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"absolutamente" poems
Fecha-se assim hoje mesmo, uma etapa longa e dura, E agora sim, estou absolutamente são e convicto nos dizeres, Compreendo toda esta longa etapa, até esta arquitectura Não parei nem desisti, estou aqui para comigo viveres! Preocupei-me cedo em ser puro, não com o não ser duro, Meus gestos e minhas acções, são neutras e consequentes, Penetrar no intimo das questões, levou-me ao cremadouro, Não julgo gentes, nem compro amizades, das conscientes! De que agora tenho ou não tenho saudades e recordações, São dos carinhos destas gentes que são o que eu sentia, Nas longas viagens me perdia de saudade e desvanecia, Mas sempre as forças, na tortura, me levaram as ilusões! Como tantos e outros jovens, jogando nesta vida de loucura, Tantas vezes por eles e outras quantas por mim, eu aprendi, Vi, suei e chorei, por tudo que passei e eu nunca me prendi, Segurei sempre firme, o touro nos seus cornos, na aventura! Propus-me porém a arriscar valores de gentes menos crentes, Quando o mestre e sábio pai, me dizia olhando eu minha mãe, Sempre esperaram para ver o que eu via, e preocupações além, E ao encontro de tudo que diziam, eu fazia as asneiras constantes! Eis que um dia, chorei de dor e o calor do lar, que nunca me abandonou, Me trouxe de novo nas origens e aqui encontrei os valores, que bisquei, Aposto-os agora a cada dia, quando a ti, também te encontrei, o amor começou, Tudo que diziam meus pais e eu afirmava como inexistente, agora, mel, petisquei! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.30.02.18
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Aug 30, 2013
Aug 30, 2013 at 5:56 AM UTC
Transparente, puro e cristalino
Fecha-se assim hoje mesmo, uma etapa longa e dura, E agora sim, estou absolutamente são e convicto nos dizeres, Compreendo toda esta longa etapa, até esta arquitectura Não parei nem desisti, estou aqui para comigo viveres! Preocupei-me cedo em ser puro, não com o não ser duro, Meus gestos e minhas acções, são neutras e consequentes, Penetrar no intimo das questões, levou-me ao cremadouro, Não julgo gentes, nem compro amizades, das conscientes! De que agora tenho ou não tenho saudades e recordações, São dos carinhos destas gentes que são o que eu sentia, Nas longas viagens me perdia de saudade e desvanecia, Mas sempre as forças, na tortura, me levaram as ilusões! Como tantos e outros jovens, jogando nesta vida de loucura, Tantas vezes por eles e outras quantas por mim, eu aprendi, Vi, suei e chorei, por tudo que passei e eu nunca me prendi, Segurei sempre firme, o touro nos seus cornos, na aventura! Propus-me porém a arriscar valores de gentes menos crentes, Quando o mestre e sábio pai, me dizia olhando eu minha mãe, Sempre esperaram para ver o que eu via, e preocupações além, E ao encontro de tudo que diziam, eu fazia as asneiras constantes! Eis que um dia, chorei de dor e o calor do lar, que nunca me abandonou, Me trouxe de novo nas origens e aqui encontrei os valores, que bisquei, Aposto-os agora a cada dia, quando a ti, também te encontrei, o amor começou, Tudo que diziam meus pais e eu afirmava como inexistente, agora, mel, petisquei! Autor: António Benigno Código de autor: 2013.08.30.02.18
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A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração. Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil. As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego? Minha decepção só não é maior que a decepção que causei. Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles. Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada. Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como? O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera. Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras. Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco? Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho. Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
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Aug 14, 2018
Aug 14, 2018 at 1:08 PM UTC
Avante
