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#terra
Ó gente da minha terra… Escutai o rio a correr como um velhinho a adormecer. Não é somente água e desilusão nem socalco ou tradição . O Douro é corpo sagrado, por mãos divinas moldado. Há vozes presas no xisto, há sombras do próprio Cristo, Há passos pelos caminhos entre cepas e espinhos. Quando o nevoeiro cai e o vento no vale vai, ouve-se um murmúrio profundo como o respirar do mundo. É o Douro… lento e calado, rei nunca derrotado, que viu o tempo passar sem jamais se ajoelhar. Ó terra de fogo e vinha, de dor que nunca definha, cada cepa tem memória, cada bago guarda história. Tem nas mãos o sofrimento e nos olhos sempre o firmamento. Quem nasce nestas encostas traz estrelas sobrepostas na alma feita de sentimento, de solidão e alento. E quando setembro desce e o vale inteiro estremece, o mosto canta no lagar como um Santo sobre o altar. Há qualquer coisa divina na luz dourada da vindima… como se anjos viessem ver o vinho novo a nascer. Porque o vinho do Douro não vale apenas ouro vale lágrimas sentidas silêncios, fome e cantigas. Nasce da mulher que espera, da geada e da primavera, das promessas junto ao rio, das noites de calor e frio. Mas mesmo cansado o povo faz do desespero renovo. Mesmo ferido resiste, mesmo em lágrimas insiste. Porque o duriense não verga quando a vida se carrega. Tem fundações na eternidade, na pedra e na verdade. Ó gente da minha terra duriense nenhuma força oculta nos vence, Sem vós o Douro era vazio, sem alma, sem voz, sem rio. E quando o mundo esquecer quem vos ajudou a erguer, as vinhas irão falar e o próprio vento lembrar: Que houve um povo neste mundo dos mais nobres com sentimento profundo, que fez vinho com coração e da dor uma eterna oração. E enquanto houver uma videira, uma enxada verdadeira, um duriense olhando o horizonte ou uma luz atrás do monte… O Douro jamais morrerá. Porque Deus ainda está lá. Victor Marques Douro
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May 23
May 23, 2026 at 2:08 AM UTC
0' gente da minha terra
Ó gente da minha terra… Escutai o rio a correr como um velhinho a adormecer. Não é somente água e desilusão nem socalco ou tradição . O Douro é corpo sagrado, por mãos divinas moldado. Há vozes presas no xisto, há sombras do próprio Cristo, Há passos pelos caminhos entre cepas e espinhos. Quando o nevoeiro cai e o vento no vale vai, ouve-se um murmúrio profundo como o respirar do mundo. É o Douro… lento e calado, rei nunca derrotado, que viu o tempo passar sem jamais se ajoelhar. Ó terra de fogo e vinha, de dor que nunca definha, cada cepa tem memória, cada bago guarda história. Tem nas mãos o sofrimento e nos olhos sempre o firmamento. Quem nasce nestas encostas traz estrelas sobrepostas na alma feita de sentimento, de solidão e alento. E quando setembro desce e o vale inteiro estremece, o mosto canta no lagar como um Santo sobre o altar. Há qualquer coisa divina na luz dourada da vindima… como se anjos viessem ver o vinho novo a nascer. Porque o vinho do Douro não vale apenas ouro vale lágrimas sentidas silêncios, fome e cantigas. Nasce da mulher que espera, da geada e da primavera, das promessas junto ao rio, das noites de calor e frio. Mas mesmo cansado o povo faz do desespero renovo. Mesmo ferido resiste, mesmo em lágrimas insiste. Porque o duriense não verga quando a vida se carrega. Tem fundações na eternidade, na pedra e na verdade. Ó gente da minha terra duriense nenhuma força oculta nos vence, Sem vós o Douro era vazio, sem alma, sem voz, sem rio. E quando o mundo esquecer quem vos ajudou a erguer, as vinhas irão falar e o próprio vento lembrar: Que houve um povo neste mundo dos mais nobres com sentimento profundo, que fez vinho com coração e da dor uma eterna oração. E enquanto houver uma videira, uma enxada verdadeira, um duriense olhando o horizonte ou uma luz atrás do monte… O Douro jamais morrerá. Porque Deus ainda está lá. Victor Marques Douro
