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"afogo" poems
Eu acordo e coloco as mãos na cabeça. É desesperador o fato de não conseguir entender porque acordei, Ou porquê não acordei do seu lado. Mas acredito que as coisas não podem ser tão certas. Se coisas assim fossem simples não daria certo. Por enquanto, me afogo em pensamentos, de coisas que eu deveria ter dito. Se não fosse por você, não teria nem dormido.
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Aug 25, 2012
Aug 25, 2012 at 8:56 AM UTC
Não é culpa de ninguém.
Queria confessar, não resisto àqueles olhos os seus, verdes, me encarando, fixos. Corava-me a face, confundia-me o peito. Uma lua refulgente num céu opaco É como tentar descrever os olhos de Capitu. Quando nossas mãos se encostavam assim, de relance, sem querer um segundo no tempo. Arrepios. Preencheria esse vazio dentro de ti e te faria só meu. E nos meus poemas te descreveria com tanto fascínio quanto o guerreiro branco descreve a virgem Iracema. Seu sorriso doce, seu peito – meu leito Canta suas canções no ouvido meu Como fazem os pássaros na manhã, cortando o silêncio que paira nos montes. Deságuo no oceano da tua alma Me afogo no teu afago Procuro suas mãos de encontro com as minhas Sozinhas.
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Jul 1, 2013
Jul 1, 2013 at 3:14 PM UTC
Arrepios
Já depois de tanto tempo perdido Aqui, ainda quero que fique. Às 3h da matina, espero acordado olhando para a luz que queima minha minha alma e me mantem alucinado Alucinado e condicionado. Me viciei no celular, como em ti, um que me mantem desconectado Desfamiliarizado, com o sentir, que tu já não está aqui E me afogo afogo Em nada e perco perco Tempo Se já perdi Esperançaguardanaquelacaixasecreta mas cheia de tu. Naquela madrugada fui fumar para tentar me encontrar Choro até chegar em casa e só o celular e o sono afogam meus soluços Insônia
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Jan 8, 2017
Jan 8, 2017 at 10:59 AM UTC
Insônia #1
Estou só chove o rádio liberta notas de uma composição musical. Lá longe, quem eu desejo perto. O vento está frio, deambulo pelas ruas da maledicência. Afogo as mágoas no absinto da vida, fumo um cigarro. Penso no passado, nas amarelas tardes de Outono, nos passeios à beira-mar, e vejo o que perdi, em busca de um ideal que ainda não encontrei.
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Mar 31, 2014
Mar 31, 2014 at 4:54 PM UTC
ideal
Para quê passado? Se já não é? E o presente? É quando? Desde do momento em que é Deixa de ser E o futuro Esse há-de existir Mas nunca existe Nem existiu Dizem que o tempo É como um rio Come se o pudéssemos seguir Se rio é Flutuar tentamos Mas sempre afogamos Apenas temos pé E o afogo demora anos Nele imaginamos A água que à de vir Essa mais calma Que não havemos de engolir Que bom é o futuro Pois ele nunca chega Nunca aleija O presente Com violentos lábios nos beija E o passado Sabor a sangue e tormentas nos deixa
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Feb 11, 2019
Feb 11, 2019 at 9:21 AM UTC
O meu rio
Perdido na tristeza, afogo as mágoas na solidão dum Gin. E penso em ti.
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Jun 3, 2014
Jun 3, 2014 at 5:26 PM UTC
solidão
Arregaço as mangas largas e ensopadas Do mar bravo que as molhou, Volto para a areia,onde o sol Aquece os grãos, E fez acelerar o passo De quem por lá andou. Todas as manhãs,o mar traz ao de cima Espuma,algas e saudade. Corto as mangas da minha velha camisa Para ver se a água gelada não me adoece, E desajeitado, cortei a vaidade. Agora só molho os meus magros braços, E ao olhar para o mar vejo-te atrás de mim, A tentar puxar-me para a areia porque Na água, somos o espelho da saudade e de quem morre ao não saber pôr um fim. Resisto como resistem as pernas de um pescador na corrente do mar, Mas aflito e sem forças afogo-me, e deixo-me levar. Deixei a minha velha camisa na areia Para se me vieres ver, o meu cheiro possa contigo andar. Pode ser que na próxima maré O meu corpo ao de cima possa vir. Se estiveres na nossa praia Pode ser que te veja a sorrir.
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Jan 10, 2018
Jan 10, 2018 at 5:35 PM UTC
Brisa