A noite chega, soturna, calada. Os remédios parecem não fazer efeito. Sozinho novamente com meus pensamentos, embalado pelo som do ventilador e das batidas do meu coração. Nao sei porque ele insiste em bater, parece um esforço inútil. As horas passam lentamente, como nos movimentos de uma duna. A areia do tempo descendo vagarosamente pela ampulheta. Se ao menos pudesse ver. Me sinto cego, queria eu estar cego? Minha decepção só não é maior que a decepção que causei. Não há lugar aqui senão neste papel para a dor, uma fraqueza que todos tentam esconder - por questão de sobrevivência provavelmente. Os amigos poucos que me restam seguem suas vidas enquanto tento ser feliz, ao menos por eles. Saudade aqui toma outras formas, como uma tortura ao melhor estilo Stanley Kubrick em “Laranja Mecânica”, em que as imagens passam repetidamente por minha cabeça sem que eu possa fazer absolutamente nada. Família, amigos, amores, à distância de uma chamada, uma chamada. Para quem ligar, como? O cárcere em sua pior faceta, o isolamento social. Conto nos dedos de uma mão as pessoas com quem consigo manter uma conversa. Mesmo assim nao consigo conversar, a cabeça e o coracao nao estao aqui, eles fugiram, estão lá fora, espero que a minha espera. Outro cigarro, mais um café. Quantos mais, quantas mais palavras? A caneta e o papel são meus melhores amigos, às vezes até me entendem. Monólogos em horas, diálogos em outras. Me pergunto qual seria o limite entre a sanidade e a demência aqui. Se é que existe um, estou eu ficando são ou louco? Nao era quando cheguei, provavelmente foi o que me trouxe aqui, agora só me resta um caminho a seguir e tenho que achá-lo sozinho. Não tenho arrependimentos, aqui não há lugar para eles, há agora um só caminho a seguir, em frente! Adiante!
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hasta mañana/compañeros/ahora siguen las lógicas del muerto/ la pudrición/la descomposición/ hasta mañana hasta mañana/ aplaudiría al pajarito que se volara de vos/rodolfo/ después de haber comido sangre que resbalaba por tus lentes/ a la iguana llena de luz que revisó las entrañas del haroldo y comió de haroldo/ iguana rápida de luz/ será mañana que veamos o nos veamos/no nos veamos/ o sea que muerto yo alcanzara a ver tu talón/paco/brillar bajo el suelo donde yacés con calavera pensativa por nosotros/pobres de vos/ talón nocturno crepitando como políticas rabiosas para matar al enemigo hoy absolutamente hoy/ talón que pisa el tiempo y parte/
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Nota viii
¡Señores! Hoy es la primera vez que me doy cuenta de la presencia de la vida. ¡Señores! Ruego a ustedes dejarme libre un momento, para saborear esta emoción formidable, espontánea y reciente de la vida, que hoy, por la primera vez, me extasía y me hace dichoso hasta las lágrimas. Mi gozo viene de lo inédito de mi emoción. Mi exultación viene de que antes no sentí la presencia de la vida. No la he sentido nunca. Miente quien diga que la he sentido. Miente y su mentira me hiere a tal punto que me haría desgraciado. Mi gozo viene de mi fe en este hallazgo personal de la vida, y nadie puede ir contra esta fe. Al que fuera, se le caería la lengua, se le caerían los huesos y correría el peligro de recoger otros, ajenos, para mantenerse de pie ante mis ojos. Nunca, sino ahora, ha habido vida. Nunca, sino ahora, han pasado gentes. Nunca, sino ahora, ha habido casas y avenidas, aire y horizonte. Si viniese ahora mi amigo Peyriet, les diría que yo no le conozco y que debemos empezar de nuevo. ¿Cuándo, en efecto, le he conocido a mi amigo Peyriet? Hoy sería la primera vez que nos conocemos. Le diría que se vaya y regrese y entre a verme, como si no me conociera, es decir, por la primera vez. Ahora yo no conozco a nadie ni nada. Me advierto en un país extraño, en el que todo cobra relieve de nacimiento, luz de epifanía inmarcesible. No, señor. No hable usted a ese caballero. Usted no lo conoce y le sorprendería tan inopinada parla. No ponga usted el pie sobre esa piedrecilla: uién sabe no es piedra y vaya usted a dar en el vacío. Sea usted precavido, puesto que estamos en un mundo absolutamente inconocido. ¡Cuán poco tiempo he vivido! Mi nacimiento es tan reciente, que no hay unidad de medida para contar mi edad. ¡Si acabo de nacer! ¡Si aún no he vivido todavía! Señores: soy tan pequeñito, que el día apenas cabe en mí! Nunca, sino ahora, oí el estruendo de los carros, que cargan piedras para una gran construcción del boulevard Haussmann. Nunca, sino ahora avancé paralelamente a la primavera, diciéndola: «Si la muerte hubiera sido otra...». Nunca, sino ahora, vi la luz áurea del sol sobre las cúpulas de Sacre-Coeur. Nunca, sino ahora, se me acercó un niño y me miró hondamente con su boca. Nunca, sino ahora, supe que existía una puerta, otra puerta y el canto cordial de las distancias. ¡Dejadme! La vida me ha dado ahora en toda mi muerte.
