
O cabelo O cigarro A mão Os olhos Você me inspira A ironia O descaso A bagunça A risada Você me inspira A melancolia A música A bebida O terno Você me inspira
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Jun 25, 2013
Jun 25, 2013 at 5:58 PM UTC
#2
o vento fazia o pó levantar. de olhar maduro, óculos de protecção, casaco preto e chapéu, ao peito um medalhão. ele era um rapaz nobre. nunca se tinha visto ninguém como ele. que segredos antigos estavam à espreita? e ali estava ele, flutuando na magia da brisa. ao peito a mais perfeita arma de julgamento. cano curto. o segredo fora revelado, e o carrasco chegava para mim. com uma intenção maravilhosa de assassino malicioso, Spyglass olhou-me nos olhos e senti o vento no meu cabelo. flashes de fogo na calada da noite. a maravilhosa máquina de sua majestade. gritei: "semeador de chumbo". o sangue, escuro, corria, mortal.
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Apr 9, 2015
Apr 9, 2015 at 5:05 PM UTC
Semeador de chumbo
Vagueio, sem destino algum. Vagueio, sem sair do lugar. De olhos fechados, percorro as linhas do teu corpo, e corro o mundo. Escondo-me, por entre o brilho do teu cabelo. Refugio-me, no teu regaço, e procuro o equilíbrio. No teu corpo, vagueio sem vaguear.
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Jan 25, 2014
Jan 25, 2014 at 3:45 PM UTC
vagueio
vem entra na minha vida vem para o meu covil veste-te de preto pinta o teu cabelo de ***** e vamos juntos ouvir o som do mar vamos juntos na escuridão dizer adeus à luz vamos viver na eternidade onde todos os dias são noites eu sei que sou louco mas no teu coração eu sei há uma gótica a desabrochar
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May 22, 2015
May 22, 2015 at 5:21 AM UTC
Gótica
Sentado, infeliz, na minha cama, a ouvir o vento soprar ”selvagem”. Choro amargamente por detrás do meu cabelo, Tentando não mostrar este sentimento.
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Jul 10, 2014
Jul 10, 2014 at 3:52 PM UTC
morte
a chuva cai suavemente sobre o teu rosto. a chuva cai suavemente sobre o teu cabelo, e toca-te os lábios sedentos de um beijo. a chuva cai suavemente do céu, e permite que a minha alma flutue sobre o ar, levando-me para um lugar mágico.
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Aug 17, 2015
Aug 17, 2015 at 6:33 AM UTC
Aquele dia
seu cabelo sempre cheiroso 
seu jeito tão charmoso 

 carinhosa e corajosa

 ela ama o oceano 
e sonha com golfinhos 
 os beijos dela são suaves 
e cheios de carinho 

 mulher forte e linda 
no meu coração sempre bem-vinda 

quero te ver bem de saúde ser sua filha me enche de gratitude 

 cada detalhe seu tão delicado como 
uma estrela do mar 

hoje eu quero te agradar e prometo para sempre te amar. - gio, 10.12.2018
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Mar 22, 2020
Mar 22, 2020 at 4:01 PM UTC
estrela do mar
tremi de falar já o que te esconde embaixo da saia. tecido pesado esse que te faz caminhar um tanto mais lento. e se só a gente tivesse asas e mais ninguém? que injusto pinguins se amarem durante a vida inteira e a gente não. arranquei mechas de cabelo e fiz de cada fio uma história pra contar. mas eu nem tenho coragem de colar na parede... fica palpitando. é normal. errei várias vezes. a cara já começa a enrugar e escurecer. primeiros sinais do infinito dos teus olhos. plante. ou não também. escreva uma coisa absurda depois ponha fogo. ou não também. corte as pontas dos dedos, mas não jogue fora. use como fones de ouvido. não dá pra escapar da tristeza. capturei uma coisa pra ti, olha só. mais uma linha de algo escrito que não era pra ser escrito assim.
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Oct 25, 2017
Oct 25, 2017 at 5:05 PM UTC
porta, rua, casa, jardim
não precisa pensar muito. ângulo de noventa e cinco graus e um triângulo equilátero. de onde vieram essas lembranças? folha de papel cor creme e sem pauta. faz sete anos que não escrevo em linha reta. é tão gostoso os dedos deslizando pelas mechas do cabelo. alcançando até as pontas - essa é a melhor parte. a fumaça é a coisa mais linda mesmo. não precisa se esconder atrás da cortina por que a vergonha não usa roupa e isso é tão natural pra ela. escute gal costa e cante junto com ela. que magnífico é pensar no som e ouvi-lo mas não vê-lo. não precisa mais querer voltar a ser criança. a sessão da tarde já não é mais como aquela lembrança em mil novecentos e noventa e oito. o véu que sempre esteve na gaveta uma hora vai se puir. porque no fim tudo se apaga. inclusive o cigarro que chegou na xepa.
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Oct 27, 2017
Oct 27, 2017 at 12:11 AM UTC
leve
pedaços de sujeira enfiados embaixo das unhas sobre um vento quente passado metade de janeiro. e os olhos ardidos observando com toda calma a tela branca acinzentada e retangular. narizes que coçam em momentos impróprios e cães que aguardam pacientemente mãos de pele em seus pelos sujos de poeira. os pelos da coxa pintados de loiro falsificado brilham na luz do abajur como purpurina no carnaval de Recife. e aqueles fios de cabelo teimosos que caem sobre o ombro tocando a derme queimada pelo sol que por consequência, os dedos impacientes não cansam de procurar para então removê-los.
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Jan 17, 2018
Jan 17, 2018 at 7:04 PM UTC
descasco um pedaço de molho ressacado sobre a mesa