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#vento
O Pacto do Xisto Na encosta onde o tempo se perde, E o sol grava brasas no chão, O homem parece que ferve , Com tanta chuva, silêncio e tensão. O Douro não nasce revela-se lento, Num ventre de xisto partido em dor; Cada muro erguido é um juramento, Cada vinha plantada é um acto de amor. Degraus de esperança talhados na rocha, Escadas que sobem ao céu azulado. São mãos que o destino desabrocha, São séculos vivos num gesto calado. O mau tempo desce em fúria que perdura Se o vento açoita e à rocha tira o verniz. É o homem que firma a sua postura, Com a fé l de quem sempre o Douro quis. "A terra é minha porque me fez!" Não por posse, mas por pertença sagrada; Foi ela que ensinou assentar dos pés, E moldou cada socalco da alma lavrada. Não é só vinho o que verte no copo, É sangue tornado clarão, É o grito do vale que sobe ao topo, É eternidade em fermentação. Do fundo do vale à crista dourada, Corre uma aliança que o tempo não quebra: O homem e a montanha mesma jornada, Mesmo silêncio que arde e celebra. Enquanto houver xisto e fé profunda, Enquanto o sol beijar a videira nua, Haverá Douro memória fecunda, E um vinho que guarda o mundo na sua. Victor Marques Douro Portugal
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Feb 19
Feb 19, 2026 at 2:04 AM UTC
O Pacto do Xisto
​No princípio era a pedra, o destino e o chão. E a pedra era dura, sem ter compaixão. Mas o homem pequeno, de vontade pura, Venceu o abismo com a sua loucura. Ferro na rocha, o malho e a pá, O sangue vertido que a terra beberá. Assim nasceu o Reino, sagrado e veloz, Dos nossos pais e dos nossos avós. ​Sol que é um incêndio que queima a pele, Vento de fogo que o destino repele. Mãos cheias de calos, de febre e de espinho, Mas olhos profundos olhando para o vinho. Ó Douro antigo, de rosto brutal, Livro de xisto, altar ancestral. Cada muro é um verso que o tempo não move, Cada vinha é um salmo que a alma consome. ​Ao pôr do sol, quando a uva descansa, O homem amadurece em estranha esperança. As sombras descem, mantos de mistério, Cobrem o cansaço deste império. O silêncio é uma prece no dia que finda, Escutando na terra a voz que é linda, De um passado imenso, de luz e de cor, Que guarda o segredo do meu amor. ​Olhai para o Rio, esse espelho sagrado, Caminho das almas, do tempo parado. Não corre ali água, mas sim a memória, Do xisto azulado lavrado em glória. O Rio é o barqueiro que leva o cansaço, Unindo os vivos num eterno abraço. É a veia aberta que a montanha conduz, Levando o lodo em correntes de luz. ​Vejo a fauna que dança no reino das fragas, As flores que resistem às velhas pragas. O voo da águia, guardiã do que é puro, Do que ninguém quebra no tempo futuro. Este não é um vale de posses ou tronos, É um reino de deuses que não têm donos. Feito de suor, de silêncio e de fé, Onde o xisto se faz pão e o homem se mantém de pé. ​Houve tempos de sombra e de rudes ruturas, Anos de luto com doenças sem curas. Lágrimas que caíram na videira esquecida, Como feridas abertas na própria vida. Mas o Douro não verga, o Douro é um clarão, Ergue-se da pedra com força e paixão. Pois quem nasce do xisto e bebe o seu fogo, Sabe que a morte é apenas um jogo. ​Eu sou filho desta encosta, duriense de verdade, Sou o passado vivo nesta dura realidade. Quando ergo o meu copo ao céu do levante, Levanto o sangue de um povo gigante. Não é apenas vinho, é o eco de um canto, É a força dos que lutaram entre o riso e o pranto. Que o mundo respeite o Douro por favor, Pois o Douro morre de dor... ​Victor Marques Douro Portugal ​
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Feb 15