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Hallazgo de la vida
¡Señores! Hoy es la primera vez que me doy cuenta de la presencia de la vida. ¡Señores! Ruego a ustedes dejarme libre un momento, para saborear esta emoción formidable, espontánea y reciente de la vida, que hoy, por la primera vez, me extasía y me hace dichoso hasta las lágrimas. Mi gozo viene de lo inédito de mi emoción. Mi exultación viene de que antes no sentí la presencia de la vida. No la he sentido nunca. Miente quien diga que la he sentido. Miente y su mentira me hiere a tal punto que me haría desgraciado. Mi gozo viene de mi fe en este hallazgo personal de la vida, y nadie puede ir contra esta fe. Al que fuera, se le caería la lengua, se le caerían los huesos y correría el peligro de recoger otros, ajenos, para mantenerse de pie ante mis ojos. Nunca, sino ahora, ha habido vida. Nunca, sino ahora, han pasado gentes. Nunca, sino ahora, ha habido casas y avenidas, aire y horizonte. Si viniese ahora mi amigo Peyriet, les diría que yo no le conozco y que debemos empezar de nuevo. ¿Cuándo, en efecto, le he conocido a mi amigo Peyriet? Hoy sería la primera vez que nos conocemos. Le diría que se vaya y regrese y entre a verme, como si no me conociera, es decir, por la primera vez. Ahora yo no conozco a nadie ni nada. Me advierto en un país extraño, en el que todo cobra relieve de nacimiento, luz de epifanía inmarcesible. No, señor. No hable usted a ese caballero. Usted no lo conoce y le sorprendería tan inopinada parla. No ponga usted el pie sobre esa piedrecilla: uién sabe no es piedra y vaya usted a dar en el vacío. Sea usted precavido, puesto que estamos en un mundo absolutamente inconocido. ¡Cuán poco tiempo he vivido! Mi nacimiento es tan reciente, que no hay unidad de medida para contar mi edad. ¡Si acabo de nacer! ¡Si aún no he vivido todavía! Señores: soy tan pequeñito, que el día apenas cabe en mí! Nunca, sino ahora, oí el estruendo de los carros, que cargan piedras para una gran construcción del boulevard Haussmann. Nunca, sino ahora avancé paralelamente a la primavera, diciéndola: «Si la muerte hubiera sido otra...». Nunca, sino ahora, vi la luz áurea del sol sobre las cúpulas de Sacre-Coeur. Nunca, sino ahora, se me acercó un niño y me miró hondamente con su boca. Nunca, sino ahora, supe que existía una puerta, otra puerta y el canto cordial de las distancias. ¡Dejadme! La vida me ha dado ahora en toda mi muerte.