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O meu Douro murmura baixinho A luz sobe lenta do ventre da serra, como um salmo nascido da terra. O vale em silêncio ajoelha primeiro, e Deus passa oculto no meio do nevoeiro. O xisto desperta em brasa calada, memória do mundo na rocha gravada. Não é pedra morta, nem sombra vazia: é carne do cosmos bebendo a luz do dia. Há vozes ocultas na vinha dormente, há raízes rezando debaixo da gente. Descem ao fundo da noite fechada buscando a nascente da água sagrada. Cada socalco parece um altar, suspenso entre abismo, céu e luar. E o homem que sobe as encostas do vento leva nos ombros o peso do tempo. No lagar de sombra e suor, o vinho começa o caminho da dor. Os pés sobre o mosto, lentos, profundos, parecem chamar os mortos outra vez ao mundo. Escuta-se um cântico vindo do chão, mistura de cansaço ,vinho e oração. O xisto soluça na uva esmagada, como alma por Deus visitada. Há um pacto secreto na rocha e no céu, entre a videira e o fogo cruel. O Douro não grita murmura baixinho o nome divino escondido no vinho. Ser duriense é morrer devagar, para que a terra nos possa habitar. É dar o próprio corpo à montanha ferida, e beber do silêncio o sentido da vida. As mãos já não sabem de orgulho ou vaidade, apenas conhecem o peso da eternidade. O tempo atravessa a carne cansada, como uma profecia na noite já passada. Aqui tudo volta ao primeiro clarão: o barro, o homem, a videira e o pão. E Deus desce ao mundo onde eu estou e existo, fazendo do Douro o seu corpo em Cristo. Porque no fim, quando a luz se desfaz, e o rio adormece na sombra da paz, fica somente o eterno registro: Deus, o Homem, o Vinho, e o Xisto. Victor Marques Douro Portugal
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May 15
May 15, 2026 at 5:09 PM UTC
O meu Douro murmura baixinho
O meu Douro murmura baixinho A luz sobe lenta do ventre da serra, como um salmo nascido da terra. O vale em silêncio ajoelha primeiro, e Deus passa oculto no meio do nevoeiro. O xisto desperta em brasa calada, memória do mundo na rocha gravada. Não é pedra morta, nem sombra vazia: é carne do cosmos bebendo a luz do dia. Há vozes ocultas na vinha dormente, há raízes rezando debaixo da gente. Descem ao fundo da noite fechada buscando a nascente da água sagrada. Cada socalco parece um altar, suspenso entre abismo, céu e luar. E o homem que sobe as encostas do vento leva nos ombros o peso do tempo. No lagar de sombra e suor, o vinho começa o caminho da dor. Os pés sobre o mosto, lentos, profundos, parecem chamar os mortos outra vez ao mundo. Escuta-se um cântico vindo do chão, mistura de cansaço ,vinho e oração. O xisto soluça na uva esmagada, como alma por Deus visitada. Há um pacto secreto na rocha e no céu, entre a videira e o fogo cruel. O Douro não grita murmura baixinho o nome divino escondido no vinho. Ser duriense é morrer devagar, para que a terra nos possa habitar. É dar o próprio corpo à montanha ferida, e beber do silêncio o sentido da vida. As mãos já não sabem de orgulho ou vaidade, apenas conhecem o peso da eternidade. O tempo atravessa a carne cansada, como uma profecia na noite já passada. Aqui tudo volta ao primeiro clarão: o barro, o homem, a videira e o pão. E Deus desce ao mundo onde eu estou e existo, fazendo do Douro o seu corpo em Cristo. Porque no fim, quando a luz se desfaz, e o rio adormece na sombra da paz, fica somente o eterno registro: Deus, o Homem, o Vinho, e o Xisto. Victor Marques Douro Portugal
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No princípio era o xisto. E o xisto era duro. E o xisto permanecia. E o Homem subiu à montanha com ferro na mão e fé no peito, e rasgou a pedra como quem abre a terra para que dela nasça promessa. E viu que era bom. Porque do pó nasceu socalco. Do socalco nasceu vide. Da vide nasceu vinho. E do vinho nasceu memória. E a memória fez-se sangue. Mas vieram as tempestades. E levantaram-se ventos como juízo antigo. E a água desceu em fúria, como se quisesse apagar o nome escrito na encosta. E os muros tremeram. E as pedras caíram. E as videiras inclinaram-se como guerreiros feridos. E houve silêncio sobre o vale. E disse a montanha: “Quem és tu para me enfrentar?” E respondeu o homem do Douro: “Sou aquele que permanece.” Porque a nossa carne é feita de xisto. O nosso silêncio é mais antigo que a tormenta. E a nossa raiz desce onde a enxurrada não alcança. Pode cair o muro. Pode rasgar-se o talude. Pode o vento uivar como lobo sobre a noite. Mas a raiz… A raiz é pacto. A raiz é aliança. A raiz não se rende. E quando a tempestade se retira, e o sol volta como misericórdia sobre as encostas, erguemo-nos. Pedra sobre pedra. Mão sobre mão. Geração sobre geração. Porque o Douro não é apenas terra. É juramento. É testemunho. Não é líquido. É verbo. É resistência tornada eternidade. E enquanto houver raiz no xisto, haverá Douro. E enquanto houver Douro, haverá vinho. E enquanto houver vinho, haverá memória. Victor Marques Douro Portugal