Feb 15, 2026 at 3:52 PM UTC
Vento de fogo
​No princípio era a pedra, o destino e o chão. E a pedra era dura, sem ter compaixão. Mas o homem pequeno, de vontade pura, Venceu o abismo com a sua loucura. Ferro na rocha, o malho e a pá, O sangue vertido que a terra beberá. Assim nasceu o Reino, sagrado e veloz, Dos nossos pais e dos nossos avós. ​Sol que é um incêndio que queima a pele, Vento de fogo que o destino repele. Mãos cheias de calos, de febre e de espinho, Mas olhos profundos olhando para o vinho. Ó Douro antigo, de rosto brutal, Livro de xisto, altar ancestral. Cada muro é um verso que o tempo não move, Cada vinha é um salmo que a alma consome. ​Ao pôr do sol, quando a uva descansa, O homem amadurece em estranha esperança. As sombras descem, mantos de mistério, Cobrem o cansaço deste império. O silêncio é uma prece no dia que finda, Escutando na terra a voz que é linda, De um passado imenso, de luz e de cor, Que guarda o segredo do meu amor. ​Olhai para o Rio, esse espelho sagrado, Caminho das almas, do tempo parado. Não corre ali água, mas sim a memória, Do xisto azulado lavrado em glória. O Rio é o barqueiro que leva o cansaço, Unindo os vivos num eterno abraço. É a veia aberta que a montanha conduz, Levando o lodo em correntes de luz. ​Vejo a fauna que dança no reino das fragas, As flores que resistem às velhas pragas. O voo da águia, guardiã do que é puro, Do que ninguém quebra no tempo futuro. Este não é um vale de posses ou tronos, É um reino de deuses que não têm donos. Feito de suor, de silêncio e de fé, Onde o xisto se faz pão e o homem se mantém de pé. ​Houve tempos de sombra e de rudes ruturas, Anos de luto com doenças sem curas. Lágrimas que caíram na videira esquecida, Como feridas abertas na própria vida. Mas o Douro não verga, o Douro é um clarão, Ergue-se da pedra com força e paixão. Pois quem nasce do xisto e bebe o seu fogo, Sabe que a morte é apenas um jogo. ​Eu sou filho desta encosta, duriense de verdade, Sou o passado vivo nesta dura realidade. Quando ergo o meu copo ao céu do levante, Levanto o sangue de um povo gigante. Não é apenas vinho, é o eco de um canto, É a força dos que lutaram entre o riso e o pranto. Que o mundo respeite o Douro por favor, Pois o Douro morre de dor... ​Victor Marques Douro Portugal ​
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Il canto del vento Il vento canta storie di terre lontane, di cieli che sfiorano l’infinito. Ogni soffio è una melodia, un sussurro che ci racconta mondi sconosciuti. Eppure, nel silenzio del vento, ascolto la mia voce che si perde nel nulla. Ma so che, alla fine, il vento mi riporterà a casa. Masi Roberto © 2025 The Song of the Wind The wind sings stories of distant lands, of skies that touch infinity. Every breath is a melody, a whisper revealing worlds unknown. And yet, within the silence of the wind, I hear my voice fading into nothing. But I know that in the end, the wind will bring me back home. Masi Roberto © 2025
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Nov 2, 2025
Nov 2, 2025 at 7:42 PM UTC
: Il canto del vento / The Song of the Windwind journey soul infinity
🇮🇹 Chi mi dice che ascolto? Chi mi dice che parlo? Chi mi dice che sono? Non è la voce a dichiararlo, non è il silenzio a confermarlo. È il vento che scivola tra le foglie, è il respiro che accarezza la vita. Se tu ascoltassi davvero il vento, sentiresti che io non appartengo a un luogo soltanto, ma sono ovunque: nell’attimo che fugge, nella luce che nasce, nel cuore che si apre. Io sono, semplicemente, nell’invisibile che ci unisce. — Masi Roberto © 2025 --- 🇬🇧 Who says that I listen? Who says that I speak? Who says that I am? It is not the voice that proclaims it, nor silence that confirms it. It is the wind flowing through the leaves, the breath caressing life. If you truly listened to the wind, you would feel that I do not belong to just one place, but I am everywhere: in the fleeting moment, in the rising light, in the heart that opens. I am, simply, in the unseen that binds us. — Masi Roberto © 2025