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Montevideo quince de noviembre de mil novecientos cincuenta y cinco Montevideo era verde en mi infancia absolutamente vrede y con travías muy señor nuestro por la presente yo tuve un libro del que podía leer veinticinco centímetros por noche y después del libro del que podía leer y yo quería pensar en cómo sería eso de no ser de caer como piedra en un pozo comunicamos a usted que en esta fecha hemos efectuado por su cuenta quién era ah sí mi madre se acercaba y prendía la luz y no te asustes y después la apagaba antes que no durmiera el pago de trescientos doce pesos a la firma Menéndez & Solari y sólo veía sombras como caballos y elefantes y monstruos casi hombres y sin embargo aquello era mejor que pensarme sin la savia del miedo desaparecido como se acostumbra en un todo de acuerdo con sus órdenes de fecha siete del correinte eran tan diferente era verde absolutamnte verde y con tranvís y qué optimismo tener la ventanilla sentirse dueño de la calle que baja lugar con los números de las puertas cerradas y apostar consigo mismo en términos severos rogámosle acusar recibo lo ante posible si terminaba en cuatro o trece o diecisiete era que iba a reír o a perder o a morirme de esta comunicación a fin de que podamos y hacerme tan sólo una trampa por cuadra registrarlo en su cuenta corriente absolutamente verde y con travías y el Prado con caminos de hojas secas y el olor a eucaliptus y a temprano saludamos a usted atentamente y desde allí los años y quién sabe.
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Dactilógrafo
Montevideo quince de noviembre de mil novecientos cincuenta y cinco Montevideo era verde en mi infancia absolutamente vrede y con travías muy señor nuestro por la presente yo tuve un libro del que podía leer veinticinco centímetros por noche y después del libro del que podía leer y yo quería pensar en cómo sería eso de no ser de caer como piedra en un pozo comunicamos a usted que en esta fecha hemos efectuado por su cuenta quién era ah sí mi madre se acercaba y prendía la luz y no te asustes y después la apagaba antes que no durmiera el pago de trescientos doce pesos a la firma Menéndez & Solari y sólo veía sombras como caballos y elefantes y monstruos casi hombres y sin embargo aquello era mejor que pensarme sin la savia del miedo desaparecido como se acostumbra en un todo de acuerdo con sus órdenes de fecha siete del correinte eran tan diferente era verde absolutamnte verde y con tranvís y qué optimismo tener la ventanilla sentirse dueño de la calle que baja lugar con los números de las puertas cerradas y apostar consigo mismo en términos severos rogámosle acusar recibo lo ante posible si terminaba en cuatro o trece o diecisiete era que iba a reír o a perder o a morirme de esta comunicación a fin de que podamos y hacerme tan sólo una trampa por cuadra registrarlo en su cuenta corriente absolutamente verde y con travías y el Prado con caminos de hojas secas y el olor a eucaliptus y a temprano saludamos a usted atentamente y desde allí los años y quién sabe.
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es curioso cómo hablamos de amor propio sólo cuando nos dejan de querer sólo de vez en cuando pienso para siempre en cuánto nos cuesta querernos cuando alguien más nos quiere más si nos quiere mal, mas si nos quiere bien quizás nos contagie querer bien pero no me termina de pasar ¿hay alguien que quiera bien si nadie nunca nos quiso bien? ¿cómo querer aprender a querer si es más fácil desentenderse y desaparecer cuando se pone complicado? y abandonar, antes de ser abandonado despertarme absolutamente solo porque queman los abrazos y nunca dejo de pensar en que todos van a irse en cuanto puedan así que me anclo a cáscaras dejo la cartera en la puerta todas las ventanas abiertas y me dejo querer, quizás en cuotas de un mes, quizás si tenés suerte, un poco más y te digo absolutamente todo de mí para no decirte nada no preguntes si no querés darte cuenta de que no hay nada para decir o quizás sólo no me interesa que lo sepas si sólo me interesa tu lengua no me hace sangrar, pero casi después de siglos sigo verde con el cuello violeta sosteniendo tu cabeza con tus manos en mis tetas y yo pienso, guau, quizás sí te quiera pero re que no porque no sabés quién soy y no me interesa lo que sos afuera de mi imaginario y sabé que yo estoy siempre pero nunca estoy porque no me necesitás si yo no te necesito y lo que necesito no me lo podés dar eventualmente voy a estar bien voy a saberme conocer y puede ser que un día te la presente cuando nazca y tenga nombre hasta ahora soy un cuerpo y un conjunto de recuerdos así que tratame como tal y no esperes mucho más de mí ¿no es acaso lo que todos somos en el fondo? ¿está mal no ser nada? bts - buenas tardes soco