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Feb 19
Feb 19, 2026 at 1:41 AM UTC
No princpio era o xisto
No princípio era o xisto. E o xisto era duro. E o xisto permanecia. E o Homem subiu à montanha com ferro na mão e fé no peito, e rasgou a pedra como quem abre a terra para que dela nasça promessa. E viu que era bom. Porque do pó nasceu socalco. Do socalco nasceu vide. Da vide nasceu vinho. E do vinho nasceu memória. E a memória fez-se sangue. Mas vieram as tempestades. E levantaram-se ventos como juízo antigo. E a água desceu em fúria, como se quisesse apagar o nome escrito na encosta. E os muros tremeram. E as pedras caíram. E as videiras inclinaram-se como guerreiros feridos. E houve silêncio sobre o vale. E disse a montanha: “Quem és tu para me enfrentar?” E respondeu o homem do Douro: “Sou aquele que permanece.” Porque a nossa carne é feita de xisto. O nosso silêncio é mais antigo que a tormenta. E a nossa raiz desce onde a enxurrada não alcança. Pode cair o muro. Pode rasgar-se o talude. Pode o vento uivar como lobo sobre a noite. Mas a raiz… A raiz é pacto. A raiz é aliança. A raiz não se rende. E quando a tempestade se retira, e o sol volta como misericórdia sobre as encostas, erguemo-nos. Pedra sobre pedra. Mão sobre mão. Geração sobre geração. Porque o Douro não é apenas terra. É juramento. É testemunho. Não é líquido. É verbo. É resistência tornada eternidade. E enquanto houver raiz no xisto, haverá Douro. E enquanto houver Douro, haverá vinho. E enquanto houver vinho, haverá memória. Victor Marques Douro Portugal
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DOURO Coração de Pedra e Vinho Nas encostas duras, onde só a pedra respira, A giesta e a vinha contra o tempo que conspira. Com ferro e paz, nossos antepassados moldaram montes, E de cada socalco nasceu a força dos horizontes . O sol que queima as encostas é aliado, não inimigo, A chuva que cai em fendas é o segredo amigo. Cada sarmento é memória, cada cacho é resistência, No Douro  floresce quem respeita a essência. Que venham os que falam, sem tocar na terra, Que venham plantar batatas, e aprendam a verdadeira guerra. Aqui, só cresce o vinho, só floresce a verdade, O Douro é nosso, e nele guardamos liberdade. Cada gota é suor, cada vinhedo é história, Cada vindima é verso, cada vinho é memória. O Douro não se vende, não se dobra, não se rende, É terra de vignerons, de paixão que se aprende. Ergam-se taças, junto ao coração, Pois este vinho é alma, não simples produção. O Douro é poema, escrito em rocha e paixão, É força, é coragem, é o grito de uma nação. A tradição é chama que nunca se apaga, A videira é rainha nesta terra sagrada. O Douro é belo e  profundo, O vinho o melhor  do mundo. Victor Marques Douro Valley
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Jan 1
Jan 1, 2026 at 12:50 PM UTC
Coração de pedra e vinho
Durante i giorni più freddi del potente inverno Pensa a una dolce primavera e sogna un'estate mite Durante le ore più dure della notte invernale Pensa ai fiori e sogna una piacevole luce del sole. Arriva la stagione, rimane un po' e poi fugge La vita attraversa un evento circolare come l'ape Come i raggi di luna che danzano attorno a Madre Terra Per incantarla, abbracciarla e baciarla a morte. Nel mezzo del profondo inverno, pensa a una primavera divina E sogna giornate estive luminose e afose Non sentirti mai disperato e pessimista per nulla. Giorni migliori e notti gloriose sono sempre in arrivo Rimani positivo e resiliente finché la tua testa è presente Pensa e sogna un sole più caldo. Copyright © gennaio 2025, Hébert Logerie, Tutti i diritti riservati Hébert Logerie è autore di diversi libri di poesie.
