O menininho
Com olhos carregados de esperança
Ria pouco
como quem tinha medo
de que a felicidade durasse menos
quando percebida.
O tempo passou por ele sem delicadeza.
Aquele menininho virou homem
antes mesmo de entender como se descansava o coração.
Aprendeu a se manter inteiro na frente dos outros,
mesmo desmoronando sozinho
em lugares que ninguém alcança.
Existe uma distância enorme
entre o que ele mostra
e o que ele realmente sente.
Porque dentro dele mora um oceano cansado,
profundo demais pra conversas rasas.
E dói,
que ninguém mergulha até onde ele gostaria.
As pessoas conhecem o sorriso educado,
o silêncio controlado,
a força que ele oferece quando tudo aperta
mas não conhecem a parte dele
que implora baixinho por colo
sem jamais dizer uma palavra.
Ele carrega o próprio mundo nos ombros
com a mesma delicadeza
de quem sempre teve medo de ser peso pra alguém.
Aquele menininho,
quando tudo fica quieto,
ele sente aquele menininho antigo
sentado outra vez no mesmo canto,
olhando pra ele
como quem pergunta em silêncio:
Será que um dia alguém vai me enxergar inteiro?
May 7
May 7, 2026 at 1:44 AM UTC
O menininho
Com olhos carregados de esperança
Ria pouco
como quem tinha medo
de que a felicidade durasse menos
quando percebida.
O tempo passou por ele sem delicadeza.
Aquele menininho virou homem
antes mesmo de entender como se descansava o coração.
Aprendeu a se manter inteiro na frente dos outros,
mesmo desmoronando sozinho
em lugares que ninguém alcança.
Existe uma distância enorme
entre o que ele mostra
e o que ele realmente sente.
Porque dentro dele mora um oceano cansado,
profundo demais pra conversas rasas.
E dói,
que ninguém mergulha até onde ele gostaria.
As pessoas conhecem o sorriso educado,
o silêncio controlado,
a força que ele oferece quando tudo aperta
mas não conhecem a parte dele
que implora baixinho por colo
sem jamais dizer uma palavra.
Ele carrega o próprio mundo nos ombros
com a mesma delicadeza
de quem sempre teve medo de ser peso pra alguém.
Aquele menininho,
quando tudo fica quieto,
ele sente aquele menininho antigo
sentado outra vez no mesmo canto,
olhando pra ele
como quem pergunta em silêncio:
Será que um dia alguém vai me enxergar inteiro?