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Apr 28, 2019
Apr 28, 2019 at 11:31 AM UTC
documento sin titulo
es curioso cómo hablamos de amor propio sólo cuando nos dejan de querer sólo de vez en cuando pienso para siempre en cuánto nos cuesta querernos cuando alguien más nos quiere más si nos quiere mal, mas si nos quiere bien quizás nos contagie querer bien pero no me termina de pasar ¿hay alguien que quiera bien si nadie nunca nos quiso bien? ¿cómo querer aprender a querer si es más fácil desentenderse y desaparecer cuando se pone complicado? y abandonar, antes de ser abandonado despertarme absolutamente solo porque queman los abrazos y nunca dejo de pensar en que todos van a irse en cuanto puedan así que me anclo a cáscaras dejo la cartera en la puerta todas las ventanas abiertas y me dejo querer, quizás en cuotas de un mes, quizás si tenés suerte, un poco más y te digo absolutamente todo de mí para no decirte nada no preguntes si no querés darte cuenta de que no hay nada para decir o quizás sólo no me interesa que lo sepas si sólo me interesa tu lengua no me hace sangrar, pero casi después de siglos sigo verde con el cuello violeta sosteniendo tu cabeza con tus manos en mis tetas y yo pienso, guau, quizás sí te quiera pero re que no porque no sabés quién soy y no me interesa lo que sos afuera de mi imaginario y sabé que yo estoy siempre pero nunca estoy porque no me necesitás si yo no te necesito y lo que necesito no me lo podés dar eventualmente voy a estar bien voy a saberme conocer y puede ser que un día te la presente cuando nazca y tenga nombre hasta ahora soy un cuerpo y un conjunto de recuerdos así que tratame como tal y no esperes mucho más de mí ¿no es acaso lo que todos somos en el fondo? ¿está mal no ser nada? bts - buenas tardes soco
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A veces no sé quién soy ¿Qué quiero? ¿Qué digo? ¿Qué pienso? ¿Qué hago? Soy un cúmulo de malas decisiones, de impulsividad y sobrepensamiento en los momentos equivocados Empeño mi corazón a quien no debo y se lo arrebato a quien lo compra Soy el egoísmo de la tierna infancia, la necedad del adolescente en plena pubertad. Soy la risa del demente, el silencio del estruendo, soy la incoherencia en persona y he venido a restarle sentido a este mundo obsesionado con la falsa verdad Soy la definición de lo indefinible Soy la abstracción de lo concreto Soy todo, absolutamente todo, excepto una cosa. No soy yo
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Feb 9, 2018
Feb 9, 2018 at 1:42 AM UTC
Soy
Alguien que me salve de la vida. Dirán que estamos bien enjuagándose la boca con tanto tanto vacío familiar. Sí, sí. La vida, larga vida, adorable viento matutino, cortinas ligeras ondeando en los ventanales, sí, sí, larga vida, alegría plena. Alguien que me salve, por favor. Pero está bien. Uno encuentra razones. Pronto lo verás. Eso dicen y se marchan muy contentos de haber servido para absolutamente nada. Tal vez esa es la fuente de la dicha. Se jactan de la bendita ignorancia como guía y declaran el patetismo como aspiración intelectual, sin saberlo claro está. Pero ahora que entiendo las cosas como son (metafísica de asientos plásticos de metro y envoltorios abre fácil nada fáciles de abrir: una tortura común) puedo disimular un poco mi existencia, y desfilar mi mal olor en público limpia la consciencia por las feromonas. Tantas soluciones para un problema y siempre la que no se comprende   es la más sencilla, la más aplicada, la más conocida, hablo pues de la errónea que mantiene viva la creencia. Alguien termine de salvarme, que yo solo podría pero no puedo.
