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#meu
Take everyday as it comes he goes. The path will slowly show. Eash step will be blessed. Coz I know you will be my next. Your my soulmate like no other. Please be mine forever. I hope this ain't a dream. So we can live this life like a stream. I feel your soul, I know. I won't let you go. So please be mine so we can be together for a long time. ❤️
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Feb 19
Feb 19, 2026 at 10:41 AM UTC
Soulmates......
No Douro, entre Céu e Vinha No anfiteatro de socalcos, o Douro ergue-se como oração, pedra e videira entrelaçadas, mãos de homens atarefadas, vivendo em comunhão... Deus habita aqui, na lágrima do sol que cai sobre o rio, no céu alaranjado que se desfaz em brio, no cântico escondido das aves, no rumor das folhas ao vento, sempre suaves, no zumbido que a noite recolhe em simpatia, como quem embala a tristeza em alegria. O vinho, fruto sagrado, feito com amor desdobrado, é comunhão, é missa sem tempo nem hora, é respeito, é Deus, é memória, é abraço partilhado à mesa do povo, é corpo de terra e espírito de fogo, que se oferece em cada copo matizado, entre céu, vinha e pecado. No alarido da natureza, há silêncio que fala à noite, ao luar, há o mistério de Deus por contar, a tocar cada rama, cada galho, cada coração que precisa de agasalho. E quando a noite cobre os montes, com véu de prata e murmúrio de frescas fontes, fica-nos a certeza de que o Douro é saudade sentida: aqui se reza sem palavras, aqui se ama sem medida, aqui o homem e Deus são vizinhos eternos para sempre, terra e vinha, sua semente. Victor Marques
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Sep 7, 2025
Sep 7, 2025 at 11:00 AM UTC
Céu terra Deus Vinha
Natal no Douro No Douro, o inverno é um pranto, Que desliza entre socalco e o silêncio. A neve pousa em mantos de prata, E o rio reflete estrelas dispersas, Como uvas suspensas na luz da eterna graça. As vinhas adormecem, mas guardam calor, Memórias de mãos que amassam o tempo e o amor. Dedos que conhecem cada curva da terra Santa, Cada rugosidade do xisto que a vida sustenta. No Natal, o vento traz canções Mistura o cheiro de pão, de vinho e de boas sensações, E na adega, o mosto murmura histórias, De sol, de chuva e de boas memórias. Que o Douro nos ensine a esperar com ternura, Que cada estrela no céu seja uma promessa, uma aventura! Que cada cepa, mesmo sob  o frio, Se transforme em luz, em calor, em poesia. E que neste Natal haja Douro, haja alegria! O silêncio do vale seja um abraço  de verdade, O rio, uma lembrança da eternidade, E o vinho, a essência do amor que aqui se planta. É Natal no Douro que tudo ama e encanta.
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Dec 23, 2025
Dec 23, 2025 at 5:09 PM UTC
Natal do Douro
O Guardião do Ciclo Branco ​No Douro, o tempo não corre, ele demora-se, Nas rugas da mão que a terra conhece, Onde o inverno, em manto, se demora e esquece O ruído do mundo que lá fora se consome. ​Não há uvas agora, nem o ouro do mosto, Há apenas o branco, o silêncio e o frio, Onde o Homem, de pé, frente ao monte vazio, Segura a neve com o mesmo rigor e gosto. ​O vinho que virá já dorme na paz profunda, Bebe da geada a força para o estio, Pois no Douro, o milagre não é um desvio, É a fé de quem na rocha a sua vida funda. ​Nesta mão que molda o gelo como quem poda, Resiste a verdade de uma herança antiga: Que a terra é mãe, é mestra e é amiga, E o Natal é o eixo onde a esperança roda. ​Brindamos ao silêncio que prepara a vida, Ao vigneron que no frio encontra o seu altar, Pois só quem sabe com o inverno comungar, Verá no verão a promessa cumprida. ​Victor Marques Vigneron
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Dec 22, 2025
Dec 22, 2025 at 4:27 AM UTC
O Guardião do Ciclo Branco