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Sep 25, 2025
Sep 25, 2025 at 5:11 AM UTC
Se ascoltassi il vento / If You Listened to the Wind
Perguntar donde vens com sentimentos, Cabelos soltos aos ventos. Perguntar ao mundo que sentiste, Brisa amena que pediste. Quando acordo e na janela espreito, Olho o vento  que parece  desfeito. Tocando baladas em qualquer sino, Tirando mágoas do próprio destino. Olha aves sedentas de voar, Esvoaçam sobre o teu olhar. Pinheiros verdes,meios partidos , Rosa dos ventos de sonhos vividos. Deixas as ondas do mar com zumbido, Fustigadas sem porto , nem abrigo. És bom vento que madrugas no além , Com a chuva que nos quer bem. Victor Marques
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Feb 1, 2024
Feb 1, 2024 at 1:26 PM UTC
Vento que vem
As vezes quero ser profundo e me manter por lá Mas sou apaixonado pelo nascer e pôr do sol E pela lua beijando o mar As vezes quero sentar Te ver dancar Mas sou apaixonado pelo ritmo do teu corpo no meu Teu calor E aroma do teu suor As vezes me pergunto o que será de nós se a paixão acabar? Mas logo lembro Que nada dura pra sempre E enquanto existir este sentimento intenso Quero aproveitar cada momento Lembranças não serão levadas pelo vento Um coração lindo como o teu nunca ficará ao relento Pra já, faça do meu peito o seu aposento Encosta a cabeça Ouça cada batimento Será eterno até acabar o nosso tempo
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May 13, 2019
May 13, 2019 at 2:28 AM UTC
Eterno Agora
Feliz és tu, vento que teu cheiro pode sentir atravessar o seu manto sem medo de se apaixonar; Feliz és tu, vento que pode a observar admirar o seu encanto sem medo de se apaixonar; Feliz és tu, vento que pode teu movimento sentir apreciar o teu beijo sem medo de se apaixonar; Feliz és tu, vento que sua voz pode ouvir aprender o teu assovio sem medo de se apaixonar; Feliz és tu, vento que tudo pode experimentar se deixar levar pelo seu gosto sem medo de se apaixonar; Mas no final, sou eu quem sou feliz por ter alguém para me apaixonar por ser humano e saber que para sempre, sempre irei amar.
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Sep 17, 2015
Sep 17, 2015 at 6:58 PM UTC
Sentimentos ao Vento
O Vento que passa por mim leva todo o ar que existe nos meus pulmões. Faz o meu coração parar de tanta tristeza e amargura que carrega, faz com que o meu emocional seja triste e seco. Sem razão nenhuma para me torturar, o Vento continua a fazê-lo, isto fá-lo feliz. Não lhe dói, mas como me dói a mim, é uma alegria. Acho que já estou habituada a esta dor. Fui destinada a tê-la, e agora, mereço-a. Oh meu amor, porque me fazes sofrer tanto, meu querido Vento? Que dor infernal sinto eu por culpa tua, seu bicho horrendo que tanto amo. Por favor, faz com que eu pare de te amar, por favor, por favor. O ar que levas contigo não te chega? Tens que tirar de mim o pouco que falta para me sentir viva e sem remorsos? Oh meu amor, oh meu querido Vento, meu feio e horrendo bicho que mais odeio por te amar. Faz com que pare, por favor, por favor.
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Jul 1, 2014
Jul 1, 2014 at 10:50 PM UTC
Oh, Vento