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Jul 22, 2017
Jul 22, 2017 at 10:36 PM UTC
Transmisión
si alguna vez, te pierdo, o si te me pierdes, espero acordarme de tus cuerdas hipnotizantes. de tus notas hipnóticas, tus resonancias disonantes, y tus harmonías etéreas que calman mi miseria al igual también, mi amor. espero acordarme de absolutamente todo. el momento malo al igual que el bueno. esperando nuestro amor humano que esté, a través de su divinidad, lleno y repleto del río rojo que sale de este lugar mágico, como el jardín de Adan y Eva. aquí contigo en este río. me encontrarás entre sus piedras, dónde te esperare con mis pies en el agua y entre tus tiernas piernas sembrare mi orgullo final. un final grande y grave, como tu nota musical en su fin orquestal. el estar contigo, es un bienestar al olvido de sufrimientos vividos, tu voz, al estar en mi oído, lava el odio del niño tenido del nido, y en sus alas hay hilos reviviendo los dones dormidos. reviviendo mis sentimientos hacia una vida buena, y el poder de volar. el poder de vivir, y el privilegio de poder compartirme contigo sin tener que fingir. - melancholicreator
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Jul 16, 2025
Jul 16, 2025 at 8:47 PM UTC
adán y eva
I fall a little more for you, in those moments, where unbeknownst to time, I steal a few minutes from him, so that I may quietly enchant myself; in the simplicity of your being, the candor of your absentminded stare, the contrast of this almost childlike innocence, and the temple of your manhood, this strength and vulnerability that personifies you, joyful and lugubrious, devilishly angelic, tender and harsh, at times, light and darkness, lucid and obtuse, sometimes, salacious and upright, fierce and bashful, Typhoon and the calm, everything and nothing, I absolutely and deliriously, will continue to steal those minutes from Master Time. I fall more in love with your duplicity--every more.   You are by far, the most complex human being in the world! and I….. well, I am honored to love you, the way I do! ????????????????????????????????????????????????????????????????? Me enamoro un poco más de ti, en esos momentos donde, ni el tiempo vislumbra, que le robo unos minutos, para discretamente deleitarme de toda: Esa sencillez de tu ser, la candidez de tu mirada ausentada, el contraste de esa inocencia casi infantil, y, el temple de tu hombría, esa fortaleza y vulnerabilidad que te caracteriza, risueño y lúgubre, angelical y luciferino, tierno e impiadoso a veces, luz y oscuridad, lucido y lerdo-al mismo tiempo, procaz y recatado, feroz y nocivo, tifón y calma, todo y nada, absolutamente y delirantemente, amo robarle esos minutos al tiempo. Me doy cuenta que me enamora tu duplicidad cada día mas. Eres el ser más complejo del mundo,,,,,, Y yo encantada de amarte como lo estoy haciendo!
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Jul 21, 2017
Jul 21, 2017 at 12:57 PM UTC
Your duplicity...Tu duplicidad
I fall a little more for you, in those moments, where unbeknownst to time, I steal a few minutes from him, so that I may quietly enchant myself; in the simplicity of your being, the candor of your absentminded stare, the contrast of this almost childlike innocence, and the temple of your manhood, this strength and vulnerability that personifies you, joyful and lugubrious, devilishly angelic, tender and harsh, at times, light and darkness, lucid and obtuse, sometimes, salacious and upright, fierce and bashful, Typhoon and the calm, everything and nothing, I absolutely and deliriously, will continue to steal those minutes from Master Time. I fall more in love with your duplicity--every more.   You are by far, the most complex human being in the world! and I….. well, I am honored to love you, the way I do! ????????????????????????????????????????????????????????????????? Me enamoro un poco más de ti, en esos momentos donde, ni el tiempo vislumbra, que le robo unos minutos, para discretamente deleitarme de toda: Esa sencillez de tu ser, la candidez de tu mirada ausentada, el contraste de esa inocencia casi infantil, y, el temple de tu hombría, esa fortaleza y vulnerabilidad que te caracteriza, risueño y lúgubre, angelical y luciferino, tierno e impiadoso a veces, luz y oscuridad, lucido y lerdo-al mismo tiempo, procaz y recatado, feroz y nocivo, tifón y calma, todo y nada, absolutamente y delirantemente, amo robarle esos minutos al tiempo. Me doy cuenta que me enamora tu duplicidad cada día mas. Eres el ser más complejo del mundo,,,,,, Y yo encantada de amarte como lo estoy haciendo!
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