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Jan 15, 2025
Jan 15, 2025 at 1:20 AM UTC
Pensando A Una Primavera Divina
Mamã foi embora Ela já não está viva Ela deixou a Mãe Terra Ela está no cemitério A mamã está mais longe Ela está aqui e ali, realmente A mamã se foi E já não está aqui Connosco, sob o sol A mamã está no céu Ela olha para nós e consegue ouvir Ela está a divertir-se, em um sonho Vendo-nos lamentar e gritar A mamã está com a Virgem Maria Ambos nos ouvem e riem Tanto que choram no paraíso Onde ninguém morre Isto é uma gafe Que viagem! A mamã foi embora Mal os podemos ver nas nuvens A mamã ainda está conosco É invisível dentro de nós Como desejamos que as outras mães façam Feliz fica no cemitério Que a terra seja leve e macia! P.S. Este poema é dedicado a todos os que choram. Translation of “Mommy Is Dead” in Portuguese. Copyright © Avril 2024, Hébert Logerie, todos os direitos reservados. Hébert Logerie é autor de várias coletâneas de poesia.
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Nov 14, 2024
Nov 14, 2024 at 12:03 PM UTC
Mamã Está Morta
Nem pareces Primavera, nem Inverno, Chegas com pouco calor humano, Acabam as colheitas do engano e desengano. Outono que parece não ter dono... Sobrevivem plantas e tudo parece se perder, Semente e terra castanha que é vida e quer viver, Os ventos são frequentes. Ficam frios, deixam de ser quentes. As árvores adormecem sem querer, Outono amarelo que recicla todo o meu ser. Mãe terra de todas as colheitas, Das coisas bem ou mal feitas. Vibração do ciclo da vida, Pareces desgarrada e despedida. Comemorar derrotas e todas as conquistas do grão estar maduro, Outono sonolento e mais escuro. Mas és Outono com as flores de acácia, Madresilva da vida que te enlaça, Outono da vida que te abraça, Janela aberta para o dia amanhecer, Renascer, renascer , renascer...
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Sep 25, 2024
Sep 25, 2024 at 7:19 AM UTC
Outono do meu ser ao abandono
Estrela central do sistema solar, Planetas, cometas,poeiras no ar. Todos em teu redor sem demora,, Humanos acertando a hora. Milhões de quilómetros nos distancia, Bendita luz que alumia. A noite vem com o brilho do luar, De manhã te espero para acordar. Lindas cores no horizonte alaranjado, Amarelo também, por vezes avermelhado. Divino poder de teu calor criar, tua energia. És Estrela de noite e de dia, És bendito para toda humanidade que por ti anseia, Na noite adormeces com o canto da sereia. A água na terra é fonte de vida, Pelo calor do Sol seja protegida. O Sol será cada vez mais brilhante , No futuro, no presente. Nunca desprendido de teu ciclo solar, tua essência, Fazes chover ou nevar com abundância. O destino da Terra é precário e indefinido, Tu Sol és um gigante adormecido. Victor Marques
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May 9, 2023
May 9, 2023 at 3:58 PM UTC
O Sol
Noites de amor e canto suave de aves em manhas cristalinas, Nasci com o encanto de areias do mar sempre finas. A meus pais eu vou sempre agradecer, Com seu amor sempre viver... Quando eu nasci olhando o rio com olhos meios fechados, Senti o cheiro das flores dos meus antepassados, Grato a todos os seres que estavam ali para me ver nascer, Amando salgueiros do ribeiro que corre por correr... Quando eu nasci protegido por Deus e sua Igreja, Lirios campestres que a natureza sempre proteja. Alma divina que em minha vida logo entrou, Sorrir com inocência e carinho sim senhor, Tudo pelo desejo de DEUS criador. As estrelas do céu comigo estavam em harmonia, Ansiava viver, ver a luz do dia, Nasci para ser amor, vida, alegria... Nasci perdido nesses horizontes durienses avermelhados, Sem ideia do mundo, nem de todos os seres criados, Nem que havia uma eternidade onde iria regressar, Nasci para tudo amar e contemplar... Deus deu me o corpo para minha alma aperfeiçoar, Deus deu me tudo, a terra , o céu , o mar....
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Nov 26, 2020
Nov 26, 2020 at 3:48 AM UTC
Quando eu nasci...
The graffiti on the bathroom stalls has been blotted out by butterflies The world is taking back it's body Bringing back old fashioned Roman concrete to fill in all the cracks She's taken apart the locks just in case something beautiful got trapped inside Every safe is a time capsule Curiosity isn't dangerous anymore Every time she took a step, the air shuddered The soles of her shoes grew roots and flew away She was humming and fixing things as she went with just the soothing sound of her sanity Her soul leeching out like an ethereal mechanic There were wishing flower seeds mixed in with the strawberries she was picking I think when she ate them, she became holy Her hands stroked the wind as they fell to her sides, Like running her fingers through horse hair At first, she made the mistake of falling in love with elevator buttons Up, or down, one or the other, in constant motion When they cut her open, she bled ivy She invaded their circuitry and rotted their robotic She showed them alive and showed them the door She didn't understand wildfires She knew passion only by its name, Only by the monuments, by the mountains, and trenches By the continents drifting like ice in lemonade "You can't ruin this," she said And if this is what burnt out looks like, Imagine what will happen when the meteor hits Or the bombs go off, or the oceans flood This isn't a project we can procrastinate on These are our wide open spaces and final frontiers See, the world is taking her body back Bandaging the scars we left, Quietly, behind us, when we aren't looking She's reinventing herself Just like a garden, Just like a caterpillar, Just like a star we couldn't give up on And we're all standing here, shouting, "We can change-" We can change.
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Apr 19, 2018
Apr 19, 2018 at 9:55 PM UTC
Taking Back Her Body
The graffiti on the bathroom stalls has been blotted out by butterflies The world is taking back it's body Bringing back old fashioned Roman concrete to fill in all the cracks She's taken apart the locks just in case something beautiful got trapped inside Every safe is a time capsule Curiosity isn't dangerous anymore Every time she took a step, the air shuddered The soles of her shoes grew roots and flew away She was humming and fixing things as she went with just the soothing sound of her sanity Her soul leeching out like an ethereal mechanic There were wishing flower seeds mixed in with the strawberries she was picking I think when she ate them, she became holy Her hands stroked the wind as they fell to her sides, Like running her fingers through horse hair At first, she made the mistake of falling in love with elevator buttons Up, or down, one or the other, in constant motion When they cut her open, she bled ivy She invaded their circuitry and rotted their robotic She showed them alive and showed them the door She didn't understand wildfires She knew passion only by its name, Only by the monuments, by the mountains, and trenches By the continents drifting like ice in lemonade "You can't ruin this," she said And if this is what burnt out looks like, Imagine what will happen when the meteor hits Or the bombs go off, or the oceans flood This isn't a project we can procrastinate on These are our wide open spaces and final frontiers See, the world is taking her body back Bandaging the scars we left, Quietly, behind us, when we aren't looking She's reinventing herself Just like a garden, Just like a caterpillar, Just like a star we couldn't give up on And we're all standing here, shouting, "We can change-" We can change.
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Entombing the scream into my body to hide the banshee for the sake of guarding this terra incognita; the peacetime of ours.
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Nov 4, 2017
Nov 4, 2017 at 4:13 PM UTC
Banshee